sexta-feira, 27 de abril de 2018

FelicIDADEs

Boatos
Na era de ou da informação desenfreada, mal de quem acredita em tudo, é que é tanta (des)informação – ou seja: falsa, na maioria das vezes - que acabamos por não acreditar em mais nada; incluindo a treta das correntes via redes sociais (antes era por e-mail mesmo), de qualquer teor, em que eu (naive tantas vezes já fui) apago logo ou passo-as somente a quem mas enviou, e fica por aí mesmo. Sorte ou falta dela, que volte à origem, haja pachorra!
Mi engana ki eu gosto!
Mas ler um boato como este a seguir não desagrada de todo, convenhamos (recebido por whatsApp):

*FINALMENTE  UMA  NOTÍCIA  BOA* 
*OMS reclassifica conceito de Jovem / Idoso*

Anteriormente, uma Instituição Inglesa  (Friendly  Society Act) definiu, em 1875, que "Idosos" eram indivíduos a partir de 50 anos...

Diante da evolução da qualidade dos alimentos, das atividades físicas, hoje praticadas pela maioria das pessoas, e do avanço do número de pessoas que escolheram melhorar a alimentação, o que deu mais qualidade, e aumentou a expectativa de vida das pessoas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez uma nova avaliação do conceito de “ser Jovem, ter Meia-idade, e ser Velho”:

01)  *Menor de idade:*  0 a 17 anos;

02)  *Jovens:*  18 a 65 anos;

03)  *Meia Idade:*  66 a 79 anos;

04)  *Idosos:*  80 a 99 anos;

05)  *Idosos de Longa Vida:*  maiores de 100 anos.

Que felicIDADE, sermos JOVENS mais tempo! Porém, a verdade é que, com o passar dele (do tempo), ou dessa coisa chamada idade, acontece uma coisa BOA, entre outras: vamos nos conhecendo cada vez melhor, e aos outros que nos rodeiam. Isto é, para alguns, porque há gente que gosta de enganar-se ou distorcer a realidade, (in)conscientemente, mas já sabemos que neste mundo nunca nada é 100% perfeito.

Por exemplo, vou descobrindo que sou desorganizada e desorientada. Desorganizada porque fico em stress '1 semana antes' só para fazer uma malita e ausentar-me alguns dias em passeio, modo mini férias. Que horror. 
Sou desorientada porque mesmo com GPS ou com a indicação prévia de um lugar, e se na dúvida tiver que escolher, sigo sempre para o lado errado…

Acontece, pois... Ninguém é perfeito, e eu faço parte dessa imperfeição, apesar de meu nome ser “nobody”…
Bom fim de semana, que se espera já seja primaveril, com ou sem chuvinha, para “regar o juízo”…:D


segunda-feira, 16 de abril de 2018

TEMPO, Mudanças, o Antes e o Depois

Este fim de semana tivemos uma sexta-feira 13 que era simultaneamente o dia do Beijo. Sorte de quem os tem, beijos bons e gostosos, todos os dias; azarito de quem não beija nem é beijado, ou apenas terá amostras de beijitos… É que meio-termo não aprecio, ou é ou não é!

Se agora há o dia de tudo, por que não do beijo também? 365 dias não chegam então para tanta coisa que faz parte da nossa vida! Dos beijos é todos os dias, como dos filhos, dos pais, enfim… quem inventou estas coisas deve ter tido o objetivo de nos deixar a pensar que coisas boas existem, no meio de tantas feias ou maléficas. 

Não me recordo de Antes haver este tipo de lembranças, o dia de tudo… era um dia a seguir ao outro e já está. Empurrando a vida com a barriga, muita gente, muitas vezes. O Antes já está tão longínquo que, de repente, parece que o planeta virou ao contrário e estamos agora a ver coisas nunca antes vistas.

Antes:
Os filhos vinham ‘sem querer’, às dezenas (não havia anticoncepcional), o homem era o sustento do lar, mulher não precisava trabalhar. Os filhos ajudavam em casa e mais tarde seguiam ou não a arte do pai; desde cedo, cada um ia trabalhar e ganhar a vida, ninguém pensava em tirar cursos e, por mais que os filhos mostrassem habilidades, “não faziam mais do que a sua obrigação”…As famílias mantinham-se assim unidas.

