sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

WTF...

Tenho dúvidas se antigamente eram tempos melhores e agora é que vai de mal a pior, ou se a tendência do ser humano é andar sempre a queixar-se. Se possui algo ou muito, quer mais, e reclama por tudo e por nada; se possui pouco ou quase nada, tem razão para reivindicar, claro. 
As pessoas praticam cada vez mais o umbiguismo. O povo está sujeito a (ou assim escolhe) ser governado por políticos narcisistas, sem escrúpulos, e quando esse narcisismo é maligno, sabemos lá o que nos espera. Uns derrubam muros, vêm outros e constroem-nos, e assim vamos sobrevivendo neste tira-e-põe, 'às cambalhotas', num mundo tão desigual e esquizofrénico… As notícias diárias são do pior, o que nos faz estremecer e questionar se há humanidade: crianças e idosos que são maltratados, violência doméstica nas famílias, homicídios em nome do tal “amor” ou de ideologias, fanatismo, vinganças; políticos que são absolvidos de crimes tão facilmente e depois ainda se aposentam com altas reformas…! 
Assim caminha a mediocridade, gente a endoidecer por toda a parte, até dá medo falar com a pessoa ao lado, ou pena. Quando começará um novo mundo? Já não estaremos cá para (vi)ver…
Fico ciente do que se passa à volta quando vejo a TV ou leio coisas de quem é sensível e sabe escrever, e muito bem, relatando a realidade nua e crua.
“Vivemos numa era de feudalismos inflamados, onde impera o desrespeito, a falta de senso e o vitimismo. Nem os loucos se tratam tão mal, pais que matam os filhos, filhos que matam os pais e por aí fora, a era do salve-se quem puder que se faz tarde (…) Ser-se ignorante é tão fácil, pequeno, mesquinho, culpar alguém é tão prático e dá tanto jeito nesta merda de sociedade que acorda de manhã com a cabeça enfiada nas suas vidinhas de merda e fecham os olhos a tudo. Bate-se nos pais idosos, ou são enfiados no lar dos mortos, são chamados inúteis e come-se-lhes a reforma, culpa-se o mundo, vai e vota-se num palhaço qualquer que lhe promete mais uns trocos para depois calar-lhe a boca a ferro e fogo. Depois chora muito, fica bem a qualquer um, quando eles morrerem, e diz o que já é habitual “era tão boa pessoa”, vou sentir tanto a falta dele(a)…quando teve todas as oportunidades na vida para lhes dar uma vida com dignidade, com amor. 
Ah, mas tenho filhos para dar de comer, pois…pois, etc…iphones ipads, tablets, roupa de marca…e tão pouco amor.
(…) Vá, continuemos a educar os nossos filhos como coitadinhos e a compensá-los pelos traumas que temos e tudo continuará como dantes…fodem-se pais e fodem-se filhos e toda uma sociedade de clones em vias da modernidade obsoleta e proxeneta das novas tecnologias androides.” (texto publicado no FB por uma amiga pessoal, Conceição Bernardino)

“Um nojo que cresce (…) Merda por todo o lado, e mais merda. Merecíamos melhor. Merecíamos que a corrupção fosse punida por quem tem a responsabilidade jurídica e moral para o fazer. (…) É um país ao contrário, que já perdeu os sapatos, calça meias de cores diferentes e nada acontece. Amanhã tudo segue como ontem. Nada acontece a quem compra a liberdade nas traseiras de tudo. Assim é difícil acordar todos os dias. Assim é difícil não querer chamas e fogo e gritos. Feitas as contas, assim é difícil encontrar Portugal.” (Bruno Nogueira, humorista, ator e apresentador da TV portuguesa)


Às vezes é assim, dou por mim a pensar na vida. Não penso numa vida qualquer, penso apenas na minha vida, aquela que é a mais importante de todas. Chamem-lhe egoísmo, alienação, ou… também fiquei umbiguista?! Poderá ser um tipo de defesa pessoal, alguém tem que manter-se “normal” e salvar-se neste mundo doente, seja lá o que for normalidade. Penso que à minha volta nada muda. Compete a mim, a nós, ser o autor de todas as mudanças, para encontrar um pouco de felicidade em cada novo dia. Por sorte, ainda vou conhecendo gente muito boa, amiga, e tenho tendência a pensar positivamente. Agradeço por isso todos os dias.

Numa certa ocasião perguntaram a Mahatma Gandhi quais eram os fatores que destruíam o ser humano. Ele respondeu assim:
"A Política sem Princípios; o Prazer sem Responsabilidade; a Riqueza sem Trabalho; a Sabedoria sem Caráter; os Negócios sem Moral; a Ciência sem Humanidade; e a Oração sem Caridade.
A vida tem-me ensinado que as pessoas são amáveis, se eu for amável; que as pessoas são tristes, se eu estiver triste; que todos me querem bem, se eu quiser o bem deles; que todos são maus, se eu os odiar; que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrir; que há rostos amargurados, se eu estiver amargurado; que o mundo é feliz, se eu for feliz; que as pessoas têm nojo, se eu sentir nojo; que as pessoas são gratas, se eu tiver gratidão.
A vida é como um espelho: se sorrio, o espelho devolve-me o sorriso. A atitude que tomo na vida é a mesma que a vida tomará ante mim. Quem quiser ser amado, que ame"…

A única razão porque és feliz, é porque TU decides seres FELIZ!
 
https://www.youtube.com/watch?v=JSUIQgEVDM4

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Brrrrrrrr


Este frio está a tirar-me a vontade de qualquer coisa: de escrever, de sair… Até se me congelam as ideias, assim. Só apetece é chegar a casa e ir logo pra caminha com a botija de água quente e animar-me com algum livro ou algo interessante que passe na TV, o que é difícil…
E as amigas no Brasil a dizerem-me que não aguentam o calor, ó mundo disforme! É o cérebro delas a derreter lá e o meu a congelar aqui.

