terça-feira, 30 de junho de 2026

Dia Mundial das Redes Sociais

 

Dia 30/6 - uma data que parece quase contraditória, porque celebra-se algo que, ao mesmo tempo que nos aproximou do mundo, também nos afastou muitas vezes até de nós próprios, e das coisas belas e simples ao nosso redor - as redes sociais. 

Por exemplo, esta noite é de linda lua cheia, ainda haverá aqueles amantes apaixonados que namoram à luz do luar, longe da luz artificial do ecrã de um smartphone ou de um portátil? À moda antiga... ai que bom...

As redes sociais deram-nos uma coisa incrível: a possibilidade de manter perto quem está longe. Graças a elas consigo falar com pessoas amigas que vivem noutras cidades ou até noutros países, posso acompanhar momentos importantes da vida delas, que fazem parte da minha história, podemos partilhar pensamentos, ideias e coisas engraçadas e interessantes. Desta forma, as redes ditas sociais são uma janela aberta para o mundo.

Porém, às vezes, essa mesma janela parece deixar entrar demasiado ruído. As redes agora parecem mais não-sociais, onde facilmente se encontram a raiva e o ódio disseminados, por qualquer motivo e de modo gratuito. E há muita coisa e perfis falsos, muito catfishing (para quem não sabe, gente que pega em fotos e informações de outras pessoas, criam perfis falsos para enganar, manipular ou tirar vantagem de outrem)… Enfim, há que prestar muita atenção a este 'novo mundo' e não deixar-se iludir por falsas aparências, mais do que nunca.

Nota-se que muita gente, inteligente e cansada de futilidade virtual, começa a afastar-se das redes sociais, pois deseja preservar a sua saúde mental. As celebridades são as mais visadas, obviamente. Ainda hoje ouvi um desabafo da bela Paolla Oliveira, vítima de imagens falsas e de coisas que nunca disse… Há algum tempo também tinha lido sobre a Laura Pausini que abandonou a rede social onde perdia o seu tão precioso tempo; mudando até de número, esse distanciamento permitiu-lhe o retorno à vida cotidiana, sem stress nem ansiedade, incluindo episódios de insónia, quando se preocupava em ter que responder a tudo e todos.

Porque a verdade é que as redes sociais podem ser maravilhosas, úteis até para uma pessoa sociabilizar virtualmente e sentir-se menos só, se for o caso; ler as notícias do dia em primeira mão, muitas vezes...por exemplo, quando há sismos logo aparece alguém a perguntar se alguém mais sentiu. Esse espírito de comunidade (mesmo sendo virtual) é bonito de ver, mas também podem ser cansativas. E ridículas, também. A propósito (by the way), hoje também reparei numa pessoa conhecida que sempre postava fotos com o companheiro musculado e tatuado, e às vezes com a filha adulta, parecia mesmo uma família feliz em férias ou passeios... De repente, após algum tempo sem postar nada, está ela a postar fotos amorosas com outro, "numa relação" desde junho... LOL OMG sério? fácil assim! Não é a única, muita gente faz isso, vive alegremente o fast fo(o)d(a) nas redes, talvez mais para mostrar ao outro ou outra que estão bem, que não lhes faltam gajos ou gajas LOL (são resmas, é só escolher)...Quanta pequenez de espírito, escassez a todos os níveis, precisar de mostrar ao mundo a sua vida fútil e saltitante LOL...  Aliás, até parece que alguém se importa com isso...

Mas é a modernidade, tudo aparências. As redes podem trazer inspiração, mas também insegurança e esse lado ridículo das pessoinhas. Por isso, há que saber usá-las com inteligência, RIR um pouquinho, e manter a serenidade, sem perder o foco nas coisas e pessoas que nos rodeiam e que valem a pena, no SOL que entra pela janela todas as manhãs, na LUA que ilumina a noite quente de verão… Tanta coisa bonita para apreciar. Usar apenas quando necessário a luz artificial de smartphones ou portáteis. Às vezes, aquilo que nasceu para aproximar pessoas acaba por consumir demasiado tempo, energia e PAZ.

"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal" (Machado de Assis)

Carpe diem! Viva o mundo natural!


domingo, 21 de junho de 2026

SereiAlma...de Sereia...