Atualmente:
A família anda desmembrada, cada um para seu lado a fazer pela vida. O casal pensa primeiro em ter uma situação desafogada para decidir ter um filho ou, no máximo, três (se tiver posses, claro); a criança nasce e já pertence ao clube favorito do pai, tem conta bancária a crescer para, aos 18, já poder ter a vida feita, comprar um carro bom ou apartamento. Olha que maravilha! E muitos ainda se queixam, andam em psicólogos, por algum motivo será, exigindo tudo e mais alguma coisa, pois “não pedi para nascer”, dizem eles… Muitos ainda se casam e, se não der certo, voltarão na boa para casa do pai ou da mãe, ou dos dois (se ainda coabitarem) e querem é continuar a ter a “papinha toda feita.”
Evidentemente há exceções, mas reza a história atual que é mais ou menos isto.

Relação pais/filhos: hoje em dia até se tornou exagero. Qualquer ‘traquezito’ que a princesinha ou pequeno príncipe derem, é a coisa mai’ linda e mais cheirosinha que existe no mundo. E assim crescem as crianças, e eu fico a imaginar a futura humanidade, com essa autoestima tão elevada que por aí vai, teremos um mundo melhor, ou continuará a haver gente mal cheirosa a governar-nos como se não passássemos de meros números…?
Antes: A mulher chegava à idade casadoira e ai dela se não se casasse! Seria logo apelidada de tudo e mais alguma coisa, ou se não tivesse filhos…

Atualmente: Mulheres optam pela ‘produção independente”, escolhem o homem lindo e rico (de preferência, juntar o útil ao agradável) e vai de fazer um filho, quer seja consentido ou não, a lei depois obriga o progenitor a assumir, se necessário for… e querem continuar livres, deixando o filho nos pais para continuar a curtir, etc. e viva a liberdade!

Além da produção independente, ainda há agora também elas na paranoia pelos jogos de futebol, que antes era só apanágio do sexo masculino. Ficam até mais incomodativas do que eles hahaha

Antes: Levávamos um livro quando queríamos ir para a sanita ‘relaxar’…nem que fosse do Tio Patinhas!

Atualmente: Andamos sempre com o telemóvel a tiracolo, e até nesse momento de privacidade (bem ou mal) cheirosa vamos dando uma olhada nas novidades/fofocas, futilidades, sem perder pitada. Que stress!

Imensas coisas poderiam ser aqui enumeradas quanto às diferenças 'repentinas' num período de aprox. 40/50 anos, correndo o risco de tornar-se uma lista inacabável e exaustiva.

Ainda sobre o Antes e o Depois, às vezes me pergunto se o mundo era mais feliz antigamente, quando não havia carro para cada elemento da família, não havia telemóvel para saber se o familiar chegava a horas ou não, e por aí fora… Como é que se vivia sem este stress? Era possível que não houvesse solidão de idosos, como tanto se fala hoje em dia…a família estaria sempre reunida, então eram tempos de felicidade, temos que concluir.
A solidão é uma ‘doença’ dos tempos modernos. Cada um para seu lado, vivendo egocentricamente e falando para as máquinas.

O texto a seguir, cujo autor desconheço, mas parece pertencer a alguém brasileiro, relata a verdade nua e crua dos dias de hoje. Obviamente, há sempre exceções.

“Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Tinha pena dos avós que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa. Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguer, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilingue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim. Frequentou as melhores escolas. Entrou nas melhores faculdades. Passou no processo seletivo dos melhores estágios. Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão. E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam durante a vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar. Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que era necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas… sabe como é? Prioridades. Acabavam sempre ficando, ao invés de sempre ir. Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo. Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada, e comprimidos para dormir. Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer destacar-se na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspetiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram ao aniversário de um velho amigo porque ficaram até às 2 da manhã no escritório. Aos 35 não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado. Às vezes choravam no carro e, descuidadamente, começavam a perguntar-se se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos ‘amigos’.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro. Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando. Só não percebia que a juventude se estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta.”

E resumindo, tinha que vir hoje aqui blogar apenas para não deixar em branco o dia do tão apetecido beijo, que foi sexta passada e será todos os dias, apesar de me faltarem...Quem está longe das pessoas amadas é assim (azarito). Até outro dia!
“Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.”
 António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..." 

terça-feira, 10 de abril de 2018

BBB

É admirável quem tem sempre matéria ou conteúdo para nos animar (ou não) todos os dias, comentadores de rádio, blogueiros, facebukianos e afins…não parece nada fácil, haja inspiração e inteligência qb… Eu às vezes páro, sem saber o que mais inventar (no bom sentido), mas não desisto, claro. Insisto, isso sim.
Neste meu ‘slow blogging’ (aos poucos, e sem querer repetir-me), acabei de encontrar um rascunho datado de janeiro, que parece ter ficado por publicar… estranho… ando  a perder coisas pelo caminho, mas desde que não perca qualidades, tudo bem... Pois aqui vai agora.

