terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em vésperas de "Dia das Bruxas e Bruxos"

Dá medo?… só de brincadeirinha, porque o mundo sendo feito de todo o tipo de gente, dá medo é conhecer pessoas que podem intoxicar a nossa vida, e todo o cuidado é pouco, há que estar ALERTA!
Tenho a mania de ser medrosa ao evitar aventuras no desconhecido, desportos radicais e outros que tais… mas (afinal) a pior coisa que pode acontecer-nos é conhecer alguém que nos parece uma coisa e depois sai outra, e com o tempo nos deixa completamente à toa, ao ponto de nos perguntarmos “isto é normal!?"… Pessoas que vivem uma realidade diferente da nossa, muitas vezes utópica (se enganando e querendo enganar os outros)… não é fácil!
Falando ainda em medos, impressiona-me ver jovens andando à boleia pelo mundo… nunca eu faria algo desse género. No passado fim-de-semana dei boleia a uma bonita jovem (e com ar pacato) de Latvia (Letónia – capital: Riga, gravei agora) que queria ir justamente para onde eu me dirigia a passear. Estava acompanhada da sua cadela super meiga (notei depois) e eu pensava que seria problema ela entrar dentro do meu carro. Mas não, sentou-se aos pés da dona e ficou tranquila; era assim uma mistura de lobo, coelho e gato, tinha o rabo como o de um coelho, comentava ela (a Linda). Perguntei se não tinha medo de andar à boleia pelo mundo, de ter vindo de Latvia até Portugal assim, e ela disse “esqueci o medo e só queria atingir o meu objetivo, o meu destino”. Isso mesmo, ainda aprendo com esta idade. Esquecer o que não interessa, o que nos deita para baixo e seguir em frente.
E falando de novo em pessoas – o mal do mundo – para quê insistir com gente tóxica, quer a nível de amizades ou de amor(es), se podemos rodear-nos de gente boa que nos acrescenta algo de bom e até aprendemos com elas…?

Segundo um psicólogo, pessoas tóxicas agem deste modo:
1.       Pessoas tóxicas são manipuladoras. Seu modus operandi é fazer com que as pessoas façam aquilo que elas querem. As coisas giram ao seu redor. Usam as outras pessoas para conseguir qualquer que seja a sua meta. Esqueça o que você quer; isso não é sobre igualdade no relacionamento - longe disso.
2.       Elas julgam. Mantenha seus olhos e ouvidos abertos às críticas - sobre você, o que você fez, e o que não fez. Nunca vão ser sobre elas, e vão mentir se lhes for conveniente.
3.       Não se responsabilizam pelos próprios sentimentos. Em vez disso, projetam os sentimentos no outro. E se você tentar apontar isso, elas provavelmente vão defender a perspetiva delas com veemência, e não se responsabilizar por quase nada do que fazem.
4.       Elas não pedem desculpas. Não veem motivo pra fazê-lo, porque as coisas são sempre culpa de outra pessoa. Em muitos aspetos, apesar de tentarem orquestrar os relacionamentos para servir os seus próprios objetivos, tentam ganhar simpatia e atenção com o status de “vítima”.
5.       Elas são inconsistentes. É difícil saber com quem você está a qualquer momento porque elas frequentemente não são a mesma pessoa. Podem mudar a sua perspetiva, atitude e comportamento, dependendo do que sentem necessidade de conseguir ou do que querem que aconteça. (E sabem ser gentis quando querem algo de você)
6.       Elas obrigam que você se prove para elas. Pessoas tóxicas fazem com que você as escolha em vez de outra pessoa, ou algo que elas queiram em vez do que você quer. Geralmente, isso se torna uma dinâmica de “divisão e conquista” na qual a única escolha é elas, chegando ao ponto de exigir que você se livre de outros relacionamentos importantes pra você só para satisfazê-las.
7.       Elas lhe obrigam a se defender. Elas têm dificuldade de manter uma posição sobre certos problemas, provavelmente porque não estão interessadas no seu ponto de vista ou tentando encontrar uma conclusão amigável. Lembre-se, são manipuladores supremos: tais táticas podem incluir ser vago e arbitrário, assim como divergir o foco da discussão para como você está discutindo um problema - seu tom, suas palavras, etc. Elas focam em problemas, não em soluções.
8.       Elas não são cuidadosas, apoiadoras, ou interessadas no que é importante para você. Na verdade, as coisas boas que acontecem com você tiram a atenção delas e as frustram quanto a se focar nas próprias metas. Cuidado com pessoas que te criticam e te taxam como errado(a). Lealdade é algo desconhecido para elas.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

