segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Vem Outono, devagar

Amanhã começa o outono. 🍂Diz o calendário que é tempo de mudar. Mas lá fora o verão ainda insiste. O sol continua generoso, o ar permanece quente e ainda está impossível imaginar casacos, dias de chuva ou o cheiro da terra molhada. No entanto, o outono vai chegar, devagarinho, quase em segredo, escondido na luz que começa a dourar ao fim da tarde, nos dias que se despedem um pouco mais cedo, naquela sensação subtil de que alguma coisa está a mudar — mesmo quando ainda não conseguimos vê-la.

Chegará como chegam certas mudanças na nossa vida: primeiro quase não damos por elas, depois percebemos que alguma coisa já não é exatamente igual.

É tempo de guardar: fotografias, tardes, conversas, lugares, pequenos momentos que não queremos esquecer. Guardar aquilo que o verão nos deixou antes que o tempo, inevitavelmente, comece a levar algumas coisas consigo. E é também tempo de deixar ir.

As folhas sabem disso melhor do que nós. Quando chega o momento, simplesmente soltam-se. Talvez haja uma certa sabedoria nessa maneira tão tranquila de partir.

Entretanto, ainda continuamos de sandálias, janelas abertas, corpos suados, ou procurando a sombra nos finais de tarde na praia, no rio ou no parque para aproveitar este inesperado verão em final de setembro.

As folhas terão tempo para mudar. Frio, também tens tempo, vem devagar! Por agora, deixemos o outono chegar à sua maneira, bem devagarinho. Bem-vindo, outono. Mesmo que ainda cheires a verão. 🤎🍁



quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Haja Paz e Paciência :-)


A nossa vida transforma-se incrivelmente a partir do dia em que a gente acorda, diminui as expectativas sobre os outros, desiste de esperar que alguém cuide de nós, abandona as esperanças de que algo vai chegar e mudar o nosso destino, e passa a investir mais em si mesmo, no nosso crescimento físico, emocional e espiritual. É preciso aprender a cuidar da própria energia e entender que a nossa vida é responsabilidade de cada um de nós. O nosso mundo interior é a casa onde passamos toda a existência. É nosso dever cuidar, limpar, organizar os nossos pensamentos, lembranças e sentimentos e fazer dela um bom lugar para se viver. Se existe algo em que vale a pena investir é em nós mesmos. Porque a vida não é sobre encontrar alguém, é sobre encontrar-se, e estar o mais sadio possível internamente para fazer dos nossos encontros e conexões os melhores possíveis. Pois a melhor fase da nossa vida começa quando começamos a cuidar da nossa própria energia e a fazer brilhar a nossa luz.

Não está muito fácil encontrar gente sã, de corpo e mente. Sinais dos tempos, provavelmente. Ou terá sido sempre difícil, agora é que há mais tempo e mais conhecimento para analisar. E eu confesso: perco a paciência, muitas vezes.

Sem paciência para conversas da treta, o tal blablabla sem fim; para ouvir falar do que não me interessa minimamente; para escutar quem não me diz nada nem nunca vai dizer; quem só está bem a fazer julgamentos, falando de histórias ou pecados alheios.

Já não tenho paciência para egos inflados, para a mediocridade, o mais-ou-menos, o “tem de ser”, o “é a vida”; para quem nunca consegue ver o lado positivo de cada situação, e ainda desdenha de quem é diferente e sabe ser feliz com tão pouco.

Já não tenho paciência para gente preconceituosa; gente fútil, que apenas quer açambarcar coisas, ou acumular cargos, poder ou dinheiro - o chamado “venha a nós o vosso reino” e os outros que se lixem. 

Já não tenho paciência para algo que não me apaixone, que não mexa comigo, que não me arrebate, que não me faça sentir, chorar de alegria ou outro sentimento qualquer, saltar, dançar, voar. 

Já não tenho paciência. Para quem nunca admite que falha e se engana algumas vezes; para quem se julga iluminado, imortal, sempre com razão, sempre irrepreensível, sempre “o maior da sua rua”. 

É isso, a paciência vai se esgotando aos poucos. Já só quero quem falha como eu, quem se engana ou quem cai como eu, quem é insuficiente como eu, quem tenha defeitos como eu, quem às vezes está triste, desmotivado, até infeliz, mas mesmo assim sempre pronto para encostar a cabeça num ombro amigo e desabafar, como eu. Afinal, todos morreremos um dia, chegando a tal hora marcada, dizem, faça o que se fizer… Carpe Diem!


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Marido de aluguer

Agosto terminando a gosto. Aliás, a Vida pra Ela tem sido sempre a seu gosto.

Uma mulher que sabe o que quer, e principalmente o que não quer… Descobriu que aprecia o facto de viver sozinha, na sua perfeita solitude, como tantas outras mulheres que estão se descobrindo aos poucos e vão soltando as amarras.

Há uma revolução silenciosa a acontecer. Não é que Elas tenham ficado amargas, traumatizadas ou zangadas com o sexo masculino. Nada disso. Simplesmente descobriram a PAZ. Estão a descobrir que conseguem viver perfeitamente bem sem um homem em casa. E não, não estão necessariamente infelizes. Muito pelo contrário. Elas vivem sozinhas, tomam as suas decisões, trabalham, fazem as suas contas, viajam, saem para divertir-se com amigas, comem quando querem, podem dormir atravessadas na cama, em suma: essa PAZ parece ser bastante viciante.

Não há discussões sobre a tampa da sanita ou o tubo da pasta dentífrica. Não há roupas ou toalhas abandonadas estrategicamente pelo chão. Não há o misterioso desaparecimento das coisas que ainda ontem estavam “mesmo ali”. Não há apoquentação por tudo e por nada, quando não existe a empatia e o respeito necessários numa relação amorosa.

Há silêncio. Há liberdade.

Até ao dia em que há um móvel do IKEA que parece ter sido desenhado por alguém que odeia mulheres, e fica difícil montar a estante. Ou apertar aquele parafuso que está frouxo há seis meses, ou um espelho no WC que precisa de luz, ou uma torneira que começou a pingar, ou é preciso colocar um estendal na varanda…

É nesse momento que a mulher independente olha para a caixa de ferramentas e pensa:

“Raios, aqui dava jeito um homem; talvez eu não precise de um marido, mas sim de um homem durante umas duas ou três horas.”

E dessa forma nasceu o conceito perfeito: o marido de aluguer (versão brasileira), em Portugal chamam-lhe o “faz-tudo” ou handyman (anglicismo) que atualmente está sendo muito requisitado, e by the way podem ganhar quanto querem.

