quinta-feira, 8 de março de 2018

8 de março

Dia da Mulher

Um dia recebi este texto e, partilhando-o agora, quero homenagear hoje (e sempre) as mulheres com M - de Maravilhosas - de todas as idades e feitios, em especial aquelas que em pleno século XXI ainda vivem com medo, sendo maltratadas e escravizadas pelos seus (pseudo) companheiros... sem falar daqueles países onde é um risco nascer mulher... :-(
SER MULHER é ser:
💗Uma boneca ao nascer

💗Princesa aos 15

💗Bela aos 25

💗Passional aos 35

💗 Inesquecível aos 45

💗 Uma dama aos 60

💗Especial aos 75 

💗Formosa toda a vida…!!!

💗Ser mulher é chorar as dores da vida em silêncio e sorrir em apenas um segundo...

💗É tropeçar, cair e voltar a caminhar...

💗Ser mulher é ser eleita para trazer vida ao mundo...

💗"A mulher foi feita da costela do homem. Não da cabeça, para ser superior. 
Nem aos pés, para ser pisada. Mas do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e ao lado do coração para ser Amada!" 

Então… feliz do HOMEM que sabe valorizar e tratar uma MULHER com a sensibilidade que ela merece! (e vice versa) …será FELICIDADE garantida, digo eu.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Pessoas. Polaridades.

A vida tem coisas incríveis e tem me ensinado muito, felizmente…

Quando posso ou me lembro, gosto de ver aquele programa da SIC “Alta Definição” aos sábados de tarde. São convidados artistas de todas as áreas, gente conhecida VIP – se fosse em Português seriam PMI – que vêm ali expor abertamente os seus sentimentos, intimidades e gostos pessoais, muitas vezes choram, pois afinal somos todos feitos de farinha do mesmo saco. Somos humanos, uns mais do que outros, obviamente. 

Este tipo de entrevistas atrai a parte de mim que agora me diz que devia ter me formado na área da psicologia. Também acho que devia ter sido professora. OK paciência, agora já era. Nesta fase da minha vida só me apetece ser o que me apraz SER, e o que me faça levitar, se possível for, sentindo a “insustentável leveza do ser”. Certamente há e haverá contrariedades pontuais, mas haja perseverança e esperança, não há mal que sempre dure… Querer é poder, um dos meus lemas. Se não quero muito, então também não posso, e desisto facilmente.

Como sou assim positiva, até demais às vezes, custa-me ver quem sofre e quem vê sempre o lado negativo da vida, sem esperança… Incrível como as coisas acontecem em nossa vida. Há pessoas que conhecemos ao longo da vida e eventualmente nunca mais as veremos, foi algo casual, outras ficam para sempre. Por umas até nos apaixonamos, a querer ou sem querer; outras pouco ou nada nos dizem. Por que isso acontece, não dá que pensar? Será que atraímos o oposto ou o semelhante? Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? E por que gente sem escrúpulos parece ter mais sorte?!

Quero crer que, no âmbito da Energia Universal, as oportunidades são as mesmas para Todos; o que faz a diferença é se somos recetores resistivos ou capacitivos diante das situações. Tal como na eletricidade, quando a devolução é negativa o recetor é resistivo; se é devolução positiva, o recetor é capacitivo.

Tento compreender por que umas pessoas irradiam energia positiva e outras, negativa. Daí resultar aquela primeira impressão quando conhecemos alguém. Pessoas positivas são amorosas, felizes, compassivas, amáveis e solidárias. Têm uma vibração acolhedora e intuitivamente sentir-nos-emos seguros, felizes e relaxados em torno delas.
Pessoas negativas  têm uma vibração desanimadora: são críticas, infelizes (vivem a reclamar de tudo) e gostam de colocar os outros para baixo. Intuitivamente vamos sentir-nos inseguros, infelizes e tensos em torno delas. E aceitar as pessoas como elas são não nos obriga a conviver com elas, por mais amor que lhes tenhamos, pela nossa sanidade mental.
Se nos lembrarmos que a energia tem polaridade (opostos), e que onde há um tipo de energia poderemos balançar o pêndulo para o outro lado, temos então o poder de passar do negativo para o positivo instantaneamente. Por exemplo:

- Façamos o que nos faz felizes. 
O que nos anima? O que nos faz sentir bem e realizados? Vamos fazer isso e mais do mesmo.

