Foi ontem dia 15/1/26, porque não houve tempo em dezembro para o anfitrião preparar tudo. E lá estava tudo fantástico, como em todos os anos: a variedade de entradas, os bons vinhos e a comida tão bem preparada e ao detalhe, para agradar aos convivas. Foi uma surpresa encontrar ainda a decoração natalícia intacta, esperando passar este jantar para retirar tudo, desde os sininhos na porta de entrada até à árvore de natal azul e branca, e outros enfeites de cor azul por toda a sala – a bonita cor do grande clube nortenho, o FCP, de quem ele é grande fã, eu também...
O menu foi 1º prato: “roupa velha" como manda a tradição; 2º prato: barriga de porco com costelinha, cuja pele ficou super tostadinha no forno, fazendo lembrar o tão apetitoso leitão assado à bairrada!
Tão bom sentir que as amizades prevalecem e há ainda o prazer da convivência, nem que seja uma vez por ano. Tempo para recordações, fazer o balanço do ano findo, planos futuros de cada um, para falar até de escolhas políticas, com as eleições à porta. É isso que eu tanto gosto na amizade, que pode ser eterna quando verdadeira: a alegria genuína, a leveza. Obviamente, não há ninguém cem por cento perfeito, mas há atitudes que se destacam e demonstram quem nos quer bem realmenre. Ao contrário do tal "amor" falso, o tóxico, o insolente, aquele que ilude, desilude, aldraba, inventa… até que uma das partes abre os olhos e cai fora, que é o melhor a fazer. Amor de verdade respeita limites.
E assim se vai aprendendo com as experiências, boas e más, para saber o que vale a pena manter na vida da gente. Entretanto, vou observando como (cada vez mais) as mulheres estão felizes na sua solitude, por opção, em especial aquelas que completaram os estudos, trabalharam para serem independentes e poderem diferenciar-se das que “comem gelados com a testa”…
Neste convívio conheci uma jovem senhora simpática, com estudos na advocacia, o ex marido também advogado. Ela me confidenciava que teve um
casamento tóxico durante anos, conseguiu libertar-se felizmente. Agora tem um namorado,
cada um a viver na sua casa. Os dois filhos já crescidos estudam em
Lisboa e vêm às vezes no fim de semana para estar com a mãe. Assim, a vida corre bem com a decisão mútua de se encontrarem sempre que for possível para os dois, com leveza, empatia e amor, do
verdadeiro, aquele que também é eterno enquanto durar, desde que exista respeito e confiança, acima de tudo.
Gosto de ouvir histórias de pessoas que têm uma mensagem a
transmitir e nos fazem pensar. Porque há por aí tanto bombardeio de “amor”, um blablabla sem fim, mas as atitudes são de fugir!
Carpe Diem! Venham daí mais almoços e jantares, não só no natal, mas em qualquer oportunidade que surja para rever as boas amizades!