Vida BBB

É assim que deve ser a vida: Boa Bonita e Barata! Fiquei inspirada para vir blogar, depois de um dia lindo, solarengo, apesar de frio. Durante as minhas caminhadas ou passeios de bicicleta penso em tanta coisa, do passado, presente e futuro. Alguns textos que leio no Facebokas, de amigos - virtuais ou não - também são inspiradores para mim.
Penso que o Universo é maravilhoso e só precisamos estar tranquilos e atentos para entender as mensagens, por que motivo conhecemos certas pessoas, ou por que nos acontecem determinadas coisas… ou como de repente estamos a fazer algo que seria impensável há uns anos atrás…
Esta nossa vida é curiosa e pelo caminho tenho encontrado pessoas lindas, sem as quais não seria feliz, agradeço todos os dias; e também por outras – algumas, calhaus com dois olhos – que têm o poder de mostrar-nos o que não queremos para nós. O balanço é positivo, por isso me sinto abençoada. É porque mereço, ora!
Gostei de um texto escrito e partilhado por um amigo, sobre a vida de antes e de agora (citado no meu blogue “proibido proibir”). Quanta diferença existe, porém a vida não deixa de ser interessante. Pertenço a uma geração da descoberta da liberdade e isso deu muito gozo, e muita alienação também. Há sempre quem não saiba respeitar os seus próprios limites. Hoje em dia todos se julgam livres, ou querem sê-lo, mas tudo não passa de ilusão, basta estar ligado “ao sistema” e são só regras e obrigações! E somos continuamente enganados.
Sinto-me especial nesta minha vidinha BBB. Não é qualquer pessoa que gosto de acompanhar, tem que ser especial, quase igual a mim. Ou não vai aturar-me, e vice-versa. Considero-me da geração nem-nem, nem jovem nem velha. Não é fácil entender isto. Há gente que se entrega à idade com todas as suas convenções, e isso para mim não existe. A idade é um conceito que alguém decidiu inventar, pois podemos encontrar pessoas velhas com 18 anos, e gente alegre e jovem aos 90!
Pode ser um tema interessante, o “antes e depois”. Mais escreverei a seguir, mal arranje tempo. Beijo-vos..

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Estorinha de segunda-feira

Apesar de às vezes encontrar-se com pessoas amigas, adorar ir dançar e curtir no meio de gente estranha e alegre, desde a tarde até à noite de uma tarde de domingo, na maior parte do seu tempo - bem ocupado (diga-se de passagem) - ela vai preferindo estar em sua própria companhia; lá anda ela por aí com os seus devaneios, pensamentos vários e simultâneos… (seria bom parar de pensar e ficar apenas no “nada”?… conseguir ignorar o que nos rodeia…deve ser uma paz!)
Imagina que deve haver quem a ache estranha, quem se der ao trabalho de reparar: a maior parte do tempo sozinha por aí, faça chuva ou faça sol, deve ter algum defeito, só pode, pensarão… então não é também o que lhe vem logo à mente quando se apercebe que há um novo vizinho a morar só, no mesmo piso? Hmmm homem só, entra e sai… estranho! E parece estrangeiro…
Afinal, somos todos ‘farinha do mesmo saco’, todos estranhos, pensa ela. Todos temos pensamentos acerca dos outros, e que nem sempre correspondem à realidade. Fantasiamos sempre muita coisa, quantas vezes errada. Quem é louco para preferir estar sozinho? Ela, por exemplo! Pois parece que a maioria das pessoas opta por estar mal acompanhada do que viver só. E os outros, serão os misantropos? Algum ou alguns motivos terão para andarem sós. Ou nasceram estranhos, ou já levaram muita 'pancada' da vida e da gente, e agora só querem é PAZ!

E o que interessa isso? Cada um seja o que quiser ser. Há quem diga que quanto mais velhos somos, também maiores se tornam as probabilidades de encontrarmos a pessoa da nossa vida ou, pelo contrário, de ficarmos sozinhos para sempre. Temos uma sensibilidade tão mais educada, damos tanta importância a pormenores, que depois não se chega lá com marketing e publicidade enganosa. Apenas com transparência.