- Sintonizemos a mente / o corpo. 
Se tivermos um pressentimento sobre algo, sigamos a nossa intuição. Às vezes temos a mania de querer usar a lógica, e quando vamos contra a nossa sabedoria intuitiva estamos sujeitos a sentir-nos infelizes, ressentidos, frustrados, culpados, tristes, com raiva...

- Vamos escolher ver o lado bom das pessoas. 
Algumas pessoas são simplesmente horríveis de lidar. Não há como contornar isso. No entanto, não temos que baixar a nossa vibração (em pensamentos, palavras e ações) para o nível delas também. Temos que permanecer acima de toda essa negatividade e, em vez de criticar, culpar ou julgar uma pessoa, vamos elogiá-la em algo, ter compaixão com a dor interior que a leva a comportar-se mal, ou simplesmente deixá-la ir!

- Temos que saber que podemos controlar a nossa própria energia. 
Depende inteiramente de nós até que ponto somos ou não influenciados pela energia dos outros. Como disse Eleanor Roosevelt: "Ninguém poderá fazer você sentir-se inferior sem o seu consentimento." A mesma filosofia se aplica quando alguém nos faz sentir irritados, tristes, inúteis, etc. Somos nós que escolhemos a forma como reagir à opinião dos outros.

- A sensação de depressão e ansiedade pode surgir de repente, mas podemos evitar identificar-nos com ela. 
Quantas vezes dizemos "Estou com raiva" ou "Estou triste"? Em vez de dizer dessa maneira, que encarna a emoção, melhor experimentá-la assim: "Estou a sentir-me triste" ou "Estou a sentir raiva"… Nunca incorporar esses sentimentos, apenas experimentá-los e deixá-los ir. Vamos encarnar apenas sentimentos positivos, do género "Estou feliz"…

- Falar sobre o que pode dar certo em vez do que pode dar errado.
Recentemente, os cientistas provaram que emoções e pensamentos negativos persistentes afetam o corpo. As pessoas ficam propensas às doenças. Temos que sentir bem-estar, optar pelos pensamentos positivos e concentrar-nos no futuro que desejamos criar - um futuro baseado no amor, felicidade, abundância e liberdade. Evitemos falar de um futuro baseado no medo, dor, escassez e problemas. Exige algum esforço, mas podemos treinar a nossa mente nesse sentido.

- Em qualquer situação, imaginemos os dois polos da energia. 
Sempre que nos encontremos numa situação da qual não gostamos, vamos elevar mentalmente a nossa energia tão alto quanto as nossas crenças permitirem. Quanto mais fizermos isso, mais elevada será a nossa vibração; na parte alta está a energia positiva que fará com que tudo na nossa vida corra bem. Na parte inferior é a energia negativa, a baixa vibração que faz com que tudo na vida de algumas pessoas seja uma série de problemas e lutas…
Dedico este texto a pessoas minhas amigas que confidenciam sentir-se em baixo muitas vezes, seja por que motivo for, e eu (como amiga) tenho pena de não poder ajudar, talvez seja preferível recorrer a ajuda de um bom profissional. Quanto a mim, vou aprendendo que a vida é feita de constantes mortes quotidianas, lambuzadas de sabor amargo e doce. Cada fim prevê um outro começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova fase.

“O que flui, flui. O que termina, termina. E o que tiver que ser, será. E se não for, tudo bem. Porque eu só tenho espaço e energia na minha vida para pessoas e coisas que me façam feliz.”

