quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Ser ou Não Ser… Feliz!

Tristeza(s), Ansiedade(s)

Ainda na sequência do meu estado de espírito “angustiado” ao viver neste mundo-hospício, egoico, dou comigo a pensar que, se calhar sempre o foi, eu é que costumo ser ALIENada…

Um mundo com muitos loucos e muito risco. Cada um de nós achando que está certo naquilo que escolheu viver, mas ninguém quer respeitar o DIREITO que o outro possui de SER. É uma loucura estar no meio deste caos, afinal causado por cada um de nós, que vivemos a nossa história acreditando que sabemos viver.

Lembro-me daquele filme “Voando sobre um ninho de cucos”, ambientado numa clínica psiquiátrica: conta a história de um indivíduo de espírito livre que acabará por fugir da prisão e lidera os pacientes numa rebelião contra a equipa opressiva chefiada por uma enfermeira-chefe calculista e que aplicava tratamentos pouco ortodoxos.

Recentemente escutei o seguinte: hoje em dia, é preciso coragem para sermos nós próprios!

É verdade, o mundo está a virar uma manada. A maioria, com baixa autoestima, precisa da validação dos outros para saber como atuar.

Um mundo onde prolifera a ansiedade que é uma das questões que mais prejudica atualmente a qualidade de vida das pessoas. Estou enjoada deste mundo, tenho que confessar. Dá vontade de gritar, chorar, ou apenas adormecer e esquecer.

Há dias telefonou uma amiga que me disse “tu também és ansiosa” e deu para ficar a pensar no assunto. Afinal sou… oh então, afinal somos todos nós. Engano-me a mim mesma ao pensar que sou uma pessoa calma no meio do caos. Impossível! Aliás, ultimamente, são muitas as vezes que saio do sério, por causa de circunstâncias externas, obviamente. Todos vamos sendo defraudados diariamente neste sistema implantado, se não estivermos atentos; por exemplo, basta ver faturas de eletricidade pouco explícitas ou confusas, taxas por tudo e por nada, operadores de telecomunicações a roubar descaradamente, etc. …um mundo onde uns são “filhos de Deus”, outros são os bastardos…

Sem falar, a nível particular, da dor pela perda de pessoas queridas ao longo do caminho a que chamamos Vida, da profunda tristeza de saber que alguém está com uma doença terminal, familiar ou não, da frustração de encontrarmos pessoas que se dizem amigas e são enganadoras ou sem escrúpulos, prejudicando-nos de alguma forma… Então, nos perguntamos: vale a pena estar aqui? Ou, de um modo mais otimista: para quê stressar, enquanto estamos vivos e com saúde? Tudo é apenas uma fase, e há que ter paciência. Nada dura para sempre, (in)felizmente - dependendo da situação, melhor que não dure!

Sou feliz porque decidi SER FELIZ, e contra esse facto não há argumento!  É que deixei de aceitar menos do que aquilo que mereço! (aprendendo sempre)

Estas são palavras de Osho:

"Para ser feliz é necessário uma enorme coragem. Ser infeliz, qualquer um pode ser. Ver negatividade nas coisas é fácil, mas para ver beleza e alegria nas coisas mais simples é necessário uma grande alma."

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina ‘cor’, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.”

https://www.youtube.com/watch?v=eiDiKwbGfIY

“Os humanos inventaram a bomba atómica, mas nenhum rato no mundo inventaria uma ratoeira” Albert Einstein

 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Em modo RESET

Se aquela teoria é válida de que a nossa vida se transforma a cada sete anos, estou numa dessas fases, tenho que aproveitar. E sinto transformações, esta vontade de 'limpar', fazer um reset em tanta coisa, em mim e fora de mim.

Mudanças são boas. Há pessoas que adoram a rotina, tudo sempre igual a vida toda, não é o meu caso, nunca! Há mesmo quem diga que buscar o equilíbrio é como ficar estagnado, assim como quando uma balança fica equilibrada. Então, tenho andado enganada, afinal devo ser desequilibrada qb.

Adoro quando há mudanças, que considero ser uma coisa boa. Sendo otimista, acredito que quando algo muda é sinal de transformação, significa que o que foi deixou de ser, e que o melhor pode estar por vir.