State of Mind

Uma vez alguém pediu a uma mulher que partilhasse o segredo do seu grande SUCESSO. Ela sorriu e disse:

"Comecei a ter sucesso quando comecei a deixar de dar importância ao que não interessa…
Deixei de dar ouvidos ao que vem de gente ridícula, falsa ou hipócrita…
Parei de brigar com familiares aceitando cada um como é…
Parei de lutar por atenção...(se é que lutei por isso)
Parei de preocupar-me em atender às expectativas das pessoas em relação a mim...
Parei de tentar agradar a todos...
Parei de lutar para provar que estavam errados sobre mim ....
Deixei essas lutas para quem não tem mais nada por que lutar...
E passei a lutar pela minha visão, os meus sonhos, as minhas ideias, a minha tranquilidade, o meu destino. 
O dia em que desisti de pequenas lutas foi o dia em que comecei a tornar-me bem-sucedida e com muito mais conteúdo."

Algumas lutas não valem a nossa perda de tempo precioso... então vamos escolher sabiamente aquilo por que vale a pena lutar!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A sabedoria do Silêncio

O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta. 
E há silêncios que dizem muito.

Há quem o ache constrangedor, mas eu não, amo o silêncio e aprecio as pessoas que não ficam desconfortáveis com o silêncio. Adoro gente que consegue comunicar entre si, não apenas com palavras, mas também com o silêncio. Detesto quem tanto fala e nada diz. Encontrar alguém com quem se possa conversar é tão raro… geralmente as pessoas só falam… (e não dizem nada)… 
Vale a pena aprender a falar menos e a dizer mais.

Em algumas situações, todas as palavras do mundo não conseguem expressar o que um silêncio diz. Muitas vezes, este também é a melhor opção para não ferir alguém ou a nós mesmos. Torna-se muito cansativo usar repetidamente palavras com quem não nos entende, não quer entender, ou nada tem a ver com a nossa pessoa. E geralmente insistimos naquilo que não é para ser… As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão.

Há gente prepotente, ou se acha, com quem não vale a pena perder nosso tempo a “bater no ceguinho”… muita gente “se acha”, sendo essa uma forma de superar alguns complexos "enrustidos" ou porque (para alguns) o dinheiro ou status lhes sobe à cabeça, julgando-se mais importantes do que os demais… enfim, há de tudo, e haja paciência, o jeito é virar costas e deixar essa gente a falar sozinha...
Em muitos momentos da minha vida adoro estar em silêncio, desligar tudo ou de tudo e ficar só comigo mesma. Ouvir a minha própria alma e intuição. Outras vezes gosto de ter música aos berros, depende do momento. O silêncio é um ótimo conselheiro, afinal, muitas vezes precisamos de pensar antes de agir; é uma excelente arma também, que deve ser usada de forma e na hora correta. 
Em momentos de reflexão, o silêncio é ouro. 
Na dúvida, melhor escolher o silêncio. Ele incomoda, irrita, chateia, não gasta a nossa energia e ainda por cima preserva a nossa imagem.
Podemos curar qualquer mal com dois remédios: o tempo e o silêncio (disse Alexandre Dumas), eu acrescento dois: com música e com um sorriso!


Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. (“Meu silêncio”, Oscar Wilde)

domingo, 13 de outubro de 2019

Sétimo dia sob o céu


Fim de semana - Verão de outono


Ela acorda cheia de boa disposição, depois de uma noite bem dormida, nem o nevoeiro que ela avista lá fora a deprime. Está bom tempo, claro!
Nem ela sabe de onde surge tanta energia boa logo pela manhã, apesar dos pesares. É grata por isso, todos os dias. Lembrou-se de escutar música de Janis Joplin, e isso ainda melhorou o iniciar do seu dia de sábado.
Toma um bom café da manhã, arruma a casa, tenta fazer alguma mudança ou organização, uma vez que em breve chegará o friozinho. Entretanto, o tempo vai aquecendo e dá aquela vontade de dar um mergulho no mar. Veste-se e sai, a tentação está ali a uns escassos 200m. 
Ainda “jazem” na areia algumas pessoas a aproveitar o verão fora de época. E o mar, ah esse está com ondas fortes, a bandeira amarela avisa, mas nada como dar um mergulho e fazer um ‘descarrego’ de tudo o que foi acumulado ao longo dos últimos dias; fica depois a desfrutar do sol ameno e a observar as pequenas nuvens lá em cima; de vez em quando há uma que tem a ousadia de ofuscar o brilho do seu SOL e até sente o fresquinho de outono… 
Ali estava ela feliz, abstraída, sem telemóvel, longe do mundo e dos pensamentos que não interessam nada. Apenas escutava o barulho das ondas e das gaivotas. Que PAZ! E é Incrível, até o cabelo dela fica mais lindo com a água do mar, melhor do que quando vai ao salão de beleza e gasta um dinheirão!
Ai aquele mar. Não passa sem ele. Vem à sua memória o tempo da infância, quando vivia junto à praia, a Morena, e que ficou no seu imaginário para sempre. Quase uma coisa de outra vida. Muitos anos mais tarde, coincidência ou não, foi parar à praia ali ao lado de Copacabana, a do Leme, era só atravessar e estava a dar um mergulho. Deve ser por isso, essa loucura por MAR, que sempre a acompanhou, e sente falta quando está longe.
Deve ter sido uma sereia em alguma das vidas passadas. Estar naquele momento naquela praia é como sentir-se no sétimo céu, como se nada mais fosse importante. Sonha um dia ter a vida organizada num lugar assim à beira mar, poder ter um apartamento com espaço para guardar a sua prancha e um caiaque, quem sabe. E assim viverá feliz para sempre. Só ou bem acompanhada, isso é um pormenor que dependerá da SORTE, aquela que esteja reservada pelo seu UNIVERSO.
Para já curte as amizades, velhas e novas. De surpresa, um casal amigo passava pela cidade e convida-a para jantar, mas ela já tinha programado um jantar animado com as amigas mais próximas. O que falta afinal? não pode queixar-se! <3
Ahh e ainda vai haver o domingo...

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Me, Myself and I

Alguém me perguntará: por que tens a mania de sentir-te SORTUDA?

E eu responderei - PORQUE:

- acordo (praticamente) todos os dias com o SOL a sorrir-me à janela (e eu SORRIO também)
- e depois vejo ele ir-se/por-se, triunfal, sempre que eu quiser
- adormeço na companhia da Lua, muitas vezes
- aprendi a SER EU mesma
- nunca o Universo me faltou com nada, sou apoiada e também posso apoiar (quando e se necessário)
- no meio da loucura em volta consigo ser SAUDÁVEL, de corpo e espírito
- sou LIVRE pra fazer as minhas opções, e com as erradas gosto sempre de aprender
- tenho as melhores AMIZADES do mundo, poucas mas bastam
- não me faltam pessoas para AMAR e ser AMADA, e o Amor às vezes acontece…
- sou FELIZ sem motivo, ou com pouco, e sempre GRATA por isso
- as coisas e as pessoas só têm a importância que eu lhes atribuir
- no meio do caos e num mundo fake consigo manter a SERENIDADE (quem me conhece sabe que sim)
- vou separando o trigo do joio, sem dificuldade (ou seja: elimino o que não me ajuda a evoluir)

(se me lembrar de algo mais, depois acrescento)

Sei que quando me permito o que mereço, atraio o que preciso. 
Sempre acreditando que um dia alguém me abraçará tão forte que todos os pedaços quebrados dentro de mim se juntarão novamente!

Não serei bipolar (como parece agora quase todo o mundo), mas sou tripolar: tenho um lado calmo, um lado louco, e um lado obscuro! LOL

Então… não é mesmo uma Sorte? GRATIDÃO!
https://www.youtube.com/watch?v=bYRDfPoKPy8
Eu

domingo, 6 de outubro de 2019

A respeito da... falta dele...

