sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

História da rã cozida


Um destes dias apareceu-me uma história que achei muito interessante e que, por esse motivo, quero partilhar. É a história da rã que não sabia que estava a ser cozida. E era mais ou menos assim: colocaram uma rã numa panela cheia de água fria e por baixo da panela colocaram o fogo muito baixinho para que a água fosse aquecendo muito lentamente. A rã não se preocupou com a água fria, nem tão pouco com a água morna, que até achou agradável. A temperatura ia subindo e a rã começou a deixar de apreciar a água e a sentir-se cansada. A temperatura subiu ainda mais e a rã começou a sentir-se desconfortável, mas como estava debilitada, não tinha forças para sair da panela. A temperatura continuou a subir e a rã acabou por morrer cozida.
Será que ao menos morreu feliz? pergunto eu. Se ela tivesse sido colocada diretamente na água quente, certamente teria pulado imediatamente para fora da panela. Mas como a mudança ocorreu lentamente, ela foi apreciando até que, quando começou a desagradar-lhe, já não conseguiu ter forças suficientes para saltar dali para fora.
Esta história retrata o que está a acontecer na vida dos portugueses, e não só, talvez mesmo em todo o mundo: as mudanças vão acontecendo de forma tão lenta que não nos apercebemos delas e, quando dermos conta, a nossa maneira de viver mudou totalmente.
Às vezes percebo que estou sendo uma rã fervida, entre tantas outras… Nem percebemos as mudanças. O que fazer para acordar no meio das águas já a borbulhar e tentar saltar fora???
Se olharmos para trás 10, 20 ou mais anos, talvez não seja difícil encontrarmos coisas que nos surpreenderiam (talvez até nem acreditássemos) e que hoje nos são completamente indiferentes ou que pouco incomodam. É cada uma...
Ou seja: a água vai aquecendo, as mudanças vão acontecendo, o nosso (des)Governo vai cortando aqui e ali, desmobilizando, reduzindo, sempre tudo a ficar diferente, se ao menos fosse para melhor… e atualmente muitas pessoas já não conseguem, sem o apoio de amigos, vizinhos ou instituições de solidariedade social, sair do “caldeirão” em que estão mergulhadas.
De algum modo todos nós estamos na inércia, comodismo e apatia, achando que está tudo bem, ou que o que está mal vai passar – é só questão de tempo. Vamos ‘sobrevivendo’ sem perceber que a água quente está nos matando aos poucos… Em nome do progresso, da ciência e do lucro são feitos ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver, lentamente mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e na maioria das vezes incapazes de defender-se.
Rãs fervidas não entendem que além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam de ser eficazes (fazer as coisas certas). E para que isso aconteça, há a necessidade de um crescimento contínuo, com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para dividir e planear, para uma relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade em atuar respeitando o pensamento do próximo.
Previsões para o nosso futuro, em vez de despertarem reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa senão preparar psicologicamente as pessoas para que aceitem algumas condições de vida decadentes, aliás dramáticas. O martelar contínuo de informações dos média satura os cérebros que já não têm capacidade para distinguir as coisas...
Fala-se sempre num “amanhã” que, de repente, se torna em HOJE!!! 
Ter consciência ou ser-se cozido: é necessário fazer a escolha, e conseguir saltar fora, antes que seja muito tarde…

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Talvez S

Apetece-me

EScrever como o Saramago dizem que ele eScrevia aSSim Sem pontuação nenhuma a verdade é que nunca me apeteceu ler nenhum livro dele deve Ser chato

