sexta-feira, 30 de junho de 2017

De vida flauteada a flatuosa

Estou de volta, acabaram as férias a quase 40 graus, até me cansava de passear a pé com tanto calor, eu que adoro caminhar! chego à minha terra e as temperaturas estão pela metade, praias desertas, chuva… e no momento o que está a dar, após a tragédia dos incêndios, é a notícia do flato (sim, flato, pois não quero ser 'malcriada' como ele) que o SS (Salvador Sobral, esse rapaz que só ganhou um festival da canção, carago, não o idolatrem) não chegou a dar! Não cheguei a ver o programa na TV, mas fartei-me de rir ao ver no Youtube o vídeo do momento mal cheiroso e ao ler comentários via facebook.

Passei alguns dias no país vizinho e pude apreciar algumas grandes diferenças na forma de viver, por exemplo, temos que desayunar, comer y cenar, que cena, tudo é diferente do que estou acostumada e penso que não me habituaria com aquela mistura toda de platos… E o mar, ai aquele mar bom, só se estava bem dentro dele! Ah e na praia muito topless, quem diria, aqui mal se usa, seremos mais puritanos? Senhoras da terceira idade desfilavam tranquilamente de mão dada com seus maridos orgulhosos de “sus tetonas”, umas mais caídas do que outras. As das jovens valia a pena apreciar, sempre podemos comparar com as nossas e fazer uma autocrítica, favorável ou não, ahahah.

Tinha (quase) a certeza de que em Espanha ninguém se dirigiria a mim em inglês, porém, a mocinha empregada de uma gelataria ainda se atreveu a trazer-me a lista de gelados em inglês, ou quando passava em frente aos restaurantes na orla marítima acenavam-me com as ementas dizendo “hello, we have dinner primero plato, segundo” etc... sei lá, já nem ligo, mas as pessoas que comigo passeiam admiram-se e riem muito. Caramba, nem ali escapei.

O povo português tem muito a mania de que é de brandos costumes, ou seja: é tolerante, amável  e hospitaleiro, até demais pelo que parece, pois consegue falar todas as línguas facilmente, só para agradar, digo eu… faz revoluções sem violência, reclama de tudo mas não toma iniciativa… esse é o nosso excecionalismo, não gostamos de conflitos.

Porém, às vezes também é um povo que se passa por qualquer coisita, e usa a liberdade que de repente lhe foi dada criticando tudo e todos. Qual o problema de fazer topless? A mim daria imenso jeito, que trabalheira andar com roupa com tanto calor, e que liberdade…

E o flato do Salvador? essa foi demais. O rapaz quis ter graça e caiu em desgraça, num instante passou de bestial a besta e ganhou inimigos. Comentou a minha mãe que ao escutar o que ele disse, nem deu importância, pensou ter ouvido mal; depois, serviu para rirmos as duas quando nos apercebemos do que estava realmente a acontecer, ele disse mesmo aquilo! Depois do “susto” inicial, o problema nem foi a palavra que até é um ato natural e existe no dicionário português, foi a frase no seu todo, é que ele parecia mesmo "chateado" porque aplaudem qualquer 'porcaria' que ele faz... eu nem aplaudiria tanto assim, há tanta gente boa no mundo das artes, é apenas mais um, mas isso sou eu a pensar agora.

Desde o seu aparecimento na ribalta nota-se que ele nem tem um ar muito ‘normal’ e, afinal, tudo se espera dos artistas, excentricidade é típica deles, mas concordo que também devem saber comportar-se de acordo com as circunstâncias. Podia ter evitado, sim podia, foi um momento infantil de uma pessoa simples e genuína, que não pensou antes de falar perante tanta gente importante na plateia de um concerto solidário. Acabou por ser um momento hilariante (para alguns, chocante) numa cerimónia que lembrava um acontecimento bastante triste. A espontaneidade é muitas vezes confundida com falta de educação ou rudeza. Falta informalidade no povo português, sobretudo em quem ainda tem a mania dos “Dr.”

Resumindo, considero que foi um ato irreverente de um rapaz que está a lidar mal com a fama, ou está-se nas tintas para o vedetismo, e concordo com quem pensa que foi um momento infeliz, mas ele (ou o seu agente) já teve humildade suficiente para vir a público pedir desculpa. Todos podemos errar e da próxima terá mais cuidado, penso eu de que.

Há coisas bem piores que aguentamos todos os dias: os políticos incompetentes, a roubalheira institucionalizada, a vigarice de muita gente por aí, a natureza que de vez em quando nos surpreende e faz das suas, por culpa (ou não) do Homem. No dia 17 de junho de 2017 morreram 64 pessoas porque o Estado falhou na proteção civil, é o que parece ou o que dizem. Se o Estado não ignorasse anos a fio o drama dos incêndios florestais, que levaram naturalmente a essa tragédia, não teríamos necessidade de concertos solidários...