RESPEITO: é lindo e eu gosto!

Ao longo da vida tenho aprendido que empatia e respeito são qualidades primordiais para manter relacionamentos duradouros e saudáveis. Sem isso não vale a pena tentar muito tempo ou forçar as coisas.
Empatia é a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa, imaginando-se nas mesmas circunstâncias.
O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e é relevante na interação social, impedindo que uma pessoa tenha atitudes reprováveis em relação a outra. O respeito mútuo representa uma das formas mais básicas e essenciais para uma convivência saudável, é por isso que muitas religiões abordam o tema do respeito ao próximo.
Respeitar o outro é um aprendizado que começa no berço, e não deve ser uma opção num relacionamento, mas sim um pré-requisito. O respeito também se define como um sentimento de profunda admiração por alguém ou algo provocado pelas suas habilidades, qualidades ou conquistas. Adoro poder conhecer pessoas com qualidades “boas, valiosas ou importantes” pelas quais sentirei admiração, orgulho, e as respeitarei, porque elas também sabem respeitar.
As relações (de qualquer tipo: a nível profissional, de amor, amizade) são afetadas pela forma como o outro nos trata, seja de forma boa ou ruim. Se bem cuidado, o amor pode durar uma vida, se maltratado vai durar semanas (se tanto)…o mesmo acontece com a amizade.
Muitas vezes abandona-se o barco amando muito, mas a relação (que devia ser amorosa) foi sofrendo tantos maus tratos que não há como continuar.
Sempre se ouviu falar que basta amar para uma relação durar, e as pessoas acreditaram. E o cuidado? E o afeto? E o respeito? A verdade é que as pessoas (as sem berço) perdem facilmente o respeito pelos outros e, no calor das emoções, usam as ofensas como quem usa uma metralhadora com a intenção de matar. E matam mesmo: matam o respeito, o amor, a vontade de continuar…
E desistir é uma atitude heroica, porque isso exige doses cavalares de autocontrolo e inteligência emocional. Os vários pequenos (que viram enormes) detalhes que desgastam a relação, muitas vezes por motivos que nem são palpáveis, levam-nos ao cansaço, sempre procurando motivos que justifiquem as atitudes dos outros, de desrespeito, e consequentemente abusivos...
E a vida continua.
Carpe diem! (por morrer uma andorinha não acaba a primavera, felizmente)

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

aMARte

A Arte de Não Amar(gar) a Vida

Não é fácil. Vou me contrariar agora, sobre a necessidade dos telemóveis na nossa vida. Então… cumé que se vivia antigamente? Agora que nos habituamos ao “bem bom” basta estar conectado 24h (se quiser) e ver quem está online, e uma pessoa até se sente acompanhada, “vendo” aquele amigo ou amiga com quem se pode conversar, se nos apetecer. A qualquer hora. 
Porém, já aconteceu comigo, habituada a ver uma pessoa querida sempre online, deixei de a ver durante horas, e fiquei agoniada pensando “o que terá acontecido?”… isto não é normal…que bad vibe! tenho mesmo que desconectar-me de verdade, evitar estas angústias, ou então me viciar de vez: preciso da rede para me sentir acompanhada, ora bolas!!!

Há coisas assim, estranhas, que nos fazem viver na contradição, ora gostamos ora detestamos, ora precisamos ora dispensamos… nada fácil esta vida cheia de escolhas, porém, que nunca nos falte o bom senso e o equilíbrio da mente e do corpo.
Por exemplo, escolhemos AMAR, pois achamos que o Amor é lindo… ohh mas também é tão chato, a gente se agarra, apega-se, quase quer respirar o ar do outro, fica dependente… que sentimento mais estranho esse “amar” que nos deixa em desassossego.
Se a gente escolher 'não querer amar', fluirá a vida melhor? Sem a ansiedade gerada pelo apego, curtem-se tão só os momentos bons, e fica-se mais solto. 

