sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Quase Natal outra vez...

 

Dizem que estamos em época natalícia ou quase no natal… mas este ano está tudo tão triste, cada vez mais sozinhos… se já havia antes solidão, agora então é de agoniar… e pior ainda, com medo uns dos outros, até de amigos e familiares… o Covidizer veio para assustar, e renovar a Humanidade. Eu já tinha escrito sobre isso, do RESET que é necessário, e aí está, estamos apenas no começo!

Quem não aprendeu a estar ou ficar sozinho, vai sofrer muito nesta época, tenho pena.

Na consoada, muitos estarão à mesa com as pessoas queridas em modo virtual, via computador ou  telemóvel? Outros muitos, sozinhos, especialmente as pessoas idosas, irão para a cama com um pratinho de sopa,  adormecer para esquecer. E sorte de quem ainda consegue dormir, ou ter um pratinho de comida.

Sentimo-nos todos 'com uma espada apontada à cabeça'. Ando pela rua e logo de manhã só se ouvem sirenes de ambulância, passam por mim pessoas mascaradas com olhar assustado ou triste… meu Deus, que mundo é este? Ninguém esperava uma coisa destas, foi um vírus inventado, ou a própria Natureza é que se encarregou de o mandar para nós; como vamos saber, tanta (des)informação, andamos à toa.

Mas agora "o vírus" está alastrado por aí, para nos tornarmos fortes e conseguirmos sobreviver. Mais solidariedade, compaixão, amor por si e pelos outros; chega de ganância, deslumbramento, egoísmo…

“O verdadeiro espiritualista tem consciência de que a vida como ela é está perfeita. Nada precisa ser alterado ou consertado. Só tem que ser aceite. Quando fazemos as pazes com a vida, a Paz entra na nossa Vida. Simples assim!” (Ferrini “Die Wunder der Liebe, p.89) – Amor Incondicional - tudo o que o Mundo precisa, mais do que nunca.

Sobre a pandemia. Ter medo de quê? Um dia perceberemos – os mais evoluídos, ou Iluminados - que viemos ao mundo para perder tudo. Quanto mais vivemos, mais perdemos. Primeiro perdemos os pais ou pessoas muito queridas, os animais de estimação, alguns lugares, e depois, lentamente, vamos perdendo as nossas próprias faculdades físicas e mentais.

Não podemos viver com medo. Este estimula um futuro negro para ser vivido no presente. 

É necessário relaxar e apreciar o que temos e viver no presente.

 Neste Natal, envio para vocês o maior presente de todos: muita luz e esperança no coração!

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Happy ME!

                                              8 equilíbrio, início de uma nova vida...?


Já passou… e não custou nada!

62 ou 26… o que interessa?      6+2 = 8

Quando deitado, o 8 simboliza o infinito, representa a inexistência de um começo ou fim, do nascimento ou da morte, e aquilo que não tem limite, a ligação entre o físico e o espiritual, o divino e o terreno.

Na esfera superior, é o nome de Deus com 8 letras.

Na esfera do intelecto, 8 são as recompensas dos abençoados (herança, pureza, poder, vitória, santa visão, graça, soberania e felicidade).

Na esfera celestial, 8 são os céus visíveis (o céu semeado de estrelas, o céu de Saturno, o céu de Júpiter, o céu de Marte, o céu do Sol, o céu de Vénus, o céu de Mercúrio e o céu da Lua).

Na esfera elemental, 8 são as qualidades (seca da terra, frio da água, humidade do ar, calor do fogo, calor do ar, humidade da água, seca do fogo e frio da terra).

Na esfera inferior, 8 são as virtudes que atraem as bênçãos (os pacificadores; os que buscam e os que seguem a verdade; os que são mansos; os que sofrem pela verdade; os puros de coração; os gratos; os que não são arrogantes; os que sentem verdadeiramente pelos males que afligem a humanidade).

Na esfera infernal, 8 são os castigos dos danados (prisão, morte, juízo, cólera divina, trevas, indignação, tribulação e angústia).