E assim caminha a mediocridade... Pronto, parece que o povo já acalmou - Next!?
Mas que o SS é bom, isso é, ora ouçam:

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cheira bem, cheira a verão

As previsões anunciam temperaturas a chegarem quase aos 40 graus nos próximos dias, prometo que não vou reclamar, posso até estar a derreter... porém, comparado com o frio do inverno que nunca mais acabava e o vento que me deixava (ainda mais) descabelada, melhor nem abrir a boca e aguentar (rs)
O tempo quente deixa-me mais descontraída, até gosto de acordar cedo, os dias são maiores e sobra tempo para fazer coisas boas como, por exemplo, dar um mergulho no mar no final do dia, ou andar de bicicleta e apreciar a beleza calma da zona ribeirinha. O verão fica-me bem!
O coração fortalece-se pelo otimismo que afasta os sentimentos negativos e atrai saúde, prosperidade e amor. O otimismo limpa o coração da tristeza, afasta a má vontade e supera os obstáculos que se tornam pequenos diante da grandeza de quem é otimista. Nós somos o que pensamos, o que fazemos. Colhemos o que plantamos, pena quem só percebe isso já tarde, sem poder voltar atrás. Por isso, plantemos sementes de otimismo, e amanhã estaremos colhendo os frutos doces da alegria e da harmonia. Pensemos todos os dias, ao acordar, que fazemos parte do espetáculo radiante do SER e tudo, tudo mesmo, vai dar certo, basta querermos. A vida é a maior poesia do Universo. O otimista vê os obstáculos como lições, como oportunidades de crescimento, amadurecimento, e fortalecimento.
Vamos acreditar e sentir com prazer as coisas simples da vida que chegam até nós, o canto dos pássaros, das gaivotas, das cegonhas, o barulho das ondas ou da chuva quando cai, o cheiro de terra molhada… é o Universo a mandar-nos mensagens, tocando lindas canções ao nosso coração, para que sejamos sempre otimistas!

Como disse Walter Bagehot um dia (no século XIX), "as pessoas são tanto mais crédulas quanto mais felizes estiverem."


Com esta boa dose de fé e otimismo desejo boas férias a quem as tem este mês, como eu. Vou estar aqui:

Até breve!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Junho caloroso, ao formoso

Voltei. Confesso que já estava com saudade de sentir-me lida por vocês. Sei que alguém gostará, e isso é que importa.

A minha amiga já está bem instalada, foi “um achado” encontrar um apartamento nesta cidade e nesta época! – e, diga-se de passagem, nada mau! O único inconveniente: trata-se de um terceiro andar sem elevador, mas… podemos ver sempre o lado positivo, o copo meio cheio e nunca meio vazio: não se consegue escapar à ginástica diária, acima e abaixo.

De resto, parece que finalmente chegou o verão, temperatura calorosa e gostosa. Já vale a pena dar uns bons mergulhos e refrescar o corpo e a mente, mesmo no final do dia.

E a vida deve continuar formosa, digo eu, com alegrias, deceções, altos e baixos. Talvez pareça alienada, mas preocupam-me pessoas e coisas que me deixam triste e (quase) infeliz, mas nada é mais forte do que a minha alegria e amor próprios…

Junho, um mês de festas; de Serralves em Festa (agora 50 horas non-stop), dia de Santo António na capital, dia de São João no (meu) Porto que, longe de casa, não irei comemorar… porém, não me faltarão motivos e ocasiões para celebrar outras coisas: o facto de estar viva e com saúde, ter amizades, a natureza que me rodeia…

Há uma coisa que abomino: sentir pena das pessoas; sei que há quem goste disso, uma maneira de alguém se sentir superior a outrem, de alguma forma, sei lá; eu prefiro ter orgulho nas pessoas que comigo convivem, e estou sempre disposta a ajudar, seja quem for. Diz-se que só devemos ajudar a quem nos pede a ajuda, e é verdade. Todos temos a possibilidade de evoluir (espiritualmente), ou quiçá seja um dom com o qual nem todos nascemos, então o que sinto é compaixão. 
Este texto de A. Solnado diz tudo:

(…) E o que é a compaixão? A compaixão é:
– A dor de uma outra Alma faz ressonância com a minha Alma.
Compaixão é quando eu consigo olhar para uma pessoa e entender que aquela Alma está enclausurada dentro de um corpo que não escolhe a Luz.
Mesmo que essa pessoa esteja em melhores condições económicas e sociais do que eu, posso ver a tristeza daquela Alma. Basta ser muito ambiciosa, ter um grande ego e eu consigo logo sentir a dor da Alma que está ali dentro. Porque a Alma no fundo só quer amor.
E é a minha Alma que tem compaixão por aquela Alma. E só nessa altura eu estou preparada para ajudar.
Quando eu tenho compaixão, posso ter à minha frente a pessoa com as melhores condições exteriores deste mundo e ainda assim ver uma Alma em sofrimento.
A partir daí, toda a ajuda que eu der vai ser uma ajuda válida, porque é uma ajuda interior. Eu vou sempre tentar que a pessoa entenda que não está a escolher em função da sua energia, em função da sua Alma, que está a fazer escolhas que não têm a ver com o seu caminho original. E com isso a própria pessoa pode compreender e mudar as suas escolhas, e finalmente encontrar-se. E durante o processo, ainda vai sentir -se valorizada, pois foi ela que conseguiu. A verdadeira ajuda é aquela de quem tem compaixão, não de quem tem pena. A verdadeira ajuda é aquela em que eu exerço a minha Alma fazendo com que o outro descubra a dele.