É verdade que sempre houve inverno, antigamente as mulheres lavavam a roupa em tanques de água quase a congelar, até lhes aqueciam as mãos… e não se queixavam. Não havia casas com aquecimento, nem dinheiro para pagá-lo; sempre se viveram invernos rigorosos, mas agora os média com falta de assunto(?) passam a vida a falar no frio que faz ou vai fazer, nem nos deixam esquecer disso.

De ano para ano reconheço que estou cada vez mais alérgica ao frio…ou será que nesta terra é pior, por ser mais húmido...? Lembro-me de ter ido à Polónia (em dezembro) e ter levado roupa suficiente com medo de passar frio; estava em casa de um familiar, durante 24 horas aquecida de tal forma que tive de pedir uns calções e T-shirt emprestados, ou ainda teria que andar nua pela casa ufff  
Quando era preciso sair para a rua, até dava gosto vestir-me toda e apanhar com aquele ar frio de neve no rosto... que diferença, nesses países será a conta da luz acessível ao "povo"? aqui é um roubo, só para quem pode, com salários que o permitam... quem não pode, si f... ou seja, passa frio mesmo e reza para chegar logo o calor.

Detesto andar com muita roupa em cima, fico oprimida, contraída… Adoro o tempo quente, se tenho calor posso ir dar um mergulho, ou levar com uma mangueirada, refresco e já está, fico satisfeita… E com o frio? A única opção é encolher-me debaixo dos cobertores e mantas. Ai que saudades das minhas havaianas, de andar com o mínimo de roupa possível e aconselhável...

Nos lugares turísticos, durante o dia, com sol quentinho, em pleno inverno ainda se veem turistas em roupa de verão a passear pela cidade ou sentados nas esplanadas, dá gosto apreciar "os calores" desta gente de diferentes nacionalidades, incluindo a portuguesa, em especial o pessoal jovem, as meninas todas decotadas ou de perninha ao léu, eles de camiseta caveada, viva o calor da juventude!!!

E eu jururu...

Até breve!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

As vantagens da PDI

Está um frio do c*c*t* (sim cacete, mesmo) – é o tempo dele, ok, e agora está no pico - mas não aguento, o verão demora muito?
Deixa-me escrever para acalentar o espírito. Costumo ler as “correntes” que me enviam, e apago logo a seguir, pasmada como essa treta volta sempre ao mesmo, e há pessoas que sempre acreditam… Porém, há umas que até fazem algum sentido. Esta tinha um texto interessante que aproveitei e transcrevo, modificando ou acrescentando algo. E sabem que mais? Quando estamos em sintonia com o universo, dificilmente algo nos deixará infelizes, nem a p…a do inverno! 

As vantagens da idade a partir dos 40, 50...

Eu nunca trocaria os seres amados, meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto vou envelhecendo torno-me mais amável para mim e menos crítica de mim mesma.
Eu me torno minha própria amiga…
Eu não me censuro por comer doces a mais, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo supérfluo.
Eu tenho o direito de ser desarrumada, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai censurar-me se resolvo ficar a ler ou estar no computador até às 4 horas e dormir até ao meio-dia?
Se me apetecer, dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 70 & 80 e se eu, ao mesmo tempo, quiser chorar por um amor perdido… eu choro!
Poderei fazer o que me der na real gana, por exemplo, andar de minissaia (se achar que me fica bem), passear na praia com um calçãozinho sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros ou do “jet set”… eles também vão envelhecer.
Eu sei que sou às vezes esquecida, mas há algumas coisas na vida que devem mesmo ser esquecidas… recordo-me das coisas valiosas, isso é que importa.
Claro, ao longo dos anos o meu coração foi se partindo… Como é possível um coração não sofrer quando se perde um ente querido, ou quando vemos uma criança sofrer, ou mesmo quando algum animal de estimação tenha desaparecido ou sido atropelado por um carro?
Porém, corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril, e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Sou abençoada por estar vivendo o suficiente para ter os meus cabelos grisalhos e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos no meu rosto. Muitos nunca riram, pois morreram antes de os seus cabelos virarem prata.
Conforme envelhecemos, é mais fácil ser positivo. Preocupamo-nos menos com o que os outros pensam. Não me questiono mais. Ganhei o direito de estar errada. Se alguém me perguntar, responderei que gosto de ser “velha” e ter cãs… gosto da pessoa que me tornei.
Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo a lamentar o que poderia ter sido, ou feito, ou preocupar-me com o que será no futuro…
E, se me apetecer, vou comer gelados ou sobremesas todos os dias.
E que as minhas lembranças e amizades perdurem por muitos anos, nunca nos separemos, porque valem a pena, alegram os meus dias!