Na tradição cristã, o oito é o número que simboliza a ressurreição, a transfiguração. O número 8 anuncia a prosperidade e a bem-aventurança de um novo mundo.

Oito é o número da atração e repulsão, da vida, dos terrores e todos os tipos de lutas, da separação, rutura, destruição, expectativas e ameaças.

 

Viajei um pouco, agora vou descer à Terra… onde tudo anda confuso.

Foi um dia bem passado com pessoas queridas e bem-dispostas. Sou viciada em pessoas felizes ou, sendo humanas e nada perfeitas, que ao menos ostentem um sorriso e a vontade de levar a vida mais leve. Como eu. Nada é fácil e tudo deve ser conquistado; o importante é a importância que a gente se dá... Com a idade aprende-se a ignorar o que nada nos acrescenta e a valorizar o essencial...respeitando o outro que escolheu o que lhe convém e não pediu a tua opinião.
Quando se ama - seja lá o que for esse amor - queremos ser o centro do mundo de alguém, e descobre-se (mais cedo ou mais tarde) que somos nós o centro do universo; o amor tem que ser por nós próprios e insistimos em procurar fora de nós...Resultado: deceções uma vida inteira!  Mas tudo passa, e aprender é bom até morrer e enquanto aqui andar não quero bagagem pesada...quero uma vida leve e viajar em 1ª classe mesmo com simplicidade...simples assim!... Há gente que complica demais:  vê o mal onde não existe, inventa isto e aquilo para se infernizar...já basta o desassossego de sermos entes efémeros e de passagem por aqui; para quê complicar ou nos incomodarmos com os problemas dos outros…
Pedras junto-as todas, e um dia construirei um castelo!

Pessoas que parecem e não são. Ou são o que não parecem. Pessoas inseguras, complexas… não! Gosto de ter orgulho em quem me rodeia  e que igualmente se orgulhem de mim...que mais posso querer?

Paz, saúde e mais um ano quase a terminar, 2020 que é para esquecer, com uma nuvem negra a pairar sobre as nossas cabeças… Se o mundo já era psicopata, agora então está o caos instaurado.

Idade, o que interessa isso?

https://www.youtube.com/watch?v=ZbZSe6N_BXs

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Um Mundo em suspenso...

 O Mundo entristece, e divide-se...

Quando você está numa "noite escura da alma", não consegue mais sentir a conexão com o seu próprio centro divino. Na noite escura da alma vêm à tona os lados sombrios, quando temos emoções que chamamos de baixa vibração, como medo, raiva, tristeza, desespero etc. e que reprimíamos até agora.
Porém, na noite escura da alma, tudo isso vem à tona para que possa ser curado. Isso significa que, durante esse tempo, a pessoa frequentemente passa por estados emocionais que são tudo menos felicidade. Surgem os tais medos, e desesperos… e essa noite escura da alma pode durar meses, ou durações diferentes.
O propósito disso é que as nossas "partes sombrias" sejam integradas e curadas. Mas quando alguém passa por isso, está muito mais na sua LUZ.

Quando olhamos para a situação que temos agora na Terra, parece que estamos coletivamente nessa noite tão escura da Alma. Medos primitivos são despertados nas pessoas, as partes sombrias deste mundo tornam-se ainda mais visíveis, etc.
E se olharmos assim, também sabemos que essa fase vai passar, porque uma noite escura da alma não é eterna.
No nosso caso, isso vai continuar - todos nós vamos percebendo que os governos não têm planos de restaurar os seus países, ou seja, voltar ao estado em que estavam antes de toda esta história.

Mas, no final, tudo dará certo e o amor espalhar-se-á pela Terra. Esta é apenas uma tentativa de impedir o AMOR - mas o AMOR não pode ser evitado, só pode ser adiado.

Portanto, o melhor que podemos fazer agora é concentrar-nos nas coisas positivas, sentirmo-nos confiantes e escolher o AMOR e a LUZ.

Podemos mudar o que pensamos se tivermos a introspeção necessária para isso. Nisso podemos ser “influencers” (ou influenciadores); quanto às outras coisas no mundo, nem tanto.

