sexta-feira, 2 de julho de 2021

Vida vs Morte

Morrer é um absurdo”, escreveu o filósofo existencialista Arthur Schopenhauer (1788-1860). 

Por que não falar dela? A maioria das pessoas tem este assunto como tabu. Estamos aqui apenas de passagem - somos uma alma com um corpo, e não um corpo com alma (como muitos poderão pensar erradamente) - para quê tanta preocupação? Aproveitemos e não nos esqueçamos de cheirar as flores ao longo do caminho...

Nenhum instante é tão violento como aquele em que nos apercebemos (ou nos é dada a notícia) da morte dos que amamos. Nesse instante também nós morremos um bocadinho com eles, mesmo sabendo que ficamos, mesmo sabendo que permanecemos e até mesmo quando acreditamos que a morte não é o fim.

A morte pode ser vista como um mistério incompreensível. Ou como um absurdo inaceitável. A morte pode até ser tratada como um tabu, assunto do qual a maioria das pessoas não gosta de falar.

O luto como a arte do “desapego”

 

Talvez falar do luto como “arte” cause alguma estranheza. As pessoas preferem concentrar-se em coisas agradáveis, reconfortantes e positivas. Certamente isso é muito bom, mas a vida sempre traz um nível de sofrimento, ao qual ninguém está imune.

No entanto, temos que esclarecer um aspeto importante: quando se fala em luto sempre se pensa na morte, mas existem também os lutos afetivos ou emocionais, como o amor ao qual temos que renunciar, ou até mesmo o simples facto de amadurecermos como pessoa, assumir novos valores, abandonar certos padrões de pensamento para desenvolver outros…

Superamos o luto no processo de amadurecimento interior, porque qualquer mudança envolve perdas, superação e até sentimento de vazio e solidão. Isso é enriquecedor e necessário para o nosso crescimento.

A morte é triste. Mesmo acreditando numa vida depois desta, a despedida é dolorosa. Mais dolorosa ainda quanto mais próxima for a pessoa. Às vezes não é preciso ser da família. Basta ser alguém que fez diferença em nós. Aceitar a partida é tão difícil como voltar a casa no dia do enterro. Onde já não está. Onde não volta. Não ver mais dói no coração. A saudade não passa. Nunca.

 “Eu vos deixei apenas por um breve instante e não vim para muito longe. Quando vocês vierem daí para este lugar, irão perguntar-se por que choraram.” (Laotse)

 03-07-2021 13:00

 https://www.youtube.com/watch?v=z8FcI6pTYy4

 Não sei onde estava / Antes de nascer / Não sei pra onde vou / Depois de morrer…

e...Viver é uma Aventura!

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Admiração

A partir de certa idade, a vida começa a proporcionar-nos mais dor do que prazer(es), infelizmente. Em todos os sentidos...Não é fácil ver partir – para sempre – as pessoas amadas, familiares, colegas, gente mais ou menos conhecida…em algum momento estávamos a conviver com aquela pessoa e, de repente, deixou de existir. Como se pode lidar facilmente com isto?

Que mundo este. Não está fácil ficar sem as pessoas, e também está difícil “aturar” as que ficam ou as que nos rodeiam. Cada um tem a sua própria maneira de ser, pequenos ou grandes problemas; e agora, devido a tantas regras “circule por aqui, volte por acolá” e ao afastamento físico por causa da pandemia, parece que andamos todos crispados, sem paciência. Temos que fazer algo para manter o controlo da situação e das nossas emoções.

O tema que escolhi para escrever hoje é sobre “admiração”.

Para mim é muito importante admirar alguém, sentir orgulho. E daí ao sentir Amor geralmente é só “um pulinho”. Penso que o amor e a admiração caminham juntos, pois um decorre do outro. Dessa forma, nada melhor do que unir a admiração por uma pessoa amada em uma categoria recheada de fortes sentimentos e belas palavras!

Paixão, Admiração, Amor… A seguir à paixão, surge a admiração (ou não), e depois segue-se o tal de Amor, seja lá o que isso for. E, na minha humilde opinião, estes passos são essenciais para construir-se uma relação “perfeita”. Mesmo no ambiente familiar, o amor é mais forte, mais completo, quando nos admiramos uns aos outros. Se não, será apenas (mais) uma família desestruturada. E quem já ouviu dizer, ou acredita, que escolhemos a família onde nascemos? Talvez… só sei que nada sei…

No trabalho, a mesma coisa. Admirar a ética e o profissionalismo de um chefe ou de um colega, cuja postura é um exemplo digno de ser imitado por todos, é meio caminho andado para uma equipa de trabalho bem-sucedida, na busca da excelência para alcançar os objetivos. E daí a realização profissional, muito importante para a felicidade do ser humano. 