Uma pessoa que valha a pena não olha só para o corpo ou o rosto do “outro”, pois essas partes envelhecem, aparecem as rugas… um “grande” ser olha o caráter, a bondade, a compreensão do outro (ou outra), independentemente dos seus defeitos.
“Olhos que olham são comuns. Olhos que vêem são raros.”

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

História(s)

Todos os dias se apagam estrelas no nosso mundo para, eventualmente, irem brilhar em outro, que desconhecemos… Nestes dias só se fala da (já esperada) morte de Mário Soares, um senhor político famoso de provecta idade e que tem feito correr muita tinta com opiniões contraditórias, tanto amado como odiado.
Nunca gostei de estudar história, tornei-me assim desconhecedora dos factos históricos para poder entender e discutir algo a respeito, menos ainda gosto de politicar, mas agora apetece-me divagar sobre o assunto. 
Desde sempre ouvi dizer que este foi o senhor culpado por tanta gente - quase um milhão? - retornar à metrópole em 1975 com uma mão à frente e outra atrás. Eu e meus pais, retornados, mas meus 2 irmãos e irmã nasceram em Angola, por isso eram refugiados. Meu pai primeiro, e a seguir a mãe, não foram para lá com a ideia de enriquecer, nem coisa que se pareça, apenas foram em busca de condições melhores de vida à custa do seu trabalho, e que aqui não havia, neste cantinho atrasado. Os dois trabalharam arduamente no dia-a-dia para sustentarem 4 filhos e acabaram forçados a regressar ao seu país de origem, sem poderem trazer dinheiro suficiente para a sobrevivência da família. Minha mãe veio primeiro com os quatro filhos, a mais nova com 1 anito e eu a mais velha com quase 17. Sem casa, sem nada. Por pouco, meu pai era carne para canhão, ou para tubarão, pois estava com dificuldades para embarcar. Eram filas intermináveis de gente desesperada para fugir daquela terra 'sem dono', e mais tarde lá conseguiu, à última hora, por algum “milagre”. Aqui ficámos sujeitos à caridade alheia e às idas ao IARN para as refeições diárias. Eu muito chorei, foi um choque vir para um país tão diferente, e que no entanto era o meu!
Varreu-se-me muita coisa da memória, inexplicavelmente, penso agora que já nem me recordo da forma como voltámos, se de barco ou avião. Tenho que perguntar à minha mãe, ela que sabe e conta tudo, sempre com os mesmos pontos e vírgulas. Até como chegou a rastejar pelas escadas acima com a bebé nos braços, no meio de tiroteio, para entrar em casa. E há também factos "soltos" dos quais me lembro, por exemplo, de um primo em Lisboa que eu tinha acabado de conhecer e que foi um dos que morreram durante o golpe de 25 de novembro de 1975, era o tenente José Coimbra dos Comandos.
Em Portugal, até aos anos 70, vivia-se com muita pobreza, sobretudo nas aldeias, mas também tínhamos família a viver pobremente na cidade. Velhos, crianças e mulheres descalços, sujos, desgrenhados. Sem casas de banho nas casas, sem água canalizada, tomava-se banho de celha quando era possível; a sanita era um buraco improvisado em algum canto do quintal; sem luz elétrica; as pessoas nem conheciam o mar; a maior parte delas não sabia ler nem escrever; não havia jornais nem livros; sem centro de saúde, nem estradas, nem automóveis… Os homens (jovens) ou tinham partido para a guerra, e com sorte voltariam vivos um dia, ou tinham ido para França ou Alemanha.
Segundo as notícias, parece que foi pouca gente ao funeral deste senhor que mereceu honras de estado, três dias de luto nacional, cerimónias dignas de alguém muito importante para o país. Havia menos gente do que eventualmente houve em funerais de outros políticos, ou de gente famosa em outras áreas… Era dia de trabalho, há quem argumente, mas quando os campeões europeus chegaram a Portugal a 11 de Julho 2016 também era dia de trabalho, e nem por isso o país deixou de sair à rua, virou até feriado de repente. Não era, mas parecia. Com Soares não se passou nada disso, daí podermos concluir que só o futebol, o ópio do povo, é que faz mover multidões...
Agora que tenho uma cabecinha pensadora e mesmo sendo leiga em políticas e história, devo ser honesta e pensar que ninguém é obrigado a gostar de Mário Soares, mas é importante reconhecer que podemos escrever o que quisermos acerca dele, e de outros, sem medo de uma PIDE ou de uma KGB a bater-nos à porta, graças à luta a que este senhor persona non grata dedicou a sua vida enquanto outros eventualmente ficaram no bem bom (e ainda reclamam...).
Há quem se dê ao trabalho de publicar agora uma grande manchete - de algum periódico sensacionalista da época? - a citar o que este senhor respondeu sobre o que fazer com os brancos “atirem-nos aos tubarões!”… Verdade? Mentira? Estou sabendo agora, na altura nem me apercebi disso, nem lia, nem me interessava por nada, nem ninguém falava comigo destas coisas…
Como diria o Diácono Remédios (Herman José) “as opiniões são como as vaginas, cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la!” A verdade é que só sente na pele quem passa por elas, e claro, quem não passou por nada daquilo, pode falar por alto o que bem lhe apetecer.
Porém, pensando um bocadinho, pelos vários comentários que vou lendo na diagonal, parece que esse senhor teve que fazer em poucas semanas o que era para ter sido feito em cinco décadas e, evidentemente, isto causou muito sofrimento a muita gente. Obviamente o Dr. Soares cometeu erros, há quem diga que pisou na bandeira portuguesa, que era prepotente, que usou e abusou de recursos públicos para seu proveito pessoal, etc…e qual é o político que não o faz, ou que coloca o Povo em primeiro lugar? Pergunto eu, na minha ignorância. Provavelmente ainda está para nascer…
Talvez muitos o odeiem porque uma boa maioria do povo português assistiu no pós 25 de abril ao enriquecimento descarado de uma certa classe política defensora da liberdade, da igualdade e da democracia à custa dos dinheiros públicos e da própria pseudo democracia da qual foram os progenitores.
Provavelmente, dever-se-ia guardar esse ódio para quem mandou as pessoas para África naquele tempo de miséria, não para quem de lá as tirou. Quem emigra (ainda hoje) para outros países não tem o ódio de Portugal que alguns, poucos ou mesmo muitos, retornados (e não só) ainda sentem. Notou-se agora pelos comentários que lemos, ouvimos, ou abundam nas redes sociais.Todos os seus defeitos e os erros, o tempo e a história se encarregarão de julgar. Vejamos o lado bom das coisas, da história, neste caso. A defesa da liberdade, liberdade que nos permite falar e escrever tudo o que nos vem à cabeça, com ou sem razão, isso o Povo não esquecerá.
Portugal mudou TANTO nestes 40 anos. Dou comigo a imaginar, se nada daquilo tivesse acontecido, como seria se ainda estivéssemos em Angola… estaria melhor do que estou hoje? Apesar de todo e qualquer erro, apesar da descolonização mal feita, apesar dos pesares, 
VIVA A REVOLUÇÃO, O 25 DE ABRIL, SEMPRE!
Passei pelo sofrimento de largar "o meu" lugar paradisíaco, o único que conhecia; os meus pais muito mais sofreram, terem que voltar sem nada depois de todo o trabalho em vão... mas toda a vida foi sempre assim, feita de História(s), e eu bem digo: até para nascer, no país certo, na família certa, é preciso ter sorte! Sempre houve gente corrompida pelo poder e que se dá bem, os que sofrem sem querer, o pobre e o rico, o bem e o mal, o branco e o preto, o doce e o amargo... E amanhe-se quem puder... a vida continua.
Muita gente aproveitou-se de subsídios e tudo o que fosse possível à custa do IARN, estão hoje na maior, outros não souberam mexer-se e continuaram pobrezinhos, recomeçando do zero... entendo que há muita coisa que depende de nós; uns contentam-se com um prato de sopa e um copito de tintol (assistindo ao futebol), outros batalham forte e feio para comerem lagosta regada a Moët & Chandon, e caviar... aliás, alguns nem precisam, é-lhes tudo concedido de bandeja... É o mundo que temos!
Retornados/refugiados: uma ferida que não sara, mas conseguimos viver com ela!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Feicebukiando