MaS hoje apetece-me tentar eSSa forma de eScrever deve Ser engraçada
ÀS vezeS Sinto que é preciSo Ser-Se muito petulante para querer Ser feliz num mundo como eSte é ou eStá tudo a ficar tão eStranho
AS peSSoaS noS Surpreendem pelo menoS a mim cada vez maiS pela negativa do que pela poSitiva é um mundo fake eSte e não é para qualquer um pelo menoS que tenha alguma SenSibilidade e bom SenSo
Há gente que fica canSada de viver a partir de certa altura e dá triSteza Sentir iSSo
Fake também poderá Ser a minha amargura por iSSo não Se preocupe comigo quem me ler em diaS menoS bonS haverá Sempre um day after
A vida continua e é bela cada um colhe o que Semeia é muito triSte e deprimente eStar a Sofrer peloS outroS quando já temoS que tratar e bem de nóS meSmoS
Cada um interpreta a vida à Sua maneira entende-Se que devemoS eStar bem primeiro para depoiS eStarmoS bem com oS outroS ou conSeguir deixá-loS também um pouco melhor
MaS confunde-Se tudo e cada um acaba viciado em olhar apenaS para o Seu próprio umbigo e fica a lixar-Se para o outro e aSSim caminha a mediocridade
MuitaS palavraS vãS não Se cumprem promeSSaS não Se reSpeita o Ser e eStar do outro onde iremoS parar coitadaS daS criançaS cada vez maiS deStrambelhadaS
Felizmente há coincidênciaS felizeS que chegam Sem contarmoS e que compenSam tudo o reSto aSSim é a vida que é bela
E eu vou é parar por aqui anteS que azede maiS ou fique demaSiado repetitiva ou me eSqueça de ampliar algum dos SSS
ContinuemoS a SORRIR apeSar de tudo
Haja S de Saramago e outraS coiSas boaS a começar por eSSa letra como Sexta-feira por exemplo eventualmente fazem falta
Alguém me diga Se eSta eScrita tem piada Se eStou certa ou errada e Se era aSSim que ele eScrevinhava
Entenderão alguma coiSa do que aqui rabiSquei nem Sei hahaha
Nem quero Saber
Love you anyway ah aqui não há SS
Que 2019 traga muita coiSa boa e que noS faça felizeS ora aí eStá outra vez a palavra mágica
Felicidade Sem S
Saravá e tudo de bom para vocêS

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Carpe Diem


Confesso, às vezes me sinto cansada, fico de costas voltadas para este mundo doente, megalomaníaco, que está precisando muito de terapia (seja lá de que tipo for), a começar pelas famílias, estas afinal a base da sociedade. Relações de amor-ódio doentias, falta comunicação assertiva que eventualmente poderia compensar a falta de afetos, falta de muita coisa importante e que vai corroendo a Alma…
Não sei se é de estar inverno, e quero começar a hibernar, sei lá o que é, sinto-me uma outsider! Cada vez menos com paciência… até as redes sociais (não fossem algumas coisitas engraçadas e com valor) começam a enjoar, com tanta hipocrisia… gente vazia a mandar bitaites… tanto assunto inútil, que até fico com preguiça de conhecer pessoas, virtual ou pessoalmente…
Dificilmente se acredita em alguém, tanta gente a falar e que nada diz, apenas barulho… vive-se ao sabor da maré de quem nos governa… de pais que (bem ou mal) nos educaram e só mais tarde nos damos conta que “nada a ver com a nossa essência”; também só transmitiram aquilo que souberam e puderam, a nada mais são obrigados… gente com trabalho que não traz nenhuma realização pessoal ou profissional, pelo contrário, só serve para haver dinheiro ao fim do mês e pagar contas…sofre-se com a perda de amores, com os nossos entes queridos a envelhecer, ou que vão desaparecendo, e queríamos tanto tê-los para sempre saudáveis ao nosso lado, bem ou mal…
Tudo fica tão triste se pensarmos nisso tudo, e na efemeridade, na passagem por esta Vida, a que conhecemos e chamamos de nossa… E o que falta no mundo? AMOR de verdade. O que mais vemos atualmente é que há uma enorme falta de amor ao próximo. Faltando esse sentimento, falta o respeito também, e outros valores importantes. E quem é o próximo? É aquele que encontramos todos os dias na rua, no hipermercado, que trabalha ou vive ao nosso lado, ou até dorme connosco na mesma casa.
O amor é imprescindível para se fazer alguém feliz, e não exige abraços e beijos. Muitas vezes pode manifestar-se num sorriso, num aperto de mão afetuoso ou ainda quando se olha profundamente nos olhos do outro, sentindo a sua necessidade, o seu problema.