AMAR dá muito trabalho, exige tempo, dói. Porém, não existe nada que valha mais a pena do que encontrar aquela pessoa em cujos braços poderemos adormecer, tranquilamente, como faz um bebé no colo da sua mãe. 
Na falta desse amor, contentemo-nos com o maravilhoso amor/amizade

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêm.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração parte-se.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Os filhos seguem a sua vida como lhes ensinaram (ou não).
MAS...os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos km estão entre eles.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por nós, intervindo em nosso favor e nos esperando de braços abertos, abençoando a nossa vida!
E quando a velhice chega, não existe coisa melhor do que um "papo" entre velhos amigos/as... as histórias e recordações dos tempos ou momentos vividos juntos, das viagens, das férias, das noitadas, dos "engates"...Ahh!!! tempo bom que não volta mais...
Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa numa espreguiçadeira em tempo de lazer, debaixo da sombra de uma árvore, deitados na rede de uma varanda confortável ou numa esplanada de um barzinho ou restaurante, regada a bom vinho, não com desconhecidos mas com velhos amigos.
Quando iniciámos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam mais adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros. 
Triste de quem não fez amizades, seja por que motivo for... 

(dedico este texto a quem sente a minha ausência do blogue, então hoje tinha que vir aqui citar e escrevinhar algo...)

segunda-feira, 26 de março de 2018

E então...?

Ainda no seguimento do meu texto relações/ralações, calhei de encontrar este artigo escrito pelo Dr. Drauzio Varella, médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, onde está tudo dito como se (man)ter uma relação a dois saudável. Não partilho aqui o link porque é tanta publicidade pelo meio quando tentamos ler este tipo de artigos que ‘enche o saco’, então apenas transcrevo o respetivo texto, que merece ser lido:
“Para que serve uma relação…?

“Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”.
(…) Algumas pessoas mantêm relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração. Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.”
Apenas e só isso! Porém, na prática nada parece assim tão simples… e daí tanta gente solta.
Cada vez há mais pessoas a preferirem viver sozinhas, tanto homem como mulher. Onde anda o nosso ou a nossa “mais que tudo”? Com tanto egocentrismo, que até dói, mas até entendo - quando as pessoas já passaram por uma ou mais relações anteriores que as fizeram sofrer - anda tudo a viver na defensiva… E assim vai-se encontrando por vezes umas aves raras que nem se tocam do ridículo ou do mal que fazem a si próprias/os, e aos outros, eventualmente… Vê-se de tudo: mulheres que aceitam qualquer coisa com medo(?) de estar sós (felizmente há também muitas que não aceitam), cada vez mais homens que arranjam uma forma de ‘encostar-se’ (literalmente) a mulheres com uma vida já desafogada e assim é mais cómodo (inversão de papéis, é justo...)…e por aí fora...Vidas frustradas, quantas, todos sabemos…
Curiosamente reparo, quando passo por um casal, lá vão os dois de cara sisuda, mesmo de mão dada; se passa um pequeno grupo de mulheres, todas elas vão divertidas com algo, com risos na cara! Notam-se estas diferenças, quem quiser reparar…
Mesmo de propósito! Tinha eu preparado este rascunho quando fui dar uma caminhada até ao molhe, aproveitando a trégua da chuvinha chata. Passaram dois jovens ciclistas em sentido contrário, um seguramente estaria perto dos 20 anos, outro não sei se chegava aos 30. Falavam alto, sei lá porquê, e quase me apeteceu ir atrás para poder apanhar o resto da conversa entre homens. Só ouvi o mais velho “não é que eu queira ficar sozinho; claro que quero ter alguém na minha vida; mas não quero uma gaja toda rebentada!”…
Fiquei a pensar no adjetivo, rebentada?! Parece que andamos todos rebentados com a vida, daí que estamos todos na defesa, em qualquer idade! Já há muita gente que se rebenta ou deixa rebentar-se demasiado cedo, ai que horror.
Neste mundo que ficou doente, indecente, já ninguém quer apaixonar-se por ninguém. Fica mais prático andar na curtição, viver o momento fugaz, ou seja, usar e ser usado. Onde andam os cavalheiros (os de antigamente), aqueles que batalhavam pelo amor de uma mulher, batalhar no bom sentido, porque nada na vida deve ser uma luta, ou fica cansativo, apenas um esforcinho para algo valer a pena!... Quando de repente lhes ofereciam flores, ou mandavam um piropo simpático (agora a tudo se chama assédio sexual, raisparta), quando lhes escreviam bilhetinhos ou cartas de amor… ‘pequeninas’ grandes coisas que faziam uma mulher sorrir, e apaixonar-se… chamem-me antiquada, ou o que quiserem…
Atualmente está tudo em desuso… com esta mania das mulheres quererem comandar o mundo (nada contra, mas cada macaco no seu galho), são eles que desistiram e ficaram os frágeis, os que (receosos) deixaram de ter iniciativa e esperam (sentados, digo eu)…
Posso estar enganada, ou serei exagerada, mas falo do que vou registando ao meu redor… E…vendo tanto gajo por aí, parvo e desinteressante (me perdoem os doces homens, os inteligentes e/ou interessantes), para que uma mulher quer um homem, se não for para agradá-la e fazê-la feliz, em todos os aspetos, dando-nos vontade de retribuir igualmente…
Há quem não goste de estar só, mas também não está com paciência para aturar ninguém… como ficamos? A continuar assim, mais vale mesmo rebentar com tudo e fazer um reset neste mundo doido…
                              “Ninguém é de ninguém mesmo quando se ama alguém”