Apenas um desabafo de sexta-feira. Carpe diem! E bom fim de semana.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Um domingo fresco e sombrio

21-05-17 
Hoje foi um domingo ‘chocho’, nem sabia o que fazer: caminhar? andar de bicla? Porém, até para andar de bicicleta é preciso saber que caminho seguir, ter um objetivo, tal como em nossas vidas. Então preferi caminhar, aproveito para ir apreciando melhor o movimento, que era pouco, ninguém na areia, e as esplanadas com muitos turistas. Apercebi-me de duas criancinhas estrangeiras (irmãos talvez) a brincar na areia, a mais velhinha de uns 3 anos tinha prazer em bater no irmãozinho com algo que me parecia um pedaço de madeira leve, deve ter magoado e o outro chorou muito, então ela vinha a seguir e abraçava-o. Até que chegou a mãe e repreendeu-a, abraçando o pequenito. Pensei no ser humano, como é tão estranho, logo desde pequenino: primeiro dá porrada (emocional ou outra) e a seguir quer ter pena e vir ajudar o coitadinho… ai que horror, o que passa por esta cabeça…
     
Bom, voltando ao tema da chochice, parece que eu trouxe o frio do norte, consta-se que ultimamente tem havido lá melhores temperaturas. Vou ver a parte positiva da coisa: o sol faz mal, melhor assim, sem calor demasiado não há o incómodo de ficar a suar e, afinal, o meu domingo é pequeno, tem doze horas apenas e tento aproveitar da melhor forma, depois de na noite anterior ter assistido a uma peça de dança "Antes que matem os Elefantes" da coreógrafa Olga Roriz, que tem como temas centrais a guerra, o seu impacto no ser humano, a morte e a sobrevivência; um alerta para uma reflexão coletiva sobre o conflito na Síria e a situação dos refugiados. Uma atuação comovente de um grupo de sete jovens atores. Já não me lembrava de ir ao teatro.

Em breve farei uma pausa no meu blogue. Uma amiga vem de outro país para morar em Portugal, escolhendo o lugar onde vivo para instalar-se e ter o meu apoio em tudo o que for necessário. A amizade é assim, pelo menos para mim. Portugal está na moda, há lugar para todo o mundo, e todos são bem acolhidos. Somos um povo especial, particularmente o do norte. Alguém terá dúvidas?

E a seguir irei alguns dias de férias para junto de outro mar que não o Atlântico; quem sabe, finalmente vou poder mergulhar, e nadar…

Sejam felizes sempre, e portem-se (bem) mal na minha ausência!

Por onde reabrir caminho, qual o tema, a terra, o objetivo? À procura de nós, dos nossos detritos.
Em frente… sempre em frente, não olhar para trás. Olhos fechados, sem querer pensar, o frio, o medo do frio, a fome.
Ali em lugar nenhum, lugar perdido, duro, rasgado.
Ali, o lugar da ânsia do desconhecido. Memórias de estômago vazio.
A escuridão, o corpo colado a outro corpo e a outro e a outro…
O filho de encontro ao peito, cobertor às costas e malas, sacos, bonecos, entre uma outra pequena mão de carne e osso.
Pés devastados, pisados de cada poeira. As pedras…
O céu espesso, um céu aberto e a cabeça a estalar. Já não se sabe da dor, já se perdeu a ira.
A dúvida, a insegurança e a pequenez cansa.
Perdido o mínimo poder, perdida a dignidade, cansa.
Demolida a última réstia de humanidade, cansa.
E porquê eu?”
Olga Roriz
Out. 2015

sexta-feira, 19 de maio de 2017

País dos 3 efes

Portugal, país dos 3FFF. Esta expressão surgiu pós 25 de abril com a suposta intenção de caracterizar negativamente e de forma simplista o Estado Novo, cujo lema era “Deus, Pátria e Família”. 
O fim-de-semana passado (13 e 14/5/2017) ficou para a história pois foi pródigo em festejos, para orgulho dos Portugueses, reforçando a ideia daquela nova trilogia - Futebol, Fado e Fátima, e faço questão de deixar registado no meu blogue:
- A visita do Papa Francisco a Fátima, para celebrar o centenário das aparições.
- No campeonato nacional de Futebol, a vitória daquele clube ao qual chamam glorioso e que atrai tantas pessoas, por acaso também conotado com o antigo regime (tempo do Eusébio). Gostaria de dizer “parabéns campeão”, mas irrita-me a ousadia de quem ganha e pensa logo que é o maior e que ninguém mais ganhou algum dia… quando outro(s) já foi ou foram gloriosos antes deles… Mas enfim, é pura perda de tempo discutir futebol, política ou religião…
- E, ainda, a vitória portuguesa de Salvador Sobral no Festival da canção.