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Vai aonde te leva o coração

Curiosamente, no espaço de uma semana duas pessoas me disseram a mesma frase, a propósito de algo que comentei, assim: “segue o teu coração”… ai pobre de mim, pois parece que meu coração anda meio vagabundo, sem eira nem beira, e se o sigo poderei cansar-me, e então, o que fazer?… O tempo dirá, como sempre.
Isso fez-me relembrar um dos livros que amei ler, e voltarei a ler algum dia:
‘Vai aonde te leva o coração’ de Susanna Tamaro

Quando eu estava a fazer o bacharelato, ou licenciatura, a ver com alguma disciplina de Língua Portuguesa, se bem me lembro - sei que sou péssima a querer recordar "pormenores" de um passado longínquo, ou próximo - a profe pediu para trabalho de casa o resumo de um livro que tenhamos lido. Escolhi esse. Deu algum trabalho; daquelas coisas que a gente nem sabe por onde começar, mas um dia lá terá que ser, engatam-se as ideias e sairá algo. Entreguei o trabalho meio receosa e, para minha surpresa, tive uma nota perto do 20, estava quase perfeito! Fiquei tão orgulhosa de mim mesma! Deve ter sido nesse momento que interiorizei o facto de que afinal era boa em algo e esse algo poderia ser a escrita, que faria parte da minha vida, sem idealizar nessa data que um dia poderia “mostrar ao mundo os meus dotes” através de um blogue. 
Daí que agora, quando um ou outro amigo vem aqui elogiar os meus textos, só posso babar-me, agradecer o carinho, e continuar a tentar ser melhor.

A leitura do livro “Vai onde te leva o coração” é cativante, comovente, quase hipnótica, o que talvez justifique o seu grande sucesso a nível internacional. É a carta escrita por uma avó/mãe à sua neta, uma espécie de diário escrito por uma mulher de oitenta anos, uma avó como tantas outras, que faz tricô, planta roseiras e vive com o seu velho cão. Esta é a forma que ela encontra para contar a sua vida à neta e dizer-lhe o quanto gosta dela já que, devido à educação que recebeu, é incapaz de fazê-lo de outro modo.
Uma história que nos leva através da vivência de três gerações de mulheres, e das várias formas como cada uma delas lidou com a vida, com o autoconhecimento e com a busca pela felicidade. É uma lição de vida, uma contemplação da sucessão de erros cometidos e do significado (e implicações) de ser mulher. Este livro contém um percurso, ou melhor: três, que nos leva a contemplar os motivos das nossas escolhas pessoais, as nossas aspirações e receios, as ações e as suas consequências. Fala-nos de amor, paixão, casamento, religião, fé, inteligência, alegria, amizade, depressão, velhice, e da morte.

É através de alguém que se considera simples, senão mesmo simplista, que vemos a complexidade da vida, e que nos faz comover com as suas escolhas.
“A compreensão nasce da humildade, não do orgulho de saber.”
Partilho aqui mais algumas citações:

“...quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. (...)”

“A coisa mais fácil do mundo é encontrar escapatórias quando não queremos olhar para dentro de nós mesmos. Uma culpa exterior é coisa que existe sempre, tem de se ter muita coragem para aceitar a culpa - ou melhor, a responsabilidade só nos cabe a nós. No entanto, como já te disse, é essa a única forma de seguir em frente. Se a vida é um percurso, é um percurso sempre a subir.”

“E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar."

Em suma, um bom livro para reflexão. Põe-se em causa o que é que contribui para o que cada um de nós é e para as opções que tomamos. Será só genética? Será genética e fator ambiental? Só fator ambiental? O que é o amor? O amor verdadeiro e incondicional existe mesmo ou é apenas um conjunto de cheiros e interações que fazem com que as nossas hormonas queiram estar perto das hormonas de outro ser? Qual o nosso propósito de vida?
Por vezes, o coração também se engana e fazemos escolhas erradas. Quando isso acontece, resta-nos tirar lições dos nossos erros e (re) começar de novo.