Pensei na arte de não amar, se possível, seria uma boa ideia? É que amar implica responsabilidade, cuidado, respeito… e não fica fácil para muita gente, pois infelizmente não se nasce com livro de instruções. E se for para não amar, o que resta? Apenas gostar, mas isso parece pouco... somos exigentes, queremos tudo ao extremo… ou TUDO ou nada!
Porque, se amamos uma pessoa, devemos respeitá-la como ela é, e não como queremos que ela seja. Os seres humanos não são objetos para serem possuídos ou dominados, mas sim pessoas que contribuem e enriquecem os demais com a sua forma de ser e a sua individualidade. Todos interagindo, dão e recebem. É preciso alcançar maturidade e independência, sem projetar no outro os nossos medos, inseguranças e necessidades, sem explorarmos ou tornar-nos vampiros emocionais. E há tantos.

Nem sempre corre tudo na vida com tranquilidade e harmonia. Vivemos num turbilhão, onde tudo pode acontecer: harmonia e conflito, alegria e tristeza. O amor é uma arte que nos enriquece como pessoas; estamos sempre a aprender. AMAR é uma experiência pessoal que cada qual só pode ter por si e para si. E, como dizem os psicanalistas “para amar o outro é preciso antes amar a si mesmo”.

O AMOR. Uma palavra tão pequena e simples para um sentimento tão complexo, avassalador e emocionante.
A arte de amar começa com muitas esperanças e expectativas, e mesmo assim falhamos muitas vezes. Como seres racionais que somos, deveríamos aprender com as nossas experiências, reconhecer os nossos erros, tornar-nos pessoas melhores para superar os fracassos e entender melhor o que significa e o que traz para nossa vida esse sentimento chamado "amar". 
Ninguém ama ninguém porque decidiu amar, pois o amor flui espontaneamente do ou dos encontros, quando a gente menos espera, numa direção imprevisível e além de qualquer autocontrolo da nossa parte.
O amor vai tomando formas, rumos e sentidos exclusivos e irrepetíveis para cada um de nós, seres amantes. 
A verdade é que devíamos amar pelo amor somente, não pelo que o outro "é" nem pelo que “significa”, nem pelo que ele “tem”, porém, mais do que tudo isso, “quando” o amo e se o amo, amo-o por aquilo em que me torno quando estou na sua presença… 
A poetisa Elizabeth Barrett Brown respondeu assim quando a pessoa amada lhe perguntou “como” ela a amava:
“Como te amo?
Deixa-me contar de quantas formas eu te amo!
Eu te amo até o mais fundo, o mais amplo e ao mais alto
Que a minha alma alcança, buscando para além do visível os limites
do Ser e da Graça ideal.
Eu te amo até nas mais ínfimas necessidades de todos os dias,

Na luz do sol e à luz das velas. Eu te amo com a liberdade com que os homens lutam por Justiça.
Eu te amo com pureza, com a paixão das velhas mágoas
e com a fé da minha infância.
Eu te amo com um amor que me parecia perdido com as coisas perdidas.
Eu te amo com toda a minha força, com o sorriso e as lágrimas de uma vida inteira!
E, se Deus quiser, depois da morte
eu amarei melhor.”
Porém, todo esse amor só pode ser real enquanto for gratuito, sem medos nem cobranças. Muitos exigem tanto dos seus amores, a ponto de levarem em si uma espécie de “medo de amar”, seja para evitar frustrar a pessoa amada ou por medo de não corresponder ao amor recebido.

Melhor... Não Amar?… 

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O poder da positividade

Fica difícil ser positivo neste mundo em que vivemos, mas podemos treinar para ver sempre o copo meio cheio. Nem dou conta se tenho treinado isso, mas acredito que tenho conseguido ser positiva, quase sempre e apesar de tudo. Nada “vulgar” poderá afetar-me ou derrubar-me, disso me orgulho.

Porém, há momentos em que o pensamento nos trai com coisas tristes ou desagradáveis, que de algum modo ficamos a saber. Basta ligar o rádio ou TV, por exemplo, ou ler as notícias, pois não se pode viver sempre alienado a escutar música. Até se pode, mas não se deve...