Muitas vezes, o amor surge quando aprendemos a admirar as qualidades de uma pessoa que, com a sua simples presença, nos faz sentir especiais. A admiração é a fonte do amor, o amor em estado sólido. Só se ama o que se admira.

Falando da minha experiência, a partir do momento em que a pessoa me desilude em algum aspeto, a paixão murcha…e dificilmente a relação voltará a ser a mesma, pois o que sustenta o amor e “o tesão” é a admiração…

(…)

https://www.youtube.com/watch?v=BxJks0dGKjk

Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Envelheceremos e morreremos. Isso, nenhuma estética, nenhum curso superior e nem toda a riqueza do mundo pode nos livrar. No entanto, é incrível como a presença de alguém nas nossas vidas pode aumentar - em nós - a certeza de que a vida faz algum sentido.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Noch ein heller Stern am Himmel

Escolheu um país de SOL para passar a maior parte do ano, deixando a sua bela propriedade com tudo do bom e do melhor numa zona verde e fria do seu país, longe da grande cidade.

Carlos Caracol: o nome como alguns lhe conheciam. Porque andava “com a casa às costas”, isto é, tinha uma autocaravana 4x4 (camper) que todos admiravam quando ele a conduzia. Se ia curtir a noite em algum bar mais distante, caso bebesse cerveja a mais, tinha a casa à porta, mais os seus dois amores caninos, tanto doces como perigosos, treinados por ele: um cão de água português de cor castanha e uma Hovawart de cor negra. Tinha tudo com que sonhou, pois havia trabalhado bastante para isso. Até que decidiu levar uma vida de aventura, viajando pelo mundo, fazendo pessoas felizes aqui e ali, distribuindo corações e amor. Conseguia ver a figura de um coração em qualquer coisa que encontrasse, desde uma gota de água a uma folha, uma pedra, uma nuvem, uma árvore... e quantas vezes oferecia pedras e pedrinhas ou conchas em forma de coração...Facilmente colecionava amizades.

Achava que viveria até aos noventa ou cem anos, tinha saúde e disposição para isso, além de alguma premonição…mas a vida apresentou-se-lhe traiçoeira. 

Sempre tinha desejado ter um Land Cruiser, para continuar a aventurar-se em lugares mais próximos de casa. Encontrou justamente o que queria, velho e mal tratado, com vários problemas, porém, conseguiu consertar a maior parte deles e deixá-lo à sua maneira. Mais uma viatura que seria diferente de qualquer outra. Mais aventuras o esperavam, e quanto mais perigosas, melhor. Uma atração estranha, indescritível, talvez necessidade de adrenalina… dessa forma talvez procurasse quebrar a monotonia e o “comum”, a sensação de prazer, liberdade, a coragem, a independência, o “ser radical”, o “viver intensamente este mundo”!

Na verdade, de comum ele não tinha nada. Bem-parecido, era também conhecido pela sua simpatia e bondade. Possuía uma rara sensibilidade, de alma feminina.

https://www.youtube.com/watch?v=f3lvmkXAEUI

Ironia do destino: esse Land Cruiser veio acabar com a sua vida mágica. Aquele dia foi a sua última vez a aventurar-se, e o lugar do acidente chama-se São Bom Homem!

Cinco dias antes do acidente fatal, ele estava a enviar uma música (premonitória): "I'm going home". Estava escrito no seu testamento que quando o seu corpo fosse devolvido à terra, seria essa a música que estaria tocando, e todos os amigos levariam na mão uma garrafa de champanhe aberta...

31-05-2021     💖R.I.P. lieber K💝

https://www.youtube.com/watch?v=Fy7qqCAlKJc

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Amor vs Sexo

Ontem foi dia do Beijo e nem dei por ela. Porém, infelizmente, agora os beijos evitam-se. 

Hoje apetece-me falar de amor, para desanuviar, ou melhor: vou falar antes de sexo; deixo o Amor para outra oportunidade. Como diz a Rita Lee, de quem sou super fã e não me canso de a ouvir: - o Amor, que nos torna patéticos! Sexo antes, Amor depois! Amor é sorte, Sexo é escolha! E Sexo sem amor é Vontade!...

