domingo, 23 de setembro de 2018

Cádis “la Tacita de plata"


Setembro 2018 (15-19)

Fiquei encantada com esta cidade, pudera, rodeada de MAR, lugar tranquilo, praia imensa, jardins lindos, poucas pessoas, pois não parece estar exclusivamente virada para o turismo, quando comparando com outros lugares de férias junto ao mar que conheço no meu país.
A cidade de Cádis tem sido popularmente conhecida como a Tacita de Plata há mais de duzentos anos. Nos velhos tempos era a terceira cidade mais importante de Espanha, a seguir a Madrid e Barcelona, pela sua população e pelo comércio importante que tinha com a América. Portanto, era uma cidade rica, com comerciantes abastados e personagens importantes.
Não se sabe ao certo o motivo desse apelido, mas parece que há várias explicações:
Uma teoria poderia ser a cor da cidade na época em que existia apenas a parte antiga constituída por um conjunto de casas com as fachadas caiadas de branco e que, ao sol e visto de longe, dava a sensação que brilhava.
Outra teoria: podia ser pelo elevado número de personagens endinheirados e influentes que passeavam pelas ruas ou que se juntavam para participar em tertúlias nos cafés da cidade.
Outros dizem que é pela forma da cidade velha completamente rodeada por água. Vista desde a parte litoral da baía e desde o oceano a cidade parece uma taça em cima de um pires.
Ainda outra teoria diz que a beleza de Cádis é reforçada pela água do mar que vai de encontro às suas muralhas onde se reflete a luz do sol em tons prateados.
Qualquer destas hipóteses podia ser a verdadeira, ou a combinação de duas ou mais. Apelidar Cádis de “tacita” acaba por ser um apelido carinhoso para algo de que se gosta muito. Na realidade, Cádis é uma bela e alegre cidade, com um clima excelente, e que fica para sempre na memória de quem a visita.
O povo andaluz, e neste caso o gaditano, é muito hospitaleiro e agradável. Já tinha reparado nisso em Sevilha, como as pessoas sorriem e estão sempre dispostas a ajudar quando um visitante tem qualquer dúvida. 
Esse acolhimento simpático e a alegria própria dos gaditanos, a quantidade de monumentos e bares ou restaurantes que servem uma infinidade de tapas, ‘tortillitas’ de camarão,  ‘langostinos de Sanlúcar’, etc., fazem de Cádis uma cidade única. Eu adorei e gostaria de lá voltar um dia, uma semana... quizás!



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Verdade(s), Realidade(s) vs Ilusão

Domingueando, filosofando
Conheço pessoas que procrastinam o tempo todo, fica sempre tudo para amanhã e - pronto - nada fazem (ou seja: só papo furado), e depois (claro) nunca erram… Outras conheço que contam várias versões de histórias das suas vidas, que acabo por desligar e nem me interessam mais pormenores. Com elas também se aprende, a saber o que não queremos ser nem ter, por exemplo. O que será realidade, e o que será fantasia? Ou é melhor continuar a viver nesta última, na ilusão?
Por essas e outras, teria muito que dizer quando de repente me perguntam “a sério, gostas mesmo de estar só?”… é que há tanta gente mal amanhada das ideias que não dá para aguentar muito tempo, melhor ficar tranquila no meu mundinho. Creio que começa a haver mais gente assim como eu, em que muita coisa vai resvalando na couraça da nossa indiferença… E vamos prevaricando de vez em quando, ninguém é perfeito, saindo do refúgio às vezes e voltando para lá sempre que quisermos.
"Serei sempre eu mesma, mas não serei a mesma para sempre". Clarice Lispector
Penso para mim, muita gente ‘caindo na sua real’, ou seja, preferindo a sozinhez (já falei deste estado antes) porque ninguém aguenta mais a realidade do outro. 
Há teorias de que a realidade é uma só e igual para todos, o que muda é a verdade de cada um sobre ela.

