domingo, 25 de janeiro de 2026

Ano do Cavalo - 2026


E janeiro já vai galopando…

Encerrado 2025, o ano da Serpente, símbolo da regeneração e do desapego consciente. Um ano que nos pediu para trocar de pele — não por escolha, mas por necessidade (como a cobra) — deixando cair crenças, papéis e identidades que já não nos representam.

Enquanto o mundo muda a um ritmo vertiginoso, também nós somos chamados a questionar: quem sou eu para lá do que veem ou esperam de mim? (as caixas invisíveis, os rótulos e as imagens começam a apertar quando a verdade quer respirar).

2025 vibrou no número 9: fechar ciclos, agradecer, soltar o que não interessa nada. Agora vibra o número 1 — o começo, a semente, a intenção clara. O próximo passo vem com a energia do Cavalo: movimento, coragem e liberdade para avançar mesmo sem garantias, confiando no caminho e em nós.

Boas vibes! Que ao longo deste novo ano sejamos capazes de manter um ritual consciente de libertação. Vamos honrar quem fomos, quem somos, o que queremos ser, neste novo ciclo com o coração disponível, os pés enraizados e o olhar livre.

Gratidão!

Agradecer todos os dias ao acordar;

Ignorar ambientes de intriga e fofoca, tipo redes sociais onde se espalham as "fake news" (viver em modo OFF é o novo luxo!);

Bloquear quem nos desrespeita ou nada acrescenta à nossa vida;

Deixar de alimentar relações com pessoas falsas, que mostram ser o oposto do que aparentam (muito cuidado);

Ter mais momentos de silencio, que nos trazem a PAZ;

Parar de explicar decisões que já tomámos, porque tivemos todos os motivos e mais algum;

Não levar tudo como pessoal, mas sempre ficar atento;

Focar na nossa vida e naquilo que controlamos;

Aproximar-nos de pessoas que inspiram confiança, respeito, sinceridade e evolução;

Fazer terapia, caso seja necessário (muita gente a precisar neste mundo caótico).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O jantar de natal

Foi ontem dia 15/1/26, porque não houve tempo em dezembro para o anfitrião preparar tudo. E lá estava tudo fantástico, como em todos os anos: a variedade de entradas, os bons vinhos e a comida tão bem preparada e ao detalhe, para agradar aos convivas. Foi uma surpresa encontrar ainda a decoração natalícia intacta, esperando passar este jantar para retirar tudo, desde os sininhos na porta de entrada até à árvore de natal azul e branca, e outros enfeites de cor azul por toda a sala – a bonita cor do grande clube nortenho, o FCP, de quem ele é grande fã, eu também...

O menu foi 1º prato: “roupa velha" como manda a tradição; 2º prato: barriga de porco com costelinha, cuja pele ficou super tostadinha no forno, fazendo lembrar o tão apetitoso leitão assado à bairrada!


Tão bom sentir que as amizades prevalecem e há ainda o prazer da convivência, nem que seja uma vez por ano. Tempo para recordações, fazer o balanço do ano findo, planos futuros de cada um, para falar até de escolhas políticas, com as eleições à porta. É isso que eu tanto gosto na amizade, que pode ser eterna quando verdadeira: a alegria genuína, a leveza. Obviamente, não há ninguém cem por cento perfeito, mas há atitudes que se destacam e demonstram quem nos quer bem realmenre. Ao contrário do tal "amor" falso, o tóxico, o insolente, aquele que ilude, desilude, aldraba, inventa…  até que uma das partes abre os olhos e cai fora, que é o melhor a fazer. Amor de verdade respeita limites.