Um mundo estranho onde quase dá medo conhecer alguém… E, por causa disso, escolhe-se ficar só. Um mundo de gente solitária. No começo de um relacionamento tudo parece perfeito (paixão, encanto, planos, sonhos), mas quantas notícias se ouvem sobre violência doméstica? Esta não começa com um crime, começa quando o seu companheiro mexe no seu telemóvel, implica com a sua roupa, quer dispor a seu belo prazer do seu tempo, sugere que você se comporte "como uma mulher”, tem opiniões depreciativas acerca dos seus amigos e amigas, etc, etc... (a criatividade para dominar a vítima é enorme, e é errado pensar que ser submissa é uma questão de educação…)
Pode acontecer, mais raramente, ser também o homem a vítima. Um que faz do outro gato-sapato e pensando que é por amor… Relações enganadoras, abusivas, tiram a alegria, a vontade de sorrir e de amar a vida… quando tudo podia ser bem melhor a DOIS… entre tantas outras misérias humanas...

Que mundo é esse? Somos todos seres estranhos, pudera, somos humanos, apesar que… uns são mais do que outros.
Eu então sou estranhíssima, venho para aqui expor a minha Alma, o meu Ser, e concedo a alguns privilegiados a sorte de me ler neste meu pequeno Universo, quase uma “sociedade secreta”.

Podemos aprender a ser positivos depois que aprendemos a ganhar confiança em nós próprios: ficar em silêncio e firme entre o caos, só é preciso acreditar em nós mesmos e na nossa verdade.

Pessoas confiantes
- ouvem as opiniões dos outros, eventualmente a fim de ganharem mais conhecimento ou uma nova perspetiva mas, em última análise, escolhem o seu próprio destino, não ficam à espera da aprovação ou aceitação de ninguém;
- assumem total responsabilidade pela sua vida, não culpam os outros pelos erros que cometem, ou infortúnios; pelo contrário, aprendem com os mesmos;
- cada nova experiência representa uma oportunidade de crescer e aprender, não fogem das responsabilidades, e enfrentam desafios;
- não se preocupam muito com o que os outros pensam; sabem que serão amadas pelas pessoas certas e ignoradas pelas erradas, e estas não interessam;
- podem muito bem viver de acordo com o seu coração e alma, e não permitem que o medo e a ansiedade social as prejudiquem;
permitem simplesmente que o universo flua através de si; sabem que têm falhas, mas quem não as tem? possuem corpo, mente e alma aqui e agora, por que desperdiçar a vida tentando provar algo aos outros, ou desejando ser outra pessoa?

Não erramos quando damos muito de nós. Erramos quando esperamos o reconhecimento de alguém que não sabe valorizar a sinceridade que lhe damos...

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é sermos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?” Na verdade, quem é você para não ser?” – Marianne Williamson

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Em processo de desconexão


Viver num mundo em que a famosa atriz escolhe o nome Lonô para o seu filho recém-nascido, o primeiro bebé do ano chama-se Kenzo, e o novo cão do vizinho chama-se Zé Maria, dá que pensar, e deixa preocupado quem andar atento. 
Tudo está girando ao contrário e parece uma espiral de loucura. Basta apreciar as aberrações todos os dias nas redes sociais, e ver como vai a gente, o mundo. Tanta hipocrisia nas frases lindas e mais que batidas, tanta futilidade… (felizmente algo se aproveita, por isso ainda não me desconectei). 
Pessoas que andam pela rua sem ver ninguém, quase se atropelam ou são atropeladas, gente que nem escuta a pessoa do lado quando esta fala, e então acaba por se agarrar também ao aparelho, e por aí fora...todos temos passado por esse tipo de experiência. Não tiram os olhos do telemóvel, e…caso sintam necessidade de trocar afetos ou ter companhia, é fácil, recorrem aos sites de encontros…Altamente!...onde isto vai parar!?
Estava mesmo a querer dissertar sobre este tema, por causa de um artigo espanhol que li “Desconectados: a nova tribo urbana que abandona a Internet para abraçar a vida real”, quando também encontro estas imagens de um fotógrafo americano que retratam claramente o que está sucedendo:
Começa a nascer uma nova tribo urbana, exótica, mas cada vez mais numerosa, a dos desconectados. Pessoas que, voluntariamente, decidem refrear o turbilhão da internet, parar com o virtual e dedicar-se à VIDA REAL. Fartaram-se de perder tempo (eu que o diga) e passam a ter o telemóvel para simplesmente receber e fazer chamadas e enviar SMS, e até a bateria passa a durar uma semana! Reencontram o prazer de apreciar uma paisagem, uma viagem, um livro, um bate-papo olhos nos olhos: coisas simples e reais, que fazem falta.
Por mim falo, também. Quase me vicio quando começo a querer cuscar ou ver as “novidades” (ou parvidades) na rede dita social FB ou outra do género. Tenho consciência que o faço para rir-me um pouco, ou conhecer o mundo em que vivo. Felizmente sei alhear-me, quando necessário, por exemplo, se deixar o telemóvel em casa não stresso nem volto atrás para buscá-lo, ou se estiver a fim de ausentar-me desse mundo louco e experimentar o MEU, aquele que inclui passeios na minha bike, apreciar a paisagem pelo caminho, aquele mergulho gostoso na água salgada que me reconforta, ou quando há em casa tanto para organizar: tudo isso AINDA é mais importante do que estar ‘ligada à máquina’. Já deu muitas vezes vontade de ficar desconectada, sim, mas penso que posso gerir bem o meu “vício”, sem ter que ser radical…