Não vibro com futebol, apesar de gostar que ganhe o da terra onde nasci que, por sinal, é ou era (até agora) o único clube pentacampeão em Portugal (este não é um pormenor, mas um pormaior! HiHiHi), e gosto quando é para apoiar Portugal em competições internacionais. Em vez de ser um desporto-espetáculo de “fair play”, infelizmente, agora é encarado mais “como aglomerador de massas, de duvidoso gosto popular, potencialmente subversivo e portanto perigoso para a paz social, feita de repressão e apelos ao conformismo (como o fado)” (António Pedro Vasconcelos).
Não sou nacionalista, sinto-me mais uma cidadã do mundo, nem sou católica praticante, apesar de ter sido educada para isso. Prefiro ser adepta do espiritualismo universalista; mas adorei ter um fim-de-semana prolongado e festivo, vibrando com a ideia de o nome PORTUGAL ser falado nos quatro cantos do mundo, a influenciar e inspirar milhões.
Sobre a música que Portugal levou ao festival, houve alguém (emigrante, talvez) a comentar no Facebokas “expliquem-me como é possível alguém ir representar Portugal no festival sussurrando uma canção?”. Confesso que praticamente concordei, eu ainda mal tinha ouvido a música e já havia um burburinho em torno disso, depois foi o assombro geral, ganhámos!!! Agora posso tirar as minhas próprias conclusões: a letra daquela música melancólica fala de sentimento, AMOR, que tanta falta está fazendo no mundo, a todos os níveis, cantada por um jovem frágil e despretensioso capaz de uma performance e influência poderosas, tal como este país. A música com muito barulho deixemos para abanar o capacete quando formos à disco, ou dentro do nosso carro, se nos apetecer (às vezes, para espantar os maus espíritos hehe). Por falar em barulho, alguém viu na TVI a C. Ferreira a fazer a reportagem no santuário em Fátima antes da chegada do Papa? Eu nem podia acreditar, parecia que estava num dos seus programas diários, com aquela voz estridente (da mesma escola da J. Pinheiro?) e às gargalhadas, mudei logo de canal.
E outra: acabou a visita papal e havia pessoas (sem carro) desesperadas durante horas à espera de um transporte público para voltarem às suas casas; parece que as empresas venderam bilhetes de ida e volta e depois mal se organizaram. Lá se foi toda a santidade do momento. A vida voltava ao normal, com loucura e delírio, e insultos.
Hoje a minha língua está viperina e estou com vontade de “picar”. Mas não se zanguem comigo, os da equipa adversária, pois sou gente boa e pacífica. LOL

Sente-se que Portugal está a deixar de ser ‘pequenino’ e vai progredindo aos poucos. Mesmo a propósito, quando escrevo os meus textos, aparece sempre algo a ilustrar, e este vídeo veio mesmo a calhar: https://www.youtube.com/watch?v=Q3kiAcvFSIw&sns=fb
Ainda provenho de uma geração de “coitadinhos”, uma coisa que me frustra e incomoda, pois há pessoas com tanto talento e não aproveitam, preferem levar a vida a lamentar-se; outras há (e muitas) a quem chamamos os chicos-espertos, e como em terra de cegos quem tem um olho é rei, esses vão se aproveitando e anda meio mundo a enganar outro meio, e é motivo para dizer “me engana que eu gosto”…

Segundo reza a história, Portugal tem um passado Fabuloso (antes da fase coitadinha) e acredito que será possível construir um Futuro igualmente admirável, uma vez que os jovens de hoje têm tantas oportunidades para crescerem, se quiserem, e fazerem algo pelo seu/nosso país, não lhes faltando incentivos nem acesso ao conhecimento. Nada a ver com aquilo que tivemos muitos de nós. Quem sabe, teremos um novo império português.
Deixemos de ser um povo Fatela, ou Fatalista... Fonix!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Carpe Diem!

Amores possíveis

Se estivermos atentos, e se não nos faltar doses de otimismo, a vida consegue surpreender-nos diariamente, pois é cheia de curiosidades e cenas tão engraçadas e variadas, ora vejamos estes exemplos: o casal Trump, ele com aquele aspeto tresloucado e ‘fora do prazo’ casado com uma modelo, muitos anos mais nova; e agora surgindo nas luzes da ribalta o casal Emmanuel/Brigitte Macron, ele com muito bom aspeto (acho eu) e casado com uma mulher 25 anos mais velha. Quando ouvi a notícia pela primeira vez, nem acreditei. Não sou nada preconceituosa, muito pelo contrário, contudo, esta diferença de idades põe-nos a pensar em mil coisas, e (claro) vai fazer as delícias de muitas revistas cor-de-rosa além de argumento para programas humorísticos. Entretanto, começam a inventar isto e aquilo para justificar uma relação como esta, imaginação não faltará, e como se houvesse explicação para o Amor...
Procurei e pus-me a ler a história de amor deles, pronto, já fiquei fã… sei lá se é bom político ou se vai “salvar a pátria”, o que sei é que homens como ele valem a pena. Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher, dizem, e aqui deve ser o caso. Ele encontrou a sua aos 15 anos, esperou com paciência, enfrentando todas as contrariedades e preconceitos, e nunca desistiu. Tendo que afastar-se dela, antes de partir, Macron disse a Brigitte “o que quer que faças, vou casar contigo”. Passou mais de uma década até que a promessa fosse cumprida: Brigitte divorciou-se do marido e no ano seguinte casou com Emmanuel Macron. Aos 24 ou 25 anos ela bem podia ter dito “ainda está para nascer o homem que me fará feliz!” (literalmente).
E alguém consegue duvidar do Amor em casos como este? No passado, também fui apaixonada por alguém 14 anos mais novo, e achei melhor desistir porque 'penso demais' e tinha "medo" de não saber aceitar uma rejeição, caso houvesse, da parte da família dele, e desisti facilmente. Ele também não insistiu, e assim tudo leva a crer que "quando tem que ser, acontece". Ou seja: as coisas acontecem na hora certa, e da maneira que têm que acontecer... E o Amor, se houver de verdade, supera qualquer contrariedade, grande ou pequena. 
Na noite em que venceu a primeira volta das eleições em França, ele disse “sem ela, eu não seria eu”, caramba! Mulheres, convenhamos, esta é a verdadeira história de amor dos nossos sonhos num mundo vulgarizado pelo culto da ‘eterna’ beleza e juventude, à custa de muitas plásticas, implantes ou outros artifícios. Para quem pode (€€€), entenda-se. Alguém homofóbico ou misógino duvidará do amor dele por ela, mas as fotos que vemos publicadas mostram grande cumplicidade entre este casal francês. Bem diferente do que nos apercebemos quanto ao casal americano/eslovena…