Quando há transformação houve aprendizagem. Tenho aprendido muito com dissabores, pois a vida nunca é 100% perfeita. Se andarmos pelas redes sociais, até parece que é, com tanta gente mostrando aquilo que parece, mas não é, a maior parte das vezes. Muita gente é apenas “show-off”, e se convivermos de perto é quando vamos descobrindo os podres disfarçados…assim é o normal, dentro da anormalidade: o ser humano em tempos modernos!

Porém…acredito que posso bloquear pessoas. Eu acredito e me permito pedir às pessoas que deixem a minha casa. Eu acredito em evitar as pessoas tóxicas. Porquê? Porque ninguém vai fazer-me sentir mal no meu próprio espaço. Só por isso!

Com a idade avançando, cada vez mais seletiva, só desejo estar rodeada de pessoas do bem, com boas vibes e com quem me sinto bem, gente que eu quero admirar e de quem posso me orgulhar de ser amiga.

Um bocado enjoada do mundo, é como me sinto muitas vezes, ultimamente. Apetece parar, ficar só e apenas comigo. Estamos com tanta gente no dia-a-dia, ou mesmo se pouca, e nos esquecemos de estar connosco. Essas pausas comigo mesma ajudam também a mudar o mood quando as coisas não estão fáceis e tenho é vontade de fugir para bem longe de tudo o que não interessa.

Descubro que parar e não fazer nada é tão produtivo. Sejam minutos, uma hora ou mais, sabe tão bem! Ficar na bolha (só minha), abrandar, respirar fundo…sem nada na cabeça, limpar o lixo mental que provocaram em mim, sem julgamentos, longe da paranoia ou psicopatia generalizada. É como fazer um reset, tal como fazemos com os computadores quando algo não corre bem, vão abaixo e não sabemos o motivo… 

Melhor até, seria fazer esse restart diariamente, para que todas as atualizações necessárias sejam feitas. Depois destas pausas, parece que os sistemas se conectam de novo com mais energia e seguimos com as nossas tarefas, algumas inadiáveis. Tudo pode melhorar, e a vida segue!

Fora esses momentos na bolha, sei que à minha frente há sempre um caminho, posso escolher por onde ir, se devagar ou mais depressa e está tudo certo, e há sempre a opção de poder voltar para trás. E outro caminho aparecerá diante de mim. Assim como poderei sempre encontrar novas pessoas com valor e que me acrescentem algo. Vida fluindo.

Sinto-me com muita energia para iniciar um novo ciclo. E, quando tiver iniciado de verdade, quem sabe, adotarei também um novo look… Quando há mudanças dentro de nós, por vezes temos necessidade igualmente de mudar alguma coisa externamente, por exemplo, mudar o corte de cabelo, ou o guarda-roupa, ou adquirir algo novo para o lar…

Carpe Diem!

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Boas Vibes precisam-se!

Um bom dia de São Pedro!

No caminho para o trabalho hoje, entrei num ”pão quente”, era só para um café, talvez… mas de repente me deparo com uma vitrina a mostrar uns lindos e luzidios pastéis de nata (rindo para mim) assim como uns bolinhos de cenoura com bom aspeto. Bem gulosa eu me assumo, não tenho emenda. Foi uma dúvida momentânea e cruel, alguma hesitação, para não ter que comer os dois – e por que não? – okay escolho o de cenoura! Não era molhadinho, como eu imaginava. Antes fosse o de nata, que já conheço e sempre gosto.

Ao sair da padaria fiquei a pensar nas várias deceções da vida. Assim é também com as gentes. Há pessoas que atraem logo à primeira vista, ou segunda, sei lá, de bom aspeto exterior e com lindas palavras, amistosas, carinhosas, eventualmente a mostrar também uma vida que parece espetacular, mas vai (con)viver  com essa pessoa! É quando se descobrem os detalhes, as diferenças abismais (às vezes). E a seguir vem o desapontamento, ao ponto de preferir estar só. 