E elas trabalham para poder pagar esse “luxo”; não querem mais o pacote completo, querem apenas algumas funcionalidades do sexo masculino. Faz lembrar aquela frase engraçada que alguém escreveu “é fod@, por causa de 100 gramas de linguiça, ter que levar com o porco inteiro” LOL

Elas querem um homem que saiba onde se mete a chave de fendas. Que consiga distinguir uma broca de uma chave Allen. Que não diga “isso é fácil” antes de estragar ainda mais. Que monte o móvel com paciência q.b. sem acabar com três peças misteriosas que “devem ser sobras”. E, sobretudo, que depois do serviço concluído vá embora.

Porque essa é a grande vantagem do marido de aluguer em relação ao pseudo marido ou companheiro que algumas arranjam. Não ronca. Não ocupa metade da cama. Não tem opiniões sobre a maneira como a mulher se veste. Não se atura mais a falta de confiança no "taco" de gajos que precisam de andar a controlar o telemóvel da parceira… Enfim: não “enche”, não dá tempo para desentendimento e cenas degradantes. 

Talvez seja esse o futuro das relações entre homens e mulheres. Estas deixam de procurar um homem para lhes “resolver a vida” e passam a procurar um homem que lhes resolva algumas coisitas em casa. E os homens, finalmente, poderão descobrir que existe uma área onde continuam absolutamente indispensáveis: a bricolage.

Claro que haverá sempre quem diga:

— Isso é conversa! No fundo, as mulheres precisam dos homens.

Talvez.

Mas há uma diferença importante entre precisar de alguém e achar alguém útil de vez em quando. E essa diferença muda tudo. Porque uma mulher pode perfeitamente dizer:

“Não quero marido.” E, cinco minutos depois: “Mas conhece algum que saiba montar este armário?”

É a independência feminina em estado puro. Elas não querem um homem a mandar na casa delas. Querem um homem que saiba arranjar a porta da casa, por exemplo.

E assim se resolve o eterno conflito entre os sexos: Ele entra, arranja, recebe e sai. Ou seja: depois do trabalho feito, vai embora e a PAZ permanece 😄


Nota: é claro que há mulheres que aprenderam o mesmo que os homens e poderão fazer qualquer tipo de serviço, também. Porém, ainda não se ouviu falar de esposa de aluguer (só barriga) nem de  handywoman... 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Dia Mundial das Redes Sociais

 

Dia 30/6 - uma data que parece quase contraditória, porque celebra-se algo que, ao mesmo tempo que nos aproximou do mundo, também nos afastou muitas vezes até de nós próprios, e das coisas belas e simples ao nosso redor - as redes sociais. 

Por exemplo, esta noite é de linda lua cheia, ainda haverá aqueles amantes apaixonados que namoram à luz do luar, longe da luz artificial do ecrã de um smartphone ou de um portátil? À moda antiga... ai que bom...

As redes sociais deram-nos uma coisa incrível: a possibilidade de manter perto quem está longe. Graças a elas consigo falar com pessoas amigas que vivem noutras cidades ou até noutros países, posso acompanhar momentos importantes da vida delas, que fazem parte da minha história, podemos partilhar pensamentos, ideias e coisas engraçadas e interessantes. Desta forma, as redes ditas sociais são uma janela aberta para o mundo.

Porém, às vezes, essa mesma janela parece deixar entrar demasiado ruído. As redes agora parecem mais não-sociais, onde facilmente se encontram a raiva e o ódio disseminados, por qualquer motivo e de modo gratuito. E há muita coisa e perfis falsos, muito catfishing (para quem não sabe, gente que pega em fotos e informações de outras pessoas, criam perfis falsos para enganar, manipular ou tirar vantagem de outrem)… Enfim, há que prestar muita atenção a este 'novo mundo' e não deixar-se iludir por falsas aparências, mais do que nunca.

Nota-se que muita gente, inteligente e cansada de futilidade virtual, começa a afastar-se das redes sociais, pois deseja preservar a sua saúde mental. As celebridades são as mais visadas, obviamente. Ainda hoje ouvi um desabafo da bela Paolla Oliveira, vítima de imagens falsas e de coisas que nunca disse… Há algum tempo também tinha lido sobre a Laura Pausini que abandonou a rede social onde perdia o seu tão precioso tempo; mudando até de número, esse distanciamento permitiu-lhe o retorno à vida cotidiana, sem stress nem ansiedade, incluindo episódios de insónia, quando se preocupava em ter que responder a tudo e todos.

Porque a verdade é que as redes sociais podem ser maravilhosas, úteis até para uma pessoa sociabilizar virtualmente e sentir-se menos só, se for o caso; ler as notícias do dia em primeira mão, muitas vezes...por exemplo, quando há sismos logo aparece alguém a perguntar se alguém mais sentiu. Esse espírito de comunidade (mesmo sendo virtual) é bonito de ver, mas também podem ser cansativas. E ridículas, também. A propósito (by the way), hoje também reparei numa pessoa conhecida que sempre postava fotos com o companheiro musculado e tatuado, e às vezes com a filha adulta, parecia mesmo uma família feliz em férias ou passeios... De repente, após algum tempo sem postar nada, está ela a postar fotos amorosas com outro, "numa relação" desde junho... LOL OMG sério? fácil assim! Não é a única, muita gente faz isso, vive alegremente o fast fo(o)d(a) nas redes, talvez mais para mostrar ao outro ou outra que estão bem, que não lhes faltam gajos ou gajas LOL (são resmas, é só escolher)...Quanta pequenez de espírito, escassez a todos os níveis, precisar de mostrar ao mundo a sua vida fútil e saltitante LOL...  Aliás, até parece que alguém se importa com isso...

Mas é a modernidade, tudo aparências. As redes podem trazer inspiração, mas também insegurança e esse lado ridículo das pessoinhas. Por isso, há que saber usá-las com inteligência, RIR um pouquinho, e manter a serenidade, sem perder o foco nas coisas e pessoas que nos rodeiam e que valem a pena, no SOL que entra pela janela todas as manhãs, na LUA que ilumina a noite quente de verão… Tanta coisa bonita para apreciar. Usar apenas quando necessário a luz artificial de smartphones ou portáteis. Às vezes, aquilo que nasceu para aproximar pessoas acaba por consumir demasiado tempo, energia e PAZ.

"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal" (Machado de Assis)

Carpe diem! Viva o mundo natural!


domingo, 21 de junho de 2026

SereiAlma...de Sereia...

                                             Ao Mar que Tanto Amo

Hoje voltei para ti,

MAR de horizonte infinito,

como quem regressa a casa

depois de uma longa saudade.

O sol abraçava a areia,

o calor pedia frescura,

e tu recebeste-me

com a tua água morna,

num mergulho sereno

que lavou o corpo

e descansou a Alma.

Cada onda traz um segredo,

cada brisa um sussurro,

como se conhecesses

todos os meus silêncios

e todas as minhas alegrias.

Contigo, o tempo abranda.

As preocupações desfazem-se

como espuma levada pela maré,

e o coração aprende novamente

a respirar em paz.