Se fosse ao contrário, um homem 40 anos mais velho do que a sua mulher, já não chocaria tanto, até parece que se tornou normal numa sociedade sexista. Lembro-me agora de uma frase que li há pouco tempo numa imagem postada na rede social, de um mural onde estava escrito “Find a woman with a brain. They all have vaginas” (traduzindo: procura uma mulher com cérebro, porque vagina têm todas elas), e que certamente se dirige aos homens, e isto diz-nos tudo.

Haverá mais casos como este pelo mundo fora, simplesmente aqui trata-se de gente famosa, e até a mim deu vontade de escrever outra vez sobre este tema: o amor sem idade.

Aproveito o momento para partilhar um artigo de Mirian Goldenberg (professora e antropóloga brasileira)
*Os Sexalescentes do Século XXI*

"Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade - os sexalescentes - geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os 60/70 anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória. 
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. 
Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam da situação, pois, após anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar...

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. 
Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, maneja o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. 
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...

Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo. 
Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. 
Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que chegarem aos 60/70 no século XXI.”

(Bom texto para compartilhar com amigos de qualquer idade!)

Brigitte M., ou Trogneux, pode ser um exemplo de sexalescente, pelo que pude apreciar nas fotos publicadas. É uma senhora que tem berço, educação, recebe elogios pela sua elegância e, ao mesmo tempo, é vista como alguém que vai contra as regras porque, aos 64 anos, não hesita em usar, de forma confiante, vestidos e saias curtos, roupa jeans, calças de cabedal e saltos de sete centímetros.

Por trás de uma grande mulher também há sempre um grande Homem! Esperemos que Macron faça muito pela França, contrariando todos os comentários maldosos ou preconceituosos que só querem é desestabilizar.

Envelhecer pode ser agradável, e até divertido, se soubermos como usar o tempo, se estivermos satisfeitos com o que conseguimos na vida e se continuarmos a manter a ilusão. Apesar de tudo, não posso queixar-me da minha.

E "vamos indo" a envelhecer, dançando, cantando, sorrindo... divertindo-nos, porque a vida é bela e rara! :-) 
https://www.youtube.com/watch?v=HFgi79BbrxI

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Sempre questionando...

Não sei se em abril cada pulga deu mil, mas que maio começou frio e nublado, no sul, isso é que não gosto nada! Ainda me lembro de ser março e eu já andar a chapinhar na água do mar, no norte! Felizmente este fim-de-semana não esteve nada mal, no sábado já pude finalmente dar um passeio com a minha bike, sem vento chato, e domingo esteve um dia espetacular com um fim de tarde estival que nem dava vontade de sair da praia. Parece que durante esta semana muda outra vez para 'raios e coriscos'…Estas alterações climáticas ainda dão cabo da gente…
A verdade é que anda mesmo tudo esquisito: o tempo, as pessoas, o mundo em geral; já nada deveria surpreender-me. E admira-me sim haver alguém, uma pessoa ou grupo de pessoas que se juntam e decidem tomar iniciativas para despertar consciências (quiçá adormecidas) e partilham-nas através das redes sociais. 

Na semana passada fui a uma sessão cinematográfica às 10h da manhã de um sábado! Pelo título deduzi que o tema iria interessar-me bastante, e pulei da cama a tempo de não perder essa oportunidade. Tive o prazer de assistir a um filme sobre a busca de sentido na vida 'En quête de sens', a nostalgia pelo modo de viver antigo ou tradicional, com esplêndidas imagens e uma trilha sonora bem escolhida, um ataque às 'grandes empresas' que só escravizam o ser humano.