E agora vou atrás do meu coração, ver o que anda por aí a fazer de estragos


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O Amor é

Passou-se mais um dia, o do AMOR (dizem), ontem 14/2… 
E o que é isso? Já nem eu sei… Esse sentimento sempre fez “correr muita tinta” e a maioria das pessoas pensa que sabe defini-lo e o que é preciso fazer para mantê-lo vivo, porém... muitas vezes simplesmente se confunde com a paixão, e essa pode acabar, aí sim, é quando se poderá ver se há amor ou não. 

Supostamente, Amor é aquele do qual fala a tradição, quando ouvimos nos casamentos “na alegria e na dor, na saúde e na doença, no sucesso e na desventura…” 
Há tantas formas de amor: o altruísta, o amor amizade, o amor espiritual, o carnal (de forma natural), o amor conjugal, afinal o amor é TUDO, e é universal… o que seria da nossa vida sem Amor?

Quando chega a fase do “desapaixonar-se” ficamos confusos, mas quem disse que o amor não permanece? Não existe prazo de validade para o amor, simplesmente existem etapas pelas quais devemos passar; nós nos apaixonamos, mas também nos ‘desapaixonamos’. É provavelmente quando a rotina começou a fazer efeito, e isso “nos acomoda”, trazendo consequências com o passar do tempo. Vem o desencanto, a falta de comunicação… e o amor pode transformar-se em mera afeição.
Começamos a cansar-nos da nossa ou do nosso parceiro e, muito importante, a ver defeitos onde antes não víamos. Apesar de nos desapaixonarmos, sentimos carinho por aquela pessoa com a qual compartilhámos parte da nossa vida, com quem foram vividos bons e maus momentos. Não deixou de ser uma parte importante da nossa vida e não temos que pensar nisso como algo negativo.  
Se houver atração mental, e alguma física ainda (convém), há que saber gerir um relacionamento, “regar a flor muitas vezes” de forma a incentivar a proximidade e a afetividade.
Respeito é a base de tudo - sem ele, nem a amizade permanece - e havendo aceitação pela diferença, poder-se-á diariamente transformar a rotina em aprendizado, porque tudo na Terra está em transformação e nenhum dia é igual ao outro. Nenhum momento será vivido duas vezes. O segredo é estar atento/a…
AMOR é respeito, admiração, companheirismo, é fazer planos juntos e RIR muito, ter objetivos em comum, nem que seja à distância…Uma história de vida com cumplicidade possibilita a renovação todos os dias. 
É muito bonito de ver que há certos casais assim, uma raridade que nos encanta nestes tempos ditos modernos, de “amores líquidos”... 
"O amor é a união de duas solidões que se respeitam".

Fomos um breve conto que lerei mil vezes.
Bob Marley

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mensagem inspiradora

Para mim, ou para qualquer pessoa que a leia, e que esteja a fim de sair da sua “zona de conforto”… a mim inspirou-me bastante, por isso aqui partilho…