Porém, há pessoas que condicionam o AMOR às suas necessidades neuróticas e depois acabam com ele. Vivem uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas suas necessidades enquanto se abandonam irresponsavelmente. Querem ser amadas e não se amam, querem ser compreendidas e não se compreendem a si próprias… quando se abandonam, querem achar alguém que venha preencher o buraco que elas próprias cavaram. A insatisfação, o vazio interior, transformam-se na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão. Enfim, cada um de nós é o único responsável pelas suas próprias necessidades.
Como os meus, há textos de outras pessoas que leio revelando uma angústia existencial profunda, não está fácil às vezes, e é preocupante. Por isso, há que partilhar esta angústia, quem sabe vai minimizar alguma dor que queira instalar-se em nós. Para esquecer, há os que bebem uns copos “valentes” com efeitos anestésicos… outros resolvem tornar-se eremitas, na sua caverna encontrarão a paz desejada, longe do mundo enfermo. Ou, por exemplo, os que constroem uma ecoaldeia, ideia inspiradora e que vai ganhando cada vez mais adeptos – voltar à terra, à essência, o nosso sustento – longe do barulho urbano e do consumismo desenfreado. Começa a haver algumas, vale a pena pesquisar. 
Eu e meu sorriso - verão 2017
Há ainda os privilegiados, a quem nada atinge: os que se candidatam a cargos políticos; para esses a vida vai sempre bem, e para quem lhes lamberem as botas…

Maturidade a gente adquire quando a tristeza nos desafia e a gente prefere sorrir

“Hoje eu me perdoo por tudo o que não deu certo na minha vida, liberto toda a expectativa que criei das coisas que eu achava que tinham que acontecer e me abro completamente agora para o novo e para tudo o que é real e está por vir. 
Eu me liberto das amizades que não ajudam no meu crescimento, solto os relacionamentos que me puxam pra trás. 
Entrego ao Universo o que não era pra ser. Hoje eu caminho mais leve com a inocência de uma criança que não procura, não busca, só vive mais um dia com a beleza da gratidão.” 

Dia 11 de janeiro, dia do Obrigado! Gratidão atrai coisas boas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Enfim...


Agora que andamos numa onda de coletes amarelos - onde até se pode ler “Legalizar o tuning”! (muito importante essa cena) – encontrei este texto em português do Brasil, de autor anónimo, que define muito bem o ponto onde chegamos… Os jovens de hoje (e não só jovens, pelos vistos) abusam da condição de “rebeldes”... só se lembram que o movimento que defendem é errado quando as suas mordomias são atingidas! (mundo palhaço, digo eu)



“Old Black Block”

- Filho, eu descobri essas coisas no seu armário...

- Qual é o problema de ter uma máscara do Anonymus e um taco de Baseball?

- Você usa isso?

- Não... quer dizer, às vezes.

- É que estou precisando, será que você me empresta?

- Precisando...?  Pra quê?

- É que eu li as coisas que você andou escrevendo na internet...

- Você andou lendo meu Face?

- Qual é o problema, não é público?

- É, mas...

- Pois é, eu li o que você escreveu, e...

- Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá, mas eu não vou discutir, são as minhas ideias...  Eu tenho 27 anos!  Sou anarquista, e...

- Não!  Eu achei legal!  Você me convenceu!

- Convenceu??? Do quê?

- Tá tudo errado mesmo!  Você faz bem em nunca ter trabalhado.  Eu li o que você escreveu e concordo.  Agora eu sou anarquista também, que nem você!

- Você o quê???  Pai, que história é essa?!  Você está maluco??

- É, você fez a minha cabeça!  Tem que quebrar tudo mesmo!  Agora eu sou “Old Black Block”!!

- Pai, você não pode!!  Você é diretor de uma empresa enorme!  E...

- Não sou mais não, larguei meu emprego, e mandei meu chefe tomar no ...  Mandei todo mundo lá tomar no ...

- Pai, você não pode largar o seu emprego, você está lá há 30 anos!  Isso é um absurdo!

- Posso sim, aliás já tô juntando uma galera pra ir lá e quebrar tudo!

- Quebrar tudo onde???

- No meu trabalho, vamos quebrar TUDO!  Abaixo a opressão!  Abaixo tudo!  Sou contra TUDO!!

- Você não pode fazer isso Pai!

- Posso sim!  É só você me emprestar a máscara e o taco de Baseball.  Você vem comigo?

- Não, acho melhor não...

- É melhor você vir junto, porque agora que eu larguei tudo, a gente vai ter que sair deste apartamento.

- Sair daqui? E a gente vai morar onde???

- Sei lá!  Vamos acampar em frente a uma empresa Capitalista qualquer e exigir o fim do Capitalismo!

- Pai, você não pode fazer isso, não pode abandonar tudo!