O sexo começa antes do sexo.

O sexo começa nos olhos, naquele primeiro olhar de conquista, quando duas pupilas sedentas se tocam e se acariciam.

O sexo começa quando o desejo nos faz mordiscar os lábios graciosamente.

O sexo começa nas conversas e afinidades partilhadas com entusiasmo e carinho.

O sexo começa naquele momento em que o outro entra em nós, não pelo físico, mas pelo coração.

Quando esse outro começa a fazer a diferença na nossa vida e, sedento, chama todo o nosso EU para partilhar um novo mundo com ele.

Ah, o sexo começa com as mãos que se roçam, suavemente. Numa dança a dois, ou distraidamente numa caminhada para apreciar um belo pôr do sol… Na mesa do café, com as pernas que se tocam sem querer e que não negam esse encontro.

O sexo começa na pestana que é retirada dos olhos com delicadeza, ou com o guardanapo que limpa o restinho de espuma da cerveja no canto da boca.

O sexo começa com um simples “olá” quando o outro te sorri maliciosamente com o canto da boca, revelando 'ingenuamente’ as suas intenções.

O sexo começa na admiração. Na disposição de entender, ainda que seja um idioma estranho. Na vontade de conhecer o mundo por outros olhos.

O sexo começa na música ou livros trocados, na troca de mensagens virtuais, no abraço apertado dos encontros e despedidas.

Para ser bom, o sexo começa na excitação que o outro nos provoca, sem precisar fazer esforço para isso.

Ah, o sexo começa muito antes dos tão falados preliminares.

A ideia que eu tenho é que os preliminares para um bom sexo são contados a partir do instante em que o corpo, a mente e o coração desejam a mesma coisa.

O bom sexo começa no sussurro de palavras carinhosas que se tocam profundamente.

(agora apetecia...)

https://www.youtube.com/watch?v=ho-iGFctXe8

quarta-feira, 31 de março de 2021

Saravá, e salve-se quem puder!

Este mundo continua triste, e o tempo igualmente, a maior parte das vezes. Dá dó ver como esta pandemia veio separar as pessoas que antes eram amigas e conviviam com alegria. Há quem acredite em tudo, quem acredite em nada, e ainda quem fique por cima do muro a ver o que vai dar... eu pertenço a este último grupo. Não está nada fácil. Fico estupefacta, às vezes indignada, com a paranoia instalada. Muita (des)informação, muita TV nas cabeças. Vejo pessoas de máscara pela rua - tudo bem - mas com medo (literalmente) de quem passa desmascarado. Afinal, se o medo continua, por que usam a máscara? E se formos ao supermercado, as pessoas estão a escolher a fruta e legumes umas por cima das outras, e tudo bem! Não consigo entender, me desculpem os novos paranoicos.

Para mim, leiga no assunto, contra este maldito vírus - que veio para fazer uma limpeza, acredito - ainda é possível nos protegermos, se usarmos a máscara em lugares públicos, com o devido distanciamento, se cuidarmos bem do nosso corpo a fim de ter imunidade suficiente para atacar qualquer vírus; e, muito importante, mais do que nunca é necessário cuidar da mente, pois viver com medo de tudo é viver pela metade. Quase impossível é proteger-se do cancro silencioso que anda por aí a matar, que aparece de repente e muda tudo na vida da gente. Fico assim quando sei que uma amiga com cancro de mama vai ser operada em breve. Quando nos chega este tipo de notícias, seja de familiares ou de pessoas amigas, começamos a por tudo em causa e deixa-se de dar importância a muita coisa.

Divisão de mentalidades cada vez mais acentuada, uns acreditam piamente nestas vacinas, no que escutam na TV etc., outros estudam a fundo o problema, com dados concretos, medicina alternativa, homeopática ou macrobiótica, enfim, várias maneiras de enfrentar o bicho - de preferência usando  métodos naturais, para bem da nossa saúde - mas bora lá tomar vacina, dizem alguns, desde crianças tomámos todas e ninguém morreu… pois, sabemos lá…há muita gente maluquinha por aí e não sabemos por que motivo(s)… além disso, há vacinas e vacinas, com estas sinto-me cobaia... e vírus sempre haverá no mundo...