quinta-feira, 22 de março de 2018

A vida é uma soda… já dizia Fócrates!

Sabem que mais…? estou a precisar de automotivação
Há dias em que temos vontade de dormir e esquecer o mundo lá fora; ora por causa do vento e frio que nunca mais acaba, e nem dá vontade de caminhar ou andar de bicla; ora porque há pessoas abestalhadas e não podemos mandá-las à outra parte (dita o bom senso)… eventualmente poderemos evitá-las, felizmente…
Há dias assim, estamos dispostos a matar alguém, no dia seguinte é de tréguas, tréguas da chuva, tréguas do vento, tréguas do nosso pensamento. Lá teremos que fazer as pazes com a nossa pessoa, e com a parte negra dos outros.


Ando com vontade de marear, porque isto em terra tá que tá! Farta de conviver com terráqueos ignorantes e que andam a dar cabo disto tudo (para não dizer aqui palavrões)!

É que nem eu me aguento às vezes, quando dou por mim a dar demasiado valor ao lado negro das pessoas e das situações. Devemos estar atentos a todas as pessoas ‘esquisitas’, mas sem nos focarmos nelas, pois corremos o risco de enlouquecer junto, ou ainda deixarmos de conseguir ver o seu lado bom, o lado que nos pode trazer coisas positivas, ensinamentos, motivação.
Perdemos demasiado tempo a contestar, a reclamar e a lamentar quando poderíamos seguir em frente de imediato. 
Na época atual em que as pessoas são tão egocêntricas, e muitas vezes solitárias, pergunto-me se alguém consegue viver sem afeto.
Acho que sim, quando penso em gente (incluindo crianças) que é continuamente agredida ou mal tratada, ou está sozinha no mundo; muitas pessoas não têm afetos e ainda assim conseguem sobreviver.
Também acho que sim, quando penso nos sem-abrigo, sem ninguém e sem nada, mas ainda assim, vivos.
E acho que não, quando oiço falar em suicídio, em depressão… Concluo então que muitos conseguem viver sem afetos, mas nem todos…
O ser humano é um animal muito peculiar…

Então... o que nos move?

O que é que nos faz continuar a andar, o que nos faz lutar??? Somos nós próprios, é o nosso amor, o amor que sentimos por nós e por quem nos quer bem também, é o AMOR que temos à vida, é o SOL a bater-nos no rosto, é a brisa que sentimos na pele, são os pequenos momentos que nos preenchem, é a felicidade que já sentimos tantas vezes e que queremos voltar a sentir, é o querer, é o dar vida, é o VIVER, é o fazer os outros felizes, é SORRIR.
Somos seres maravilhosos, então vamos deixar para trás as coisas más e pensar no que nos move. Vamos lembrar-nos das pequenas coisas que nos fazem bem, que nos fazem felizes. As sensações agradáveis, os pequenos prazeres e pensar neles com muita força.
Tão...tão... tão...meio down... acontece!
Vou desligar, partir para outra: ler um livro!
A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. Fernando Pessoa.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Dia do Pai

Este o meu Pai que já partiu para outra dimensão, onde espero esteja tranquilo, envolto em LUZ. Fez o que soube e o que pôde… Sinto GRATIDÃO por me ter dado esta Vida.