                                             Ao Mar que Tanto Amo

Hoje voltei para ti,

MAR de horizonte infinito,

como quem regressa a casa

depois de uma longa saudade.

O sol abraçava a areia,

o calor pedia frescura,

e tu recebeste-me

com a tua água morna,

num mergulho sereno

que lavou o corpo

e descansou a Alma.

Cada onda traz um segredo,

cada brisa um sussurro,

como se conhecesses

todos os meus silêncios

e todas as minhas alegrias.

Contigo, o tempo abranda.

As preocupações desfazem-se

como espuma levada pela maré,

e o coração aprende novamente

a respirar em paz.

Que privilégio é sentir-te,

escutar o teu eterno cantar,

ver o céu beijar as tuas águas

e descobrir que a felicidade,

por vezes,

cabe apenas num mergulho,

num raio de sol

e no infinito azul do mar.

Hoje começou a minha época balnear.

E, com isso,

renovou-se também a esperança

de viver um verão cheio de luz,

de liberdade

e de momentos guardados

para sempre no coração.

Obrigada por me lembrares,

onda após onda,

que a vida é mais bonita

quando nos deixamos levar

pela tua imensidão, a do MAR. 

(bem-vindo Verão 2026)


domingo, 3 de maio de 2026

A Mãe

Não sou Mãe, talvez tenha sido em outras vidas… E dizem que…

SER MÃE é viver com o CORAÇÃO fora do peito, é descobrir uma FORÇA que nem sabiam ter, um AMOR tão profundo que transforma tudo à sua volta.

SER MÃE é cuidar, proteger, ensinar, mas também aprender todos os dias, é perceber que, por mais cansativo que seja, há um AMOR maior do que qualquer medo, qualquer dúvida ou qualquer dificuldade… É estar presente nos pequenos gestos, nos abraços apertados, nas noites sem dormir, nas conquistas celebradas e até nas preocupações silenciosas.

SER MÃE é dar sem medida, AMAR sem condição e encontrar nos filhos a razão mais bonita para ser melhor todos os dias. Porque SER MÃE não é apenas um papel, é sentir o amor na sua forma mais pura, mais intensa, eternamente...

Bonito assim, SER MÃE! Para todas as mães do mundo, perfeitas ou imperfeitas, que dão o melhor de si - o que sabem ou podem dar - desejo um feliz dia.

Em outras vidas, terei sido uma boa ou má mãe? Sei lá, imagino (ou sonho) que tenho tudo para ser uma mãe cuidadosa, a verdadeira mãe galinha, sempre atenta e desejando ter imenso orgulho e respeito pelos filhos que criei ou eduquei, cada qual com as suas características próprias, obviamente... Pronto, delirei um pouquinho...Interessa é a Vida presente,  a que conheço e amo, tentando ser uma boa Filha com o que tenho para oferecer, pouco ou muito, com ou sem reconhecimento. Importante é o que cada um sente dentro de si.

Nota: as do Porto são campeãs LOL E bib'ó Portooooo!



quarta-feira, 29 de abril de 2026

"Peace and Love"

 


Atualmente sem vontade de vir aqui escrever algo, ou por falta de tempo, pois sempre surgem outras prioridades… por acaso encontrei hoje este texto de autoria desconhecida, que partilho com prazer, para quem me segue ou até para mim mesma, poder sempre lembrar de quem sou e como sou:

Numa breve conversa, um homem pergunta a uma mulher: “Que tipo de homem você procura”?

Ela ficou calada um momento antes de olhar nos olhos dele, e perguntou: Você realmente quer saber?

Ele respondeu: SIM.

Ela começou a dizer: "Sendo mulher na época atual, estou em posição de pedir a um homem o que eu sozinha não posso fazer por mim. Eu pago as minhas contas, eu cuido da minha casa sem a ajuda de um homem, então eu pergunto também: O que você acha que poderia contribuir para a minha vida?"

O homem ficou a olhar para ela e pensou que ela estava a referir-se ao dinheiro.

Ela, adivinhando o que ele pensava, disse:

"Não estou a referir-me ao dinheiro, eu preciso de algo mais. Eu preciso de um homem que lute pela perfeição em todos os aspetos da vida. Eu procuro alguém que tente superar-se, alguém com quem conversar e que me motive a ser cada vez melhor. EU NÃO PRECISO DE ALGUÉM MENTALMENTE SIMPLES E IMATURO.