Por exemplo, fui operada às amígdalas em criança, como assim foi com a maioria de nós; recentemente tomei conhecimento que a minha voz se terá modificado por causa disso (detesto ouvir a minha própria voz, porém, há quem goste :-). As amígdalas fazem parte do sistema de defesa do organismo e da mucosa respiratória, e muitas dúvidas podem surgir quando se trata de cirurgia para retirá-las. Não existe um consenso médico sobre se esse procedimento faz mal ou não para a nossa saúde, cada caso deve ser avaliado.

Neste mundo cada vez mais conectado, somos bombardeados com milhares de informações sobre o que faz bem ou mal para a nossa saúde. Então atualmente pós-covid, é peritos por todo o lado. Às vezes dá vontade de viver na ignorância, viver simplesmente, pois atualmente há na verdade (des)informação a mais. 

Por isso, vamos ser donos da nossa mente e do nosso corpo, e sigamos o nosso coração, ou a nossa intuição. Sejamos responsáveis por nós mesmos. Deus nos deu um cérebro e feliz de quem souber usá-lo.

Saravá e salve-se quem puder!

https://www.youtube.com/watch?v=e11zx5TzRxo

 

Desapego.
Soltar. Entregar. Deixar ir.
Deixar partir. Fluir.
Viver no presente. Sem o peso do passado.
Sem expectativas para o futuro.
Saber de nossa finitude.
Saber que somos passageiros.
Sem posses. Sem medo. Sem culpas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

F.O.D.A.

Continuo sem elas, as palavras… Até o sol – tão habitual na zona sul do país, e que me alegrava tanto em cada manhã ao despertar - anda fugitivo, mal aparece nas últimas semanas. Tudo parece tão triste. O frio e a chuvinha continuam, será a natureza a querer dizer “fiquem em casa” - até tu, Brutus?!

Quem aguenta ficar tantas horas por dia em casa? Que saudades de sair, ir ouvir música ao vivo, dançar, socializar, bem ou mal… Somos seres sociáveis por natureza, caramba! Dou comigo a imaginar famílias juntas 24h por dia, têm que ser amorosas ou “o caldo deve entornar” muitas vezes… passa-se a vida à volta do fogão  “o que cozinhar agora?” ou a encontrar na despensa produtos com data de validade já passada ou a terminar, vamos lá aproveitar, que receita interessante pode-se encontrar no Google com este ingrediente? (...)

Ou…vamos pensar que estamos a caminhar para um mundo melhor, sem tanto consumismo e deslumbramento, um mundo mais humano e solidário, com menos manias de grandezas...será possível, ou delírio meu? Tantas incertezas…Entretanto, se (ainda) nada se pode fazer contra este estado de coisas, vamos acender a lareira e simplesmente ficar…ler um livro, escutar música relaxante (ou não), vamos enxotar as vibrações negativas para bem longe de nós…ou… vamos ter fé, jogar no euromilhões, e depois compraremos uma passagem para Marte…quem sabe, lá ainda poderei respirar e (a)mar-te à vontade…com ou sem Mar?

No ponto em que estamos, com as notícias a cada momento sobre o vírus devastador, e as respetivas consequências negativas tanto a nível económico como social, quem não o tiver (ainda) fisicamente, na verdade já o tem (mentalmente), dada a sua omnipresença avassaladora. Ninguém pode escapar disso.

E surge uma pergunta, em vésperas de celebrar mais um dia dos namorados: depois, quando toda esta pandemia passar, como será a reaproximação entre as pessoas?… Como vai haver vontade de “paquerar” outra vez? Ou namorar de verdade? Que dificuldades terão os solteiros para encontrar alguém? Estarão desconfiados ou desesperados? Pediremos um beijo ou um teste? Podemos tirar as máscaras? Devemos dar as mãos? Ela ou ele está a ser higienizada/o?

Agora pode não parecer, mas em algum momento o mundo vai abrir-se novamente. E voltaremos a fazer as coisas que amamos, esperamos nós, fora das nossas casas, com a nossa família e os amigos. Para pessoas solteiras – isso pode significar um regresso ao mundo do namoro. 

Namorar já não era assim tão fácil antes da pandemia – mas agora, estaremos todos sem prática, e a ideia de nos voltarmos a apaixonar pode ser particularmente assustadora. 

Em inglês, há um nome interessante para isso – FODA (Fear Of Dating Again), ou seja: medo de namorar outra vez.