Há FILHOS tristes porque nem chegaram a conhecer o seu PAI, outros que ficam revoltados para toda a vida porque foram rejeitados pelo seu progenitor, outros que são estragados com demasiados mimos, e na separação dos pais vivem numa espécie de guerra todos os dias, tudo isso porque vivemos num mundo demasiado imperfeito, e desequilibrado, uma bola de neve sem fim…

Ser um grande Pai não significa ser perfeito
Ser um Pai de verdade significa ser humano, dedicado e respeitoso
Maturidade não vem com a idade
Maturidade vem com a aceitação das responsabilidades…

Dedico este texto a todos os Pais de verdade, com os votos de Feliz Dia dos Pais

(…) “Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”
- José de Sousa Saramago (1922 – 2010)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Sombras...

(Aviso: este texto é interdito a menores de… qualquer idade!)

Um dia ouvi contar a história da amiga de uma amiga que, quando era jovem e (mais) bonita, devorava tudo e todos. E penso: não sendo por dinheiro, seria ninfomaníaca?... Pois gabava-se que uma vez acordou com um na cama, na hora do almoço foi transar com outro, e ao fim da noite “adormeceu” com um terceiro… Caramba, haja energia, e libido!... Nada contra. Mulher pode ter igualmente apetites e taras como o homem, por que não, desde que não tenha o coração preenchido...Aquilo lava-se e está pronto para outra (dizia ela). Hoje em dia vive só com os seus bichinhos e não quer nem se interessa por ninguém…

O que é a leitura das sagas “50 Sombras de Grey” (da autora britânica E.L. James) ou “Pede-me o que quiseres” (da alemã Megan Maxwell), comparado com essa e outras histórias que (des)conhecemos, as Sombras reais de cada um de nós?...
Confesso: aprecio literatura erótica, e os respetivos filmes. Li estas duas trilogias, primeiro a das Sombras e mais tarde a outra, quase deixando esta a meio porque comecei a pensar que era mais do mesmo, mas não, o das Sombras aborda mais o sadismo/masoquismo, a dominação/submissão, enquanto “pede-me tudo e mais alguma coisa” aborda essencialmente o voyeurismo e o swing. As duas obras são bem conseguidas em mostrar-nos o que existe no mundo do erotismo onde tudo é aceite, onde os desejos mais escondidos podem ser satisfeitos, e onde o limite é o prazer máximo. Sem querermos imitar nada daquilo, ou sabe-se lá…entusiasma-nos (e intriga-nos) saber que o verdadeiro amor pode misturar-se com cenas mórbidas e excitantes, e nessas leituras quase participamos das mesmas, sentindo um formigueiro ou nervoso miudinho, por eventualmente estarmos 'em pecado' ao ler/viver algo que, segundo as regras sociais e do decoro, não deveríamos…

Esta a minha opinião, de alguém que se sente muito “normalinha” (quando curto literatura erótica ou sei das histórias de amigas ou amigas de amigas). Fui ver o primeiro filme das Sombras e, como normalmente acontece, o filme fica sempre aquém do livro, muito fraquinho. Já nem fiquei com vontade de ver o segundo, mas... se eu assar perto de algum cinema onde esteja esse filme, por que não?

Contrariamente à ideia de que o uso dessas técnicas sádicas e masoquistas, ou práticas BDSM, é mais apropriado para "amores" de ocasião, ou amores que estão em fase terminal, que precisam de uma injeção de "novidade" para se manterem vivos, nestas duas histórias há finais felizes.  Porque, eventualmente para quem queira apenas experimentar ‘sensações fortes’ sem sentimento associado, tudo acabará mais dia menos dia, pois acredito que o que sustenta uma relação no que diz respeito ao sexo, é sexo gostoso, natural (próprio da Natureza), com intimidade, com respeito, com apreço, com toneladas de carinhos…

Enfim, a literatura erótica está a espalhar-se (a normalidade começa a enjoar, é o que parece) e tem dado a volta à cabeça de muita gente, inclusive a quem já não lê um livro há que tempos…Porém, quem quiser arriscar e tentar algo com o seu parceiro ou parceira, convém que se prepare para tudo, ou primeiro vá ‘apalpando terreno’…
A propósito, li um texto hilariante, de uma amiga de amigo, a quem pedi para reproduzi-lo aqui (desculpe a linguagem, quem for mais ‘sensível’). Ri muito.  Fico sem saber se aconteceu mesmo, ou se é um episódio (bem contado, por sinal) de "uma sombra" da vida dela, uma sátira sobre o livro "As 50 sombras de Grey".