É curioso como eu, desde sempre com orgulho de ser citadina, não conhecia nem gostava nada da ideia de viver no campo, e agora não me importaria de viver numa casita rodeada de terreno onde podia aprender a semear, cultivar. Nunca é tarde... Como é bom comer fruta diretamente da árvore, saber o que estamos a comer e "criado" por nós. A isso podemos chamar qualidade de vida ou saber-viver-bem. É trabalho árduo o do campo, eu sei, mas não será também penoso para a maioria de nós viver em stress diário no meio do tráfego a caminho de um escritório, ficar entre quatro paredes rodeados de papelada, sentados horas e horas a dar cabo das costas e da vista diante da tela de um computador, com ar condicionado que nos ‘mata’, ou com a falta dele que nos incomoda…? Com certeza, as mazelas virão todas, mais cedo ou mais tarde, para quem trabalha no campo ou num escritório.

Um filme-documentário ambiental que nos leva a questionar o significado ou o valor da vida, ou a reformular a pergunta que desde sempre tem atormentado os grandes pensadores “por que nascemos, para onde vamos?”. Na vida moderna, desde pequeninos somos metidos em infantários, depois na escola entre quatro paredes, mais tarde no local de trabalho, anos e anos, e assim nos vamos afastando cada vez mais da TERRA - a natureza - aquela que nos dá a subsistência e a liberdade de SER… Enquanto isso, estamos continuamente sujeitos a lavagem cerebral, tudo nos indicando que vale a pena “ter”, e deixamos de SER felizes…

Em resumo, dois jovens franceses encontram-se passados 10 anos, viajam pela Índia e América Latina, encontram pessoas que vivem de modo feliz e simples, e acabam a filmar cada entrevista que fazem. Com percursos de vida bem diferentes, um deles vivia o “sonho americano” de trabalhar numa multinacional de exportação de água mineral e levava uma vida boa de curtição. Até que um dia, devido a um pequeno acidente, preso na cama, decidiu assistir a um monte de documentários sobre a globalização que o seu amigo tinha realizado. A partir daquele momento, a sua consciência não o deixa em paz e decide ir ao encontro do outro iniciando assim uma viagem improvisada, épica.
Com muitos momentos de dúvida pelo caminho, outros de alegria, e depoimentos incríveis, questionando as crenças coletivas que moldam a civilização ocidental, a viagem dos dois é como uma iniciação a uma nova maneira de ver o mundo e viver a vida. Neste filme convidam-nos a repensar em nossa afinidade com a natureza, felicidade e propósito de vida.
87 minutos de filme que nos ajudam a recuperar a confiança na nossa capacidade para efetuar a mudança dentro de nós mesmos e no seio da sociedade, motivados pelo desejo de viver em harmonia com nós próprios e com o mundo.

Se essa não for uma tarefa fácil, com tantos ensinamentos ao nosso alcance, então esperemos os transportes mais baratos que nos levem a outros planetas… E será que lá podemos começar tudo do zero, fazer um verdadeiro reset, tornando-nos uma raça humana e mais justa?

Se me derem a escolher, vou a MAR TE… 
E ir para a LUA, será possível também?..tem é que ter SOL, vou estudar o assunto…questões infindáveis...
https://www.youtube.com/watch?v=oNUiW6sKNiw

terça-feira, 2 de maio de 2017

Dias de MAIO

Todos os dias há que comemorar alguma coisa! 
Maio começa com o dia do trabalhador, dia 1, e se calhar junto ao fim-de-semana, melhor ainda; depois o dia da mãe, no primeiro domingo; o dia da família (15/5); dos irmãos (31/5); e, ainda, por exemplo, o dia mundial da internet (17 de maio), entre outros… como se fosse necessário um determinado dia para nos lembrarmos do que temos sempre ao nosso alcance, ou dos sentimentos que nutrimos, neste caso, pela família.

Mãe: já li algures que “a boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.” Feliz da mãe que pensa assim, e consegue desapegar-se, para não sofrer mais tarde. Feliz daquela supermãe que consegue reprimir o impulso de querer manter debaixo da asa a sua cria para sempre, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Tornar-se desnecessária não é desamor, é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes, prontos para traçar o seu rumo, fazer as suas escolhas, superar as suas frustrações e cometer os próprios erros… também.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão, e devem entender que, se se tornaram desnecessários é porque cumpriram bem a sua missão. O que os filhos precisam é ter certeza de que ambos, ou um deles, estão num porto seguro, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado e o conforto nas horas difíceis.
Enquanto temos mãe, podemos dizer que temos uma família. A distância nunca abalou uma relação mágica de mãe e filho(a) que supera qualquer distância física. Este amor é incondicional e para sempre, aqui na terra ou em qualquer dimensão que estejamos...!  

DÊ A QUEM VOCÊ AMA,
– Asas para voar…
– Raízes para voltar…
– Motivos para ficar… ”
Irmãos: atualmente há duas espécies, os que são a 100% e os meio-irmãos; há cada vez mais casais com “os meus, os teus e os nossos”, e com filhos da idade dos netos, etc… este mundo está multifacetado, só falta todos se darem bem até porque uma família grande e unida é tudo de bom, pelo menos é o que imagino.
Há quem tenha prazer em ser filho único, há quem gostasse de ter mais irmãos e não teve… diz-se que é bom e saudável ter um irmão ou irmã mais velho(a). Afiguro que deve ser. Imagino-me a ter um ou uma com quem tivesse afinidade e pudesse desabafar… porém... parece que 'não nascemos onde merecemos, mas onde necessitamos evoluir' (fala assim o nosso Papa Francisco, homem sábio).