Portanto, vamos ter certeza que não perdemos a coragem e a melhor decisão é amar a nós mesmos e todas as outras pessoas, os animais e a natureza. Mesmo que meses muito turbulentos estejam iminentes e não sabemos ao certo quanto tempo vão demorar, até que o AMOR comece a tomar conta do MUNDO, ou de nós...



segunda-feira, 21 de setembro de 2020

NVM

Novo Vírus Mundial

O próximo vírus já está a caminho e aproxima-se a passos largos. É uma questão de dias... E desta vez cobrir a boca ou trancar-se em casa não adianta nada.

Com efeito, diferentes cientistas detetaram uma doença - até agora desconhecida - originada aparentemente pela mutação de outro vírus ao mesmo tempo incubado em diferentes lugares do mundo. Segundo esses especialistas, a sua propagação é planetária e mais rápida do que todas as pandemias conhecidas.

Os especialistas da O.M.S. identificaram-na como a ′′gripe do Despertar′′ cujos primeiros sintomas se manifestam por uma repentina e clara compreensão de factos e fenómenos que pareciam difusos ou suspeitos.

A seguir, de forma inofensiva, vem uma imperiosa necessidade de nos amarmos mais, nos alimentarmos de modo saudável, de lidarmos corretamente com os nossos resíduos, sem contaminar, e espalhar essas ideias por todo o lado.

Quase ao mesmo tempo ocorre uma pronunciada antipatia para com os meios de comunicação, especialmente a TV com os respetivos programas de notícias e outros lixos.

Finalmente, nesses primeiros sintomas manifesta-se também um aumento considerável do nível de consciência, uma conexão com a alma, e uma libertação do medo, fenómenos completamente desconhecidos até hoje por uma grande maioria.

Após alguns dias, a ′′gripe do despertar′′ acaba no amor à vida e total agradecimento incondicional.

Com o aparecimento deste novo vírus, todas as ameaças possíveis – como a terceira guerra mundial, as vacinas maciças, e outras - parecem não ter qualquer efeito.

A elite escura do poder está completamente perplexa e desamparada. Inclusive, a O.M.S. decretou estado de alerta contra este vírus, pois poderá melhorar radicalmente a situação geral do planeta.

Em alguns círculos chama-se a esta doença o ′′vírus da Verdade′′ e alertam que é altamente contagioso. Há suspeitas de que é transmitido pelo pensamento e é recomendado o contacto com pessoas que sabem o que é amor incondicional.

Amor há muito, o que falta é (saber)  AMAR...

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Circo de feras

Já estava com saudades de vir aqui ao meu cantinho da lamentação, ou exaltação (depende do estado de espírito). Ou fifty-fifty.  

Ando sem tempo. Agora deu-me para chegar a casa, refastelar-me no sofá e assistir às séries da Netflix. O tempo vai passando e quase deixo de comer. Uma novidade para mim, e por enquanto estou a gostar. Até enjoar, claro, como tudo na vida (lol). Está calor demais para andar na rua, que bom chegar em casa, tirar tudo o que nos aperta ou aquece o corpo suado, e ficar como quando se veio ao mundo. Sensação boa!

Ai mundo, se soubéssemos o que nos espera, recusaríamos a vinda logo à nascença, ou suplicaríamos para nos devolverem à origem! Falando nisso, lembrei-me agora e aproveito para contar uma do meu falecido pai: ele queria ter um primogénito rapaz, se assim não fosse já ia avisando que devolveria o produto à fábrica. E assim nasci eu, esta rica peça que “se não existisse, tinha que ser inventada”. Porém, não fui devolvida, tive o amor e mimo dele na mesma (claro). Do jeito que ele podia e sabia dar, sem qualquer experiência.

E falando ainda em Netflix, pergunto a quem me lê: já viram “Eu, Tu e Ela”? ou “Wanderlust”? Gosto deste tipo de temas, tudo o que tem a ver com relacionamentos e a complexidade do ser humano, que às vezes é mais pro desumano, mas vamos vivendo e aprendendo.