Que privilégio é sentir-te,

escutar o teu eterno cantar,

ver o céu beijar as tuas águas

e descobrir que a felicidade,

por vezes,

cabe apenas num mergulho,

num raio de sol

e no infinito azul do mar.

Hoje começou a minha época balnear.

E, com isso,

renovou-se também a esperança

de viver um verão cheio de luz,

de liberdade

e de momentos guardados

para sempre no coração.

Obrigada por me lembrares,

onda após onda,

que a vida é mais bonita

quando nos deixamos levar

pela tua imensidão, a do MAR. 

(bem-vindo Verão 2026)


domingo, 3 de maio de 2026

A Mãe

Não sou Mãe, talvez tenha sido em outras vidas… E dizem que…

SER MÃE é viver com o CORAÇÃO fora do peito, é descobrir uma FORÇA que nem sabiam ter, um AMOR tão profundo que transforma tudo à sua volta.

SER MÃE é cuidar, proteger, ensinar, mas também aprender todos os dias, é perceber que, por mais cansativo que seja, há um AMOR maior do que qualquer medo, qualquer dúvida ou qualquer dificuldade… É estar presente nos pequenos gestos, nos abraços apertados, nas noites sem dormir, nas conquistas celebradas e até nas preocupações silenciosas.

SER MÃE é dar sem medida, AMAR sem condição e encontrar nos filhos a razão mais bonita para ser melhor todos os dias. Porque SER MÃE não é apenas um papel, é sentir o amor na sua forma mais pura, mais intensa, eternamente...

Bonito assim, SER MÃE! Para todas as mães do mundo, perfeitas ou imperfeitas, que dão o melhor de si - o que sabem ou podem dar - desejo um feliz dia.

Em outras vidas, terei sido uma boa ou má mãe? Sei lá, imagino (ou sonho) que tenho tudo para ser uma mãe cuidadosa, a verdadeira mãe galinha, sempre atenta e desejando ter imenso orgulho e respeito pelos filhos que criei ou eduquei, cada qual com as suas características próprias, obviamente... Pronto, delirei um pouquinho...Interessa é a Vida presente,  a que conheço e amo, tentando ser uma boa Filha com o que tenho para oferecer, pouco ou muito, com ou sem reconhecimento. Importante é o que cada um sente dentro de si.

Nota: as do Porto são campeãs LOL E bib'ó Portooooo!



quarta-feira, 29 de abril de 2026

"Peace and Love"

 


Atualmente sem vontade de vir aqui escrever algo, ou por falta de tempo, pois sempre surgem outras prioridades… por acaso encontrei hoje este texto de autoria desconhecida, que partilho com prazer, para quem me segue ou até para mim mesma, poder sempre lembrar de quem sou e como sou:

Numa breve conversa, um homem pergunta a uma mulher: “Que tipo de homem você procura”?

Ela ficou calada um momento antes de olhar nos olhos dele, e perguntou: Você realmente quer saber?

Ele respondeu: SIM.

Ela começou a dizer: "Sendo mulher na época atual, estou em posição de pedir a um homem o que eu sozinha não posso fazer por mim. Eu pago as minhas contas, eu cuido da minha casa sem a ajuda de um homem, então eu pergunto também: O que você acha que poderia contribuir para a minha vida?"

O homem ficou a olhar para ela e pensou que ela estava a referir-se ao dinheiro.

Ela, adivinhando o que ele pensava, disse:

"Não estou a referir-me ao dinheiro, eu preciso de algo mais. Eu preciso de um homem que lute pela perfeição em todos os aspetos da vida. Eu procuro alguém que tente superar-se, alguém com quem conversar e que me motive a ser cada vez melhor. EU NÃO PRECISO DE ALGUÉM MENTALMENTE SIMPLES E IMATURO.

Eu quero alguém que eu admire, e que me admire também por quem sou e fui. Eu preciso de alguém sensível o suficiente para me entender pelo que eu passo na vida como mulher, mas forte o suficiente para me animar e não me deixar cair. Alguém que me abrace com tanta força que faça os meus medos ou qualquer insegurança desaparecerem. Um homem que compartilhe os meus silêncios, que compreenda a minha história; que me ajude a curar e a acreditar de novo. Procuro alguém em quem eu possa confiar, que me respeite como sua parceira e melhor amiga. Deus fez o homem e a mulher em condições iguais para se apoiarem mutuamente, não para andarem a ‘viver como num jogo de ténis’.

Eu não posso ajudar um homem inútil, que não pode ajudar-se a si mesmo e ainda projeta nos outros a sua infelicidade e os seus traumas. Procuro um homem sensível e com bons sentimentos, porque apenas olhando nos meus olhos ele conhecerá os meus sentimentos. Procuro ternura.”

Quando ela terminou, olhou-o nos olhos e ele parecia muito confuso e com perguntas.

Ele disse-lhe: "Você está a pedir muito"

Ela respondeu: "Pois...Eu valho MUITO"!

 

 


sábado, 4 de abril de 2026

Páscoa = Renovação

 

A Páscoa chega todos os anos como um convite silencioso à reflexão, mas num mundo ferido por guerras, divisões e inquietações, esse convite torna-se ainda mais urgente. Vivemos tempos em que o ruído das armas, a incerteza do futuro e a pressa desordenada das vidas parecem afastar-nos do essencial. Nota-se que as pessoas andam cansadas, desencontradas, quase perdidas de si mesmas, como se a esperança tivesse sido deixada para trás algures no caminho.

E, no entanto, é precisamente neste cenário que a mensagem da Páscoa ganha uma força renovada. Mais do que uma tradição ou um momento simbólico, ela recorda-nos que a dor, a injustiça e o caos não têm a última palavra. A promessa de renovação permanece viva, mesmo quando tudo parece desmoronar.

A fé, muitas vezes posta à prova, transforma-se num gesto de resistência interior. Acreditar na vinda do Salvador, ou na sua presença contínua entre nós, é recusar o desespero como destino. É escolher, mesmo no meio da escuridão, confiar que a Luz existe e que pode voltar a iluminar os caminhos humanos.

A resignação, por sua vez, não deve ser entendida como passividade, mas como uma aceitação serena daquilo que não podemos controlar, acompanhada de uma vontade firme de cuidar do que está ao nosso alcance: os gestos de bondade, a compaixão, o perdão, a solidariedade. Pequenos sinais que, juntos, têm o poder de reconstruir o sentido da vida em comunidade.

Neste tempo de Páscoa, somos chamados a reencontrar o equilíbrio perdido, a redescobrir o valor da esperança e a renovar a nossa confiança num futuro mais humano. Mesmo num mundo em guerra, mesmo entre corações inquietos, destrambelhados, permanece a possibilidade de renascimento. E talvez seja precisamente essa certeza — frágil, mas persistente — que nos mantém de pé.