E assim se vai aprendendo com as experiências, boas e más, para saber o que vale a pena manter na vida da gente. Entretanto, vou observando como (cada vez mais) as mulheres estão felizes na sua solitude, por opção, em especial aquelas que completaram os estudos, trabalharam para serem independentes e poderem diferenciar-se das que “comem gelados com a testa”…

Neste convívio conheci uma jovem senhora simpática, com estudos na advocacia, o ex marido também advogado. Ela me confidenciava que teve um casamento tóxico durante anos, conseguiu libertar-se felizmente. Agora tem um namorado, cada um a viver na sua casa. Os dois filhos já crescidos estudam em Lisboa e vêm às vezes no fim de semana para estar com a mãe. Assim, a vida corre bem com a decisão mútua de se encontrarem sempre que for possível para os dois, com leveza, empatia e amor, do verdadeiro, aquele que também é eterno enquanto durar, desde que exista respeito e confiança, acima de tudo.

Gosto de ouvir histórias de pessoas que têm uma mensagem a transmitir e nos fazem pensar. Porque há por aí tanto bombardeio de “amor”, um blablabla sem fim, mas as atitudes são de fugir!

Carpe Diem! Venham daí mais almoços e jantares, não só no natal, mas em qualquer oportunidade que surja para rever as boas amizades!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz 2026


Estou muito feliz, excitada, com a chegada de um novo ano, serão 365 novas oportunidades de ser feliz e aproveitar o melhor da vida, de preferência com quem cruzar o meu caminho e que valha a pena.

Se me perguntam se já fiz a minha lista de desejos para 2026, sempre a tenho feita, ainda que tudo agora neste mundo doido seja imprevisível. Sou uma pessoa simples, nada de sonhos mirabolantes, tudo acontece no tempo certo. 

Só quero paz, saúde, harmonia, muita música, dançar, rir muito, continuar a ter as pessoas amigas e queridas sempre por perto (ainda que a km de distância), as que transmitem boas energias e tanto preciso, com verdade e carinho. E Amor, desejo muito e verdadeiro! Ahh e não quero me desiludir mais com coisas e pessoas ordinárias… Quem sabe, a Vida tem bons planos para mim, sabendo que apenas quero SER FELIZ, muito! E que os palhaços de serviço (aparecem uns, às vezes e sem contarmos) sigam todos numa flotilha para o raio que os parta!

De repente, fiquei a pensar numa classe trabalhadora, os agentes policiais, sempre de plantão com a tarefa árdua de cuidar, proteger o ser humano, que não é fácil. Já levam com tanta demência por aí durante o ano, e nestas datas de grandes multidões em concertos, gente irresponsável em bares, coitados, não têm mãos a medir, é preciso estofo para aguentar e manter a sanidade mental e voltar para casa, sabe-se lá com que cabeça! Para eles o meu apreço. Pronto, apeteceu-me prestar esta homenagem a eles neste fim de ano.

E sejam todos vocês felizes também, quem vem me ler aqui. Espalhem muita energia boa, pois cada um terá o retorno do que fizer (lei da Vida)… e que os nossos Sorrisos sejam maiores e mais intensos! E que nunca nos falte a fé e esperança de que o Amanhã será bastante melhor!

Adeus 2025! A DEUS 2026!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O natal que passou

Muita gente a escolher a paz de passar o natal só e em silêncio. Confirmando que não sou a única e já o fiz mais do que um par de vezes na vida de adulta.

Mais um que passou, graças a Deus. Na manhã do dia 25, passando pelo supermercado de portas fechadas, antes do almoço, nas ruas com pouco trânsito, que calmaria, que sensação boa de paz, imaginando as famílias em casa descansando com os seus familiares ou com tempo a preparar a "santa ceia". Ainda há menos de 24 horas eu via filas de gente para pagar as imensas compras, ou pessoas que ainda stressavam para encontrar o resto de leitão, de cabrito ou polvo, o que estivesse mais em conta, para quem não gostar do bacalhau…as últimas rabanadas, bolo-rei, sonhos ou frutos secos, o que houver para por na mesa e causar boa impressão aos convivas.

Ai o natal, que devia ser santo, de recolhimento e agradecimento pelo Amor de Jesus que cada um puder sentir dentro de si. Cada um pudesse analisar o que anda a fazer de errado, a si próprio e aos outros. E ao melhorar algo, estaria automaticamente contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Em suma, tão bom sentir estes momentos longe do barulho e da confusão diária, pelo menos para mim que me tornei amante do silêncio, no qual quase me vicio. 