Está tudo tão anormal (sem saber bem o que será normal). Pessoas que em tempos idolatraram a Madonna se escandalizam agora no RockinRio (RiR) com uma tal de Anitta brasileira que mal conheço, mas vou ver agora no Youtube. Por motivos óbvios, tem milhões de seguidores nas redes sociais, quem me dera ter ido ao RiR, agora posso imaginar que o show dela ao vivo deve ter sido um grande sucesso… 

Um mundo doente, hipócrita, onde há gente que critica uma mulher que vive feliz com o seu parceiro 18 anos mais jovem - “podia ser seu filho”, mas se for um homem a ficar com uma com a idade da neta, já o felicitam! 

Isto mais parece um hospício, ou se calhar sempre foi, eu é que andei distraída… Sobretudo para quem sofre ou é sensível, o mundo é cruel, está difícil, e é preciso seguir o melhor que for possível. É uma loucura estar no meio deste caos, afinal causado por cada um de nós, que vivemos a nossa história acreditando que sabemos viver. Cada um de nós achando que está certo naquilo que escolheu viver, mas ninguém quer respeitar o DIREITO que o outro possui de SER. Cada um de nós a precisar de terapia (não fosse tão cara para alguns): uns para curar a própria mente e deixarem de perturbar ou magoar os demais; outros para saberem lidar com os que possuem uma mente duvidosa e destruidora…

Não vivemos em tempo de empatia. Cada um só olha para si, para os seus problemas ou a sua vida de aparência, parece que “tem o rei na barriga” - excesso de autoestima, ou o que será? É um tempo de rapidez – fast food, fast love etc. - de dificuldade em distinguir a realidade e a ficção, de fronteiras ténues entre a verdade e a mentira. Por vezes, talvez pela necessidade de dizermos tudo todos os dias, de termos opinião sobre tudo e todos (onde me incluo), esquecemos as coisas mais básicas e afastamo-nos do que em nós poderia e deveria ser natural.

Por isso… às vezes, escolher ficar só e em silêncio é o que há de melhor. Ouves melhor quando paras, quando te recolhes, e tentas ir buscar pensamentos que te transformem na melhor versão de ti mesmo/a. Saber o que é conveniente para ti, fazer um compromisso de uma prática diária, de viver no presente, valorizar tudo o que cada dia nos traz. No mundo atual é tão fácil cair na rotina, tão fácil também transformar o nosso caminho numa batalha campal…Mas quando paramos, é tão bonito perceber que tudo podia ser mais simples e, para isso, é importante perceber que devemos rodear-nos de pessoas que vibram na mesma frequência, a da paz interior e positividade, do autoconhecimento, e com vontade de evoluir.

Lembrei-me agora daquele filme “Voando sobre um ninho de cucos”, ambientado numa clínica psiquiátrica, contando a história de um indivíduo de espírito livre que acabará por fugir da prisão e lidera os pacientes numa rebelião contra a equipa opressiva chefiada por uma enfermeira-chefe calculista e que aplicava tratamentos pouco ortodoxos…

Vamos decidir ser felizes… não porque tudo seja bom, mas porque podemos ver o que há de bom em cada detalhe da nossa vida.

Alguém disse “vais ser pra sempre só”, eu entendi “pra sempre sol”, e percebi que antes SOL que mal iluminada”…

quinta-feira, 26 de maio de 2022

As 3 da vida airada

São inseparáveis, sempre prontas para qualquer evento ou passeio, ou simplesmente juntas assistir a um pôr-do-sol, ou andar por aí na gandaia, quando estão (claro) na mesma cidade, apesar de qualquer divergência ou diferenças culturais, óbvias, que são fácil e rapidamente assimiláveis. Uma na casa dos cinquenta (quase 58), espanhola; outra, a portuguesa, no começo dos sessenta (63) - mas ainda se tenta! - e a outra, que ainda se senta mas quase a fazer setenta, a sueca!…

Em comum, essencialmente, a vontade de (a)MAR e praia, apalhaçar, brincar e dar risadas, e dançar até cair…(LOL)... E a AMIZADE é tudo isso: é sentir-se bem junto com outra pessoa, duplicar a nossa alegria e dividir a nossa dor.

Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam connosco a vida inteira. Não dividimos apenas a gasolina, dividimos também lembranças, segredos, experiências, culpa, crises de choro…

E… apesar das boas amizades que possamos ter, cada um de nós é responsável pela própria felicidade, sem esperar que alguém venha de repente "salvar-nos", mas quando estamos “em baixo” ou menos felizes, é tão bom saber que há um amigo ou amiga pronto(a) para partilhar o que nos vai na Alma e nos animar…

Muitas pessoas entram e saem da nossa vida, mas somente verdadeiros amigos permanecerão ou deixarão pegadas no nosso coração. Um dia era eu e outra, depois trouxe outro amigo, e outro, e o grupo foi crescendo, tantos quantos couberem num círculo, sem começo nem fim.
https://www.youtube.com/watch?v=2ObpZIsWC0I

A amizade é um amor que nunca morre.” Mario Quintana 


quarta-feira, 18 de maio de 2022

Tempo para tudo

Vai ser noite de lua cheia.

Fim de tarde, ela sai do trabalho e não resiste a ir dar um mergulho no mar. O tempo está quente, já parece verão, coisa boa! Depois senta-se numa hamburgueria e pede um “Aperol Spritz” que vai experimentar pela primeira vez. Sente-se ótima, relaxada, ainda no início da semana.

Por vezes, gosta de ficar só. Porque será que há pessoas que têm tanto medo da solidão?

Verdade que deve ser triste sentir-se só uma vida inteira, será um sentimento de quem nunca se encontrou a si próprio(a), ou tem medo de encontrar-se...

Faz bem ficar só, muitas vezes, longe do rebuliço do mundo. Para nos reencontrarmos, permitir-nos perceber o que merecemos ou não na nossa vida, depois de eventualmente termos aberto espaço a pessoas que nada ou pouco acrescentaram. E cansaram.

Sabe bem ter momentos de solidão até que se encontre alguém que seja uma companhia de corpo e de alma, alguém que acrescente, que nos estimule e nos ajude a crescer a nível emocional e espiritual. Tem que existir alguém no Mundo que nos complemente.

Há tempo para tudo: companhias superficiais, outras que nos dizem muito e nos divertem; não solidão (ou solitude, no sentido poético) em todos os momentos, mas o suficiente para sentir o prazer da própria companhia, para reconectar-se com as energias positivas. O tempo necessário para autoconhecimento, para fazer as pazes consigo próprio(a), assimilar certos sentimentos, filtrar emoções e cuidar de eventuais dores…

Excetuando esses momentos solitários, o mundo está a precisar demais de:

alguém que deixa o outro melhor,

que tem palavras que confortam,

alegram, acalmam, incentivam;

de alguém que faz bem;

aquele alguém que leva paz,

alguém que ouve 

sem pressa nem julgamento,

e com quem se pode contar,

alguém que se importa de verdade.

 “Só a solidão tem o poder de nos devolver a nós mesmos e de nos fazer perceber que os contactos são extremamente importantes, mas que apreciar a própria companhia é um privilégio e uma necessidade da alma.” (Alexandro Gruber)

https://www.youtube.com/watch?v=Zo8yRmXN6CQ

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Aldeia à beira-mar


Decidiu finalmente – após quase um ano - passar dez dias na cidade grande, a sua cidade natal, mas… ao segundo dia já estava a stressar, tanta gente, muito tráfico, já não estava acostumada. Havia assuntos importantes para tratar, melhor ter paciência. E os encontros com amigos são sempre agradáveis.

Voltou à cidade pequena e agora sente-se melhor, finalmente.

Em maio já se começa a sentir o calor que virá em breve, para bronzear os corpos já tão sedentos de sol. Apesar que ela nunca foi nem será morena. De pele branca, muitos sinais, há que ter muito cuidado com o sol, preferindo o final da tarde ou cedo pela manhã. Desde que era criança, em terras africanas e então sem informação sobre os malefícios do sol que tanto ama, a pele descascou tudo o que tinha a descascar, e agora nada a fazer, apenas aceitar. Não gostasse tanto de praia, de mar, ou de estar ao sol após um belo mergulho, seria a Nicole Kidman portuguesa (dizem que é parecida), de pele porcelana, sem nenhum sinal ou mancha.

Sem ver notícias na TV, não acompanha como vai o mundo – guerra, vírus… vai vivendo assim, simplesmente, ao sabor do vento e da maré! PQP o mundo!