- Tô indo, fui! 

- Peraí Pai!  Paai!  E minha mesada, e meu carro?  Onde eu vou morar??? E as minhas férias em Floripa?  Minhas compras em Miami?  E meu computador, meu tablet?  E minha internet de fibra ótica?  Volta aqui!  Volta aqui, Pai!  Voooooltaaaaaaa!!!


Como dizia Margaret Thatcher: “O socialismo é muito bom, mas só enquanto durar o dinheiro... dos outros.”

sábado, 5 de janeiro de 2019

Feliz Ano Todo! (I'm back)

É esse o compromisso com que inicio o Novo Ano.
Há quem suba à cadeira, pense em 12 desejos ao dar as badaladas da meia noite e comendo as 12 uvas passas, use uma peça de roupa nova, cuecas (calcinhas) azuis ou de outra cor qualquer (depende do desejo, vermelho se quiser muita paixão, parece que é isso)… etc...mas eu nunca me liguei a rotinas ou tradições… Quase a começar a contagem regressiva, ao deixar o velho ano, estava eu ainda a correr pela rua abaixo em direção à avenida dos Aliados onde se concentravam milhares de pessoas para ver o fogo de artifício e também o show do Abrunhosa, depois de termos encontrado um lugar para o carro, com sorte, em “cascos de rolha”…
Nem uvas passas nem espumante desta vez. Apenas o pensamento emitido para o Alto, o meu Universo, com os maiores desejos de todos nós, acho eu: MUITA SAÚDE, ALEGRIA (apesar de tudo), algum dinheiro no bolso... e... a partir daí o Mundo pode ser nosso.

Em 2019 quero continuar a mostrar a melhor versão de mim mesma, para quem merece, obviamente. Manter-me-ei fiel aos meus valores e virtudes. A respeitar-me. A amar-me. A agradecer pelos meus erros e acertos. Quero continuar a vibrar em ondas positivas por um ano novo próspero, com êxito e muita sabedoria (faz falta). Continuarei a pedir paciência ao Universo para saber lidar com quem me rodeia e não me faz bem, muitas vezes de modo inconsciente (talvez seja)…
Confiar e acreditar, porque o que tiver de ser será no tempo certo!

Quem estiver atento, nota que o Mundo está doente. Então às vezes apetece-me desconectar, para ter PAZ. Aprender a importar-me menos com certas coisas (irrelevantes), não dar corda àquilo que me faz aproximar do precipício emocional. Já não quero ter razão, quero é ter PAZ! Livrar-me de futilidades, discussões tolas, e seguir a vida mais leve, mais solta, com a mente tranquila.

Há certas coisas que aparecem no nosso caminho, para podermos aprender, curar-nos, e evoluir, pois enquanto não há cura e a situação não se resolve no devido momento, a mesma vai retornar à nossa vida as vezes que forem necessárias até que tenhamos aprendido a lição.

Discernir o que é importante e manter uma mente saudável é acrescentar tempo à nossa vida.
Vamos cuidar de nós e da nossa felicidade, mesmo que efémera, Afinal, já começam as mensagens (mais hoax?) de que o mundo vai acabar em breve, agora lá para o final de 2019…

Vamos aproveitar então! Carpe Diem!
(Dia de Reis, e as luzinhas vão apagar-se! Ohhhh)
https://www.youtube.com/watch?v=vDgG_x5vdDk

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Natal 2018


Mais um que está a acabar, felizmente para muitos de nós, com pena para outros...
O que parece é que nesta altura fica ainda mais evidenciada a falta de tudo o que é tão 'anunciado' nesta data festiva:

*paz*
*união*
*alegria(s) *
*esperança(s) amor*
*sucesso realizações respeito* 
*harmonia saúde dignidade solidariedade*
*humildade confraternização pureza de sentimentos*
*amizade sabedoria autenticidade perdão igualdade liberdade*
*oportunidade(s) sinceridade fraternidade equilíbrio fé força benevolência* 
*gentileza paciência tenacidade prosperidade*etc*bla*bla*bla*bla*bla*bla*bla*bla*
blablabla
blabla
.....
Onde está tudo isso?...Algo poderemos ainda colher dessa "meia árvore", talvez a nossa alegria interior - e não permitamos que a roubem de nós - a saúde (acima de tudo) e a fé, a sabedoria... sabendo e acreditando que tudo depende de nós, então que se lixe o que vai ao nosso redor, sem interesse algum...