“Bota complexo nisso”, também falo por mim, muitas vezes. Tudo podia ser mais bem simples e só complicamos.

Conheço pessoas fantásticas, "de outro mundo" algumas (é verdade), posso considerar-me sortuda nesse aspeto, mas a maioria do que aparece é como se fossem calhaus com dois olhos, lamento dizer.

Vivemos num circo de feras, analisando bem. Viver num mundo assim é para os "cara-de-pau" e há muitos. Pau ou pedra, vai tudo dar no mesmo. Há falta de sentimento verdadeiro pelo outro, e de valores, tudo girando em torno de interesses pessoais ou materiais. Há muita gente infeliz mascarada.
No começo é só "brilho e paetês", há muito entusiasmo, mas passam três meses (a média, geralmente) ou pode passar um ano, as deceções se acumularam, e a gente se pergunta “mas como posso conviver com alguém que nada tem a ver comigo, ou que em nada contribui para a minha felicidade?…” E desistimos. Antes só que mal acompanhado. Falo tanto em termos de amizades como de amores.

O Universo é perfeito e faz com que, mais dia, menos dia, nos afastemos daquilo que não interessa para a nossa VIDA/nosso MUNDO.

No meu Mundo, criado por mim, sou um milagre que a vida renova todos os dias e, como tal, sinto-me na obrigação de dar graças por cada pequena bênção que me acompanha. A esperança é o meu pão de cada dia e a fé alimenta a minha coragem, e fortalece o meu coração.

Quando buscamos riqueza intelectual e espiritual, naturalmente atraímos outros tipos de riquezas... o resto QSF! Bom fim de semana, amiguinhos!

https://www.youtube.com/watch?v=QPWUAQPdZmE

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Sonhos de sexta-feira

 

ela tem a mania de sonhar

quem não terá...?

sonha que ainda vai sair o euromilhões, 

e por que não?

compra um belo de um iate, contrata um marinheiro "compatível"

e vai por esse mundo fora CONHECER = VIVER...

chega de sofrer

com um tipo de emprego frustrante, sem nexo

nascemos para ser felizes, pensa ela

mente sã e livre e corpo são...

ela e seu marinheiro

vão viajar à volta do mundo

fazer da areia a sua cama

e das ondas o cobertor

zzzzz

 

o relógio despertou à mesma hora de sempre

hora de tomar café, comer alguma coisa

e arranjar-se para caminhar até ao trabalho

 ...

https://www.youtube.com/watch?v=9SwQ9iavJeI


sexta-feira, 31 de julho de 2020

Afetos que penetram

Contente porque hoje é sexta-feira. 
Dia de ‘soltar a franga’. Ah não, isso era antes (AC), agora muito cuidadinho, e de máscara!...

Mais um mês de julho que termina – este ano vai assim, super rápido, é pra esquecer - e a seguir mais um para entrar a gosto.
Esta agora fez-me lembrar uma novela - Roque Santeiro - que ficou na memória de muita gente. Passou pela primeira vez na televisão portuguesa em finais de 1987. Uma das personagens mais interessantes era o professor Astromar Junqueira que dizia “Posso penetrar?” sempre que batia à porta de alguém, e essa frase fazia ainda mais sentido quando ele visitava a 'casa da luz vermelha' - a Boite Sexus - gerida pela matulona Matilde. 

Para quem não viu a novela, ou já esqueceu, o prof Astromar tinha uma figura tipo Drácula: alto, sempre de preto, com um ar medonho. Presidia ao centro cívico Asa Branquense e era todo bem-falante, daí o "posso penetrar?" em vez de "posso entrar?”… Sempre que ele aparecia ficávamos na expectativa de saber se iria finalmente revelar-se, se à meia-noite ele ia transformar-se, ou não, em lobisomem. Na aldeia toda a gente dizia que sim, mas a verdade é que nunca ninguém tinha visto isso a acontecer.