Tem vontade de conhecer gente divertida, de mente sã (e corpo também, já agora), com quem partilhar bons momentos. As poucas amizades que possui já têm a sua própria vida, as suas noias… há que encontrar pessoas novas… Como?  Anda tudo por aí sozinho, carente, alguns ou algumas nas bebedeiras para esquecer… o mundo mudou tanto que nada está fácil (apesar de parecer tudo facilitado), não inventaram ainda o simplex para as relações humanas. Hoje em dia parece que são as mulheres que “se atiram” (não é esse o seu estilo), e os homens parecem ter medo de aproximar-se, não vá alguém acusá-los de “assédio”... Oh vida stressada esta, até para conhecer pessoas ou eventualmente encontrar o amor!

Porém, no virtual vale tudo. Se chatear ou enjoar, é só bloquear. Tudo à distância de um chique apenas. E a vida passou a ser um clique. Aproveitemos então. Casal de homens que passeia de mão dada, mulheres que se beijam apaixonadamente… um dia o casal hétero estará em extinção… e assim a vida continua!

“Cuidado, a vida é muito curta para ser pequena. É preciso engrandecê-la. E, para isso, é preciso tomar cuidado com duas coisas: a primeira é que há muita gente que cuida demais do urgente e deixa de lado o importante. Cuida da carreira, do dinheiro, do património, mas deixa o importante de lado. Depois não dá tempo.’

A segunda grande questão é gente que se preocupa muito com o fundamental e deixa o essencial de lado. O essencial é tudo aquilo que não pode não ser: amizade, fraternidade, solidariedade, sexualidade, religiosidade, lealdade, integridade, liberdade, felicidade. Isso é essencial. Fundamental é tudo aquilo que te ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é a tua ferramenta, como uma escada.

Uma escada é algo que me ajuda a chegar a algum lugar. Ninguém tem uma escada para ficar nela. Dinheiro não é essencial. Dinheiro é fundamental. Sem ele, você pode ter problemas, mas ele, em si, não resolve nada. Emprego é fundamental, carreira é fundamental. Essencial é aquilo que faz com que a vida não se apequene. Que faz com que a gente seja capaz de transbordar. Repartir vida. Repartir o essencial, a amizade, a amorosidade, a fraternidade, a lealdade.”

(…) Mario Sergio Cortella 

 https://www.youtube.com/watch?v=f_10RPtF-bc

 

quinta-feira, 24 de março de 2022

O(s) DESAFIO(s)

 Storytelling - 5 a 23/3/2022

Sem saber bem do que se tratava, ela decidiu frequentar uma formação de 12 horas cujo tema - Storytelling - afinal se encaixava no contexto de estratégias de marketing. Esta área não era a dela, ainda…(nunca se sabe, no futuro)… Sempre aberta a novidades, ou a algo que a faça sair da rotina de um trabalho enfadonho de segunda a sexta-feira, sem nenhuma criatividade. Tem “fome” de conhecer pessoas especiais, com histórias interessantes de vida para contar, e que chegam onde querem, com força e determinação. Necessita de saber que há pessoas para admirar, ou seguir o exemplo.

Além de ser uma pessoa que emanava Luz e Amor, o nome adotado pela formadora era justamente Doutora Amor. Só isso já a fazia sentir que acertou na formação, ou que estava com alguém da sua “tribo”.

Um dia, a Dra. Amor falava sobre desafios e superação de adversidades, e pediu para os formandos contarem as suas histórias (reais) e que eventualmente contribuíram para uma mudança radical, ou não.

Ela ficou confusa. Comodista se assumia, quase nunca saía da sua zona de conforto, nesse momento não conseguia vislumbrar nenhum desafio, assim à primeira. Seria a sua vida tão cheia de histórias desafiantes que nem conseguia eleger uma, ou tão enfadonha que nunca tivera um desafio para enfrentar? Foi para casa pensar no assunto, e descobriu!