Páscoa Feliz!

(Ah e já esquecia de dizer: texto apoiado pela IA, cuja ajuda é preciosa quando há falta de tempo, e gostei, pois correspondeu exatamente ao meu mote - valeu IA!)

domingo, 29 de março de 2026

Verdade: horário de verão, o melhor

 


Mudou a hora: é VERDADE, chegou o nosso horário preferido, o de verão, em que os dias serão mais longos e prazerosos, porque merecemos viver mais contentes.

E logo a seguir virá o dia 1 de abril, dizem que é o dia da MENTIRA, será mesmo? Ou será apenas o dia em que fingimos que só se mente uma vez por ano? Infelizmente, mentirosos e ou inventores e outros fingidores é o que existe por aí cada vez mais, e há que ter muita cautela, para evitar dissabores.

Imagina-se que mentira é simplesmente o oposto da verdade. Porém, nem sempre é assim tão simples. Muitas vezes, a mentira veste-se de invenção, de imaginação, de criatividade (esta no mau sentido).

Uma história exagerada, uma desculpa bem construída, uma “verdade alternativa” contada com convicção — serão mentiras ou apenas versões mais artísticas da realidade?... Há diferentes estilos: quem minta por brincadeira, ou quem minta por necessidade… e pior: quem já nem consegue distinguir uma coisa da outra, de tanto que tem vivido na mentira ou na invenção. Há também os mestres da dissimulação, que não dizem propriamente mentiras — apenas omitem, desviam, encenam. Estes talvez merecessem um dia próprio.

Não seria justo criar também o dia do “cara de pau”? - aquele que diz o improvável com tal segurança que quase nos faz duvidar de nós próprios - seria o “dia da convicção sem fundamento”…

No fundo, o 1 de abril é um espelho curioso: um dia em que a mentira é permitida, quase celebrada — talvez para nos lembrar que, nos outros 364 dias, ela continua bem presente… só que com menos humor.

Alguém já dizia: o mentiroso quando é descoberto fica bravo ou se faz de vítima.

Vive-se numa era de vitrinas. O mundo seria um lugar bem melhor se as pessoas fossem felizes como aparentam nas redes sociais, se amassem como lá publicam e fossem tão sinceras como proclamam… Apesar de tudo isso, a vida segue, e é bela, quando a beleza verdadeira começa de dentro para fora: grande VERDADE!

Parte de mim é Namastê (e outra parte é Vaitifudê) - brincadeirinha, mas verdadeira… LOL


sábado, 7 de março de 2026

Feliz Dia, Mulher!

8-3-2026
Há mulheres e Mulheres, e não podia deixar de mencionar aqui o Dia desta, a Mulher com M - essa força silenciosa que sustenta o mundo há séculos.

Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas. Por isso, quando um “homem” maltrata ou desrespeita uma Mulher, está a insultar ou maltratar a sua própria mãe (ou seja, esse será o verdadeiro filho da P.)

Ser Mulher é carregar sensibilidade sem perder firmeza. É liderar com empatia. É transformar obstáculos em crescimento. É cuidar, criar, reconstruir e ainda assim continuar a sonhar.

Sendo o Dia das Mulheres, também me apetece escrever uma mensagem para os Homens. Saibam dar Amor: cuidem bem e mimem todas as mulheres das vossas vidas, e respeitem todas as outras, porque elas também são as mulheres da vida de alguém. Elogiem-nas, surpreendam-nas e façam-nas sentir especiais, porque a verdade é que o são, e não tenham medo ou vergonha de demonstrar o que sentem, acreditem que não há nada melhor do que expressar o vosso amor e carinho por alguém. Tratem-nas com respeito, mostrem que sabem fazê-las felizes, como elas merecem. Elas precisam de uma presença masculina e, com certeza, vocês precisam muito mais delas.

Toda a mulher multiplica o que recebe. Quando recebe respeito, devolve lealdade. Quando recebe segurança emocional, devolve parceria. A mulher não entrega na mesma medida, ela amplia.

O mundo está a mudar porque as mulheres estão a ocupar o seu lugar com consciência, coragem e autenticidade. Não se trata de competir com alguém. Trata-se de equilíbrio. De trazer ao mundo uma liderança mais humana, mais colaborativa, mais íntegra.

Cada mulher que se levanta, inspira outra. Cada voz que se afirma abre caminho para muitas mais…

O futuro não será dominado pelo feminino ou pelo masculino. Será construído pelo equilíbrio — e esse equilíbrio começa quando reconhecemos a grandeza de ser Mulher.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Insânia

 

No meio da insanidade instalada, ainda há pessoas inteligentes (mulheres e homens, claro) que conseguem perceber como é boa a solitude.  Não se sentem sozinhos/as, sentem-se em paz, e isso muda tudo.

Houve uma época (long time ago) em que ser solteira ou solteiro parecia algo a ser corrigido. Como se faltasse algo, ou como se fosse necessário alguém (um apêndice) para completar o cenário. Porém, muita coisa tem mudado para melhor; felizmente e cada vez mais, há pessoas livres, trabalhadoras, honestas, que pagam as suas próprias contas, moram na tranquilidade do seu próprio espaço, têm noites tranquilas na sua cama espaçosa, e seguem a vida no bom sentido. Cada um(a) construiu uma vida que lhes parece estável, segura, a sua vida. Sem ser necessário perturbar a vida de ninguém, e isso é tão saudável. Namorar ou ter alguém já não é uma necessidade. É uma escolha.

Por exemplo, nota-se, cada vez mais, mulheres bonitas - e inteligentes, só destas é que faço questão de falar - a preferirem a solitude feliz. Não estão a competir com outros homens, como poderá imaginar algum ser misógino. Não existe linha divisória. Não há corrida. A verdadeira competição é a paz de cada um(a). É o conforto que se sente ao chegar a casa e encontrar um espaço livre de dramas. É dormir sem ansiedade. É tomar decisões sem confusão emocional. Se alguém quiser entrar na sua vida, deles ou delas, vai ter que acrescentar valor a isso, não trazer desassossego.

No caso das mulheres (porque normalmente são elas que sofrem mais com experiências bizarras, quando abrem os olhos, e os ouvidos), elas não precisam ser salvas de nada. LOL. Uma mulher independente (além de inteligente) não precisa de ser mantida. Não precisa de validação. O que ela quer é parceria. Respeito. Risos. Apoio. Se um gajo trouxer caos, inconsistência ou stress, ela prefere ficar exatamente onde está. Porque a paz tem um preço, e ela conquistou-a com aprendizagens.