Já assisti a ceias de natal de famílias complexas em que os chamados narcisistas aproveitam as datas comemorativas para estragar o ambiente, pois amam acabar com a dignidade e o bem-estar psicológico dos outros. Imaginemos então uma família com mais do que um narcisista, OMG, é um stress, e até pode acabar em briga ou confronto físico. Há também quem faça, à meia noite, uma oração hipócrita sobre o amor divino. E a seguir, mais brigas, abusos de todos os níveis. Isso é o natal em muitas casas.

Felizmente entendi há muito tempo que posso escolher a paz que necessito, em qualquer época do ano. Tenho as minhas atividades, em casa ou fora dela, livros para ler, a minha espiritualidade que quero manter, pessoas amigas e outras conhecidas que me apoiam, e eu retribuo sempre que puder e se de mim precisarem. Afinal podemos ser todos uma família, cada um na sua casa e na paz de cada lar, sem hipocrisia. O natal não é sobre a ceia do dia 24 ou o dia 25/12, é sobre amor diário, buscar a própria paz, apesar do que nos é externo.

Escrevo para quem, como eu, escolhe passar esta data a solo, e assim criam-se novas tradições: cada um(a) na sua casinha, com seus pets (se os tiver), com a Netflix ou com um bom livro. Com uma oração sincera, ou a regar as plantas. Esse sim é um feliz Natal, uma noite cheia de paz e sossego para nós. Em qualquer idade podemos perceber que é possível haver novas e excitantes tradições, tais como as antigas. E compreender que não vale a pena tentar entender tudo, planear tudo. Com amor, as coisas vão acontecendo, mesmo que sejam diferentes daquilo a que estamos habituados.

Pronto, hoje deu-me para ainda recordar o natal, que tanto dá que falar e “já ninguém liga nada a isso” (este ano até a publicidade na TV aproveitou o mote)… E está sendo a triste verdade. Está a tornar-se uma noite como outra qualquer, só que com bacalhau ou peru, rabanadas, sonhos, aletria e outras sobremesas próprias da época. Quando são muitas pessoas que se juntam e partilham o trabalho e o custo das compras efetuadas, vale a pena. Pior é mesmo quando só uma pessoa tem todo o trabalho, às vezes incapacitada fisicamente, coloca tudo na mesa com amor e com prazer pelo esforço despendido, as pessoas comem e vão embora a seguir, não aguentam estar ali a “fazer sala” por muito mais tempo. Esse é o natal para muitos, pais e filhos e os outros sem sensibilidade para fazer melhor, quando falta a tal cumplicidade ou a conexão familiar, tão essencial.

A amálgama de sensações que este dia/noite nos provoca é de facto imensa. Lembro-me de ter passado de alguma forma por todo esse sentir, nostálgico, confuso, triste, redentor… Ao mesmo tempo, dou comigo também a imaginar grandes famílias, ainda com crianças, festejando com alegria no calor do lar e dos afetos…

A gestão emocional na fase de natal pode ser muito exigente, todos deveríamos estar muito felizes, alegres… só que não! Em geral, é um período de tristeza que mal se consegue definir, que todos esperamos que passe depressa, e quando a emoção está à flor da pele há que encontrar o equilíbrio.

Ressignificar foi o caminho que percorri e que nem tinha sequer vontade, contudo, por mim mesma e pelo amor próprio, fui capaz de tudo ultrapassar. Afinal…Natal é Amor, e o amor por mim mesma é imenso 😊Venha o feliz 2026!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Ainda dezembro...

 Final countdown...

O último mês do ano chega sempre com uma mistura de luz, memórias, alegria e tristeza… Para alguns, é um mês de aconchego quando a família se reúne com afetos e com tempo. Para outros, é um tempo que dói um pouco mais. Lembranças de quem já partiu, ou de algo que aconteceu ao longo do ano e que não foi a melhor das sensações… Para mim tem sido sempre este misto de emoções, desde o tempo em que se deixava a meia na chaminé para receber o presente do Pai Natal que ia descer durante a noite, e de manhã era a surpresa.