Eu quero alguém que eu admire, e que me admire também por quem sou e fui. Eu preciso de alguém sensível o suficiente para me entender pelo que eu passo na vida como mulher, mas forte o suficiente para me animar e não me deixar cair. Alguém que me abrace com tanta força que faça os meus medos ou qualquer insegurança desaparecerem. Um homem que compartilhe os meus silêncios, que compreenda a minha história; que me ajude a curar e a acreditar de novo. Procuro alguém em quem eu possa confiar, que me respeite como sua parceira e melhor amiga. Deus fez o homem e a mulher em condições iguais para se apoiarem mutuamente, não para andarem a ‘viver como num jogo de ténis’.

Eu não posso ajudar um homem inútil, que não pode ajudar-se a si mesmo e ainda projeta nos outros a sua infelicidade e os seus traumas. Procuro um homem sensível e com bons sentimentos, porque apenas olhando nos meus olhos ele conhecerá os meus sentimentos. Procuro ternura.”

Quando ela terminou, olhou-o nos olhos e ele parecia muito confuso e com perguntas.

Ele disse-lhe: "Você está a pedir muito"

Ela respondeu: "Pois...Eu valho MUITO"!

 

 


sábado, 4 de abril de 2026

Páscoa = Renovação

 

A Páscoa chega todos os anos como um convite silencioso à reflexão, mas num mundo ferido por guerras, divisões e inquietações, esse convite torna-se ainda mais urgente. Vivemos tempos em que o ruído das armas, a incerteza do futuro e a pressa desordenada das vidas parecem afastar-nos do essencial. Nota-se que as pessoas andam cansadas, desencontradas, quase perdidas de si mesmas, como se a esperança tivesse sido deixada para trás algures no caminho.

E, no entanto, é precisamente neste cenário que a mensagem da Páscoa ganha uma força renovada. Mais do que uma tradição ou um momento simbólico, ela recorda-nos que a dor, a injustiça e o caos não têm a última palavra. A promessa de renovação permanece viva, mesmo quando tudo parece desmoronar.

A fé, muitas vezes posta à prova, transforma-se num gesto de resistência interior. Acreditar na vinda do Salvador, ou na sua presença contínua entre nós, é recusar o desespero como destino. É escolher, mesmo no meio da escuridão, confiar que a Luz existe e que pode voltar a iluminar os caminhos humanos.

A resignação, por sua vez, não deve ser entendida como passividade, mas como uma aceitação serena daquilo que não podemos controlar, acompanhada de uma vontade firme de cuidar do que está ao nosso alcance: os gestos de bondade, a compaixão, o perdão, a solidariedade. Pequenos sinais que, juntos, têm o poder de reconstruir o sentido da vida em comunidade.

Neste tempo de Páscoa, somos chamados a reencontrar o equilíbrio perdido, a redescobrir o valor da esperança e a renovar a nossa confiança num futuro mais humano. Mesmo num mundo em guerra, mesmo entre corações inquietos, destrambelhados, permanece a possibilidade de renascimento. E talvez seja precisamente essa certeza — frágil, mas persistente — que nos mantém de pé.

Páscoa Feliz!

(Ah e já esquecia de dizer: texto apoiado pela IA, cuja ajuda é preciosa quando há falta de tempo, e gostei, pois correspondeu exatamente ao meu mote - valeu IA!)

domingo, 29 de março de 2026

Verdade: horário de verão, o melhor

 


Mudou a hora: é VERDADE, chegou o nosso horário preferido, o de verão, em que os dias serão mais longos e prazerosos, porque merecemos viver mais contentes.

E logo a seguir virá o dia 1 de abril, dizem que é o dia da MENTIRA, será mesmo? Ou será apenas o dia em que fingimos que só se mente uma vez por ano? Infelizmente, mentirosos e ou inventores e outros fingidores é o que existe por aí cada vez mais, e há que ter muita cautela, para evitar dissabores.

Imagina-se que mentira é simplesmente o oposto da verdade. Porém, nem sempre é assim tão simples. Muitas vezes, a mentira veste-se de invenção, de imaginação, de criatividade (esta no mau sentido).