RISCO
“Maiores riscos podem atrair as maiores recompensas. Cada risco que corremos tanto pode ser a nossa glória, como poderá ser o nosso fracasso. Depende de como encaramos esses riscos. Se avançarmos de fora para dentro, numa perspetiva materialista do risco – do que ele nos vai trazer; se encararmos o risco com controlo, a rever antecipadamente todos os benefícios que daí advirão...
Se avançarmos com a mente embrenhada no resultado, naturalmente que nada vai acontecer, visto que colocámos a nossa energia não na ação em si, mas no seu resultado. O foco está no futuro, portanto. E esse futuro não nos pertence e não gosta que o pressionem, que o prevejam, que o controlem.
E como a nossa própria perspetiva em relação aos resultados é alta, quando a realidade piorar os resultados, eventualmente iremos desiludir-nos.
Olhando por outro prisma. Quando arriscamos porque temos uma grande inspiração; quando realmente vem de dentro; quando estamos no presente e a vida nos pede para que arrisquemos...
Quando estamos tão centrados que não conseguimos conceber fugir do risco...
Quando compreendemos que a sociedade em que vivemos e os homens que a compõem não devem viver nem mais um minuto sem essa nossa realização...
Quando, e apesar do risco não ser tão grande assim, temos vontade de arriscar, por algo que é superior a nós, para que cheguemos melhor às pessoas...
Se o nosso arriscar abrir caminhos, iluminar almas, confortar corações, der sentido à vida, emocionar as pessoas, e principalmente, nos trouxer felicidade...
Avancemos. Está na hora. Tudo vai conjugar-se e harmonizar-se.
Arrisquemos. Sempre foram os bons e grandes riscos que construíram as grandes pontes para o futuro.”
Assim seja! E… importante: sem demasiadas expetativas! Estas não permitirão que vivamos em liberdade, que aceitemos o curso das coisas, e ficamos escravos daquilo que esperamos, pois a realidade é esta: o que tiver que acontecer irá acontecer, estejamos ou não de acordo. Quando tentamos controlar o incontrolável, corremos o risco de sofrer, andar sempre frustrados, com depressão ou ansiedade.
Se tudo fosse sempre cor-de-rosa e como queríamos, esta vida seria sem graça. Não existe alegria sem tristeza, satisfação sem deceção, sucesso sem fracasso. Vamos então soltar-nos e aceitar o que o Universo tem preparado para nós. Às vezes vamos gostar do resultado, outras não, mas afinal é nisso que a vida consiste.
 Quanto mais tranquilidade tivermos, melhor escutaremos o Universo. Carpe diem!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Proibido proibir

Mesmo adorando a vida… há momentos em que parece já vimos tudo, sentimos tudo o que havia para sentir, ou já nada nos surpreende… nos desiludimos amiúde, e parece não haver mais nada que nos empolgue… especialmente quando se instala a maldita rotina (sei que há pessoas que gostam dela, mas eu não). Quando as coisas precisam ser melhoradas e não se vê ninguém fazer nada. Quando se deixa de dar grande importância ‘ao outro’ porque ficou cansativo “dar pérolas a porcos” ou “dar murro em ponta de faca” (gosto de certas expressões, e de ditados!)
Este frio nunca mais acaba, são para mim dois ou três meses intermináveis, e enquanto hiberno (nos intervalos) penso demasiado e fico neste estado. Sinto que estou a precisar de renovação e ao mesmo tempo quero contribuir para um mundo melhor, quem se junta a mim? Parece-me tudo tão apático ao meu redor, uns andam vendo “a banda passar”, outros comem ou bebem para esquecer, se detonam do jeito que sabem… e eu “em pulgas”… Que quero eu? O que me preenche?
Fora os horários em que ando fazendo cursinhos e mantendo os neurónios ativos (eles gostam e agradecem), vou lendo uns textos super interessantes aqui e ali, e costumo pegar neles para partilhar neste espaço. Este que cito a seguir, por exemplo, sobre a infância ou a juventude. Pouco me lembro dela, mas foi mais ou menos assim para a maioria de nós. Sinto-me uma dinossaura. Quem o escreveu, entre tantos outros textos que diariamente publica, sentirá orgulho que eu partilhe, julgo eu, sem ser necessário mencionar o seu nome. 
A itálico e entre parênteses são notas minhas.