O Facebook é um caso de estudo. Já estive para desistir, mas depois pensei melhor. Afinal, através dele comunico com pessoas amigas e queridas que estão bem longe, além de divertir-me, por que não? E continuei. Já ouvi dizer que ia aparecer algo que substituiria essa rede social, mas ainda não vi nada no horizonte!... Grande Zuckerberg!

O Facebokas (nome mais apropriado) dá para partilhar estados de alma, pensamentos e situações que podem acontecer a qualquer comum dos mortais; encontram-se velhas amizades, eventualmente far-se-ão novas, e até pode dar em casamento, ou em vigarices, infelizmente (...); fica-se a saber de mortes e nascimentos, que de outra forma talvez nem soubéssemos... Portanto, faz-nos ficar contentes, tristes, atentos, perplexos…montes de emoções provocadas online
Sentimos quando alguém está tão só (ou quiçá, doente) que vai ali manifestar publicamente o que sente (tipo confessionário); sabemos quando alguém está noivo(a) ou "numa relação” e coloca fotos e mais fotos fantásticas e românticas, nem que passado semanas, dois ou três meses, já tenha sido tudo retirado, até ao próximo status amoroso! 
Estas coisas já não sei se dão pena ou vontade de rir… para quê declarações públicas e virtuais de amor entre um casal, ou dirigidas a um filho ou filha (ainda mais, bebé ou criança)? Soa-me estranho tudo isso, e pode até soar a falso, nomeadamente aquelas juras de amor eterno (enquanto, dura, claro) logo nos primeiros dias… Coisas íntimas são para tratar-se em casa, acho eu. 
Agora, entre amigos é outra coisa, vale a pena trocar declarações ou fofuras com verdadeira amizade, sabe sempre bem ao coração, anima a vida e o ego!
Eu mesma já tive ou tenho a mania das selfies, não passa de um entretenimento e partilha de momentos (a sós ou não) em que nos sentimos felizes ou bonitos (geralmente, mais no feminino)...