Afinal, eram tantos, e que desafios. Desde o primeiro, o mais duro: - após a revolução em 1974, o regresso de Angola com os pais, mais 2 irmãos e uma irmã que lá nasceram, sem bens nem dinheiro, para recomeçar do zero na “metrópole”;

- após uma infância e adolescência reprimida, introvertida…outro desafio: aos 19 anos largar a família e à revelia partir para o Brasil com o primeiro namorado; esse período da sua vida fez dela outra pessoa, descobrindo a sua essência e tornando-se na pessoa que era hoje; após 7 anos no país tropical e longínquo – abençoado por Deus e bonito por natureza - decidiu voltar à terra natal e recomeçar (de novo), do zero;

- passados dez anos, nova tentativa amorosa, novo casamento: porém, apenas dois anos decorridos, aquela pessoa mostrou na prática o que “afinal não era”… durante esse período conturbado ainda conseguiu terminar uma licenciatura, perto dos 50 anos de idade, e com uma boa média! - uma proeza à qual apenas ela assistiu (que grande desafio!)…

E assim por diante, muitas histórias pelo caminho…Orgulhosa de si mesma, segue tranquila o seu percurso de vida, sem fazer grandes planos, para não estragar os planos que a VIDA tem para ela... 

Um DESAFIO permanente, perante si própria, o de um ser humano em construção, que nasceu no seio de uma família desestruturada, mas… “o Universo é perfeito e está tudo certo!” (diz a Dra. Amor).

E tudo sempre vai dar certo!

#pattcorreia.draamor

https://www.youtube.com/watch?v=rG0ZTcHcS5w


quinta-feira, 17 de março de 2022

PAZ

Nada está fácil. Para onde caminhamos? Se ficarmos a pensar na guerra e suas consequências, nem sequer dormimos. Feliz de quem se deita e consegue adormecer imediatamente, sem ajuda das drogas (legais), e poder viajar por outros planos nos braços de Morfeu.

O Mundo não está nada bem. Foi ou ainda é a pandemia, são as ameaças de guerra nuclear e de fim do mundo, é o tempo triste com o sol que se esconde atrás das nuvens e das poeiras provenientes de África, eu me pergunto: meto 70€ de gasolina e só paro quando acabar a gasolina, ou estouro esse dinheiro a comer uma boa mariscada e a beber uns copos até cair? Para esquecer…

Uma tristeza quando o povo é quem mais sofre. Vem à minha memória o êxodo após a revolução em 1974 ao ver estas famílias ucranianas a fugirem da guerra e começarem tudo do zero. Como tantos nós naquele tempo. Que desafio!

Não quero ser insensível às fotos e notícias que todos os dias estão ao nosso alcance, mas se posso escolher, prefiro manter a Energia da Paz e do Amor, em vez de viver no medo ou na revolta “por que tem que ser assim, este mundo podia ser maravilhoso!”…

Ainda pode… A Energia não tem barreiras nem limites e flui para onde concentrarmos a nossa atenção. Manter o foco na Esperança de um Mundo melhor fará toda a diferença, basta tentar manter o Espírito tranquilo e emanar boas vibrações para onde necessitam delas.

“As flores disseram: faz como nós, inclina-te sempre para a Luz!”

https://www.youtube.com/watch?v=YkgkThdzX-8&list=OLAK5uy_lm9bwhxzhr6tvInIqltdtWhX3rwRhzoZ4

segunda-feira, 7 de março de 2022

Vida = Eco

O mundo continua estranho, e de mal a pior. Sai (aparentemente) o Covid e entra a guerra!

O Putin poderia ser nomeado Prémio Nobel da Medicina, num instante acabou com o dito cujo.

Que mundo é este, onde ainda há pessoas que querem ter filhos, um futuro? A saúde mental também piora, muito cuidado é pouco para perceber quem está bem da cabeça, ou não. Assustador? Sim.

Ela é Marisol. Continua naquele lugar que lhe permite sentir-se abençoada pelo MAR pertinho e pelo SOL (ainda que a chuva faça mesmo muita falta!); trabalha de segunda a sexta-feira para poder ganhar o necessário para pagar contas, tendo os fins de dia e de semana para divertir-se – sozinha ou acompanhada - e aproveitar ao máximo o que ainda resta de bom neste mundo doente.

Será alienada? Não sabe, e tem raiva de quem sabe. Melhor assim do que ir dormir e acordar deprimida todos os dias, como já acontece a muito boa gente, jovem ou não. Não está fácil, mas é possível. Se cada um de nós refletisse sobre como a vida é uma consequência das nossas ações, saberíamos como atuar e evitar muitos dissabores.