E quem faz parte desta nova tribo não são místicos ou eremitas que decidem isolar-se do mundo, ou pessoas que se retiram para o campo e começam a ordenhar vacas ou a plantar tomates – os chamados neorrurais (a maioria até comercializa os seus produtos via Internet e passam muito tempo trancados na casa de campo em frente ao computador). Não, são pessoas modernas, da cidade, muitos são jovens, que decidiram demonstrar que é possível viver sem Internet e continuar normalmente com o seu trabalho, o seu estudo ou as suas relações sociais. Apenas usam a rede para aspetos práticos e concretos como fazer alguma inscrição online, o imposto de renda, ou ver a conta bancária, entre outras coisas necessárias.
Aqueles que sentem que a rede deixou de ser uma ferramenta ao serviço da humanidade, para ser um sistema que coloca a humanidade ao seu serviço, ou seja, praticamente uma espécie de escravidão. 
A necessidade de desconexão está crescendo de tal maneira que já existem empreendedores turísticos oferecendo hotéis ou restaurantes sem Wi-Fi. E há escolas nos Estados Unidos a proibir os alunos de usarem novas tecnologias. Mesmo em algumas situadas em Silicon Valley (Vale do Silício) os filhos dos executivos do Google e da Apple aprendem a viver sem computadores, sem tablets ou sem TV!
Escritores, intelectuais de vários países - incluindo cinco prémios Nobel de literatura - já fazem parte da tribo dos desconectados, alguns tendo assinado em 2013 um manifesto contra vigilância em massa e espionagem de empresas e estados a cidadãos por meio da rede. 
Para contrastar com os smartphones cada vez mais complicados, telemóveis antigos sem conexão à Internet são uma tendência, que servirão apenas para fazer e receber chamadas e mensagens de texto.
Assim é o mundo, dá voltas e voltas, sem parar, e salve-se quem puder!
https://www.youtube.com/watch?v=OdfC3d6f0bg

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Meu Mundo arco-íris

                                                           ... onde só entra quem eu quero, e deixo FLUIR... 

Alguém nos trouxe para este mundo (cada vez mais) louco, e temos que aguentar. Uns felizardos, outros nem tanto e têm que se desenrascar para sobreviver... porque há quem nasça ‘de rabo virado pra lua’ (por exemplo, semana passada ouvi a notícia que um casal norte-americano ganhou a lotaria pela 2ª vez!!!)… é assim, outros bem sonham, e o dinheiro só sai do bolso, não entra nada.