Então entendam bem, alguns homens (ou projetos de homens)! Estar sozinha já não é o ‘medo’ ou desconforto de (algumas) mulheres. O medo é o da acomodação a qualquer coisa baixo nível ou sem sentido nenhum. Se alguém vier e não conseguir melhorar a tranquilidade que uma mulher já conquistou, então não há razão para mudar uma vida, a nossa (seja quem for, homem ou mulher, obviamente). O amor é bem-vindo, mas só se for verdadeiro, ou seja: algo que vem para melhorar o conforto que se construiu sozinha, ou sozinho.

“By the way”, lembrei-me, ainda falando de alguns “projetos de homem”, esses que se intimidam ao conhecer uma mulher livre e independente, bem resolvida na vida - isso poderá resultar em curto-circuito imediato ou a médio prazo, ego em pânico, pilas a tremer. A intimidação é tanta (e também o baixo nível, claro) que a primeira palavra que lhes ocorre é sempre a mesma: “put@”. Porque, claro, o pressuposto é simples: se ela teve um passado, só pode ser fácil.

Li algo sobre este tema - muita gente agora a escrever sobre homem/mulher, a atual guerra dos sexos, e essa novela eu já vi há muitos anos... Se observarmos com atenção, percebe-se a verdade brutal: não é sobre ela esse insulto gratuito; nunca foi, é mesmo sobre ele. É sobre insegurança, medo de não ser suficiente, ego inflamado, comparação absurda e necessidade de justificar cada desejo reprimido. Cada rótulo de “put@” funciona como bode expiatório emocional, uma capa que esconde todas as limitações e medos do próprio homem. 

Ele projeta, julga, acusa, mas não olha para dentro. Não percebe que o problema não está nela, está na tremenda insegurança que o impede de lidar com desejo, intimidade e responsabilidade emocional. O sexo torna-se medida de valor, o passado dela torna-se prova de ameaça, e o que sobra é apenas medo disfarçado de moralidade. 

O curioso é que o gajo que acusa não vê que a facilidade que ele atribui à mulher é exatamente a sua própria incapacidade de lidar com a vida real: com histórias, experiências, escolhas e autonomia do outro. Além disso, normalmente, esses até são os que têm um passado ou histórico familiar duvidoso!

A mulher com passado não é ameaça; a ameaça é o homem (ou projeto de…) inseguro que se sente diminuído por tudo o que ele próprio não tem coragem de enfrentar, o pavor de encarar a própria vulnerabilidade. Cada “put@” pronunciada é, na verdade, um grito desesperado do ego: “Eu não sou suficiente, e ela não é minha para controlar”. 

Que pena. Mas é o mundo medíocre em que nos puseram. Mil vezes preferível uma put@ com passado do que um idiota (palavra suave, para não descer ao nível) sem presente nem futuro!

Obrigada meus ‘seguimores’ por me seguirem aqui, cusquem à vontade! 😊 Carpe Diem!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O Amor e o Carnaval depois

 


Dia dos Namorados, ou o Carnaval do Amor 

Vem aí o Carnaval, essa época divertida em que o mundo decide fingir que o inverno não existe (isso na Europa, claro). De repente há brilhos, penas, máscaras e um colorido quase terapêutico a invadir os dias frios e cinzentos. Como quem diz: “Podes vir Primavera, que já vamos nos despindo"...

Porém, antes do Carnaval, ainda há um outro evento igualmente mascarado: o Dia dos Namorados.

Ah, o famoso dia do “Amor”.

Aquele dia especial em que as lojas e restaurantes aproveitam para explorar o lado emocional dos eventualmente “apaixonados” e a sociedade inteira finge que o romance vem em embalagens de chocolate e buquês de flores, com urgência.

O Dia dos Namorados pode perfeitamente ser comparado ao Carnaval: de repente, entra-nos pela vida adentro uma personagem apalhaçada, mas que disfarça bem — daqueles palhaços meio charmosos, meio perigosos — com as suas artimanhas, promessas e invenções criativas. Traz confetes, música para adormecer, declarações dramáticas… E deixa o caos.

Porque o amor, minha gente, muitas vezes é isso: uma festa inesperada organizada por alguém que não sabemos bem se foi atingido pela flecha do Cupido ou se é algum Carma para cumprir. No início, tudo parece divertido. Há muita boa disposição para rir, dançar, acreditar que tudo na vida é possível. Até que um dia o bobo da corte fica esperto. Olha à volta, vê a palhaçada instalada, e decide: “basta!”.

Dá-se um fim ao espetáculo.

Claro que há casos com finais felizes. Há histórias bonitas, há amores que duram, há carnavais que viram tradição e não apenas confusão. Poucos, infelizmente. Na maioria das vezes, são casos perdidos. Máscaras que caem, palhaços que devem desaparecer, corações que ficam a varrer as serpentinas do chão. Ainda assim… há que continuar a acreditar que a vida pode ser uma festa, enquanto quisermos. 

E às vezes o final feliz é mesmo ficares contigo, em paz, com sofá, chá e zero palhaçadas. Aprendendo que nunca se deve entregar o coração a qualquer palhaço sem primeiro ver se ele sabe mesmo fazer magia — ou apenas sabe fazer truques baratos.

Feliz Dia dos Namorados. E não deixem o circo pegar fogo! (No Brasil é que tá bom)...

"Eu quero mais é beijar na boca / E ser feliz daqui pra frente, pra sempre" 👄🎶😆

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tempo Tempo Tempo

 

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo  
(Caetano Veloso)

Tempo de inverno rigoroso, com tempestades e cheias por todo o país, Tempo de eleições para presidente, haja Tempo também para parar e pensar por que motivo as coisas acontecem na Vida da gente. 

Contra a Natureza ninguém pode fazer nada, apenas aceitar. Tão triste assistir às notícias e ver o sofrimento alheio, mas felizmente ainda há muitas pessoas que acodem de alguma forma, e o nosso mundo fica melhor quando sabemos que afinal não estamos sós.

Por vezes esquecemo-nos de como somos abençoados. Temos um teto para abrigar-nos, eletricidade, água quente, lençóis limpos na cama, ainda podemos comprar alimentos, temos amigos e familiares que nos amam, e acordamos com lucidez e a saúde mental intacta todos os dias. Se isto não é ser abençoado, então não sei o que serão bençãos.

Li que no dia das eleições o mau Tempo poderá dar-nos tréguas. Bom para quem quer muito ir votar. Até eu, que sempre me autointitulava apolítica, ando a votar ultimamente. Sei lá. Tenho que participar de algum modo, ainda sabendo que todos prometem praticamente o mesmo, mas quando chegam ao “poleiro” haverá sempre alguém insatisfeito, é assim o animal humano, não dá para agradar a gregos e troianos.

E há também quem insista em dar pérolas a porcos e acaba por "dar com os burros na água"… Coisas da Vida, e assim caminha a mediocridade… Vamos mas é ter uma mente positiva e sonhar com um mundo melhor.