Mesmo sendo um Natal agridoce para a maioria das pessoas, ao mesmo tempo há uma energia especial no ar que nos faz querer dar o nosso melhor para nutrir os que mais amamos, particularmente quem também nos nutre e nos eleva… apetece dizer aos amigos e familiares, longe ou perto, o quanto são importantes na nossa vida.

E, dessa forma, um dos meus compromissos para 2026 é ser ainda mais firme e consciente nas minhas relações, naquelas que me nutrem e nas que me drenam… Mês de balanço, de profunda reflexão sobre a influência e a importância das relações na nossa vida… Porque as nossas relações influenciam profundamente a nossa saúde, não só no aspeto emocional… mas também na saúde física e mental.

Quando se fala de saúde social, é assim: - como nos sentimos perto dos nossos amigos e familiares? - qual a qualidade dos afetos ao nosso redor? - o quanto essas relações nos nutrem, ou nos cansam?... Nesta época, estamos mais sensíveis e tudo fica mais evidente. Há momentos que nos aquecem o coração, e há outros em que nos sentimos sós, mesmo com alguém "colado" a nós ou com muita gente ao nosso redor. Há memórias que abraçam, e há outras que ainda precisam de cura. Nada disto significa que falhamos algures ou com alguém, ou vice-versa. Significa apenas que somos humanos. E que as relações fazem parte da nossa essência e da nossa história.

Pensamentos para o início do Novo Ano: - Com quem é que me sinto realmente valorizada e respeitada? - Onde ou com quem posso ser EU, sem medo de desapontar quem quer que seja? - Quem me faz respirar mais fundo? – Ou, onde ainda tenho de colocar limites para manter a minha paz?...

Portanto, tornou-se essencial cuidar sempre da minha saúde mental e física, que dependem da saúde social: aproximar-me mais de quem me nutre; criar pequenos momentos, mas verdadeiros, onde eu possa sentir o amor real; permitir-me manter a distância de relações que só sugam energia; honrar a minha verdade, mesmo quando a família ou qualquer outro contexto pedem outra coisa; escolher presença em vez de obrigação!

E cada passo que dou na direção da minha verdade é também um passo de cura emocional.

Porque ninguém desabrocha sozinho. Os laços certos, mesmo que poucos, sustentam-nos mais do que imaginamos. Importante cuidar das nossas relações com o mesmo amor com que cuidamos de nós. Sem querer exigir perfeição, dezembro é ainda assim o mês perfeito para me permitir escolher o que realmente me faz bem. Com Consciência, e Amor. Feliz Ano Novo! (fui)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Ganhei o dia!

 

LOL

Hoje ganhei o dia ao ler uma notícia importante para a minha/nossa existência e que, ao mesmo tempo, me divertiu tanto. 

Já que o mundo está esta merd@, feito essencialmente para nos fazer chorar, o negócio é começar a RIR, ou seja, ligar o botão QSF ou... "PQP o mundo que o meu nome não é Raimundo!"...
Há os barulhentos e os silenciosos (Ninja) kkk O que eu aprendo ultimamente, viva a informação total ao alcance de um só clique.
Falando em cheiro, sempre se disse, quanto mais se mexe mais vai cheirar mal... Então temos que ser espertos e procurar onde há o ar mais puro, inspirar, expirar, faz tão bem ver pessoas a correr todos os dias, cuidar da saúde física e mental... Tão bom saber que há pessoas que são exemplos, que devem ter alguém que se orgulha delas...

Na minha agenda para 2026: exercício físico, a prioridade!... E reforçar a decisão: não vou andar a gastar dinheiro em psicoterapeutas ou afins, para depois ter que andar a tratar de quem nem quer saber, pois só quer é atazanar!