Se estás a sofrer de FODA, fica a saber que "estamos juntos". Passamos meses (e meses) isolados de outras pessoas, mal saindo das nossas tocas e sem tocar em ninguém... Temos, porém, a sorte de haver o telefone, os computadores, os smartphones, através dos quais até podemos interagir com imagens, mas tudo isso poderá ter, para muita gente, um impacto negativo na capacidade de comunicar cara a cara, predizem alguns estudos. Rezemos é para que não haja algum apagão demorado que nos deixe incontactáveis ou isolados do resto do mundo, aí sim, será loucura total, especialmente para quem estiver longe dos entes queridos.

Pronto, consegui escrever mais do que 100 palavras… vou me inspirar para uma próxima vez!


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Que mundo é este?!

Ela caminhava pelas ruas desertas da pequena cidade e praticamente era a única sem máscara. Para quê, se não andava aos encontrões com ninguém? E via as pessoas mascaradas pela rua, algumas com a dita pelo queixo ou pendurada no cotovelo...também em alguns (poucos) carros que circulavam, pessoas a conduzir de máscara, essa bem posta, às vezes mesmo casais, e pergunta-se: será que ainda dormem juntos, ainda se beijam, ou…? 

Apetecia-lhe cumprimentar as pessoas que passavam por ela, ainda conseguia ver o sorriso por trás de alguma máscara que a olhava e cumprimentava também. Que mundo triste é este com toda a gente amordaçada? Com medo de um inimigo invisível…? O dia também estava cinzento, frio, como a vida, para a maioria das pessoas…Nunca se ouviu tanto o barulho das ambulâncias como agora, todos os dias. Ela agradece baixinho, por mais um dia com saúde.

Tudo fechado. O teletrabalho tornou-se obrigatório, para quem puder, claro. Ela imagina as famílias em casa, muitas em situação de desemprego, onde agora “todos ralham e terão razão”, pois ninguém tem culpa de nada. Aconteceu. Como, por quê, até quando, ninguém sabe nada.

E isso é o pior de tudo. Não saber de nada. Vai ela pensando: além das mortes pelo maldito vírus, haverá as outras provocadas pela miséria (muitas vezes, mental), pela fome, os maus tratos em ambiente familiar (em lares desestruturados, sem pão nem educação, e onde geralmente o vinho não falta), outras doenças graves que agora não são atendidas devidamente…Melhor nem pensar muito, no que vai acontecer a curto ou longo prazo… entretanto, vai-se lendo que os ricos estão cada vez mais ricos, como assim? Pois...há crises que sempre dão jeito a alguns… e o Carnaval está perto, mas…a folia acabou-se, o ser humano não tem sabido comportar-se durante décadas e décadas, e agora é necessária a verdadeira Humanidade, ou estaremos todos F…ritos. "Acordem, larguem os telemóveis e deem as mãos!"

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Primeira mensagem do Ano!

Ei Ui

Ainda não escrevi nada em 2021… parece que ando sem inspiração, ou desmotivada… É que já começámos com uma nova variante inglesa do vírus, a tempestade Filomena, um frio do C..acete, o assalto ao Capitólio, um avião que se despenhou na Indonésia, pessoas conhecidas (e não só) que vão desaparecendo todos os dias desta dimensão, notícias que nos deixam incrédulos… e hoje ainda é apenas o 12º dia do ano!!! A continuar deste jeito, será que vamos sentir saudades de 2020(?)…

O vírus chinês, tal como o resto do “made in China” dura ou durou pouco tempo. Agora, tornou-se inglês… E se ele tiver a mesma longevidade que a rainha Elizabeth, estamos F…eitos! Que mais nos irá acontecer, a nós ou aos nossos?…

Mas… haverá sempre alguém que nos vai iluminando neste Mundo. Pessoas de LUZ que sempre transmitem mensagens encorajadoras.

Conselhos de uma curandeira e poetisa mexicana: “Cure-se com a luz do SOL e os raios da LUA. Ao som do rio e de uma cascata. Com o balanço do mar e o agitar dos pássaros. Cure-se com hortelã, eucalipto, e outras ervas benéficas. Adoce com alfazema, alecrim e camomila. Abrace-se com grão de cacau e um toque de canela.

Coloque amor no chá em vez de açúcar, e beba olhando as estrelas. Cure-se com os beijos que o vento te dá e com os abraços da chuva. Permaneça firme e forte com os pés descalços na terra e com tudo o que dela deriva. Seja mais esperto/a a cada dia, ouvindo a sua intuição, e encarando o mundo de frente. Salte, dance, cante, para VIVER mais FELIZ. Cure-se com a beleza do AMOR, e lembre-se sempre: “Cada um de nós é o remédio.”