Eis:
50 SOMBRAS DE BAI-ME À LOJA
- ou seja
VAI DAR BANHO AO CÃO
"... apesar de ele, o meu marido e homem, dizer que era uma chachada para gajas "mal fodidas", eu li o livro à mesma.
Nos intervalos do trabalho, na casa de banho, na cama, quando ele já estava a dormir. E, pronto, depois deu-me para isto!
Fomos passear ao shopping ou centro comercial, como costumamos fazer aos sábados. Vesti os meus leggings giros, as botas de salto alto, aquele top da Zara que ele diz que me faz as mamas boas. E andávamos por lá, a ver se encontrávamos umas calças para ele levar para o trabalho.
Quando fomos comer à Pizza Hut, comecei a enfiar a palhinha na boca devagar, a metê-la e a tirá-la, enquanto olhava para ele.
- Tá tudo bem? Assim vais engasgar-te!, perguntou, com a boca ainda meia cheia de uma côdea de pizza.
Respirei fundo e fui passando o dedo nas mamas. Nada. Empernei com ele, tentei esfregar-lhe o salto entre as pernas mas acabei por lhe dar, sem querer, um chuto nos tomates.
- Porra, tu não estás boa hoje! Põe-te quieta!
No cinema, ele meteu o braço por cima do meu ombro. Peguei-lhe na mão e enfiei o indicador dele na boca. Ia começar a sugar devagarinho quando ele deu um salto na cadeira, tirou o braço de rompante e sussurrou:
- Que nojo pá! Tás a chupar-me a mão para quê? Ainda há bocado fui cagar!
Não desisti.
Durante o filme meti-lhe a mão na pila, por cima das calças, e comecei a esfregar. Ele até começou meio a querer inchar mas, depois, quando os gajos começaram a disparar no filme, tirou-me a mão e agarrou-se ao balde das pipocas.
- Não estou a usar roupa interior..., sussurrei-lhe de forma sensual.
- Quê?! Não percebi nada do que disseste.
- Esquece, tá!
Não era ali que a coisa ia acontecer.
Fomos para casa e, no carro, comecei a afagar-lhe a nuca e a morder-lhe o pescoço.
- Tu hoje queres festa! Estás que não te aguentas!, disse ele, metendo-me a mão entre as pernas - tem calma que a gente já trata disso!, acrescentou.
Quando chegámos a casa, ainda me rocei na parede, de costas, rabo empinado, mas ele foi-se logo enfiar na casa de banho.
- Desculpa lá, tenho de ir "ao WC" outra vez. Deve ter sido da chanfana que comi ao almoço.
Aproveitei a espera para sacar do kit completo.
Lingerie preta, as ligas, tudo! Acendi umas velas no quarto, pus a máscara veneziana que encomendei na internet e deixei o chicotezinho de tiras de couro na mesinha de cabeceira.
- O quê, que "raio de merda" é isto?!
- Pensei que hoje podíamos experimentar qualquer coisa diferente...
- Mas isto é uma casa de putas ou quê?! Onde é que foste buscar estas merdas? Andas a "comer" algum Gajo que gosta de levar chibatadas, é? Olha, eu vou mas é dormir à casa da minha mãe. Amanhã a gente conversa.
Já estou arrependida de ter lido o raio do livro."

E assim ficou alguém desconsolado/a, a chuchar no dedo… estão a ver no que dá estas coisas…? 
Ah pois é… 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Visita rapidinha à cidade berço

Foi uma vez num sábado e voltou domingo; foi um passeio rápido pela cidade que ela nunca aprendeu a amar, porque foi levada bem pequenina para as terras quentes do ultramar. E o inconsciente não perdoa, foi arrancada de lá sem entender nada, e nunca mais haverá uma terra como aquela. Foi um sonho. 
Sem raízes, agora estará bem em qualquer lugar, desde que haja calor humano à sua volta, e onde o clima seja ameno a maior parte do ano.

Não sente falta de “ir à cidade”, mas quando passa por lá surpreende-se com as mudanças, tanta coisa nova, tornou-se a verdadeira turista no lugar que a viu nascer. Sim, está bonita aquela cidade que foi considerada, já pela terceira vez, o melhor destino europeu. Porém, como nesta vida tudo tem o seu reverso, boa/ótima para os turistas, e cada vez pior para quem lá mora. Salários continuam baixos, há falta de lugar para morar, etc. (...) Enfim, sem mais comentários.