Uma vez ou outra há aquele ou aquela que, de repente, já não consta da minha lista de amigos... que surpresa...cansou-se do FB (pode ser, lá terá os seus motivos); ou pior, vejo que continua lá... ooops então cansou-se da minha amizade (?), enfadou-se com algo e nem avisou(?) fico p... da vida com isso, ah sim, então, se a 'amizade' acabou assim, nunca existiu afinal... a pessoa fez-me um favor, desapareceu e não volte. Comigo é assim, perdi a pachorra para gente com pancas, seja quem for, já basta aturar as minhas (rsrs)

Porém, há a parte séria da rede social. Pode-se fazer marketing de produtos, e negócios; serve para denunciar algo que está errado, ou de "barómetro" para tendências e opiniões, ver a formação e/ou educação de cada pessoa que lemos, às vezes é cada pontapé no português com tamanhos erros ortográficos que até dói! Útil para perceber como anda a sociedade, o que mais interessa ao público em geral... 

Outras situações, "hilárias", é quando jovens nos seus 20's adicionam pessoas como eu... que já perdi a paciência para "conversa de chacha". Até adiciono porque vejo primeiro se é amigo de amigo, e confio. E é sempre bem-vindo quem vier por bem... Mas depois lá começa aquele "papo" do costume "Oi tudo bem? gostava de te conhecer... de onde és... que idade tens... podemos ser amigos?... quando tomamos um café" e por aí fora... 
Com respostas monossilábicas (cheia de curiosidade, a ver no que aquilo vai dar), respondo "podia ser tua avó..." rsrs kkkk lol para lá e para cá... até que o rapaz desiste...estes garanhãozitos rapidamente se enfadam e vão à vidinha, ou seja, deixam de ser 'amigos' num simples clique, têm mais para onde se virar! rsrs
"Ciao avozinha sexy" (despediu-se este último)... ahahah

E aprendo...vou parar de adicionar mesmo amigo de amigo... ou pergunto antes ao meu amigo de verdade se vale a pena. Quero ter amizades com interação interessante ou inteligente - além de divertidas, claro - sejam elas virtuais ou reais.
Inté...!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Viva 2017!

2017 está muito melhor do que 2016 !!!! ahahah
Pois é… tempo de balanço…e parece que a crise acabou. Pelo noticiário ouvimos dizer que os portugueses gastaram este ano mais uns bons milhões do que no ano passado pela mesma altura; que se venderam mais carros, e não foram os baratos, são topo de gama mesmo! Também já tinha lido uma notícia de jornal de que Há mais 1300 milionários em Portugal do que há 1 ano”... Entre outras notícias como:
“Angola, um país rico com 20 milhões de pobres”
“Um terço dos portugueses não tem dinheiro para ter uma vida digna”

Que mundo patusco este! Na verdade passo por restaurantes e estão sempre todos cheios, especialmente os caros… isso na cidade grande, onde passei uns dias e já sentia saudade da ‘aldeia’ à beira-mar onde escuto o barulho das ondas enquanto caminho pelas ruas quase desertas…
Uma vez levei mais de uma hora para ir de autocarro da foz à ribeira, um percurso que nem sei se chegará a um quilómetro! Chegaria mais depressa a pé…em hora de ponta, a impressão é que há um carro (ou mais) por pessoa neste país! Continuará aquela ideia do “pobre com mentalidade de rico”…

2016 era noves fora 9 = 0. Um ano muito atribulado com notícias chocantes a nível mundial e não só. Fim de um período desastroso? Agora será 2017, noves fora 1. Quem entende de numerologia, dirá que vai ser um melhor ano, de recomeço, vamos ver, sejamos otimistas e esperemos que sim.
Abro o meu calendário e percorro as anotações do meu pequeno caderno. Desta forma viajo 12 meses, relembrando todas as coisas incríveis que me aconteceram em 2016. Neste ano - devo admitir sem qualquer falsa modéstia e ignorando alguns azaritos - tive muitas coisas boas, superando até algumas expectativas!!! Tive a sorte de ficar num lugar onde me sinto bem, continuei a realizar coisas que faziam parte da minha lista de "a fazer" durante anos, até andei de gôndola na linda cidade de Aveiro, a Veneza portuguesa! Partilhei experiências com pessoas queridas que conheci ou me visitaram. Foi um ano memorável em que os momentos inolvidáveis foram mais que muitos. Uma vénia a todas as pessoas minhas amigas de verdade que são quem os proporciona.

Mário Quintana defende que "O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até ti." Devo estar a cuidar bem do meu jardim, pois sinto que cada pessoa que passa pela minha vida deixa algo dela comigo e leva um pouquinho de mim, essa é a semente. A mais bela responsabilidade de qualquer relação, seja ela de que tipo for, é dar e receber alguma coisa, e é também a prova de que nada acontece por acaso. Portanto, continuem a tratar assim do vosso jardim, amanhã nascerá outra flor, e borboletas não vos faltarão.