Sonhem cor de rosa e votem bem, nem que seja em branco LOL

"O Tempo me moldou, a Vida me lapidou"

domingo, 25 de janeiro de 2026

Ano do Cavalo - 2026


E janeiro já vai galopando…

Encerrado 2025, o ano da Serpente, símbolo da regeneração e do desapego consciente. Um ano que nos pediu para trocar de pele — não por escolha, mas por necessidade (como a cobra) — deixando cair crenças, papéis e identidades que já não nos representam.

Enquanto o mundo muda a um ritmo vertiginoso, também nós somos chamados a questionar: quem sou eu para lá do que veem ou esperam de mim? (as caixas invisíveis, os rótulos e as imagens começam a apertar quando a verdade quer respirar).

2025 vibrou no número 9: fechar ciclos, agradecer, soltar o que não interessa nada. Agora vibra o número 1 — o começo, a semente, a intenção clara. O próximo passo vem com a energia do Cavalo: movimento, coragem e liberdade para avançar mesmo sem garantias, confiando no caminho e em nós.

Boas vibes! Que ao longo deste novo ano sejamos capazes de manter um ritual consciente de libertação. Vamos honrar quem fomos, quem somos, o que queremos ser, neste novo ciclo com o coração disponível, os pés enraizados e o olhar livre.

Gratidão!

Agradecer todos os dias ao acordar;

Ignorar ambientes de intriga e fofoca, por exemplo, as redes sociais por onde andam as notícias e pessoas "fake" (falsas) - viver em modo OFF é o novo luxo!

Bloquear quem nos desrespeita ou nada acrescenta à nossa vida;

Deixar de alimentar relações com pessoas falsas, que mostram ser o oposto do que aparentam (muito cuidado);

Ter mais momentos de silencio, que nos trazem a PAZ;

Parar de explicar decisões que já tomámos, porque tivemos todos os motivos e mais algum;

Não levar tudo como pessoal, mas sempre ficar atento;

Focar na nossa vida e naquilo que controlamos;

Aproximar-nos de pessoas que inspiram confiança, respeito, sinceridade e evolução;

Fazer terapia, caso seja necessário (muita gente a precisar neste mundo caótico).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O jantar de natal

Foi ontem dia 15/1/26, porque não houve tempo em dezembro para o anfitrião preparar tudo. E lá estava tudo fantástico, como em todos os anos: a variedade de entradas, os bons vinhos e a comida tão bem preparada e ao detalhe, para agradar aos convivas. Foi uma surpresa encontrar ainda a decoração natalícia intacta, esperando passar este jantar para retirar tudo, desde os sininhos na porta de entrada até à árvore de natal azul e branca, e outros enfeites de cor azul por toda a sala – a bonita cor do grande clube nortenho, o FCP, de quem ele é grande fã, eu também...

O menu foi 1º prato: “roupa velha" como manda a tradição; 2º prato: barriga de porco com costelinha, cuja pele ficou super tostadinha no forno, fazendo lembrar o tão apetitoso leitão assado à bairrada!


Tão bom sentir que as amizades prevalecem e há ainda o prazer da convivência, nem que seja uma vez por ano. Tempo para recordações, fazer o balanço do ano findo, planos futuros de cada um, para falar até de escolhas políticas, com as eleições à porta. É isso que eu tanto gosto na amizade, que pode ser eterna quando verdadeira: a alegria genuína, a leveza. Obviamente, não há ninguém cem por cento perfeito, mas há atitudes que se destacam e demonstram quem nos quer bem realmenre. Ao contrário do tal "amor" falso, o tóxico, o insolente, aquele que ilude, desilude, aldraba, inventa…  até que uma das partes abre os olhos e cai fora, que é o melhor a fazer. Amor de verdade respeita limites.

E assim se vai aprendendo com as experiências, boas e más, para saber o que vale a pena manter na vida da gente. Entretanto, vou observando como (cada vez mais) as mulheres estão felizes na sua solitude, por opção, em especial aquelas que completaram os estudos, trabalharam para serem independentes e poderem diferenciar-se das que “comem gelados com a testa”…

Neste convívio conheci uma jovem senhora simpática, com estudos na advocacia, o ex marido também advogado. Ela me confidenciava que teve um casamento tóxico durante anos, conseguiu libertar-se felizmente. Agora tem um namorado, cada um a viver na sua casa. Os dois filhos já crescidos estudam em Lisboa e vêm às vezes no fim de semana para estar com a mãe. Assim, a vida corre bem com a decisão mútua de se encontrarem sempre que for possível para os dois, com leveza, empatia e amor, do verdadeiro, aquele que também é eterno enquanto durar, desde que exista respeito e confiança, acima de tudo.

Gosto de ouvir histórias de pessoas que têm uma mensagem a transmitir e nos fazem pensar. Porque há por aí tanto bombardeio de “amor”, um blablabla sem fim, mas as atitudes são de fugir!

Carpe Diem! Venham daí mais almoços e jantares, não só no natal, mas em qualquer oportunidade que surja para rever as boas amizades!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz 2026


Estou muito feliz, excitada, com a chegada de um novo ano, serão 365 novas oportunidades de ser feliz e aproveitar o melhor da vida, de preferência com quem cruzar o meu caminho e que valha a pena.

Se me perguntam se já fiz a minha lista de desejos para 2026, sempre a tenho feita, ainda que tudo agora neste mundo doido seja imprevisível. Sou uma pessoa simples, nada de sonhos mirabolantes, tudo acontece no tempo certo. 

Só quero paz, saúde, harmonia, muita música, dançar, rir muito, continuar a ter as pessoas amigas e queridas sempre por perto (ainda que a km de distância), as que transmitem boas energias e tanto preciso, com verdade e carinho. E Amor, desejo muito e verdadeiro! Ahh e não quero me desiludir mais com coisas e pessoas ordinárias… Quem sabe, a Vida tem bons planos para mim, sabendo que apenas quero SER FELIZ, muito! E que os palhaços de serviço (aparecem uns, às vezes e sem contarmos) sigam todos numa flotilha para o raio que os parta!

De repente, fiquei a pensar numa classe trabalhadora, os agentes policiais, sempre de plantão com a tarefa árdua de cuidar, proteger o ser humano, que não é fácil. Já levam com tanta demência por aí durante o ano, e nestas datas de grandes multidões em concertos, gente irresponsável em bares, coitados, não têm mãos a medir, é preciso estofo para aguentar e manter a sanidade mental e voltar para casa, sabe-se lá com que cabeça! Para eles o meu apreço. Pronto, apeteceu-me prestar esta homenagem a eles neste fim de ano.

E sejam todos vocês felizes também, quem vem me ler aqui. Espalhem muita energia boa, pois cada um terá o retorno do que fizer (lei da Vida)… e que os nossos Sorrisos sejam maiores e mais intensos! E que nunca nos falte a fé e esperança de que o Amanhã será bastante melhor!