A sua cidade é e sempre foi famosa pela gente hospitaleira que a habita, os portuenses, além daquela pronúncia do norte inconfundível. O sotaque dela é que continua a ser uma mistura de “tudo um pouco”, que ficou da convivência prolongada com pessoas angolanas, brasileiras e, mais recentemente, com novas amizades de outras nacionalidades com quem tenta manter uma conversação pausada, para que lhe entendam. Aliás, morando num país onde o estrangeiro nem precisa se esforçar muito, desde que se saiba falar Inglês… quem tem mesmo que falar pausado é a amiga inglesa, ou a sueca, ou… quem não vai entender mesmo nada é ela. Falta de prática. Mas isso não interessa nada, a mímica dá sempre muito jeito ou, eventualmente, pergunta-se ao Dr. Google no telemóvel, caso seja algo imprescindível. 
Vai travando conhecimento com pessoas divertidas e generosas com quem passa bons momentos. Semelhante atrai semelhante, dizem. Falar inglês com povo italiano ou espanhol, nem pensar… ou, como diria minha amiga brazuca, nem fu*&%$ndo…!

Menos de 24h para ver a cidade é insuficiente, mas sentia-se feliz. Ia pernoitar ao pé de pessoas amigas que já não via há algum tempo e gostaria de lhes dar um abraço, porém reconhecia que esse momento ia saber a pouco. Ou via todos ou não via ninguém. Então preferiu que não soubessem que ela andava por aquelas bandas. Ao anoitecer de sábado decidiu calcorrear o centro e descobrir novidades, parando para tomar uma cerveja belga no lindo espaço, moderno e intimista, do Mercado do Bom Sucesso. 
Mais tarde, gostaria de ter ido abanar o capacete para a Baixa (zona ribeirinha ou dos Clérigos) onde está la movida portuense, até seria capaz de fazer uma direta, houvesse companhia para alinhar nisso… depois dormiria no comboio de volta ao sul, por que não? Porém… deu preguiça sair de casa com tanto frio. Refastelou-se no sofá e ficou a ver um bom filme na TV, e ainda havia muitos canais para zapear

Vai se informando aqui e ali sobre o que há de novo na sua terra, quer experimentar tudo o que puder quando tiver mais tempo, e entretanto encontrou muita informação reunida aqui: http://observador.pt/2017/02/09/20-razoes-que-fazem-do-porto-o-melhor-destino-europeu/
(muito bom, qualquer turista pode aproveitar as dicas)

Domingo, antes de partir, ainda deu mais umas voltinhas pela cidade, aproveitando o SOL e o bom tempo que especialmente fazia naquele fim de semana, como se a cidade sub-repticiamente lhe dissesse “deixaste-me, mas também brilho aqui para ti, quando quiseres, por isso volta sempre que te apetecer!”.

Voltará. E aprenderá a gostar daquela cidade onde há lugares que lhe trazem lembranças saudosas. Tudo faz parte da vida. Bib’ó PORTO carago!

Marisol (alter ego, a portuense desnaturada)

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 de março

Dia da Mulher

Um dia recebi este texto e, partilhando-o agora, quero homenagear hoje (e sempre) as mulheres com M - de Maravilhosas - de todas as idades e feitios, em especial aquelas que em pleno século XXI ainda vivem com medo, sendo maltratadas e escravizadas pelos seus (pseudo) companheiros... sem falar daqueles países onde é um risco nascer mulher... :-(
SER MULHER é ser:
💗Uma boneca ao nascer

💗Princesa aos 15

💗Bela aos 25

💗Passional aos 35

💗 Inesquecível aos 45

💗 Uma dama aos 60

💗Especial aos 75 

💗Formosa toda a vida…!!!

💗Ser mulher é chorar as dores da vida em silêncio e sorrir em apenas um segundo...

💗É tropeçar, cair e voltar a caminhar...

💗Ser mulher é ser eleita para trazer vida ao mundo...

💗"A mulher foi feita da costela do homem. Não da cabeça, para ser superior. 
Nem aos pés, para ser pisada. Mas do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e ao lado do coração para ser Amada!" 

Então… feliz do HOMEM que sabe valorizar e tratar uma MULHER com a sensibilidade que ela merece! (e vice versa) …será FELICIDADE garantida, digo eu.