Sonhemos que o mundo pode ser sempre melhor. Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetrável e inexpugnavelmente nosso. Mesmo que por vezes as coisas pareçam difíceis e as condições não sejam as melhores, temos de estar sempre presos a esse sonho e à espera do nosso melhor.  
Também eu estou, à espera de mim, algo me diz que posso ser sempre melhor pessoa e contribuir para a felicidade de alguém, se assim (me) quiser.
Coisas que acontecem na vida são o maior exemplo de que, por vezes,  é  preciso perder, para depois se ganhar, e mesmo sem ver, acreditar! 
"Hoje, a semente que dorme na terra
E se esconde no escuro que encerra

Amanhã nascerá uma flor...

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar...
Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre nos iluminar...
Sei que o melhor de mim
Está para chegar" Mariza

https://www.youtube.com/watch?v=2UDZH_Htpq8

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Efemeridade

As estrelas que voltaram ao céu:

CAMILO DE OLIVEIRA / NICOLAU BREYNER / JOSÉ BOAVIDA
FIDEL CASTRO / MUHAMMAD ALI / JOHAN CRUYFF
prince / LEONARD COHEN / DAVID BOWIE / GEORGE MICHAEL / RICK PARFITT 
(entre outros, mais ou menos conhecidos)

O ano de 2016 termina assim com tantas perdas, de gente que contribuiu de alguma forma para melhorar o nosso mundo, (des)agradando mais a uns do que a outros, e cada morte faz-nos pensar e ter mais consciência do pouco que dura a vida…um bom motivo para pensar duas vezes antes de andarmos aqui com vidas tensas, desavenças e outras tristezas… (e observo de repente na lista acima: todos homens!)
Porém, é tão difícil conviver com certas pessoas, complicadas a nível emocional, diria eu. Desde que me conheço como gente com cabecinha pensadora, dou comigo a revirar os olhos muitas vezes, com a paciência a diminuir e apreciando cada vez mais o silêncio ou a minha sozinhez.
Reparo com tristeza e apreensão que tenho convivido com pessoas deprimidas que vivem no passado e/ou ansiosas que querem apressar o futuro, e a quem é 'impossível' dar a volta… Chego à conclusão de que cada um tem que ajudar-se sozinho, ou procurar ajuda por iniciativa própria, pois ninguém pode ajudar ninguém.
Foi apenas um aparte. Queria era entender por que dura tão pouco a vida, talvez pelo facto de ser algo tão belo e perfeito que tem uma grande fragilidade, daí a sua efemeridade? O ditado popular “A vida são dois dias” tem muito de verdadeiro, pois a nossa passagem por este planeta é controlada pelo tempo, que age implacavelmente.
Como ladrão, sem avisar, a morte chega. Sempre naquela hora em que menos esperamos. Não há rico, pobre, inteligente, famoso, influente, político, empresário, trabalhador, mendigo, que consiga escapar desse encontro. Mais cedo ou mais tarde ela virá, alguns de nós vivendo muito ou pouco, seja de causas naturais, sem culpa ou intencionalmente; há quem escolha a hora de partir, movido/a irracionalmente pela depressão, deceção, desilusão, sem a felicidade que o dinheiro não comprou. Há pessoas que estão cheias de dinheiro mas vazias de felicidade, que é a essência que move as nossas vidas. Quem vive esperando o futuro para ser feliz, perde a felicidade de cada momento da vida e do presente, preso às amarguras do passado e impedindo a felicidade do amanhã.
Não deixemos que os traumas do passado nos impeçam de agarrar as novas oportunidades de ser feliz que a vida nos dá. Esse é o grande mistério da vida: a capacidade de recomeçar, de recompor-se, e seguir adiante após cada deceção. O melhor mesmo é fazer agora, é começar agora, ou mesmo recomeçar, pois deixar para amanhã não tem garantia nenhuma. A vida bem vivida não é aquela orientada pela aparência, dinheiro, aquisições, status social ou nível intelectual, e sim pela busca da paz interior nos pequenos detalhes.
Por isso, vamos viver tudo o que há para viver. Deixemos marcas. Desta vida nada podemos levar, mas poderemos deixar. Então deixemos sementes, sejam elas de alegria, paz, amor, carinho ou dedicação. Deixemos boas histórias para os descendentes (quem os tiver), parentes e amigos contarem sorrindo aos outros, a nosso respeito.
Nunca deixemos de amar, aproveitar cada momento como se fosse o último, deixar boas impressões, apertar a mão do próximo, abraçar, brincar como as crianças, e sorrir, sorrir muito mesmo. Desapeguemo-nos de tudo o que possa enegrecer o nosso coração e tornar a vida mais pesada do que ela já é. Melhor esquecer o que já não importa. Há muitas vidas vazias, por viverem a relembrar o que deveriam esquecer e esquecerem o que deveriam relembrar.
Se nos foi concedida a dádiva de viver, embora limitados pelo tempo, então vivamos o melhor possível com os que nos cercam, pois estes ajudam a construir a história da nossa vida, de maneira a que essa dádiva seja vivida feliz e inesquecivelmente...