Uma história exagerada, uma desculpa bem construída, uma “verdade alternativa” contada com convicção — serão mentiras ou apenas versões mais artísticas da realidade?... Há diferentes estilos: quem minta por brincadeira, ou quem minta por necessidade… e pior: quem já nem consegue distinguir uma coisa da outra, de tanto que tem vivido na mentira ou na invenção. Há também os mestres da dissimulação, que não dizem propriamente mentiras — apenas omitem, desviam, encenam. Estes talvez merecessem um dia próprio.

Não seria justo criar também o dia do “cara de pau”? - aquele que diz o improvável com tal segurança que quase nos faz duvidar de nós próprios - seria o “dia da convicção sem fundamento”…

No fundo, o 1 de abril é um espelho curioso: um dia em que a mentira é permitida, quase celebrada — talvez para nos lembrar que, nos outros 364 dias, ela continua bem presente… só que com menos humor.

Alguém já dizia: o mentiroso quando é descoberto fica bravo ou se faz de vítima.

Vive-se numa era de vitrinas. O mundo seria um lugar bem melhor se as pessoas fossem felizes como aparentam nas redes sociais, se amassem como lá publicam e fossem tão sinceras como proclamam… Apesar de tudo isso, a vida segue, e é bela, quando a beleza verdadeira começa de dentro para fora: grande VERDADE!

Parte de mim é Namastê (e outra parte é Vaitifudê) - brincadeirinha, mas verdadeira… LOL


sábado, 7 de março de 2026

Feliz Dia, Mulher!

8-3-2026
Há mulheres e Mulheres, e não podia deixar de mencionar aqui o Dia desta, a Mulher com M - essa força silenciosa que sustenta o mundo há séculos.

Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas. Por isso, quando um “homem” maltrata ou desrespeita uma Mulher, está a insultar ou maltratar a sua própria mãe (ou seja, esse será o verdadeiro filho da P.)

Ser Mulher é carregar sensibilidade sem perder firmeza. É liderar com empatia. É transformar obstáculos em crescimento. É cuidar, criar, reconstruir e ainda assim continuar a sonhar.

Sendo o Dia das Mulheres, também me apetece escrever uma mensagem para os Homens. Saibam dar Amor: cuidem bem e mimem todas as mulheres das vossas vidas, e respeitem todas as outras, porque elas também são as mulheres da vida de alguém. Elogiem-nas, surpreendam-nas e façam-nas sentir especiais, porque a verdade é que o são, e não tenham medo ou vergonha de demonstrar o que sentem, acreditem que não há nada melhor do que expressar o vosso amor e carinho por alguém. Tratem-nas com respeito, mostrem que sabem fazê-las felizes, como elas merecem. Elas precisam de uma presença masculina e, com certeza, vocês precisam muito mais delas.

Toda a mulher multiplica o que recebe. Quando recebe respeito, devolve lealdade. Quando recebe segurança emocional, devolve parceria. A mulher não entrega na mesma medida, ela amplia.

O mundo está a mudar porque as mulheres estão a ocupar o seu lugar com consciência, coragem e autenticidade. Não se trata de competir com alguém. Trata-se de equilíbrio. De trazer ao mundo uma liderança mais humana, mais colaborativa, mais íntegra.

Cada mulher que se levanta, inspira outra. Cada voz que se afirma abre caminho para muitas mais…

O futuro não será dominado pelo feminino ou pelo masculino. Será construído pelo equilíbrio — e esse equilíbrio começa quando reconhecemos a grandeza de ser Mulher.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Insânia

 

No meio da insanidade instalada, ainda há pessoas inteligentes (mulheres e homens, claro) que conseguem perceber como é boa a solitude.  Não se sentem sozinhos/as, sentem-se em paz, e isso muda tudo.

Houve uma época (long time ago) em que ser solteira ou solteiro parecia algo a ser corrigido. Como se faltasse algo, ou como se fosse necessário alguém (um apêndice) para completar o cenário. Porém, muita coisa tem mudado para melhor; felizmente e cada vez mais, há pessoas livres, trabalhadoras, honestas, que pagam as suas próprias contas, moram na tranquilidade do seu próprio espaço, têm noites tranquilas na sua cama espaçosa, e seguem a vida no bom sentido. Cada um(a) construiu uma vida que lhes parece estável, segura, a sua vida. Sem ser necessário perturbar a vida de ninguém, e isso é tão saudável. Namorar ou ter alguém já não é uma necessidade. É uma escolha.