Nós, seres humanos, somos parte de um grande mosaico que é o Universo, cada um com as suas características próprias, e nessa variedade está a sua beleza. Imaginem se todos brigássemos pela cor amarela, que chato seria.
Falando em cores, qual será a cor da FELICIDADE?
Pra mim, será o azul do MAR?... o vermelho da paixão?... os tons alaranjados dos pores do sol?… o preto, que revela sofisticação ou elegância?… ou será o lilás que está ligado à espiritualidade, à magia e ao mistério, cor que convida naturalmente à reflexão, à mudança de atitude e à tomada de consciência, a cor da transformação e, consequentemente, da libertação daquilo que ‘não me faz falta’…? (aqui falou o Escorpião)… Enfim, adoro o arco-íris!
Sou uma pessoa com gostos ecléticos, quase camaleónica, e ao mesmo tempo equilibrada (felizmente). Aprecio as mudanças, quando são para melhor (obviamente) - “pra pior já basta assim”…
Acredito que o primeiro passo para se encontrar a verdadeira felicidade é se perguntar o que nos faz felizes, sabendo para isso que com tal pergunta já estamos a meio caminho de reconhecê-la e, por fim, conquistá-la.
Com isso iremos perceber que a felicidade pode estar nas pequenas coisas e até nas grandes, por que não? Ela pode estar num beijo gostoso, um abraço, um olhar, uma boa recordação, em gestos de gentileza, uma comida bem preparada, um objeto recém comprado, uma noite bem dormida, um mergulho longo na água do mar convidativa, e em muito mais coisas simples. Porém, para que possamos viver esses momentos bons de FELICIDADE, o nosso coração tem que estar aberto, disponível e pronto para sentir todas as sensações que fazem nascer o AMOR. Amor pela Vida que Alguém nos deu!

“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”. Mahatma Gandhi

Por que falo de mim? Porque sou parte deste universo eclético. E porque haverá alguém igual a mim, mas ainda não conheci hahaha Todos os dias observo o que e quem me rodeia. É incrível como há disparidade de pensamentos e opiniões. Uns entram para o meu círculo de amizades e permanecem, perto ou longe, com mais ou menos ligação ou confiança, pois algo nos liga de alguma forma. Os amigos de verdade são como as estrelas, não os vemos, mas sabemos que estão ali. Há quem entre e saia da mesma forma que entrou, pois nada acrescentou ao meu SER. 
Sentimos quem - longe, ou perto - nos aprecia ou valoriza, que é feliz por existirmos, ou gosta da nossa companhia. Há pessoas que, de repente, sem mais nem menos, demonstram claramente que não precisam de nós, e então? Que bom não precisar delas também, essa a lei do retorno! E tudo fica bem, ninguém é obrigado a gostar do que não quer, cada um com as suas particularidades que devem ser respeitadas. Sim, respeito é lindo e eu gosto!

Como se consegue explicar isso, essas entradas e saídas de gente da nossa vida? Tento encontrar um argumento: faz parte do processo da existência; através dos outros aprendemos a conhecer-nos, e poderemos evoluir, acho isso saudável, pois faz parte da aprendizagem. Somos seres em construção, sempre aprendendo, e precisamos uns dos outros para isso, de qualquer maneira: para saber o que queremos para nós, e também para saber o que NÃO queremos…
E sou assim, com algumas qualidades e (provavelmente) muitos defeitos, para que conste:

O que acho bom: sou, por defeito e regra geral, uma pessoa feliz. Sobretudo na minha natureza, na simplicidade. Sou aventureira e desenrascada, à minha maneira. Não sou muito extrovertida, mas gosto de conhecer pessoas que valem a pena, com quem poderei aprender, e de quem espero orgulhar-me. Gosto de precisar de poucas coisas para viver. Deveria ser mais atenta e intuitiva com pessoas e situações, mas não posso queixar-me, a sorte tem superado qualquer coisa menos agradável.
O que acho mal: sou pouco paciente muitas vezes, confesso; outras vezes aturo até ao limite possível, aí descamba tudo! Sou preguiçosa, procrastinadora, o que me chateia. Às vezes desastrada e distraída. Pouco faladora, mais observadora. 

Detesto ouvir o cliché "os homens são todos iguais" assim como também detesto ser confundida com a maioria das mulheres! Há homens interessantes, assim como há mulheres especiais. Há mulheres inteligentes além de bonitas, isso pode assustar alguns homens mas existem, felizmente. Feliz de quem conseguir perceber as diferenças, ou a particularidade de cada um(a), e agir de acordo, para bem e felicidade de ambos. https://www.youtube.com/watch?v=LdwV0IjWVXI
É assim: feliz de quem desiste de querer mudar os outros e decide gastar o seu tempo lapidando-se a si mesmo (euzinha)…                                           Carpe diem!