2016 foi um ano útil. Fez-nos questionar o sentido da vida. Que 2017 se torne no ano que todos desejamos, e que a sorte nos acompanhe sempre também! Bom Ano Novo  ;)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Esperançar

Este será meu último blogue de 2016. Vou estar ausente algum tempo. 
Tempo de parar e refletir… Um novo ano nos espera e com ele a esperança de dias melhores, as expectativas são sempre muitas... e será que realmente fizemos tudo o que queríamos ter feito? Talvez o ano novo não seja realmente o virar de uma data, um mês ou um dia, mas sim um espelho de quem fomos e como crescemos como pessoa…
Contrariando as frases (feitas) lindas de natal, plagio um texto que li no facebook, de uma amiga. Por que alguns de nós cada vez gostamos menos deste mês, o do natal. É uma confusão enorme e parece que as pessoas andam, ou correm, à toa, na ganância do consumo, ainda mais do que nos outros meses. É também um mês frio, em que a falta de calor – humano e físico – mais se faz notar.
 “Ah não sei o que dar a esta ou aquela pessoa que TEM tudo... ah, o ano passado a prenda dela foi um nojo e este ano vou ao chinoca e vingo-me!...ah, o MEU orçamento-tão-bem-medido vai estoirar... ah, aquela pechincha na loja é MINHA, não é sua, ponha-se na fila seu filho da p**t*!”

…E todos os anos é assim. Noções erradas de solidariedade; falta de abraços com sentimento verdadeiro; família unida e feliz, coisa cada vez mais rara… Já só resta essa correria desenfreada e sem sentido ao consumo: os senhores do mundo, do poder e da massa agradecem. Para eles, é NATAL… para muitos de nós, é FATAL!
Sem falar do que vemos na TV todos os dias, e aquela notícia de jornal, ainda a semana passada “Dez mil polícias e metralhadoras para evitar crimes no natal”… que natal é esse? (deprimente)...

Ainda assim, façamos o favor de ser felizes! Vamos esperançar, em vez de esperar. 

Esperançar é almejar, sonhar, buscar, definir o que se quer e como o irá alcançar, agir, ou seja, é diferente de esperar passivamente. Então esperançar passa a ser uma força que nos torna resilientes. (O problema é que muitos esperam, sempre reclamando da vida, de que adianta isso?)

Em dezembro acalentamos a esperança na primavera de um novo ano que chegará em breve, e no desaparecimento da FOME NO MUNDO.
(há que saber encontrar alguns resquícios de lucidez no meio deste caos)


E, levando a vida a rir, vou contar-vos: um amigo meu, depois de ler o meu texto sobre o “sonho milionário” – a cooperativa da felicidade – não lhe agradou muito a ideia. Tinha uma proposta bem melhor: uma “república” só para homens (que as mulheres só chateiam), com enfermeiras que agora nesta época andariam para lá e para cá a cuidar (bem) deles em roupinha de natal, aquela saia bem curtinha, um decote generoso, sem faltar o gorrinho… esse seria pois o lugar ideal para os filhos enviarem os cotas de quem já só esperam as heranças. Em pouco tempo eventualmente dar-lhes-ia o badagaio, e pronto, morreriam felizes. 
Acho então que deveria mudar-se o nome para “República Morra Feliz” (num aguento!) ahahah 😍😜

Posso demorar a voltar aqui, mas voltarei sempre. É preciso às vezes ficar fora desde silêncio cor-de-rosa, pois lá fora há vida azul celeste, ou azul-marinho... às vezes pálido e às vezes quase transparente...https://www.vagalume.com.br/paula-fernandes/pra-quem-sabe-sonhar.html
Feliz 2017!🌞🌟⭐♬♫♪



Viver é uma sorte!

Ela... e o mar...
Nasceu à beira-rio e sempre viveu à beira-mar. 
Agora, morando de novo a uns 100m da praia daquela cidade onde já está há 2 anos, não sendo de longe nem de perto a mais perfeita do mundo ou do país, sente-se em casa. Depois do trabalho, já de noite no horário de inverno, é só atravessar a rua e faz caminhadas pela avenida sobre o mar. Se fosse verão, fá-lo-ia pelo passadiço junto à areia, ou de bicicleta. Sempre há mais opções com o tempo quente e os dias mais longos. 
Em tempo de frio até parece um lugar fantasma, em comparação com os meses agitados de verão. Vê-se pouca gente pela rua e a maioria das lojas, restaurantes e cafés está fechada. Nos prédios enormes praticamente todos os apartamentos estão fechados, nota-se um ou outro à média luz, podendo-se apreciar de fora o requinte da decoração interior, ou outro que está alegremente enfeitado com luzes de natal… 
ela fica imaginando se haverá pessoas felizes a viver naquele lugar tão calmo durante meses, e que podem vir simplesmente à varanda e apreciar aquele mar fabuloso... ou será que também se queixam da vida ou de terem nascido?