Por exemplo, nota-se, cada vez mais, mulheres bonitas - e inteligentes, só destas é que faço questão de falar - a preferirem a solitude feliz. Não estão a competir com outros homens, como poderá imaginar algum ser misógino. Não existe linha divisória. Não há corrida. A verdadeira competição é a paz de cada um(a). É o conforto que se sente ao chegar a casa e encontrar um espaço livre de dramas. É dormir sem ansiedade. É tomar decisões sem confusão emocional. Se alguém quiser entrar na sua vida, deles ou delas, vai ter que acrescentar valor a isso, não trazer desassossego.

No caso das mulheres (porque normalmente são elas que sofrem mais com experiências bizarras, quando abrem os olhos, e os ouvidos), elas não precisam ser salvas de nada. LOL. Uma mulher independente (além de inteligente) não precisa de ser mantida. Não precisa de validação. O que ela quer é parceria. Respeito. Risos. Apoio. Se um gajo trouxer caos, inconsistência ou stress, ela prefere ficar exatamente onde está. Porque a paz tem um preço, e ela conquistou-a com aprendizagens.

Então entendam bem, alguns homens (ou projetos de homens)! Estar sozinha já não é o ‘medo’ ou desconforto de (algumas) mulheres. O medo é o da acomodação a qualquer coisa baixo nível ou sem sentido nenhum. Se alguém vier e não conseguir melhorar a tranquilidade que uma mulher já conquistou, então não há razão para mudar uma vida, a nossa (seja quem for, homem ou mulher, obviamente). O amor é bem-vindo, mas só se for verdadeiro, ou seja: algo que vem para melhorar o conforto que se construiu sozinha, ou sozinho.

“By the way”, lembrei-me, ainda falando de alguns “projetos de homem”, esses que se intimidam ao conhecer uma mulher livre e independente, bem resolvida na vida - isso poderá resultar em curto-circuito imediato ou a médio prazo, ego em pânico, pilas a tremer. A intimidação é tanta (e também o baixo nível, claro) que a primeira palavra que lhes ocorre é sempre a mesma: “put@”. Porque, claro, o pressuposto é simples: se ela teve um passado, só pode ser fácil.

Li algo sobre este tema - muita gente agora a escrever sobre homem/mulher, a atual guerra dos sexos, e essa novela eu já vi há muitos anos... Se observarmos com atenção, percebe-se a verdade brutal: não é sobre ela esse insulto gratuito; nunca foi, é mesmo sobre ele. É sobre insegurança, medo de não ser suficiente, ego inflamado, comparação absurda e necessidade de justificar cada desejo reprimido. Cada rótulo de “put@” funciona como bode expiatório emocional, uma capa que esconde todas as limitações e medos do próprio homem. 

Ele projeta, julga, acusa, mas não olha para dentro. Não percebe que o problema não está nela, está na tremenda insegurança que o impede de lidar com desejo, intimidade e responsabilidade emocional. O sexo torna-se medida de valor, o passado dela torna-se prova de ameaça, e o que sobra é apenas medo disfarçado de moralidade. 

O curioso é que o gajo que acusa não vê que a facilidade que ele atribui à mulher é exatamente a sua própria incapacidade de lidar com a vida real: com histórias, experiências, escolhas e autonomia do outro. Além disso, normalmente, esses até são os que têm um passado ou histórico familiar duvidoso!

A mulher com passado não é ameaça; a ameaça é o homem (ou projeto de…) inseguro que se sente diminuído por tudo o que ele próprio não tem coragem de enfrentar, o pavor de encarar a própria vulnerabilidade. Cada “put@” pronunciada é, na verdade, um grito desesperado do ego: “Eu não sou suficiente, e ela não é minha para controlar”. 

Que pena. Mas é o mundo medíocre em que nos puseram. Mil vezes preferível uma put@ com passado do que um idiota (palavra suave, para não descer ao nível) sem presente nem futuro!