“Quase todos os meus amigos nasceram antes de 1980.
E se pensássemos em tudo o que agora está proibido e é proibido, quase nenhum de nós chegava a este ano de 2018, os nossos quartos tinham componentes na tinta que agora matam, as camas eram pintadas numas cores garridas com tintas cheias de chumbo, nem por isso deixávamos de dar dentadas na cama.
Tudo que era frasco ou bidão de borracha tinha abertura fácil, os armários das cozinhas e despensas estavam todos sem chaves.
Viajar de carro era sem cinto, sem airbags, sem limites de velocidade, sentávamos à frente ou atrás, conforme desse jeito.
Nunca me lembro de ver água engarrafada, bebíamos da torneira mais perto, do rio ou de onde pingasse água, era aí que matávamos a sede.
Partilhávamos tudo e não havia doença que nos assustasse... não partilhávamos as namoradas (talvez os mais hippies, sim).
Nunca pensávamos em dietas porque a brincadeira era na rua, era andar de bicicleta sem joelheiras ou cotoveleiras, tínhamos carros de rolamentos feitos por nós, só nos obrigavam a estar em casa quando o sol se punha, até aí ninguém sabia de nós! Por isso não havia gordos na altura.
Se quiséssemos estar com um amigo, o encontro era na rua ou na garagem da casa dos pais.
Íamos a pé ou de bicicleta para a escola ou para o liceu.
Jogávamos à carica e ao berlinde, às três covinhas, ao prego, à trouxa ou ao canhé. (estes últimos quatro não conheci, mas isso fui eu, que era criada como ‘flor de estufa’; lembro-me bem é de jogar à macaca!)
As miúdas jogavam às madrinhas e saltavam à corda, ou brincavam às casinhas e às enfermeiras, por vezes às cozinhas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
A malta de hoje, os universitários… já só nos chamam “velhos”, “kotas” e desatualizados... Eles não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
Para nós havia 2 Alemanhas, 2 Vietnames, para eles só um de cada um deles. Porém, toda a nossa geração é que produziu muita inovação e várias invenções... fomos treinados para isso!
De facto estamos a ficar velhotes, mas que nunca mais haverá uma infância como a nossa, quase tenho a certeza de que nunca mais! A nossa juventude foi uma sã loucura!”
https://www.youtube.com/watch?v=7Wr-iMoviMA
Verdade. Atualmente, com tanta pseudo liberdade, há tanta proibição, tanto mal falar, tanta crítica e preconceito. E quem não se reprime é o louco. Feliz de quem ainda consegue manter a loucura sã.

EU NÃO QUERO O PRESENTE, QUERO A REALIDADE

Vive, dizes, no presente, 

Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade; 

Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente? 

É uma cousa relativa ao passado e ao futuro. 

É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.

Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema. 

Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar. 

Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las; 

Vê-las até não poder pensar nelas, 

Vê-las sem tempo, nem espaço, 
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" (heterónimo de Fernando Pessoa)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Monólogos da gringa

Muito frio. Estes são os dois meses que mais custam a passar: janeiro e fevereiro. Só quero hibernar. 
E quando chega março, que alívio! É assim a roda da vida, aproveitemos porque ela gira “dois dias, e um já passou!” …

Tenho certeza absoluta de que surge na cabeça de muita gente, como eu, pelo menos uma meia dúzia de coisas que gostaríamos de ter feito, mas que por algum motivo não fizemos e nos arrependemos disso. E ainda vamos a tempo, por que não?
Surgem aqueles pensamentos “se o tempo voltasse atrás, mudaria alguma coisa? Arrependemo-nos por não ter feito algo?”
Não tomamos certas atitudes por diversos motivos: medo, covardia, burrice, pressa, planos futuros e outras coisas. O pior de todos é esse medo (medo do que pode acontecer, do que vão falar, do que vão pensar)…
Vamos nos dando conta de que passamos a vida toda a lutar por um futuro estável e quando chega esse tal futuro, a vida continua sem estabilidade nenhuma. Não importa o que façamos, a vida parece sempre incompleta. Portanto, melhor não fazer da vida uma luta enfadonha por um bom futuro. Até mesmo porque… será que o futuro existe? A realidade é que temos apenas o presente para viver e não vamos perdê-lo, em busca do tal futuro.

É bom quando a gente entende que a vida humana é um texto que só pode ser escrito uma vez. Não existe outra vida, apenas esta (que nos apercebamos, ou lembremos). Então façamos tudo o que nos der na telha! (sem esquecer o espaço dos outros, evidentemente).