Família: o pilar básico da sociedade (diz quem sabe das coisas). Caramba, a sociedade vai de mal a pior: passa-se mais tempo no trabalho do que com a família; os filhos passam mais tempo com os profes/educadores do que com os pais… É da familiaridade que nascem as amizades mais ternas e os ódios mais profundos. Uma questão de sorte mesmo.

MAIO, tempo de giestas e, por essa razão, a planta é também conhecida como maia. No norte de Portugal, é tradição exibir um ramo de giesta no dia 1, ou deixá-lo nas portas ou janelas na passagem de 30 de abril para o 1º dia de maio, alegadamente como proteção contra o carrapato  (identificado com o demónio ou com o mau-olhado).
E... se, de repente, ficássemos sem internet... já imaginaram se houvesse um “apagão” e ficássemos todos desconectados, até nos dava uma coisinha má, de tão viciados que estamos todos, ou quase todos, especialmente os jovens que já nasceram ligados às máquinas…? (foi um flash que me deu)….
👄

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Pensamento ZEN

      Se é possível emanar boas vibrações, e a vida sendo um eco, então aproveitemos e partilhemos tudo o que pudermos de energia positiva, concordam? Com esta cena de andar toda a gente a falar em terceira guerra mundial, achei pertinente o texto abaixo que não me parece uma corrente, mas uma mensagem positiva de alguém que deve ser um expert na matéria e só deseja e quer espalhar o BEM… e por que não acreditar…?  
Gostaria de partilhá-lo no Facebook, mas como é muito grande partilho aqui mesmo no blog para quem for como eu, crente, de que ainda é possível salvar o mundo, começando por cada um de nós…
Citando: “Não temam, a terceira guerra mundial não acontecerá!

 
Assim dizem os mentores de luz que nos acompanham e nos auxiliam nos processos de clareamento de mentes e iluminação de corações por onde andamos.

Sim, este evento está previsto no registo akáshico do mundo, o Nyrmanakaia, mas ele não pode e não deve acontecer. No entanto, precisamos de despertar o máximo de pessoas possíveis para formar uma massa crítica suficiente com o objetivo de evitar este acontecimento.

Não é por acaso que deram o nome de 1ª Guerra Mundial no início do século passado ao grande conflito entre nações ocorrido na Europa, e depois a 2ª Guerra Mundial na década de 40. Isso acontece porque também existe um registo dentro do akasha sobre a 3ª Guerra Mundial. Se existe a primeira e a segunda, é porque existe também a terceira.

Na verdade, no tempo do não tempo - o tempo espiritual - onde tudo acontece ao mesmo tempo e de forma simultânea entre passado, presente e futuro, ela já existiu e provocou um atraso de 200 anos na humanidade. Esse atraso não pode acontecer, pois já entramos na egrégora da LUZ e estamos no início da Era de Ouro da Humanidade, onde tudo florescerá e brotará. Entretanto, nós estamos aqui neste momento, imersos no presente, para evitar que ela aconteça novamente. Não se preocupe, não é necessário compreender estas coisas racionalmente, pois a nossa mente humana não consegue compreender o tempo espiritual de forma racional.

Essa massa de pessoas despertas precisa de alcançar 33.3 por cento da população mundial, para então compreender o momento e vibrar na mais alta frequência existente, a energia da gratidão e da compaixão. Ou seja, um terço da humanidade será capaz de iluminar os outros dois terços.

Se você sentir que, no seu coração, consegue e pode fazer algo pela alma do mundo, então faça. O momento é agora. Mas o que você pode fazer?

Apenas ilumine o seu próprio coração e estará iluminando a alma do mundo através dos sentimentos de compaixão, de amor incondicional e gratidão. Não é necessário ser algo complicado, os atos divinos são simples e eficientes. Tudo funciona no astral superior por egrégoras vibracionais. Devemos ajudar a construir essa egrégora. Não podemos ficar inertes.

Pare de reclamar da vida, de ter raiva dos outros e ter medo da vida, apenas sinta o presente e agradeça, não é preciso pegar em armas para evitar qualquer conflito, muito menos replicar o medo em redes sociais. Não divulgue o medo, divulgue a gratidão e o amor entre as pessoas. Sim, haverá combates e veremos muitas provocações em breve, mas tudo isso virá à tona justamente para mostrar o que não deve ser feito. Assim funcionam as leis herméticas que gerem o universo. Para compreender tudo sobre algo, é preciso compreender antes tudo sobre o polo contrário dessa mesma coisa. Estamos a querer conhecer tudo sobre o AMOR, como se fosse uma disciplina na escola, mas para compreender tudo sobre ele, é necessário aprender antes tudo sobre o desamor. Chega de desamor, de falta de compaixão, temos compreendido tudo isso ao longo dos últimos dois milénios.

Não é preciso que você salve o mundo, como um herói ou heroína, mas pode tornar-se uma pessoa de luz para a sua família e para os amigos. Demonstre amor por onde passar, não tenha vergonha de fazer isso. Fale sobre ele, fale sobre a gratidão, sobre a paixão pela vida e pelos seres humanos. Ame o outro como a si mesmo. Sim, está a chegar o momento da grande prova, o momento de trazer à tona a mensagem do Cristo, o rei dos reis e mentor dos mentores, o grande faraó do planeta Terra.