Adeus 2025! A DEUS 2026!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O natal que passou

Muita gente a escolher a paz de passar o natal só e em silêncio. Confirmando que não sou a única e já o fiz mais do que um par de vezes na vida de adulta.

Mais um que passou, graças a Deus. Na manhã do dia 25, passando pelo supermercado de portas fechadas, antes do almoço, nas ruas com pouco trânsito, que calmaria, que sensação boa de paz, imaginando as famílias em casa descansando com os seus familiares ou com tempo a preparar a "santa ceia". Ainda há menos de 24 horas eu via filas de gente para pagar as imensas compras, ou pessoas que ainda stressavam para encontrar o resto de leitão, de cabrito ou polvo, o que estivesse mais em conta, para quem não gostar do bacalhau…as últimas rabanadas, bolo-rei, sonhos ou frutos secos, o que houver para por na mesa e causar boa impressão aos convivas.

Ai o natal, que devia ser santo, de recolhimento e agradecimento pelo Amor de Jesus que cada um puder sentir dentro de si. Cada um pudesse analisar o que anda a fazer de errado, a si próprio e aos outros. E ao melhorar algo, estaria automaticamente contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor para se viver. Em suma, tão bom sentir estes momentos longe do barulho e da confusão diária, pelo menos para mim que me tornei amante do silêncio, no qual quase me vicio. 

Já assisti a ceias de natal de famílias complexas em que os chamados narcisistas aproveitam as datas comemorativas para estragar o ambiente, pois amam acabar com a dignidade e o bem-estar psicológico dos outros. Imaginemos então uma família com mais do que um narcisista, OMG, é um stress, e até pode acabar em briga ou confronto físico. Há também quem faça, à meia noite, uma oração hipócrita sobre o amor divino. E a seguir, mais brigas, abusos de todos os níveis. Isso é o natal em muitas casas.

Felizmente entendi há muito tempo que posso escolher a paz que necessito, em qualquer época do ano. Tenho as minhas atividades, em casa ou fora dela, livros para ler, a minha espiritualidade que quero manter, pessoas amigas e outras conhecidas que me apoiam, e eu retribuo sempre que puder e se de mim precisarem. Afinal podemos ser todos uma família, cada um na sua casa e na paz de cada lar, sem hipocrisia. O natal não é sobre a ceia do dia 24 ou o dia 25/12, é sobre amor diário, buscar a própria paz, apesar do que nos é externo.

Escrevo para quem, como eu, escolhe passar esta data a solo, e assim criam-se novas tradições: cada um(a) na sua casinha, com seus pets (se os tiver), com a Netflix ou com um bom livro. Com uma oração sincera, ou a regar as plantas. Esse sim é um feliz Natal, uma noite cheia de paz e sossego para nós. Em qualquer idade podemos perceber que é possível haver novas e excitantes tradições, tais como as antigas. E compreender que não vale a pena tentar entender tudo, planear tudo. Com amor, as coisas vão acontecendo, mesmo que sejam diferentes daquilo a que estamos habituados.

Pronto, hoje deu-me para ainda recordar o natal, que tanto dá que falar e “já ninguém liga nada a isso” (este ano até a publicidade na TV aproveitou o mote)… E está sendo a triste verdade. Está a tornar-se uma noite como outra qualquer, só que com bacalhau ou peru, rabanadas, sonhos, aletria e outras sobremesas próprias da época. Quando são muitas pessoas que se juntam e partilham o trabalho e o custo das compras efetuadas, vale a pena. Pior é mesmo quando só uma pessoa tem todo o trabalho, às vezes incapacitada fisicamente, coloca tudo na mesa com amor e com prazer pelo esforço despendido, as pessoas comem e vão embora a seguir, não aguentam estar ali a “fazer sala” por muito mais tempo. Esse é o natal para muitos, pais e filhos e os outros sem sensibilidade para fazer melhor, quando falta a tal cumplicidade ou a conexão familiar, tão essencial.

A amálgama de sensações que este dia/noite nos provoca é de facto imensa. Lembro-me de ter passado de alguma forma por todo esse sentir, nostálgico, confuso, triste, redentor… Ao mesmo tempo, dou comigo também a imaginar grandes famílias, ainda com crianças, festejando com alegria no calor do lar e dos afetos…

A gestão emocional na fase de natal pode ser muito exigente, todos deveríamos estar muito felizes, alegres… só que não! Em geral, é um período de tristeza que mal se consegue definir, que todos esperamos que passe depressa, e quando a emoção está à flor da pele há que encontrar o equilíbrio.

Ressignificar foi o caminho que percorri e que nem tinha sequer vontade, contudo, por mim mesma e pelo amor próprio, fui capaz de tudo ultrapassar. Afinal…Natal é Amor, e o amor por mim mesma é imenso 😊Venha o feliz 2026!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Ainda dezembro...

 Final countdown...

O último mês do ano chega sempre com uma mistura de luz, memórias, alegria e tristeza… Para alguns, é um mês de aconchego quando a família se reúne com afetos e com tempo. Para outros, é um tempo que dói um pouco mais. Lembranças de quem já partiu, ou de algo que aconteceu ao longo do ano e que não foi a melhor das sensações… Para mim tem sido sempre este misto de emoções, desde o tempo em que se deixava a meia na chaminé para receber o presente do Pai Natal que ia descer durante a noite, e de manhã era a surpresa.

Mesmo sendo um Natal agridoce para a maioria das pessoas, ao mesmo tempo há uma energia especial no ar que nos faz querer dar o nosso melhor para nutrir os que mais amamos, particularmente quem também nos nutre e nos eleva… apetece dizer aos amigos e familiares, longe ou perto, o quanto são importantes na nossa vida.

E, dessa forma, um dos meus compromissos para 2026 é ser ainda mais firme e consciente nas minhas relações, naquelas que me nutrem e nas que me drenam… Mês de balanço, de profunda reflexão sobre a influência e a importância das relações na nossa vida… Porque as nossas relações influenciam profundamente a nossa saúde, não só no aspeto emocional… mas também na saúde física e mental.

Quando se fala de saúde social, é assim: - como nos sentimos perto dos nossos amigos e familiares? - qual a qualidade dos afetos ao nosso redor? - o quanto essas relações nos nutrem, ou nos cansam?... Nesta época, estamos mais sensíveis e tudo fica mais evidente. Há momentos que nos aquecem o coração, e há outros em que nos sentimos sós, mesmo com alguém "colado" a nós ou com muita gente ao nosso redor. Há memórias que abraçam, e há outras que ainda precisam de cura. Nada disto significa que falhamos algures ou com alguém, ou vice-versa. Significa apenas que somos humanos. E que as relações fazem parte da nossa essência e da nossa história.

