domingo, 29 de março de 2026

Verdade: horário de verão, o melhor

 


Mudou a hora: é VERDADE, chegou o nosso horário preferido, o de verão, em que os dias serão mais longos e prazerosos, porque merecemos viver mais contentes.

E logo a seguir virá o dia 1 de abril, dizem que é o dia da MENTIRA, será mesmo? Ou será apenas o dia em que fingimos que só se mente uma vez por ano? Infelizmente, mentirosos e ou inventores e outros fingidores é o que existe por aí cada vez mais, e há que ter muita cautela, para evitar dissabores.

Imagina-se que mentira é simplesmente o oposto da verdade. Porém, nem sempre é assim tão simples. Muitas vezes, a mentira veste-se de invenção, de imaginação, de criatividade (esta no mau sentido).

Uma história exagerada, uma desculpa bem construída, uma “verdade alternativa” contada com convicção — serão mentiras ou apenas versões mais artísticas da realidade?... Há diferentes estilos: quem minta por brincadeira, ou quem minta por necessidade… e pior: quem já nem consegue distinguir uma coisa da outra, de tanto que tem vivido na mentira ou na invenção. Há também os mestres da dissimulação, que não dizem propriamente mentiras — apenas omitem, desviam, encenam. Estes talvez merecessem um dia próprio.

Não seria justo criar também o dia do “cara de pau”? - aquele que diz o improvável com tal segurança que quase nos faz duvidar de nós próprios - seria o “dia da convicção sem fundamento”…

No fundo, o 1 de abril é um espelho curioso: um dia em que a mentira é permitida, quase celebrada — talvez para nos lembrar que, nos outros 364 dias, ela continua bem presente… só que com menos humor.

Alguém já dizia: o mentiroso quando é descoberto fica bravo ou se faz de vítima.

Vive-se numa era de vitrinas. O mundo seria um lugar bem melhor se as pessoas fossem felizes como aparentam nas redes sociais, se amassem como lá publicam e fossem tão sinceras como proclamam… Apesar de tudo isso, a vida segue, e é bela, quando a beleza verdadeira começa de dentro para fora: grande VERDADE!

Parte de mim é Namastê (e outra parte é Vaitifudê) - brincadeirinha, mas verdadeira… LOL


sábado, 7 de março de 2026

Feliz Dia, Mulher!

8-3-2026
Há mulheres e Mulheres, e não podia deixar de mencionar aqui o Dia desta, a Mulher com M - essa força silenciosa que sustenta o mundo há séculos.

Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas. Por isso, quando um “homem” maltrata ou desrespeita uma Mulher, está a insultar ou maltratar a sua própria mãe (ou seja, esse será o verdadeiro filho da P.)

Ser Mulher é carregar sensibilidade sem perder firmeza. É liderar com empatia. É transformar obstáculos em crescimento. É cuidar, criar, reconstruir e ainda assim continuar a sonhar.

Sendo o Dia das Mulheres, também me apetece escrever uma mensagem para os Homens. Saibam dar Amor: cuidem bem e mimem todas as mulheres das vossas vidas, e respeitem todas as outras, porque elas também são as mulheres da vida de alguém. Elogiem-nas, surpreendam-nas e façam-nas sentir especiais, porque a verdade é que o são, e não tenham medo ou vergonha de demonstrar o que sentem, acreditem que não há nada melhor do que expressar o vosso amor e carinho por alguém. Tratem-nas com respeito, mostrem que sabem fazê-las felizes, como elas merecem. Elas precisam de uma presença masculina e, com certeza, vocês precisam muito mais delas.

Toda a mulher multiplica o que recebe. Quando recebe respeito, devolve lealdade. Quando recebe segurança emocional, devolve parceria. A mulher não entrega na mesma medida, ela amplia.

O mundo está a mudar porque as mulheres estão a ocupar o seu lugar com consciência, coragem e autenticidade. Não se trata de competir com alguém. Trata-se de equilíbrio. De trazer ao mundo uma liderança mais humana, mais colaborativa, mais íntegra.

Cada mulher que se levanta, inspira outra. Cada voz que se afirma abre caminho para muitas mais…

O futuro não será dominado pelo feminino ou pelo masculino. Será construído pelo equilíbrio — e esse equilíbrio começa quando reconhecemos a grandeza de ser Mulher.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Insânia

 

No meio da insanidade instalada, ainda há pessoas inteligentes (mulheres e homens, claro) que conseguem perceber como é boa a solitude.  Não se sentem sozinhos/as, sentem-se em paz, e isso muda tudo.