Já estou diplomada em conviver com seres desequilibrados, desde que nasci, e nem sabia, pois tive que me conhecer primeiro como gente para entender muita coisa. E depois há os outros que aparecem pelo caminho, tipo carma (dizem), então a gente tem que se autoproteger. Deixá-los a falar sozinhos. Parece um mundo autista, cada um a falar para si próprio/a sem o menor interesse no que o outro diz. Reparo isso também quando se é atendido em certos serviços públicos, perguntamos algo e a pessoa responde com total desinteresse sem sequer olhar na cara do cliente ou paciente. Também há o autismo governamental, já agora, quem quer saber de quem afinal? No mundo onde impera o ego, cada um vai seguindo as suas próprias conveniências, nada mais.

Ainda ontem aconteceu algo desse género num grande supermercado, fiz uma simples pergunta e a pessoa nem olhou para mim ao responder; e já aconteceu outra vez num hospital privado. Caminhando rua acima fui a matutar no assunto. Que bosta de mundo, desumanizado. Mesmo no seio de cada lar, quantos, cada qual com suas teorias. Todos falam, falam, e não dizem nada. Ou falam ao mesmo tempo, e ninguém quer escutar o outro. Fica difícil para quem já evoluiu o suficiente ter que descer o nível ao confrontar quem nunca se esforçou por evoluir, por preguiça ou porque se tornou confortável viver assim durante anos, décadas de escassez de todo o tipo, mental e não só.

Estava eu assim divagando na minha caminhada higiénica quando de repente cruza-se comigo uma jovem com ar tão querido sorrindo com os olhos, que pensei logo "só pode ser estrangeira"...Imagino eu, porque outras vezes isso aconteceu e eram pessoas de outra nacionalidade, claramente. Aquele cumprimento sorridente me deixou feliz e me relembrou que ainda existe humanidade interessante por aí e nunca se deve perder a fé em algo melhor a caminho.

Desejo um natal bem cheiroso para quem me lê ou me segue, e para os outros também!

sábado, 6 de dezembro de 2025

Época de Natal

 

Tempo de alegria, de amor… e de reflexão

O Natal costuma ser apresentado como um tempo de luz, união e esperança. Fala-se de alegria, de amor, de família reunida.
Porém, no mundo doente em que vivemos, nem sempre a realidade acompanha a tradição. Há quem viva - ou queira viver - relações profundamente doentias, mascaradas de “amor”.

Há relações em que a pessoa emocionalmente desequilibrada, tóxica, transforma o que podia ser carinho em constantes ataques de “raiva”, confunde amor com posse, ou cuidado com controlo. Inventa situações irreais, põe palavras na boca do outro, em suma, procura motivos para criar discussões, usando insultos e linguagem de baixo nível como forma de domínio. Atira tudo à cara, sem pensar. Destroça a paz do outro. E, logo de seguida, como num ciclo já ensaiado, é capaz de chorar, vitimizar-se, dizer que ama, pedir desculpas, prometer que “não vai acontecer mais”. Só que acontece sempre. Basta uma pequena frustração, um “não”, um limite. Basta que as suas necessidades egocêntricas deixem de ser satisfeitas.

Quando já não é amor - é invasão. A pessoa tóxica, incapaz de aceitar o fim ou a distância saudável, recusa-se a “largar o osso”. Insiste em perturbar. Invade. Persegue. E a invasão vai além da relação: amigos e familiares da vítima são também incomodados com mensagens e telefonemas, e nem conhecem a pessoa em questão. Contactos esses que foram apanhados sem permissão. Trata-se claramente de violação da privacidade. Um abuso emocional e psicológico. E o "amor" pode, sim, acabar em caso de polícia!

O Natal lembra-nos amor, mas amor não é isto. Amor não sufoca, não ameaça, não controla, não manipula. Amor de verdade apenas confia em si próprio e no outro, apenas isso - a confiança, a cumplicidade, tão necessárias e que é preciso construir. Falar assertivamente, e deixar o outro também falar. Evitar pedir desculpas repetidas porque amor não precisa de ferir para depois tentar remediar.

Este texto é um lembrete de que ninguém merece viver num ciclo de abuso só porque alguém promete “mudar”. Natal é tempo de luz - e, para muitos e muitas, essa luz começa quando têm a coragem de se afastar da escuridão.