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Estrela de Natal nos ilumine!

Apetece-me falar (ou escrever) mas nem sei o quê. Que dezembro está a terminar e este ano foi para esquecer ou… para lembrar que tudo na nossa vida pode mudar de repente e teremos que estar bem preparados, para não “surtar”! (continuo a gostar do coloquial brasileiro)… Preferia era ir surfar agora J

Este ano precisamos de mais Esperança! Precisamos de Acreditar. De Sonhar.

Precisamos de Amar sem tocar. De acariciar sem beijar. De estar presente e ser presente para alguém, nem que seja de longe.

Natal chegando devagarinho com toda a sua Magia...mostrando-nos que há um Menino que vai nascer. Que há uma Luz que vai brilhar. Que há um Sonho para construir.

Então, que essa MAGIA nos inunde em cada estrela. De ESPERANÇA em cada lar. De AMOR em cada um de nós!

É que Jesus vai nascer!

Imaginemos que há sempre uma nesga de oportunidade que se abre e é nela que temos que fixar o olhar e toda a ENERGIA que consigamos subtrair ao desespero.

Temos que conseguir ser resilientes, ao ponto de estarmos totalmente disponíveis para reconstruir um futuro que sabemos ameaçado. Por isso, este Natal tem que ser sobretudo um exercício de solidariedade. E ainda que não possamos festejar como de costume o Ano Novo, temos que acreditar nele.

Desejo a todos Boas Festas e muita coragem. Um Santo e Feliz Natal! Que todos possamos receber o melhor presente: a saúde e a alegria de viver.

https://www.youtube.com/watch?app=desktop&feature=share&v=0GLgdo96iiQ&noapp=1

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Quase Natal outra vez...

 

Dizem que estamos em época natalícia ou quase no natal… mas este ano está tudo tão triste, cada vez mais sozinhos… se já havia antes solidão, agora então é de agoniar… e pior ainda, com medo uns dos outros, até de amigos e familiares… o Covidizer veio para assustar, e renovar a Humanidade. Eu já tinha escrito sobre isso, do RESET que é necessário, e aí está, estamos apenas no começo!

Quem não aprendeu a estar ou ficar sozinho, vai sofrer muito nesta época, tenho pena.

Na consoada, muitos estarão à mesa com as pessoas queridas em modo virtual, via computador ou  telemóvel? Outros muitos, sozinhos, especialmente as pessoas idosas, irão para a cama com um pratinho de sopa,  adormecer para esquecer. E sorte de quem ainda consegue dormir, ou ter um pratinho de comida.

Sentimo-nos todos 'com uma espada apontada à cabeça'. Ando pela rua e logo de manhã só se ouvem sirenes de ambulância, passam por mim pessoas mascaradas com olhar assustado ou triste… meu Deus, que mundo é este? Ninguém esperava uma coisa destas, foi um vírus inventado, ou a própria Natureza é que se encarregou de o mandar para nós; como vamos saber, tanta (des)informação, andamos à toa.

Mas agora "o vírus" está alastrado por aí, para nos tornarmos fortes e conseguirmos sobreviver. Mais solidariedade, compaixão, amor por si e pelos outros; chega de ganância, deslumbramento, egoísmo…

“O verdadeiro espiritualista tem consciência de que a vida como ela é está perfeita. Nada precisa ser alterado ou consertado. Só tem que ser aceite. Quando fazemos as pazes com a vida, a Paz entra na nossa Vida. Simples assim!” (Ferrini “Die Wunder der Liebe, p.89) – Amor Incondicional - tudo o que o Mundo precisa, mais do que nunca.

Sobre a pandemia. Ter medo de quê? Um dia perceberemos – os mais evoluídos, ou Iluminados - que viemos ao mundo para perder tudo. Quanto mais vivemos, mais perdemos. Primeiro perdemos os pais ou pessoas muito queridas, os animais de estimação, alguns lugares, e depois, lentamente, vamos perdendo as nossas próprias faculdades físicas e mentais.

Não podemos viver com medo. Este estimula um futuro negro para ser vivido no presente. 

É necessário relaxar e apreciar o que temos e viver no presente.

 Neste Natal, envio para vocês o maior presente de todos: muita luz e esperança no coração!