Houve uma época (long time ago) em que ser solteira ou solteiro parecia algo a ser corrigido. Como se faltasse algo, ou como se fosse necessário alguém (um apêndice) para completar o cenário. Porém, muita coisa tem mudado para melhor; felizmente e cada vez mais, há pessoas livres, trabalhadoras, honestas, que pagam as suas próprias contas, moram na tranquilidade do seu próprio espaço, têm noites tranquilas na sua cama espaçosa, e seguem a vida no bom sentido. Cada um(a) construiu uma vida que lhes parece estável, segura, a sua vida. Sem ser necessário perturbar a vida de ninguém, e isso é tão saudável. Namorar ou ter alguém já não é uma necessidade. É uma escolha.

Por exemplo, nota-se, cada vez mais, mulheres bonitas - e inteligentes, só destas é que faço questão de falar - a preferirem a solitude feliz. Não estão a competir com outros homens, como poderá imaginar algum ser misógino. Não existe linha divisória. Não há corrida. A verdadeira competição é a paz de cada um(a). É o conforto que se sente ao chegar a casa e encontrar um espaço livre de dramas. É dormir sem ansiedade. É tomar decisões sem confusão emocional. Se alguém quiser entrar na sua vida, deles ou delas, vai ter que acrescentar valor a isso, não trazer desassossego.

No caso das mulheres (porque normalmente são elas que sofrem mais com experiências bizarras, quando abrem os olhos, e os ouvidos), elas não precisam ser salvas de nada. LOL. Uma mulher independente (além de inteligente) não precisa de ser mantida. Não precisa de validação. O que ela quer é parceria. Respeito. Risos. Apoio. Se um gajo trouxer caos, inconsistência ou stress, ela prefere ficar exatamente onde está. Porque a paz tem um preço, e ela conquistou-a com aprendizagens.

Então entendam bem, alguns homens (ou projetos de homens)! Estar sozinha já não é o ‘medo’ ou desconforto de (algumas) mulheres. O medo é o da acomodação a qualquer coisa baixo nível ou sem sentido nenhum. Se alguém vier e não conseguir melhorar a tranquilidade que uma mulher já conquistou, então não há razão para mudar uma vida, a nossa (seja quem for, homem ou mulher, obviamente). O amor é bem-vindo, mas só se for verdadeiro, ou seja: algo que vem para melhorar o conforto que se construiu sozinha, ou sozinho.

“By the way”, lembrei-me, ainda falando de alguns “projetos de homem”, esses que se intimidam ao conhecer uma mulher livre e independente, bem resolvida na vida - isso poderá resultar em curto-circuito imediato ou a médio prazo, ego em pânico, pilas a tremer. A intimidação é tanta (e também o baixo nível, claro) que a primeira palavra que lhes ocorre é sempre a mesma: “put@”. Porque, claro, o pressuposto é simples: se ela teve um passado, só pode ser fácil.

Li algo sobre este tema - muita gente agora a escrever sobre homem/mulher, a atual guerra dos sexos, e essa novela eu já vi há muitos anos... Se observarmos com atenção, percebe-se a verdade brutal: não é sobre ela esse insulto gratuito; nunca foi, é mesmo sobre ele. É sobre insegurança, medo de não ser suficiente, ego inflamado, comparação absurda e necessidade de justificar cada desejo reprimido. Cada rótulo de “put@” funciona como bode expiatório emocional, uma capa que esconde todas as limitações e medos do próprio homem. 

Ele projeta, julga, acusa, mas não olha para dentro. Não percebe que o problema não está nela, está na tremenda insegurança que o impede de lidar com desejo, intimidade e responsabilidade emocional. O sexo torna-se medida de valor, o passado dela torna-se prova de ameaça, e o que sobra é apenas medo disfarçado de moralidade. 

O curioso é que o gajo que acusa não vê que a facilidade que ele atribui à mulher é exatamente a sua própria incapacidade de lidar com a vida real: com histórias, experiências, escolhas e autonomia do outro. Além disso, normalmente, esses até são os que têm um passado ou histórico familiar duvidoso!

A mulher com passado não é ameaça; a ameaça é o homem (ou projeto de…) inseguro que se sente diminuído por tudo o que ele próprio não tem coragem de enfrentar, o pavor de encarar a própria vulnerabilidade. Cada “put@” pronunciada é, na verdade, um grito desesperado do ego: “Eu não sou suficiente, e ela não é minha para controlar”. 

Que pena. Mas é o mundo medíocre em que nos puseram. Mil vezes preferível uma put@ com passado do que um idiota (palavra suave, para não descer ao nível) sem presente nem futuro!

Obrigada meus ‘seguimores’ por me seguirem aqui, cusquem à vontade! 😊 Carpe Diem!