Pensamentos para o início do Novo Ano: - Com quem é que me sinto realmente valorizada e respeitada? - Onde ou com quem posso ser EU, sem medo de desapontar quem quer que seja? - Quem me faz respirar mais fundo? – Ou, onde ainda tenho de colocar limites para manter a minha paz?...

Portanto, tornou-se essencial cuidar sempre da minha saúde mental e física, que dependem da saúde social: aproximar-me mais de quem me nutre; criar pequenos momentos, mas verdadeiros, onde eu possa sentir o amor real; permitir-me manter a distância de relações que só sugam energia; honrar a minha verdade, mesmo quando a família ou qualquer outro contexto pedem outra coisa; escolher presença em vez de obrigação!

E cada passo que dou na direção da minha verdade é também um passo de cura emocional.

Porque ninguém desabrocha sozinho. Os laços certos, mesmo que poucos, sustentam-nos mais do que imaginamos. Importante cuidar das nossas relações com o mesmo amor com que cuidamos de nós. Sem querer exigir perfeição, dezembro é ainda assim o mês perfeito para me permitir escolher o que realmente me faz bem. Com Consciência, e Amor. Feliz Ano Novo! (fui)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Ganhei o dia!

 

LOL

Hoje ganhei o dia ao ler uma notícia importante para a minha/nossa existência e que, ao mesmo tempo, me divertiu tanto. 

Já que o mundo está esta merd@, feito essencialmente para nos fazer chorar, o negócio é começar a RIR, ou seja, ligar o botão QSF ou... "PQP o mundo que o meu nome não é Raimundo!"...
Há os barulhentos e os silenciosos (Ninja) kkk O que eu aprendo ultimamente, viva a informação total ao alcance de um só clique.
Falando em cheiro, sempre se disse, quanto mais se mexe mais vai cheirar mal... Então temos que ser espertos e procurar onde há o ar mais puro, inspirar, expirar, faz tão bem ver pessoas a correr todos os dias, cuidar da saúde física e mental... Tão bom saber que há pessoas que são exemplos, que devem ter alguém que se orgulha delas...

Na minha agenda para 2026: exercício físico, a prioridade!... E reforçar a decisão: não vou andar a gastar dinheiro em psicoterapeutas ou afins, para depois ter que andar a tratar de quem nem quer saber, pois só quer é atazanar!

Já estou diplomada em conviver com seres desequilibrados, desde que nasci, e nem sabia, pois tive que me conhecer primeiro como gente para entender muita coisa. E depois há os outros que aparecem pelo caminho, tipo carma (dizem), então a gente tem que se autoproteger. Deixá-los a falar sozinhos. Parece um mundo autista, cada um a falar para si próprio/a sem o menor interesse no que o outro diz. Reparo isso também quando se é atendido em certos serviços públicos, perguntamos algo e a pessoa responde com total desinteresse sem sequer olhar na cara do cliente ou paciente. Também há o autismo governamental, já agora, quem quer saber de quem afinal? No mundo onde impera o ego, cada um vai seguindo as suas próprias conveniências, nada mais.

Ainda ontem aconteceu algo desse género num grande supermercado, fiz uma simples pergunta e a pessoa nem olhou para mim ao responder; e já aconteceu outra vez num hospital privado. Caminhando rua acima fui a matutar no assunto. Que bosta de mundo, desumanizado. Mesmo no seio de cada lar, quantos, cada qual com suas teorias. Todos falam, falam, e não dizem nada. Ou falam ao mesmo tempo, e ninguém quer escutar o outro. Fica difícil para quem já evoluiu o suficiente ter que descer o nível ao confrontar quem nunca se esforçou por evoluir, por preguiça ou porque se tornou confortável viver assim durante anos, décadas de escassez de todo o tipo, mental e não só.

Estava eu assim divagando na minha caminhada higiénica quando de repente cruza-se comigo uma jovem com ar tão querido sorrindo com os olhos, que pensei logo "só pode ser estrangeira"...Imagino eu, porque outras vezes isso aconteceu e eram pessoas de outra nacionalidade, claramente. Aquele cumprimento sorridente me deixou feliz e me relembrou que ainda existe humanidade interessante por aí e nunca se deve perder a fé em algo melhor a caminho.

Desejo um natal bem cheiroso para quem me lê ou me segue, e para os outros também!

sábado, 6 de dezembro de 2025

Época de Natal

 

Tempo de alegria, de amor… e de reflexão

O Natal costuma ser apresentado como um tempo de luz, união e esperança. Fala-se de alegria, de amor, de família reunida.
Porém, no mundo doente em que vivemos, nem sempre a realidade acompanha a tradição. Há quem viva - ou queira viver - relações profundamente doentias, mascaradas de “amor”.

Há relações em que a pessoa emocionalmente desequilibrada, tóxica, transforma o que podia ser carinho em constantes ataques de “raiva”, confunde amor com posse, ou cuidado com controlo. Inventa situações irreais, põe palavras na boca do outro, em suma, procura motivos para criar discussões, usando insultos e linguagem de baixo nível como forma de domínio. Atira tudo à cara, sem pensar. Destroça a paz do outro. E, logo de seguida, como num ciclo já ensaiado, é capaz de chorar, vitimizar-se, dizer que ama, pedir desculpas, prometer que “não vai acontecer mais”. Só que acontece sempre. Basta uma pequena frustração, um “não”, um limite. Basta que as suas necessidades egocêntricas deixem de ser satisfeitas.

Quando já não é amor - é invasão. A pessoa tóxica, incapaz de aceitar o fim ou a distância saudável, recusa-se a “largar o osso”. Insiste em perturbar. Invade. Persegue. E a invasão vai além da relação: amigos e familiares da vítima são também incomodados com mensagens e telefonemas, e nem conhecem a pessoa em questão. Contactos esses que foram apanhados sem permissão. Trata-se claramente de violação da privacidade. Um abuso emocional e psicológico. E o "amor" pode, sim, acabar em caso de polícia!

O Natal lembra-nos amor, mas amor não é isto. Amor não sufoca, não ameaça, não controla, não manipula. Amor de verdade apenas confia em si próprio e no outro, apenas isso - a confiança, a cumplicidade, tão necessárias e que é preciso construir. Falar assertivamente, e deixar o outro também falar. Evitar pedir desculpas repetidas porque amor não precisa de ferir para depois tentar remediar.

Este texto é um lembrete de que ninguém merece viver num ciclo de abuso só porque alguém promete “mudar”. Natal é tempo de luz - e, para muitos e muitas, essa luz começa quando têm a coragem de se afastar da escuridão.

Amor é dor,
Amor é prazer;
O Amor faz viver,
Mas de tanto Amar posso morrer!
Amor é um sonho.
Amar é ilusão.
"Te Amo!" eu quero ouvir,
Mas se ouço, essas palavras soam falsas ao meu ouvido.