E falando em penetrar, encontrei algo a propósito, parece divertido mas é sério:

MUITO CUIDADO AO PENETRAR UMA MULHER...
Não penetramos apenas com o pénis. Não tocamos apenas com as mãos. Não beijamos apenas com a boca.
No caso de penetrar, o que vale não é o tamanho e a espessura do órgão. O que vale não é a rigidez ou a força física.
Não é só a pegada que dá prazer. Não é só a duração que excita. Não é a alternância que traz a volúpia. Não é a quantidade que prova a virilidade.
De que adianta penetrar sem libido? É o afeto que preenche o pénis de tesão, que dá vida e que determina a medida da penetração.
Quando se tem desejo tudo funciona bem - e nem é necessária muita prática.
Não basta enrijecer. Não é de biologia que se trata. De nada adianta uma ereção sustentada num corpo autómato. Não é de técnica que falamos. Não nos referimos a mecânica.
Quem não sabe diferenciar um sexo afetuoso de um sexo desafetado?! Quem não sabe diferenciar um corpo excitado da frustração de um corpo frígido?!
É o sentimento que dá tesão. Qualquer pessoa - minimamente sensível - consegue perceber quando está afetando, ou não, e sendo afetada por alguém.
Nenhuma penetração pode prescindir do frisson de quem penetra. Sem afeto, é possível saber - logo nas preliminares - se o desfecho vai valer ou não a pena.
O afeto tem que chegar junto. A penetração só é satisfatória se o olhar, a boca, a língua e as mãos, enfim, se tudo do corpo penetrar junto.
Qualquer penetração só enlouquece quando chega pulsante. A mulher só se permitirá penetrar quando o seu penetrante vier inteiro para dentro dela.
Sem o afeto, penetra-se só para descarregar. Sem o afeto, gozamos e corremos para o chuveiro. Sem o afeto, mandamos logo para o primeiro ponto de táxi. Sem o afeto, nada de bom acontece.
Sabe aquele mulherão que nunca abre mão do seu companheiro totalmente fora dos padrões de beleza? Sabe por que aquela pessoa numa cadeira de rodas faz o maior sucesso com o seu (ou a sua) namorado/a? Ele ou ela podem não ter mais ereção, mas isso não significa que deixaram de pulsar de afeto.
Só vá para a cama com alguém que te queira transbordando de prazer. Sexo não é só corpo: sexo é corpo, alma, sensibilidade, inteligência, vontade e virilidade juntos.
(Instagram:@evaristo_psicanalista)
https://www.youtube.com/watch?v=kLjTYWcNzmg

(friday night fever...) Enjoy!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Nada é o que parece SER


Felizmente há pessoas estranhas (raras) neste Planeta. 
Espera... às vezes, "estranho" é usado para referir-se a algo diferente ou incomum, não que seja ruim. 
Uma pessoa é vista como estranha quando tem um comportamento que não é o esperado pelos outros. Portanto, são os modos "estranhos" de cada um.

Muitas vezes sinto-me uma alienígena onde eu vou, ou quando convivo com alguém que não é da minha tribo. E dificilmente me encaixo. É tudo tão esquisito, confuso. Muito bla-bla-bla! E como as pessoas complicam o que é simples, ou stressam sem motivo... Farta de encontrar as mesmas pessoas em diferentes corpos…
E fica difícil encontrar alguém que realmente me entenda. Mas quando encontro alguém tão "estranho" quanto eu, fico feliz (claro), e quero apegar-me para sempre. Amo pessoas que, como eu, apreciam a beleza do que não se vê.
O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o Coração”. 
Cultive todas as pessoas; as certas vão brotar”. Assim é. Sinto-me inspirada pelas pessoas que admiro, de bom coração, autênticas, com bom senso, inteligência e bom humor. Pessoas do BEM.
Algumas (poucas) brotaram e são suficientes para me deixar feliz e partilhar momentos inesquecíveis. É a minha tribo. Temos em comum muitos pensamentos, experiências e conhecimentos esotéricos. Algumas não estão sempre presentes, mas sei que existem, e já basta isso.
Abençoadas são as pessoas estranhas, os poetas, os desajustados, os artistas, os escritores, os que fazem canções, os sonhadores e os forasteiros, porque eles nos forçam a ver um mundo diferenciado. 
Isso aí. Viva EU, viva a minha TRIBO.
Há pessoas fortes que adoecem, não por se terem tornado fracas, mas sim por viverem numa sociedade podre, rodeada de idiotas e pessoas tóxicas…