Obrigada meus ‘seguimores’ por me seguirem aqui, cusquem à vontade! 😊 Carpe Diem!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Amor e o Carnaval depois

 


Dia dos Namorados, ou o Carnaval do Amor 

Vem aí o Carnaval, essa época divertida em que o mundo decide fingir que o inverno não existe (isso na Europa, claro). De repente há brilhos, penas, máscaras e um colorido quase terapêutico a invadir os dias frios e cinzentos. Como quem diz: “Podes vir Primavera, que já vamos nos despindo"...

Porém, antes do Carnaval, ainda há um outro evento igualmente mascarado: o Dia dos Namorados.

Ah, o famoso dia do “Amor”.

Aquele dia especial em que as lojas e restaurantes aproveitam para explorar o lado emocional dos eventualmente “apaixonados” e a sociedade inteira finge que o romance vem em embalagens de chocolate e buquês de flores, com urgência.

O Dia dos Namorados pode perfeitamente ser comparado ao Carnaval: de repente, entra-nos pela vida adentro uma personagem apalhaçada, mas que disfarça bem — daqueles palhaços meio charmosos, meio perigosos — com as suas artimanhas, promessas e invenções criativas. Traz confetes, música para adormecer, declarações dramáticas… E deixa o caos.

Porque o amor, minha gente, muitas vezes é isso: uma festa inesperada organizada por alguém que não sabemos bem se foi atingido pela flecha do Cupido ou se é algum Carma para cumprir. No início, tudo parece divertido. Há muita boa disposição para rir, dançar, acreditar que tudo na vida é possível. Até que um dia o bobo da corte fica esperto. Olha à volta, vê a palhaçada instalada, e decide: “basta!”.

Dá-se um fim ao espetáculo.

Claro que há casos com finais felizes. Há histórias bonitas, há amores que duram, há carnavais que viram tradição e não apenas confusão. Poucos, infelizmente. Na maioria das vezes, são casos perdidos. Máscaras que caem, palhaços que devem desaparecer, corações que ficam a varrer as serpentinas do chão. Ainda assim… há que continuar a acreditar que a vida pode ser uma festa, enquanto quisermos. 

E às vezes o final feliz é mesmo ficares contigo, em paz, com sofá, chá e zero palhaçadas. Aprendendo que nunca se deve entregar o coração a qualquer palhaço sem primeiro ver se ele sabe mesmo fazer magia — ou apenas sabe fazer truques baratos.

Feliz Dia dos Namorados. E não deixem o circo pegar fogo! (No Brasil é que tá bom)...

"Eu quero mais é beijar na boca / E ser feliz daqui pra frente, pra sempre" 👄🎶😆

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tempo Tempo Tempo

 

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo  
(Caetano Veloso)

Tempo de inverno rigoroso, com tempestades e cheias por todo o país, Tempo de eleições para presidente, haja Tempo também para parar e pensar por que motivo as coisas acontecem na Vida da gente. 

Contra a Natureza ninguém pode fazer nada, apenas aceitar. Tão triste assistir às notícias e ver o sofrimento alheio, mas felizmente ainda há muitas pessoas que acodem de alguma forma, e o nosso mundo fica melhor quando sabemos que afinal não estamos sós.

Por vezes esquecemo-nos de como somos abençoados. Temos um teto para abrigar-nos, eletricidade, água quente, lençóis limpos na cama, ainda podemos comprar alimentos, temos amigos e familiares que nos amam, e acordamos com lucidez e a saúde mental intacta todos os dias. Se isto não é ser abençoado, então não sei o que serão bençãos.

Li que no dia das eleições o mau Tempo poderá dar-nos tréguas. Bom para quem quer muito ir votar. Até eu, que sempre me autointitulava apolítica, ando a votar ultimamente. Sei lá. Tenho que participar de algum modo, ainda sabendo que todos prometem praticamente o mesmo, mas quando chegam ao “poleiro” haverá sempre alguém insatisfeito, é assim o animal humano, não dá para agradar a gregos e troianos.

E há também quem insista em dar pérolas a porcos e acaba por "dar com os burros na água"… Coisas da Vida, e assim caminha a mediocridade… Vamos mas é ter uma mente positiva e sonhar com um mundo melhor.

Sonhem cor de rosa e votem bem, nem que seja em branco LOL

"O Tempo me moldou, a Vida me lapidou"