Amor é dor,
Amor é prazer;
O Amor faz viver,
Mas de tanto Amar posso morrer!
Amor é um sonho.
Amar é ilusão.
"Te Amo!" eu quero ouvir,
Mas se ouço, essas palavras soam falsas ao meu ouvido.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hello December!

 

Dezembro chega sempre envolto numa magia particular. Há quem diga que é apenas mais um mês, mas a verdade é que, quando o Advento começa, algo muda silenciosamente dentro de nós. Acendem-se luzes nas ruas, nos lares e, sobretudo, nas nossas certezas cansadas. É como se o mundo inteiro respirasse fundo e se lembrasse de que ainda existe espaço para a esperança.

Neste tempo em que os dias são mais curtos e o frio se aproxima a passos largos, a luz torna-se símbolo maior. Não apenas a luz decorativa ou festiva, mas a luz que nos recorda que, apesar de tudo, continuamos a acreditar num futuro melhor. Em cada chama acesa, em cada janela iluminada, há uma promessa: a de que o ser humano, com todos os seus defeitos, ainda guarda dentro de si um valor profundo, uma capacidade infinita de recomeçar.

O Advento convida-nos exatamente a isso — a reencontrar sentido. É um tempo de espera, mas também de desejo. A espera por dias mais luminosos, por sentimentos mais genuínos, por relações mais humanas. O desejo de sermos a diferença que tantas vezes procuramos nos outros. E, mesmo que o mundo pareça confuso ou cansado, dezembro lembra-nos que a luz está sempre ali, à distância de um gesto, pronta a reacender a nossa fantasia e a nossa fé na bondade.

Que este mês seja mais do que correria, compras e compromissos. Que seja um tempo de olhar para dentro e descobrir que ainda somos capazes de ternura. Que possamos ser luz para alguém — um sorriso, um abraço, uma palavra que aconchega. Porque o Natal, no seu significado mais profundo, acontece sempre que a humanidade escolhe ser melhor.

Neste dezembro cheio de luz, permitamo-nos acreditar de novo. Que o AMOR é possível, que o mundo pode ser mais justo, mais humano, mais bonito. E que a mudança começa exatamente em cada um de nós, no pequeno gesto que ilumina o caminho dos outros. Festas Felizes!

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

1 Respeito, 2 Amor

Moro num oitavo andar e por vezes entra bicharada pela casa dentro. São grilos, borboletas, semana passada foi uma joaninha, que adoro. Apanhei-a na varanda, e disse a ela pra voar e ser feliz, e ela foi... Fiquei feliz por ela. Lembro que antes dizia-se assim “Joaninha voa voa que o teu pai tá em Lisboa”… (coisas antigas, parvinhas LOL)

Curiosamente, se vamos querer saber o significado de tudo, estes insetos são associados a sorte, então tenho que ficar feliz com essa ideia. Há que ficar feliz por qualquer coisa, pois o mundo tá chato, cheio de gente chata, sem noção. Então, é preciso voar (em pensamento), ir para longe, ausentar-se de vez em quando. Quem não voa, morre a cada dia um pouco. Voar no sentido de alargar horizontes, ajustar-se a novas ideias caso seja necessário, porque atualmente o mundo gira tão veloz e quando nos apercebemos já “perdemos o comboio”.

Tanta gente vivendo na correria, para quê? Nessa loucura nem param para pensar que se pode magoar o outro tão facilmente. Gente falando de amor de modo tão banal enquanto vai ferindo com insultos, ou há até mesmo quem mate em nome desse amor… porque antes deste belo sentimento deveria haver o respeito…

O respeito é o alicerce invisível de qualquer tipo de relação. Aquilo que não se vê, mas que se sente todos os dias. É o que define o tom das conversas, a forma como lidamos com conflitos, e até a maneira como reconhecemos a individualidade do outro.

No amor, o respeito é o que mantém a relação saudável quando a paixão dá lugar à rotina. Na amizade, é o que permite que duas pessoas cresçam em direções diferentes e, ainda assim, continuem ligadas. Na convivência diária, é o que evita que a proximidade se transforme em abuso emocional.