A Vida é um Eco. A nossa mente influencia tudo à nossa volta, porque ela é a responsável pelas nossas atitudes; atitudes essas que, consequentemente, afetarão tudo aquilo que nos acontece.

Lembro-me da história de um pai e de um filho, que decidiram dar um passeio pelas montanhas numa tarde de verão.
O filho cai, magoa-se e grita:
- Ai!
Para sua surpresa, ouve uma voz a repetir exatamente o que disse.
- Ai!
Curioso, pergunta:
- Quem és?
Recebe como resposta:
- Quem és?
Aborrecido, grita:
- Que cobarde!
Ao que lhe respondem:
- Que cobarde!

O filho olha assustado e preocupado para o pai e pergunta-lhe:
- Pai, quem é que está a falar comigo?!
Com toda a calma, o pai diz-lhe que escute com atenção e grita:
- És um campeão.
De volta:
- És um campeão.
O pai retorna:
- Admiro-te muito.
- Admiro-te muito.

Sorrindo, o pai explica:
- Filho, o que estás a ouvir chama-se eco e funciona exatamente como a vida. A vida é o reflexo das nossas ações, o que significa que quando gritamos algo para o mundo, o mundo grita-nos exatamente o mesmo de volta. Por isso, lembra-te sempre: se queres mais amor no mundo, trata as pessoas de forma gentil. Se queres que a tua equipa seja mais responsável, trabalha na tua própria responsabilidade. Se queres mais tolerância no mundo, sê mais tolerante com as pessoas à tua volta.

A VIDA não é uma coincidência. É uma consequência das nossas atitudes, por isso, certifiquemo-nos de que estamos a receber o melhor de nós, para que possamos receber o melhor de volta. Num mundo assim injusto e cruel, muitas vezes, há que saber escolher a melhor via, e esperar o retorno...

E… falando acerca de eco:

"As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável." Madre Teresa de Calcutá

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Dia do Amor



O Dia do Amor celebra-se a 14 de fevereiro, sendo este o dia mais romântico do ano, pois em muitos países do mundo nesta data é festejado o Dia dos Namorados. Também conhecido como o Dia Internacional do Amor, a data não faz parte de nenhum calendário oficial, mas a comemoração possivelmente ganhou esse destaque graças ao famoso Dia de São Valentim.

Reza a história, ou a lenda, que este dia recorda a data em que o bispo Valentim foi executado, depois de desobedecer ao imperador Cláudio II, e ter continuado a celebrar casamentos de combatentes solteiros. Segundo esse imperador, os solteiros apresentavam melhor desempenho nas batalhas...

A propósito…

Por que pode ser bom sofrer por amor?

(texto de Evaristo Magalhães – Psicanalista) - Instagram:@evaristo_psicanalista


Quantos não sofrem por amor? Isso é ruim? Para a grande maioria é o que há de mais desesperador.

Contudo, suportar uma perda é a maior prova de maturidade que uma pessoa pode dar. Quem dá conta de um adeus é porque - em certa medida - aprendeu a lidar com a única certeza que temos. Ou seja, em algum momento perderemos tudo e terminaremos a sós.

Não é masoquismo sofrer por amor. Perder alguém possibilita-nos vivenciar - de algum modo - o que mais abominamos em nós mesmos, ou seja, a verdade de que nos perderemos de tudo o que temos e somos.

A felicidade no amor é uma ilusão. No fundo, ninguém é amado. Não adoeceríamos, não envelheceríamos e não morreríamos se a vida - realmente - nos amasse. Esse amor - ninguém possui. 

O mercado quer que nos iludamos com o TER. No entanto, não deveríamos entupir-nos de objetos, antidepressivos, e não deveríamos cobrir os nossos mortos de flores. Enfrentar, experimentar e carregar o vazio é a atitude mais revolucionária que se possa ter.

É pura covardia querer decifrar os enigmas de existir. É pura covardia querer superar o silêncio que ficou. Perder não deveria ser sinónimo de sofrer. Perder deveria ser visto como uma experiência normal - uma vez que perder é a única possibilidade que temos de nos encontrarmos com a única verdade que SOMOS.

https://www.youtube.com/watch?v=Yr8xDSPjII8