Há muita gente com o coração negro uma vida inteira, dão dó, mal conseguem disfarçar o que lhes vai na Alma. Se se nasce com carma ou outra coisa qualquer, sabemos lá! A verdade é que conseguem sugar a energia de outros, de modo inconsciente, infelizmente, de tanto que reclamam...  pessoas que acabam sozinhas, e ainda se perguntam porquê...
Famílias que se juntam 'na noite' ou no dia seguinte - nem que sejam três ou quatro 'badamecos' (quando a família vai desaparecendo, por vários motivos) - sem terem se comunicado durante o ano inteiro, quanto mais abraçado... mal se conhecem uns aos outros, são como estranhos...crianças que crescem sem conhecerem tios e tias, etc. (...) por aí fora, vários exemplos poderia dar aqui...Se não for possível ignorar isso, ou seja, fazer a chamada "cara de pau", instala-se uma tristeza enorme e melhor seria nem ter aparecido na "festa"...
Podemos cair na asneira de querer retribuir 'na mesma proporção' o que recebemos, mas no nosso interior ficamos doentes por isso não corresponder à nossa verdadeira essência. Mas é assim, é este o mundo que temos, e sem sabermos onde vai parar... e eu cada vez mais cáustica em relação a ele, é verdade!

Porém, nunca deixo de salientar que há sempre o reverso, para compensar... Há muita coisa linda para apreciar no (nosso) Universo!
Agora venha daí NOVO ANO, com fé que muita coisa irá melhorar para nós e para quem mais amamos. 

À medida que cada ano chega ao fim temos que cuidar bem de nós e de quem gostamos e que nos rodeia, evitando acidentes, porque não há mais em stock peças de reposição para gente que vale a pena; certas pessoas já são modelos antigos, muito valiosos portanto, há que saber preservar!

Bem hajam todos e todas que por aqui passam, e me estimam! EU

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Gratidão

Adeus 2018, Olá 2019

A escassos dez dias de terminar o velho ano e dar as boas vindas ao novo período de 365 dias, cheio de incertezas, é tempo de introspeção. O que desejo para mim será o mesmo que a maioria das pessoas deseja para si. Somos assim: todos iguais, todos diferentes.

Regra Nº 1: livrar-me da péssima mania de ter expetativas em relação a qualquer coisa ou pessoa. Viver simples e naturalmente. Deixar fluir. Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. Assim é a nossa passagem por aqui, com altos e baixos. Fé e otimismo, pois felizmente há sempre um reverso. 
Melhor contar apenas comigo mesma. Fácil de dizer, eu sei, mas é um pouco complicado fazê-lo. Mas se o conseguir, livrar-me-ei de uma das maiores fontes de frustração, raiva, desapontamento … 
Ficarei mais leve nas minhas relações com os outros; haverá menos stress, e as minhas experiências e relacionamentos tornar-se-ão mais autênticos.

Evitar dar pérolas a porcos...Não é errado sermos boas pessoas. Errado é sermos bons para as pessoas erradas. Esse sim é grande erro!

Vou acreditar que o Universo é perfeito, que existe a Lei da Atração, para ajudar a elevar a minha vibração e levar uma vida mais consciente e alinhada com os meus propósitos.

Deixo aqui escritos alguns pensamentos otimistas, os que mais se encaixam na minha maneira de querer SER e estar, para poder lembrar-me deles sempre.