Em noites de lua cheia sente-se atraída por aquela luz cor de prata a incidir no mar, e por aquele marulhar, dando até vontade de dar um mergulho em plena noite; será bem capaz disso um dia (ou melhor, uma noite), por que não? Num mundo que está virando um grande hospício, em que a maioria das pessoas deixa de ser elas próprias para satisfazer a sociedade, e vão usando máscaras fingindo que são sadias, que mal haverá em dar um mergulhito quando já está escuro ou à luz da lua?...https://www.youtube.com/watch?v=T1bD5Qtr2Aw

Ela pouco mais ambiciona além de VIVER simplesmente, com saúde, morando num lugar agradável e confortável e com tempo para fazer o que gosta. Mesmo que ali não seja fácil fazer novas (e boas) amizades, vive bem com ela própria.

As pessoas ambiciosas estão sempre com pressa, correndo, indo em direção a algo que sentem vagamente que está lá adiante, mas que nunca encontrarão. A sua vida está sempre no amanhã – e o amanhã nunca vem! Tal como o horizonte, que não existe, somente aparenta existir…podendo até tornar-se pessoas agressivas e violentas, e fatalmente serão loucas…
 
A pessoa não-ambiciosa vive aqui e agora, e ficar aqui e agora é ser são. Estar totalmente neste momento é ser são. Sanidade significa um estado de paz, harmonia, alegria, bem-aventurança e bênção. A pessoa não-ambiciosa é pacífica, amorosa, compassiva.

Vai assim caminhando pelas ruas quase desertas com tantos pensamentos afluindo ao seu espírito. Sente-se uma louca saudável e equilibrada, e feliz, por que não? Perdeu tanto tempo sem saber quem era…mas nunca é tarde para encontrar-se, para aprender a pensar pela sua própria cabeça, fugindo de realidades distorcidas que desde sempre lhe foram incutidas, e a viver nunca lhe ensinaram!

Sem ambicionar grandes coisas, há porém algo que faria, se lhe saísse o Euromilhões (de que outro jeito poderia ser?): mandava construir uma "cooperativa da felicidade" (até já lhe deu um nome!). Um lugar tranquilo, pode ser na serra, a poucos km do mar, com casinhas confortáveis e bem equipadas, para aquelas pessoas no outono da vida, quando os filhos ou netos já não se interessam ou não têm tempo para elas...E quem não tivesse filhos, viveria ali o resto dos seus dias (meses ou anos) rodeado/a dos seus amigos de uma vida inteira, ou novos amigos que fariam... viveriam no meio da natureza, podia haver também uma piscina, um ginásio, ou terreno para cultivarem os seus alimentos preferidos, espaço para atividades artísticas, outro para brincarem e rirem juntos, por que não voltar a ser criança? Um espaço para esquecer os problemas de uma vida que bem ou mal viveram, para desapegar-se do que já não interessa, e agora é que importa, viver finalmente para si e sem solidão...
Sonhar é bom, desde que se acredite que nada é impossível!

Nascer na família 'perfeita'...ou seja, para vir ao mundo é preciso sorte. Porém, com tino há que saber persegui-la, ajudando muito o pensamento positivo e não deixar-se influenciar pelas más ondas. E quando as coisas não forem bem, ou à nossa maneira, há que dar a volta… afinal, até para nascer, todos tivemos que dar a volta!

(em época natalícia, só mensagens positivas) 💗

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Viver vs Existir

Tenho estado ausente aqui, será que alguém notou?… lá ando eu com o casulo às costas, espero em breve assentar e escrever com mais assiduidade.
Enquanto isso, vou observando a vida à volta, a cara das pessoas, com ou sem sorriso, e me pergunto: será que vivem, ou apenas existem?
Viver é ser. Existir é estar
Viver é construir a própria vida
Existir é passar pela vida
Viver é errar, para conhecer-se, e evoluir
Existir é acomodar-se
(…)
Na verdade, o ideal será vivermos, pois foi para isso que nascemos. Porém, não podemos negar que, para viver, é preciso existir!

E assim continuo vivendo, do jeito que escolhi, rodeada de gente marada (às vezes até há gente atinada, vá lá), e hoje apetece-me uma rapidinha, ou seja, escrever algo que li uma vez e fez-me rir, pois deve acontecer o mesmo com a maioria de nós; é sobre a PDI (porra da idade, para não dizer uma asneira duas vezes):

Já aconteceu de você, ao olhar para uma pessoa da mesma idade, pensar: “eu não sou assim tão velho/a!” ?
Veja o que contou uma amiga de alguém:
Estava sentada na sala de espera para a consulta com um novo dentista, quando observei o seu diploma na parede.
Li o seu nome e recordei de um moreno alto que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntei:
"Seria o mesmo rapaz por quem eu me tinha apaixonado na época?"
Entrei na sala de atendimento e, imediatamente, afastei esse pensamento.
Esse homem grisalho, quase calvo, gordo, enrugado, era demasiadamente velho e desgastado para ter sido o meu amor secreto.
Depois de ter examinado os meus dentes, perguntei se ele tinha estudado no Colégio Santa Cecília...
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou? perguntei.
- Em 1989. Por que faz essa pergunta?
- É que...bem...você era da minha classe, exclamei.
E então aquele velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, lazarento, esclerosado, filho da puta me perguntou:
- A senhora era professora de quê?
 

(kakakakakaka ooops falei asneira)

Bom feriado ou fim de semana prolongado. Não se esqueçam de viver e ser felizes!