Há guerreiros de luz ao redor do mundo prontos para iluminar o máximo de corações possíveis. São 144.000 guerreiros de Cristo em ação. Templários encarnados e prontos para cumprir as suas missões de amor e justiça, em glória. Esses têm a responsabilidade de despertar 33.3 por cento da população mundial. Eu sou um deles e trabalho sob as ordens maiores de Melquisedeque, o altíssimo.

Gratidão! Gratidão!

(Se gostou do texto compartilhe. A energia envolvida é de elevação. Eu sou Carlos Torres — escritor e mensageiro)”
Fim de citação
      Há palavras ou nomes que também desconhecia e tive que ir pesquisar na Wikipedia, tais como: egrégora (força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas); Melquisedeque (personagem bíblica); Akasha (quinto elemento cósmico); registo akáshico (onde se guardam as memórias dos acontecimentos de todas as nossas vidas, do passado, do presente, e das que ainda iremos viver no futuro, dependendo das ações e escolhas que fizermos na vida atual); Nyrmanakaia (corpo físico do Buda).
O meu interesse é enorme por estes temas ocultos ou esotéricos, e tenho pena de não aprofundá-los, ainda não me deu para isso. Partilho com quem se interesse também. Namaste!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Na Blogosfera

Pira Pira Piradinha…Anda tudo fora da casinha… até o vento anda pirado, ninguém aguenta, eu menos ainda, há 2 dias que não pára, e eu piro! Esta zona do país sempre foi famosa pelo bom tempo, agora que estou aqui ando a estranhar…Até me falta a inspiração.
Um tanto ou quanto descoroçoada também porque, afinal, andamos nós aqui a cuidar da alimentação, do corpinho são e mente sã, a querer chegar novos a velhos, ter sucesso e conseguir melhor qualidade de vida, etc.… e, de repente, nos apercebemos de que o mundo vai sendo governado por gente sem escrúpulos, ladrões, déspotas, egocêntricos e paranoicos, incultos, cujo nome adequado é mesmo a classe “pulhítica”…
Por mais tranquilidade que procuremos, os tempos são de apreensão. Atualmente só se ouve falar de Trump, Putin, Assad, Jinping, Jong-un, Erdogan…tipos imprevisíveis que se julgam donos do mundo e ‘brincam’ com armas nucleares ou mísseis como se fossem carrinhos elétricos e podem acabar com a vida na terra em três tempos, ou deixar muitas mazelas, um horror só de pensar! Na rua, no café, em qualquer lugar, as pessoas só comentam que “a terceira guerra mundial está aí” e os jovens serão obrigados a fazer o serviço militar outra vez, como antes…tudo tem que estar a postos para qualquer eventualidade (?)…

Enfim, contrariando a situação, voltemos ao otimismo…

Esta semana houve a tertúlia do costume no TEMPO (Beta Talk) onde aprendi um pouco mais com pessoas empreendedoras que um dia deixaram um trabalho seguro e bem remunerado, ou não, para seguirem um caminho próprio, trabalhando para si mesmas, nem que sejam 18h/dia, mas fazem o que lhes dá prazer. Duas senhoras que tiram partido do boom das redes sociais. Gostei muito e fiquei até ao fim. Não há nada como fazer o que se gosta ou ser independente a nível profissional.
Partilho aqui o site de cada uma delas, apesar de entretanto ter reparado que duas dezenas de amizades minhas no facebook já seguem o blog “poupadinhoscomvales”, eu é que tenho andado distraída, pelos vistos:
Há um mês a Janine lançou o livro “Ser feliz não é caro”, ainda não li e concordo.
Sabe bem conviver com pessoas otimistas. E, para não variar, as mulheres na crista da onda, sempre a maioria em tudo!
Na blogosfera, o mundo torna-se uma bolinha em que podemos partilhar tanta coisa além de emoções, diversões, curiosidades e outros sentimentos, fazendo-nos sentir menos sozinhos, ou sozinhas.

Venha o que vier, porém… continuemos a inspirar-nos e a acreditar que temos a capacidade de mudar o mundo, apesar de sermos um grão de areia, uma molécula de água! 

Tudo começa com pequenos gestos, no nosso espaço, mesmo quando nos sentimos impotentes para acabar com uma guerra ou a fome no mundo, temos o poder de mudar o nosso espaço, e mudar-nos…
Tudo começa comigo, contigo, connosco enquanto pessoas...se todos vibrarmos PAZ, não haverá espaço para o conflito...portanto, cada um de nós fazendo a sua parte será possível mudar o mundo! ...e assim nos transformaremos num extenso areal ou oceano.

Há anos saiu um filme visionário que gostaria de rever: Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick, ou encontrar o livro para ler. Aliás, o subtítulo do filme é “Como aprendi a não me aborrecer e a amar a bomba”. De uma ironia implacável sobre o apocalipse nuclear, provocado por um bando de imbecis… por isso, e ainda com humor negro, negríssimo, preparem-se: se a guerra começar hoje, ou amanhã, já estão avisados e não se aborreçam.