Em toda a calmaria já houve um caos, em todo o silêncio já houve um grito,
nada é o que parece SER"

terça-feira, 21 de julho de 2020

Apreciando a bela e estranha natureza, ainda que espinhosa

Apaixonei-me pelos catos… 

Quem quiser oferecer-me algo de presente, é uma boa ideia. Há muitos lindos, por exemplo, aqueles em miniatura.Tenho um grande em casa que trouxe de um lugar onde estava meio abandonado, e nele me inspirei agora para vir aqui escrever, contribuindo para desanuviar daquilo que existe ao meu redor, tanta coisa e gente falsa e sem interesse…
Deu para perceber a capacidade de superação da flor do cato, ao pesquisar com Dr. Google sobre as suas características. E eu adoro ouvir histórias de superação.
Esta singela florzinha, teimosa e destemida, favorecida pelo clima seco, mantém a sua leveza, beleza e força, mesmo diante de ambiente aparentemente adverso. O meu deu uma flor linda que durou um dia, para alegrar as vistas de quem a apreciou. 
Como na vida, tudo o que é bom demais, ou belo, dura pouco...mas vale a pena!
A natureza oferece-nos presentes com os quais aprendemos lições.

Quantas situações desfavoráveis temos vivido até hoje? Quantos ambientes secos, áridos, já passámos ou ainda e
stamos a passar? E como nos mantemos frente a essas situações? Murchos, sem vida, sem vigor, desanimados, cansados, stressados… ou vibrantes, confiantes, otimistas e viçosos como uma flor de cato?
Histórias de superação nos estimulam a não desistir e a permanecermos perseverantes e firmes como as flores de cato, vencendo as adversidades, as intempéries do clima, do tempo, da aridez, da estupidez e falsidade humana, e por aí fora.
As coisas não são fáceis muitas vezes, mas as possibilidades existem e estão ao nosso alcance. Dentro de nós mesmos. Dependendo exclusivamente da decisão de escolher quem seremos e como conduziremos o nosso crescimento e evolução enquanto humanidade.
 
Até à próxima e protejam-se (da santa ignorância)!

quinta-feira, 25 de junho de 2020

A Coisa

Foi muito triste a notícia de sábado passado sobre a morte - por suicídio - de um ator conhecido, famoso e querido por todos, aparentemente com uma vida fantástica e sem algum problema em especial. Deixa cinco filhos! Eu costumo dizer que este mundo não é para pessoas sensíveis, infelizmente. E não é à toa que há quem se dedique mais aos bichos do que aos humanos. Chegar a esse ponto também não é para qualquer um. Eu ainda coloco o humano em 1º lugar…

Gostei do seguinte texto, que quero deixar aqui registado. Que essa “coisa” nunca seja mais forte do que a nossa fé e otimismo perante a VIDA, pois “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”… pois tudo se acabará um dia, naturalmente


DESPEDIDA

Estamos num tempo insensato, estranho, inquieto, incisivo.

O Pedro abriu dentro de mim uma porta muito grande, ao entregar a vida ao mar. Ele disse, a fazer, o que os textos não podem, o que todas as palavras juntas não sabem.

Se o tempo não fosse estranho não escreveria nada, se não estivesse tão insensata como inquieta, deixaria só sair a água dos olhos, essa memória mar inscrita na matriz biológica.

Agora todos temos a possibilidade de dizer e ser no espaço virtual, opinião e exposição. Não é o meu território normal. Mas arrisco a ir para fora de pé, outro mar, tempo insensato e serei estranha até a mim mesma, nesse lugar sem conforto e sem resguardo.
Devo-o ao Pedro, ao silêncio que se dilata e dilata.