⇢ Conforme trabalho com a Lei da Atração, a minha Vida continua a mudar para melhor.
⇢Quando eu me permito tempo para relaxar e aproveitar a minha vida, as coisas seguem o fluxo natural e se encaixam da melhor maneira possível.
⇢A criação não é um processo difícil. Quanto mais eu focar-me na simplicidade, mais eu testemunho as maravilhas ao meu redor.
⇢ Quanto melhor eu compreender que tudo existe por algum motivo, mais eu me permito descobrir quais são esses motivos e qual o respetivo significado na minha vida.
⇢Sou uma pessoa única, tenho todo o poder e capacidade para ser feliz e ser amada, e saber retribuir essas dádivas.
⇢ O meu sucesso e felicidade dependem de mim, e depois vão inspirar as pessoas que me rodeiam, uma forma de contagiar o mundo de forma positiva.
⇢ Está nas minhas mãos a habilidade de alcançar estados superiores de consciência.
⇢ Acima de mim existe um poder maior, que tem os melhores interesses para a minha vida.
⇢As experiências negativas têm o objetivo de ensinar-me (sempre) e mostrar-me aquilo que deixou de ter valor, e eu possa então dedicar-me ao que realmente me fará crescer.
⇢Quando eu desistir de querer controlar tudo, as coisas começam a fluir mais naturalmente na minha vida.
⇢Quando me dedico a amar-me mais e a cuidar de mim mesma, a minha saúde física e espiritual evolui.
⇢Todos os sentimentos positivos que experimento na minha vida são um reflexo das minhas crenças amorosas sobre mim mesma e as pessoas ao meu redor.
⇢ Quanto mais focada estiver em sentir-me bem, mais sentimentos bons fluirão na minha vida. 
Essa é a Lei da Atração
⇢ Qualquer atitude ou pensamento positivo que praticar criará ainda mais efeitos positivos...

💓A minha vida é especial para o Universo. Sem mim, as coisas não estariam completas. Por isso, sou GRATA pela oportunidade de existir…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

aMAR o Natal


festas felizes                  https://www.youtube.com/watch?v=mput_1lVYus
    Reparo que já bloguei sobre a chegada do novo ano e ainda nem tinha escrito algo sobre o natal… ora bem, o que posso dizer sobre esta época festiva, cheia de luzes e música por todo o lado…acho que LUZ é VIDA, e a musiquinha faz sempre bem à Alma (até mesmo a de natal). Este é um período do ano lindo, mágico, que podia perdurar no tempo, mas a partir do dia 7 de janeiro apagam-se as luzes ohhhh
    Dezembro é o mês que obriga (a alguns de nós, eventualmente) a uma renovação interior, e exterior - arrumar coisas velhas ou jogar fora, e ficar apenas com as novas - pensando no novo ano que está para chegar. É o mês que nos pede para ampliar o coração e faz-nos acreditar que nele ainda cabe(m) muito(s) mais. É neste mês que no silêncio encontramos todas as respostas que precisamos, o mês que reforça a fé e que a multiplica em busca da PAZ como norte. É o mês que nos aproxima de um tempo maior, tempo de LUZ, tempo de poder fazer do (nosso) mundo um lugar um bocadinho melhor. O mês dos balanços, dos desejos, dos fins, das 365 voltas que demos. 
Dezembro é o mês que nos promete que ainda dá tempo. é o mês que traz uma LUZ que todos, pelo menos uma vez por ano, precisamos de sentir. Este é o mês de dizer muitas e muitas vezes: obrigada por tudo.
     Apesar dos contratempos, num mundo tragicómico como este, em que deixamos de acreditar em tanta coisa, e em tanta gente, precisamos de tudo o que nos faça SONHAR… o sonho comanda a vida e faz-nos acreditar que tudo vai ficar bem. Por que não?
    Infelizmente o Natal tornou-se uma festa de consumismo assente numa imagem fictícia e religiosa da família.Acredito que seja uma data maravilhosa para quem tem uma família grande, ou pequena, com crianças ainda melhor, em que as pessoas se estimam ao longo do ano e nestes dias convivem com alegria natalícia.
     Para mim Natal é todos os dias, como hoje, caminhando pela praia praticamente deserta num dia cinzento (há chuva prometida para os próximos dias). Não resisto a caminhar descalça pela areia dura e molhada, as ondas a molharem a minha roupa, quero lá saber. Cruzam-se comigo casais (estrangeiros, claro) que me olham e sorriem. Fico feliz e retribuo. Os semelhantes atraem-se.
Este é o meu natal simples, olhar o rosto de pessoas tranquilas e felizes, é contagiante, receber e transmitir algo de bom... Faz-me sentir acompanhada. O aMAR tem destas coisas. Depois sento-me encostada a uma rocha e (vício horrível) procuro a rede social para ver se há novidades e quase rebolo a RIR com certas coisas que leio. Podia gargalhar à vontade, ninguém me ouvia mesmo, rebolar na areia é que não dava muito jeito, depois iria tipo croquete para casa…
    Terei sido alguma sereia em outra vida? Descubro que sou louca por MAR, não por sol. Deste até tenho que fugir pois pode prejudicar-me. Tenho que pesquisar se há um nome próprio para quem é viciado em mar. Sol há em todo o lado, algumas ou muitas vezes ao ano, MAR só há em alguns lugares. E nunca me levem para longe dele.
     Assim é (ou foi) um dos meus 365 dias de natal, quando vai renascendo em mim algo de novo, ideias, o que for, sei lá, uma nova consciência de quem sou, e do que os outros representam para mim e eu para eles… volto para casa ‘alimentada’ e só apetece isto, estar só, escrever à toa, longe do rebuliço; não há dinheiro para andar a comprar presentes para quem eu gosto, também não espero nada de ninguém… porém, dá gosto retribuir, fico sem graça de receber e não ter para dar.
    Que a correria do Natal não nos deixe esquecer do essencial, do que não vem embrulhado em papel, do que perdura o ano inteiro, do que ocupa o espaço certo e bonito do nosso coração. Que a correria da maioria das pessoas não as distraia do que é mais importante, do que é autêntico, do que faz verdadeiramente a diferença, do que traz boa energia e do que muda a nossa vida para melhor, não apenas nesta época mas em todos os dias do ano. Que nada nos faça esquecer o que de verdade importa: MAIS SER, menos ter.

