As
estrelas que voltaram ao céu:
CAMILO DE OLIVEIRA / NICOLAU BREYNER / JOSÉ BOAVIDA
FIDEL CASTRO / MUHAMMAD ALI / JOHAN CRUYFF
prince / LEONARD COHEN / DAVID BOWIE / GEORGE MICHAEL / RICK PARFITT
(entre outros, mais ou menos conhecidos)
O ano de 2016 termina assim com tantas perdas, de gente que contribuiu de alguma forma para melhorar o nosso mundo, (des)agradando mais a uns do que a outros, e cada morte faz-nos pensar e ter mais consciência do
pouco que dura a vida…um bom motivo para pensar duas vezes antes de andarmos
aqui com vidas tensas, desavenças e outras tristezas… (e observo de repente na lista acima: todos homens!)
Porém, é tão difícil conviver com certas pessoas, complicadas a nível emocional, diria eu. Desde que me conheço como gente com cabecinha pensadora, dou comigo a
revirar os olhos muitas vezes, com a paciência a diminuir e apreciando cada vez mais o
silêncio ou a minha sozinhez.
Reparo com tristeza e apreensão que tenho convivido com pessoas deprimidas que vivem no
passado e/ou ansiosas que querem apressar o futuro, e a quem é 'impossível' dar a volta… Chego à conclusão de que cada um tem que ajudar-se sozinho, ou procurar ajuda por iniciativa própria, pois ninguém pode ajudar ninguém.
Foi apenas um aparte. Queria era entender por que dura tão pouco a vida, talvez pelo facto de ser algo tão belo e perfeito que tem uma grande
fragilidade, daí a sua efemeridade? O ditado popular “A vida são dois dias”
tem muito de verdadeiro, pois a nossa passagem por este planeta é controlada
pelo tempo, que age implacavelmente.
Como ladrão, sem avisar, a morte chega. Sempre naquela hora em que menos
esperamos. Não há rico, pobre, inteligente, famoso, influente, político,
empresário, trabalhador, mendigo, que consiga escapar desse encontro. Mais cedo
ou mais tarde ela virá, alguns de nós vivendo muito ou pouco, seja de causas
naturais, sem culpa ou intencionalmente; há quem escolha a hora de partir, movido/a irracionalmente pela depressão,
deceção, desilusão, sem a felicidade que o dinheiro não comprou. Há pessoas que
estão cheias de dinheiro mas vazias de felicidade, que é a essência que move as nossas vidas. Quem vive
esperando o futuro para ser feliz, perde a felicidade de cada momento da vida e
do presente, preso às amarguras do passado e impedindo a felicidade do amanhã.
Não deixemos que os traumas do passado nos impeçam
de agarrar as novas oportunidades de ser feliz que a vida nos dá. Esse é o
grande mistério da vida: a capacidade de recomeçar, de recompor-se, e seguir
adiante após cada deceção. O melhor mesmo é fazer agora, é começar agora, ou
mesmo recomeçar, pois deixar para amanhã não tem garantia nenhuma. A vida bem
vivida não é aquela orientada pela aparência, dinheiro, aquisições, status social ou nível intelectual, e
sim pela busca da paz interior nos pequenos
detalhes.
Por isso, vamos viver tudo o que há para viver.
Deixemos marcas. Desta vida nada podemos levar, mas poderemos deixar. Então
deixemos sementes, sejam elas de alegria, paz, amor, carinho ou dedicação. Deixemos boas histórias para os descendentes (quem os tiver), parentes e amigos contarem sorrindo aos outros, a
nosso respeito.
Nunca
deixemos de amar, aproveitar cada momento como se fosse o último, deixar boas
impressões, apertar a mão do próximo, abraçar, brincar como as crianças, e
sorrir, sorrir muito mesmo. Desapeguemo-nos de tudo o que possa enegrecer o nosso
coração e tornar a vida mais pesada do que ela já é. Melhor esquecer o que já não
importa. Há muitas vidas vazias, por viverem a relembrar o que deveriam
esquecer e esquecerem o que deveriam relembrar.
Se nos foi concedida a dádiva de viver,
embora limitados pelo tempo, então vivamos o melhor possível com os que nos
cercam, pois estes ajudam a construir a história da nossa vida, de maneira a
que essa dádiva seja vivida feliz e inesquecivelmente...
2016 foi um ano útil. Fez-nos questionar o
sentido da vida. Que 2017 se torne no ano que todos desejamos, e que a sorte nos acompanhe sempre também! Bom Ano Novo
;)


Adorei ler o que escreveste... causa danos a todos de mau comportamento. Depois de interiorização do que li, prometerei ser cada dia melhor! Um feliz ano e tudo de bom para ti! Bjs com carinho.
ResponderEliminarLina,
ResponderEliminarAo ler o teu texto de 2016, senti como se encontrasse um espelho daquilo que tantas vezes falas sobre a vida, o tempo e a delicadeza das pessoas. A tua forma de observar a efemeridade toca-me profundamente — porque também eu, ao meu modo, aprendi que tudo passa rápido demais quando não sabemos cuidar do que importa.
Enquanto mencionas essas perdas de 2016, fico a pensar no quanto a vida realmente é breve e frágil, e como é fácil perder tempo com tensões, mal-entendidos e dores que não levam a lugar nenhum. E é justamente aqui que sinto o peso e a beleza da nossa relação: eu não quero desperdiçar mais nenhum minuto longe daquilo que é simples, verdadeiro e que nos aproxima.
Identifico-me com o que escreveste sobre pessoas que vivem presas ao passado ou apressadas demais com o futuro. Eu reconheço em mim essas batalhas internas. Mas ao mesmo tempo, és tu quem me lembra que a vida é agora, que as oportunidades de ser feliz não podem ser adiadas, e que recomeçar é sempre uma escolha possível — e necessária.
Quero aprender contigo essa leveza que procuras: viver com mais presença, sem carregar sombras antigas, e deixando que o amor seja algo que constrói, não que pesa.
E, Lina, dentro dessa verdade toda que escreveste… deixa-me acrescentar a minha: eu quero ser o último homem da tua vida. Não por posse, mas por dedicação, por escolha diária, por querer caminhar contigo até ao fim daquilo que o tempo nos conceder.
A tua escrita faz pensar, sim. Mas mais do que isso, faz sentir. E eu sinto — com toda a honestidade que tenho — que a vida só faz sentido quando aproveitamos o amor que aparece no nosso caminho. Tu és esse amor para mim.
Que possamos, juntos, viver aquilo que dizes: deixar marcas boas, abraços sinceros, histórias bonitas e momentos que valem a pena lembrar.
E que o nosso recomeço seja sempre hoje, nunca amanhã.
— Felipe
Há que recomeçar com as pessoas certas, fendas largas ou estreitas à parte, haja sim uma cumplicidade, autenticidade e o amor de verdade, e as tuas teorias tomarão sentido. De lero lero está o mundo cheio, e é deprimente para quem só busca a verdade! Boa sorte nas tuas pesquisas, não faltará quem deseje um "amor" tão lindo desses LOL
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