No fundo, respeitar é reconhecer a humanidade do outro, e isso é mais profundo do que qualquer declaração de amor. Aceitar que o outro tem vida própria, sonhos próprios e identidade própria. O respeito não é um gesto grandioso. Deveria ser um hábito diário. Quando ele falta, o amor torna-se instável, desgastante e por vezes até destrutivo.

Em suma: o respeito não é apenas uma parte do amor — é a raiz dele. É o que dá estabilidade, profundidade e segurança às relações. É o que transforma conexões frágeis em vínculos verdadeiros.

Porque o amor cresce com carinho, mas mantém-se vivo com respeito.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

A amizade vs o amor

Nem que seja uma vez por ano, no dia de aniversário, é tão bom perceber que há quem nunca se esquece de nós e nos felicita por mais um ano da nossa existência. Os bons amigos são como as estrelas: não as vemos, mas sabemos que sempre estão lá. Decidi não publicar a data na rede social, mas basta alguém lembrar, postar lá algo, e a seguir chega mais uma série delas. Há algo profundamente libertador na amizade. Muitas vezes, nem se encontra na família o que a verdadeira amizade nos oferece. Muito importante: não existe o apego. Talvez porque a amizade verdadeira não pede provas, não exige controlo, não sufoca. Ela existe num equilíbrio raro: cada pessoa é livre, mas ao mesmo tempo profundamente ligada. A amizade acolhe sem prender, escuta sem julgar e acompanha sem impor condições. Na presença de um amigo, sentimos leveza - aquela sensação de que o mundo pode até estar turbulento, mas ali existe PAZ.

Já o Amor, ai o amor, rima com dor! (normalmente, o pseudo amor). Quando maduro, deveria seguir o mesmo caminho da amizade: parceria, respeito, liberdade e crescimento mútuo. Mas nem sempre é assim. Há formas de “amor” que não trazem calma. Pelo contrário, trazem ansiedade, confusão, desgaste e uma sensação de que estamos sempre em dívida, sempre a justificar, sempre a provar algo.

E quando um amor se torna obsessivo ou imaturo, nasce um ciclo perigoso, abusivo, por vezes:

  • A pessoa controla porque tem medo.
  • Exige porque se sente insegura.
  • Pede garantias constantes porque não consegue confiar.
  • Transforma pequenas diferenças em grandes conflitos.
  • Confunde ciúme com cuidado.
  • E confunde posse com amor.

E nós, quando expostos a este tipo de relação, começamos a perder uma coisa essencial: a paz interior. Amor sem paz não é amor — é carência mascarada, medo disfarçado, imaturidade mal resolvida. E, aos poucos, mina a autoestima, limita a liberdade e distorce quem somos.

É aqui que a AMIZADE ganha ainda mais valor.

Os amigos lembram-nos de quem somos quando o amor tóxico tenta apagar-nos. São âncoras de sanidade, de equilíbrio e de verdade. Porque nos conhecem bem. São aqueles que nos devolvem a visão quando a paixão nos deixa cegos. São o espaço seguro onde respiramos quando a relação nos aperta.

A amizade é estável onde o amor obsessivo é turbulento.
A amizade é honesta onde o amor imaturo é dramático.
A amizade é leve onde o amor tóxico é pesado.

E no fim, percebe-se algo simples, mas poderoso: o amor só é verdadeiro quando se parece com a amizade. Quando respeita, quando dá espaço, quando promove paz, quando nutre em vez de consumir. Qualquer relação que rouba serenidade não é amor - é um ALERTA.

Por tudo isso, nunca perderei de vista as minhas boas amizades. Não é apenas saudável, é vital. Elas são o nosso equilíbrio emocional, o nosso espelho sincero e o nosso porto seguro. São prova viva de que é possível amar sem perder a liberdade, dar sem exigir, crescer sem controlar.

No fundo, a amizade ensina-nos a amar melhor — primeiro a nós mesmos, depois aos outros.