Se amo o Natal? Sim, natal com Mar eu gosto muito. Que o vosso natal seja de muito aMAR também.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Wish List


Lista de desejos

Sábado de dezembro. Que bela tarde de praia, mas sem dar aquele mergulho, apenas caminhando na água, e iam passando por mim pessoas em biquíni e… ai que vontade! Mas vá lá, contento-me com a caminhada… parece que este ano o verão de São Martinho veio em dezembro… E há pessoas que já ‘morrem’ de frio e estão à lareira, vamos lá entender estas loucuras meteorológicas…

Tempo de começar a fazer uma lista de desejos para o novo ano, e pedir ao Universo que me sejam concedidos! Que eu continue a ser a mesma é o meu desejo menor, com tranquilidade, saúde, amizades, e depois… tudo o que possa acrescentar algo de bom à minha vida será sempre bem-vindo.  
Se alguma amiga (ou amigo) me perguntar o que quero receber de presente na época de natal, sempre direi que quero uma agenda ou um guarda-chuva. Dão-me sempre jeito, a primeira porque não vivo sem ela, o segundo porque detesto comprar chuços para perdê-los logo a seguir (mal os use, claro, basta parar de chover e deixo-os esquecidos em qualquer lado)… 
Uma boa amiga de muitos anos já comprou o meu presente deste ano, e adivinhei: um pijama! Tive que ser sincera, pedi para trocar por outra coisa; já lá vão uns quatro anos que ela me compra sempre pijama no natal, e já tenho stock deles. Ela foi querida, entendeu, e então comprou-me uma roupinha bonita na Zara. Sou uma felizarda, tenho amigas assim, como irmãs.

Caminhando, pensei que este ano gostaria de ter algo (Ambrósio, não é Ferrero Rocher não), se alguém me quisesse oferecer: uma pipoqueira, ou seja: uma máquina de fazer pipocas! (podia dar-me para pior, não acham?) Pois, é que ando na fase de querer fazer (e comer) pipocas… e agora?

Já comprei a minha agenda 2019, onde posso começar a planear o meu novo ano. Finalmente encontrei uma jeitosinha, na FNAC, sem ser grande, é fininha, com muito espaço para eu escrever, como gosto. Ao longo de 2019, espero enchê-la de momentos e experiências bonitas, sonhos concretizados, planos realizados, alguma viagem – quem sabe!

Que seja um ano próspero, para mim e para todos vocês. Não posso queixar-me deste que está quase a acabar, apesar dos dissabores... e até termina a deixar-me estranha, de pé atrás, a querer ser diferente (convém)...mas é porque vivemos rodeados de pessoas estranhas. Sinal dos tempos. 

Muita gente está louca para deixar 2018, e que venha logo 2019, mas...para quê apressar o tempo?

Compreendi que para ser feliz basta querer...
Aprendi que o tempo cura,
Que a mágoa passa,
Que a deceção não mata,
Que o hoje é reflexo de ontem...
Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas,
Que os verdadeiros amigos permanecem,
Que a dor fortalece,
Que vencer engrandece...
Aprendi que sonhar não é fantasiar, 
Que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos,
Que o valor está na conquista...
Compreendi que as palavras têm força,
Que fazer é melhor do que falar, 
Que o olhar não mente,
Que viver é aprender com os erros...
Aprendi que tudo depende da vontade...
Que o melhor é ser nós mesmos...
Que o segredo da vida é VIVER!!!

