domingo, 25 de janeiro de 2026

Ano do Cavalo - 2026


E janeiro já vai galopando…

Encerrado 2025, o ano da Serpente, símbolo da regeneração e do desapego consciente. Um ano que nos pediu para trocar de pele — não por escolha, mas por necessidade (como a cobra) — deixando cair crenças, papéis e identidades que já não nos representam.

Enquanto o mundo muda a um ritmo vertiginoso, também nós somos chamados a questionar: quem sou eu para lá do que veem ou esperam de mim? (as caixas invisíveis, os rótulos e as imagens começam a apertar quando a verdade quer respirar).

2025 vibrou no número 9: fechar ciclos, agradecer, soltar o que não interessa nada. Agora vibra o número 1 — o começo, a semente, a intenção clara. O próximo passo vem com a energia do Cavalo: movimento, coragem e liberdade para avançar mesmo sem garantias, confiando no caminho e em nós.

Boas vibes! Que ao longo deste novo ano sejamos capazes de manter um ritual consciente de libertação. Vamos honrar quem fomos, quem somos, o que queremos ser, neste novo ciclo com o coração disponível, os pés enraizados e o olhar livre.

Gratidão!

Agradecer todos os dias ao acordar;

Ignorar ambientes de intriga e fofoca, por exemplo, as redes sociais por onde andam as notícias e pessoas "fake" (falsas) - viver em modo OFF é o novo luxo!

Bloquear quem nos desrespeita ou nada acrescenta à nossa vida;

Deixar de alimentar relações com pessoas falsas, que mostram ser o oposto do que aparentam (muito cuidado);

Ter mais momentos de silencio, que nos trazem a PAZ;

Parar de explicar decisões que já tomámos, porque tivemos todos os motivos e mais algum;

Não levar tudo como pessoal, mas sempre ficar atento;

Focar na nossa vida e naquilo que controlamos;

Aproximar-nos de pessoas que inspiram confiança, respeito, sinceridade e evolução;

Fazer terapia, caso seja necessário (muita gente a precisar neste mundo caótico).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O jantar de natal

Foi ontem dia 15/1/26, porque não houve tempo em dezembro para o anfitrião preparar tudo. E lá estava tudo fantástico, como em todos os anos: a variedade de entradas, os bons vinhos e a comida tão bem preparada e ao detalhe, para agradar aos convivas. Foi uma surpresa encontrar ainda a decoração natalícia intacta, esperando passar este jantar para retirar tudo, desde os sininhos na porta de entrada até à árvore de natal azul e branca, e outros enfeites de cor azul por toda a sala – a bonita cor do grande clube nortenho, o FCP, de quem ele é grande fã, eu também...

O menu foi 1º prato: “roupa velha" como manda a tradição; 2º prato: barriga de porco com costelinha, cuja pele ficou super tostadinha no forno, fazendo lembrar o tão apetitoso leitão assado à bairrada!


Tão bom sentir que as amizades prevalecem e há ainda o prazer da convivência, nem que seja uma vez por ano. Tempo para recordações, fazer o balanço do ano findo, planos futuros de cada um, para falar até de escolhas políticas, com as eleições à porta. É isso que eu tanto gosto na amizade, que pode ser eterna quando verdadeira: a alegria genuína, a leveza. Obviamente, não há ninguém cem por cento perfeito, mas há atitudes que se destacam e demonstram quem nos quer bem realmenre. Ao contrário do tal "amor" falso, o tóxico, o insolente, aquele que ilude, desilude, aldraba, inventa…  até que uma das partes abre os olhos e cai fora, que é o melhor a fazer. Amor de verdade respeita limites.

E assim se vai aprendendo com as experiências, boas e más, para saber o que vale a pena manter na vida da gente. Entretanto, vou observando como (cada vez mais) as mulheres estão felizes na sua solitude, por opção, em especial aquelas que completaram os estudos, trabalharam para serem independentes e poderem diferenciar-se das que “comem gelados com a testa”…

Neste convívio conheci uma jovem senhora simpática, com estudos na advocacia, o ex marido também advogado. Ela me confidenciava que teve um casamento tóxico durante anos, conseguiu libertar-se felizmente. Agora tem um namorado, cada um a viver na sua casa. Os dois filhos já crescidos estudam em Lisboa e vêm às vezes no fim de semana para estar com a mãe. Assim, a vida corre bem com a decisão mútua de se encontrarem sempre que for possível para os dois, com leveza, empatia e amor, do verdadeiro, aquele que também é eterno enquanto durar, desde que exista respeito e confiança, acima de tudo.

Gosto de ouvir histórias de pessoas que têm uma mensagem a transmitir e nos fazem pensar. Porque há por aí tanto bombardeio de “amor”, um blablabla sem fim, mas as atitudes são de fugir!

Carpe Diem! Venham daí mais almoços e jantares, não só no natal, mas em qualquer oportunidade que surja para rever as boas amizades!