terça-feira, 30 de junho de 2026

Dia Mundial das Redes Sociais

 

Dia 30/6 - uma data que parece quase contraditória, porque celebra-se algo que, ao mesmo tempo que nos aproximou do mundo, também nos afastou muitas vezes até de nós próprios, e das coisas belas e simples ao nosso redor - as redes sociais. 

Por exemplo, esta noite é de linda lua cheia, ainda haverá aqueles amantes apaixonados que namoram à luz do luar, longe da luz artificial do ecrã de um smartphone ou de um portátil? À moda antiga... ai que bom...

As redes sociais deram-nos uma coisa incrível: a possibilidade de manter perto quem está longe. Graças a elas consigo falar com pessoas amigas que vivem noutras cidades ou até noutros países, posso acompanhar momentos importantes da vida delas, que fazem parte da minha história, podemos partilhar pensamentos, ideias e coisas engraçadas e interessantes. Desta forma, as redes ditas sociais são uma janela aberta para o mundo.

Porém, às vezes, essa mesma janela parece deixar entrar demasiado ruído. As redes agora parecem mais não-sociais, onde facilmente se encontram a raiva e o ódio disseminados, por qualquer motivo e de modo gratuito. E há muita coisa e perfis falsos, muito catfishing (para quem não sabe, gente que pega em fotos e informações de outras pessoas, criam perfis falsos para enganar, manipular ou tirar vantagem de outrem)… Enfim, há que prestar muita atenção a este 'novo mundo' e não deixar-se iludir por falsas aparências, mais do que nunca.

Nota-se que muita gente, inteligente e cansada de futilidade virtual, começa a afastar-se das redes sociais, pois deseja preservar a sua saúde mental. As celebridades são as mais visadas, obviamente. Ainda hoje ouvi um desabafo da bela Paolla Oliveira, vítima de imagens falsas e de coisas que nunca disse… Há algum tempo também tinha lido sobre a Laura Pausini que abandonou a rede social onde perdia o seu tão precioso tempo; mudando até de número, esse distanciamento permitiu-lhe o retorno à vida cotidiana, sem stress nem ansiedade, incluindo episódios de insónia, quando se preocupava em ter que responder a tudo e todos.

Porque a verdade é que as redes sociais podem ser maravilhosas, úteis até para uma pessoa sociabilizar virtualmente e sentir-se menos só, se for o caso; ler as notícias do dia em primeira mão, muitas vezes...por exemplo, quando há sismos logo aparece alguém a perguntar se alguém mais sentiu. Esse espírito de comunidade (mesmo sendo virtual) é bonito de ver, mas também podem ser cansativas. E ridículas, também. A propósito (by the way), hoje também reparei numa pessoa conhecida que sempre postava fotos com o companheiro musculado e tatuado, e às vezes com a filha adulta, parecia mesmo uma família feliz em férias ou passeios... De repente, após algum tempo sem postar nada, está ela a postar fotos amorosas com outro, "numa relação" desde junho... LOL OMG sério? fácil assim! Não é a única, muita gente faz isso, vive alegremente o fast fo(o)d(a) nas redes, talvez mais para mostrar ao outro ou outra que estão bem, que não lhes faltam gajos ou gajas LOL (são resmas, é só escolher)...Quanta pequenez de espírito, escassez a todos os níveis, precisar de mostrar ao mundo a sua vida fútil e saltitante LOL...  Aliás, até parece que alguém se importa com isso...

Mas é a modernidade, tudo aparências. As redes podem trazer inspiração, mas também insegurança e esse lado ridículo das pessoinhas. Por isso, há que saber usá-las com inteligência, RIR um pouquinho, e manter a serenidade, sem perder o foco nas coisas e pessoas que nos rodeiam e que valem a pena, no SOL que entra pela janela todas as manhãs, na LUA que ilumina a noite quente de verão… Tanta coisa bonita para apreciar. Usar apenas quando necessário a luz artificial de smartphones ou portáteis. Às vezes, aquilo que nasceu para aproximar pessoas acaba por consumir demasiado tempo, energia e PAZ.

"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal" (Machado de Assis)

Carpe diem! Viva o mundo natural!


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