(autoria desconhecida)

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Não provoque...


Estes dias conheci uma pessoa, possivelmente (mais) uma futura amiga, que há pouquinho tempo terminou um casamento de 40 anos. Pensei eu “mais uma para o rol das soltas e divertidas”... Será? Apesar de inserida numa família bastante tradicional e endinheirada, não aguentou mais a pressão de anos de ciumeira à toa, que ia piorando ao longo do tempo, ele oito anos mais velho.
Tomou essa decisão após uma grande luta interna, foi-se abaixo, emagreceu, e agora lá está ela, só, na sua casinha, a querer sair, rir, divertir-se, em suma: VIVER! E... por que tem que ser assim?

Também, outro dia comentava eu com um amigo que uma pessoa conhecida tinha deixado dois maridos, e ele questionou “ou ela é que foi deixada?”… depois argumentou “é que as pessoas pensam que deixam, mas há muito tempo já foram deixadas…” Pois é, deu que pensar. O outro já deixou de dar atenção, de dar carinho ou amor, de ser compreensivo ou competente em vários assuntos, por aí fora, e claro… o outro depois deixa… não aguenta mais, e às vezes leva anos a deixar, pois nunca mais nada volta a ser o mesmo.

E depois li algo sobre o tema “É quase uma epidemia ver tantas mulheres inteligentes e atraentes solteiras”… É verdade! Ultimamente vai crescendo o número de mulheres independentes, bem-sucedidas, divertidas, inteligentes e solteiras... Por que será que essas mulheres lindas, incríveis, não encontram alguém para estar ao seu lado? Um dos motivos será que elas aprenderam a valorizar-se e a ter consciência de si mesmas e de tudo ao seu redor, e decidiram que não perdem mais o seu precioso tempo com quem não lhes acrescente nada (e, quantas vezes, só atrapalha).
Outros motivos haverá:
- Não estão desesperadas por um relacionamento, porque isso deixou de ser o mais importante nas suas vidas; aliás, nunca estão sozinhas, e esperam o momento certo, até estarem totalmente preparadas.
- Como, durante muito tempo, os homens eram considerados os chefes de família, muitos deles não sabem lidar com uma mulher forte e independente, que não precisa de ninguém para cuidar dela. E isso, muitas vezes, deixa o outro inseguro, complexado.
- Ao estabelecerem altos padrões, e conhecendo o seu valor, elas só vão aceitar alguém se realmente for compatível.
- Não toleram joguinhos mentais, muitas vezes frequentes nos relacionamentos românticos. Colocam-se em primeiro lugar e preferem estar sozinhas do que com pessoas que querem manipulá-las.
- Não procuram a felicidade no exterior, porque já a encontraram no seu interior. As mulheres inteligentes e atraentes vivem as suas vidas com muita alegria e amor-próprio, e sabem que o relacionamento consigo mesmas é o bem mais valioso que possuem.
Pessoalmente, e falando com honestidade - achando que sou mais feminista do que outra coisa - concordo que a mulher conquiste o seu espaço no mundo, pois foi subestimada durante gerações… mas agora também não é preciso extrapolar… 
Como mulher, não quero ser mais ou menos do que o homem, apenas caminhar ao seu lado, dar e receber amor na mesma medida; gosto de ser mimada, e ser o centro do seu mundo, sabendo que nem sempre é fácil… (Ah esse centro do mundo, ainda tenho que blogar sobre isso)…
Pensar que um sexo pode viver sem o outro, seja lá por que motivo for, é um ensinamento pouco útil às gerações atuais ou vindouras e uma celebração triste da nossa existência enquanto espécie. A emancipação da mulher deve ser um motor de aproximação dos dois sexos e não da sua separação. Há muitos casais que ainda têm muito orgulho um no outro e isso é bom de ver, e saudável, um ótimo exemplo para os seus filhos. Todos podem coabitar em harmonia se souberem gerir as suas emoções, trabalhar em conjunto e dar suporte quando é necessário.
“O pior tipo de estranho é aquele que um dia você tanto conheceu”…