É preferível que nos arrependamos das ações do que das omissões. Vamos fazer! Vamos viver, afirmar a vida como ela é! 
Há muita gente que faz da vida um rascunho, e não devia, porque não haverá tempo de passá-la a limpo.
Vamos sentir-nos cansados, exaustos... mas de tanto pular, gritar, dançar e cantar... 
Façamos a nossa existência tão especial que quando nos perguntarem “Gostarias de viver tudo outra vez, do mesmo jeito?” responderíamos “Sim! Viveria mil vezes, se isso fosse possível!”

'Bora, vamos viver a vida, porque ela é curta. E que no final de cada dia pensemos para nós próprios “Tem valido a pena!”

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Feliz Ano Todo

Lembro-me de 2017 como se fosse há uma semana atrás!... Fora de brincadeira, agora há que atrasar uns 5kg na balança, pois as festas natalícias e afins dão cabo da gente... (acho que até nem exagerei, ando a melhorar… só uns profiteroles no fim de ano, e alguns chocolates, e antes, no natal, em casa da mamy é que foi mais perigoso). Todos sabemos que as mães querem ver os filhos rechonchudos, bem alimentados…
Sempre vi as pessoas fazerem questão de inventar algo diferente ou inovador ao toque das badaladas, como, por exemplo, comer as 12 passas em cima do banco (o de sentar, entenda-se), ter muitas notas (de música, servem?) no bolso, ou estrear umas cuecas (calcinhas, gosto mais) azuis, amarelas ou vermelhas de paixão… Fico até sugestionada e quero fazer tudo isso, tudo ao mesmo tempo se possível, para que o NOVO ANO seja o melhor possível. Porém, com o tempo, tenho reparado na tendência da minha pessoa a ignorar tanta 'treta'. O que constato também é que tantos querem mudar o mundo, mas nem conseguem mudar-se a si próprios, pois esse já seria um bom começo! Se algo está mal, tudo continua igualzinho de ano para ano, até mete impressão.

Pela primeira vez (se bem me lembro) era quase meia-noite e andava por aí, pela rua, sem saber onde parar, mas de repente lá estava eu junto ao mar… banhado por uma luz prateada de lua cheia fantástica!!!! A noite estava maravilhosa. Deu para ver algum fogo-de-artifício e balões a subir no ar, como se fosse São João, ainda é permitido isso? A seguir, um pezinho de dança, para variar…

Que mais posso querer eu para estar bem e sentir-me FELIZ, considerando-me mental e fisicamente saudável, rodeada de música, MAR e LUA/SOL, além de contar com a gente da minha tribo?


Ai esse MAR, adooooro! Dizem que um banho de mar é um descarrego… acredito que sim. Quisera eu ter a coragem de alguns que seguem o ritual de iniciar o primeiro dia do ano com um belo mergulho matinal no mar! Já estive tentada, mas sou mesmo muito friorenta, e ainda pior: ter que acordar cedo!…nunca se sabe, um dia talvez, na companhia de algum maluco ou maluca como eu...Qual passas, qual cuecas, qual quê….!

 Será ela a LUA?
Nas ondas do mar ela costuma entregar os seus problemas e aprende a confiar…
Ela adora ver
o meu corpo de água salgada 
Os seus olhos perdem-se na minha imensidão 
Sou muito além do que possa alcançar a sua visão
Sou calmo, às vezes agitado
Ao amanhecer tenho a companhia de um grande astro dourado 
que às vezes me oferece dias nublados
Ao escurecer tenho comigo a presença dela 
com o seu brilho refletido sobre mim 
deixando a noite ainda mais bela
Sou ártico, sou índico, sou atlântico, sou pacífico
enfeitado por conchas, peixes e corais coloridos
Muitas vezes sirvo de inspiração
para um poema, um verso ou uma canção
Acompanha-me sempre uma grande faixa de areia
e também mitos e lendas sobre tesouros e sereias
Levo as flores que recebo com muito carinho
mas retribuo quando trago para ela muita paz e felicidade
(Eu, Mar)

Sempre, ela só queria ver o mar.