Queria muito agora, ser oceano colo, embalo maior, sal que cura e dizer e ser ouvida, meu querido, meu querido, meu querido Pedro, a quem nunca disse que gostava. E gostava, e gosto e gostarei sempre, porque habitamos o tempo que é nosso e até ao nosso fim, com os que escolhemos amar.

E quero dizer este eco que gritou/grita dentro, sábado e estes dias, quando um grande conjunto de pessoas, insistentemente, perguntou e pergunta: porquê, Pedro, porquê?

E apetece-me gritar-lhes,
Não perguntem porquê.
Esta COISA não tem porquês! Existe, invade, come, come-nos!
Esta COISA não se explica, não se percebe, não tem racionalidade, não se controla.
Cresce no escuro, não se vê, esconde-se e agiganta-se. Começa devagar, por momentos, às vezes, parece que desaparece, mas subtilmente vai tomando conta de tudo, e ausente de luz não nos permite vislumbrar até onde vai, sequer que existe. Esta COISA dói, asfixia, apetece matar o peito.

Não perguntem porquê.
Isto não tem porquês, não se explica.
Há alturas em que se vê começar, e só começa por doer, e dói tanto que não se consegue, até que a dor fica insuportável e para se continuar a respirar, tem tudo de ficar vazio, tudo vazio, e depois nada importa, nem a dor, nem o mar mete medo ao vazio.

O que tens? Nada. Estou triste.
E ELES explicam pedagogicamente que não faz sentido sentir assim, estar assim, que se tem tudo; saúde, trabalho, amigos, inteligência, que a vida é uma bênção, que vai passar, que tudo passa (até a vida), que é uma estupidez ser assim, sentir assim. E zangam-se, dão lições de moral, elencam elogios, qualidades da vida, as qualidades que temos, como se houvesse espaço para acreditar, porque dentro a COISA ri-se desbragadamente ajudando a perceber que estão a mentir-nos.
E depois, para não se ouvir mais mentiras, finge-se que sim, que se acredita, que está tudo bem, sorri-se, disfarça-se, finge-se que não se vê, que não se vê, que somos fortes, sempre fortes, que não tem assunto, não queremos falar mais e, sim, que somos estúpidos mas, INACESSIVELMENTE, disfarçadamente. A COISA tem sempre razão. Nós não valemos nada, mesmo que os outros achem que temos tudo, porque a COISA cá dentro é a única medida de tudo, porque ela sabe, existe e ocupa.

Não perguntem porquê.
Isto não tem porquês, não se explica.
E vai-se fechando tudo à volta e a COISA vai dominando tudo, escurecendo tudo, apagando por dentro o corpo, às vezes até o come, seca, envelhece precocemente, e vai crescendo proporcionalmente ao que mata em autoestima. Come até a dor, ao ponto de nos podermos queimar, fazer feridas e não se saber que nos queimámos ou temos feridas porque deixou de doer, porque não vimos, nem sentimos. E isto não é metafórico, é real.

Um dia, uma amiga percebeu que eu tinha uma COISA e disse-me "tens de te tratar". E eu fui ao médico, e, se calhar, por isso, estou viva, porque eu não sabia que tinha uma COISA dentro.
E fiquei a saber que a COISA nunca larga, está sempre, sempre. Depois a gente julga que ela desapareceu, mas no auge de qualquer paisagem, percebemos que ela esteve inteligentemente a olhar para o lado e que nunca de lá saiu, mais forte e mais madura que nunca, cheia de esquemas e disfarces e argumentário.

Não perguntem porquê.
Isto não tem porquês, não se explica.
E nós, para além dela, da dor, amamos muito, tudo, ama-se tudo o que é fora, que é fora de nós, porque nós somos a COISA, que queremos matar, que não se explica, que cresce no escuro.
PEDRO QUERIDO, OBRIGADA por nos teres quase obrigado a falar disto, compelidos por esta dor sem nome da tua perda, mas de certeza a olharmos mais atentamente e melhor uns pelos outros, a olhar para e por nós, com todo o cuidado, amor, delicadeza e sem fingimento.
E, um dia ao amanhecer, encontraremos outro mar, aí nesse lugar onde nos encontraremos todos… para recomeçar…