Já vos aconteceu de estar a falar com alguém muito convencido/a do que está dizendo, e nós sabemos perfeitamente que a realidade (ou seja, a verdade) é outra? A mim já sucedeu com mais do que uma pessoa. É frustrante, mas fico naquela, revirando os olhos “ok deixa-a pensar assim, deixa-a levar a bicicleta!”, já sem paciência para argumentar mais nada. Porque cada um defende o seu ponto de vista com unhas e dentes, sendo ‘tão só e apenas’ a sua própria realidade
E gerir as realidades de milhões de seres humanos é muito complicado, como não há-de haver mal-estar e guerras por esse mundo fora?
Por exemplo, as cores políticas (e futebolísticas) que cada um defende, com base em que realidade? Em que verdade? No caso da política, tenho amigos ferrenhos pelo PT (os Luláticos, inventei agora haha) e outros pelo Bolsonaro, em quem acreditar? Para uns e outros, tanto um como outro poderia salvar aquele grande país em declínio! Pois… por isso mesmo…nem quero saber de política, chamem-me alienada, o que quiserem. É de doidos este mundo. Felizmente posso arranjar formas de alienar-me. Esta, por exemplo: divagar/filosofar...!
E afinal, o que é a Realidade? O mesmo que Ilusão? E verdade = realidade?
Se uma pessoa estiver procurando Ilusão, essa será a sua Realidade, é tudo assim muito confuso… ou talvez não.
Aquilo em que crês, tu crias
Exemplificando: muitas vezes encontramos pessoas com a mesma realidade, mas com verdades extremamente opostas. Empresários do mesmo segmento e mercado, uns com produtos em stock e vendo o negócio a afundar, e outros que não dão conta da demanda.
Outra realidade: trânsito engarrafado. Verdades: os que têm pressa e ficam extremamente irritados, buzinam, dizem palavrões, e partilham nas redes sociais a indignação. Já quem for tranquilo, ao se deparar com a mesma realidade, vai desacelerar, pôr-se a escutar  música tranquila no rádio durante os próximos minutos (ou horas) de trânsito lento. Eventualmente também postará na rede social algo relacionado com o trânsito, mas em forma de piada ou desabafo bem-humorado.

Somos seres voláteis, as nossas verdades mudam, e mudam muito rápido. Às vezes vivenciamo-las de modo tranquilo, outras exageramos e para o lado mau. E o que depreendo disto tudo? Uma constante e eterna interrogação sobre as minhas verdades, principalmente aquelas que pouco têm a acrescentar-me enquanto ser humano. Somos seres que evoluem, uns mais rápidos, outros nem tanto, mas todos nós evoluímos e mudamos constantemente. Por que seria diferente com as nossas crenças e com as nossas verdades?
Se temos algo na nossa vida que não nos agrada, lembremo-nos: a realidade é uma só. Se mudarmos as nossas verdades sobre ela iremos surpreender-nos com o resultado. A nossa mente está preparada para tudo e, em muitos casos, utilizamos as hipóteses que mais nos convêm. 

Por outro lado, alguém poderá questionar ao dizer “quem dera que a realidade fosse igual para todos! Toda a gente repara e sabe que há uma desigualdade TREMENDA em todo o lado”… (pois é… o tema daria pano para mangas, ou para uma tertúlia de horas!)

Às vezes dá-me para isto - filosofar - imaginando também a realidade acerca do vil metal - o dinheiro - no poder concedido ao dinheiro. Dinheiro é papel, mas é um papel cujo valor é estipulado por nós, humanos, e isso fez com que diferentes sociedades, ao redor do mundo, fossem criadas habituadas a atribuir valores bizarros àqueles pedaços de papel que, se não fosse pelo poder que damos a eles, de nada valeriam. 
Portanto, podemos pensar que o dinheiro em si é uma ficção, pois possui um valor criado por nós – ao contrário de uma laranja, por exemplo, que é uma fruta que serve para alimentar, possui propriedades nutricionais sem que nada disso fosse determinado por uma mente humana.

A vida é uma ilusão?
Penso e aceito que sim.
Tenhamos então a ilusão de a saber viver melhor todos os dias! :P


Agora só sei que a minha realidade (= verdade) é esta: vou estar OFF durante algum tempo. Mais uma amiga a visitar-me, estará comigo alguns dias, e depois vou eu de férias, arejar.
Fui… e... construam uma Realidade Feliz!
https://www.youtube.com/watch?v=uY4cVhXxW64

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Ela

 (leu e reviu-se no texto)


“Atravessou fases complicadas. 
Descobriu, da pior forma, o lado ruim das pessoas. 
Sangrou por inocência. 
Chorou quando não deu mais para segurar tanta coisa engasgada na alma. 
Demorou, mas compreendeu o quanto era necessário crescer. 
Não insistir nos mesmos erros. 
Não se doar em vão. 
ELA tem deixado o seu mundinho cada vez mais restrito, não aceitará mais que qualquer um entre e piore a sua bagunça. 
Vai reservar a sua intensidade, carinhos e luz para quem merece. 
Para quem for leal aos seus sentimentos. 
ELA pulou fora das relações não recíprocas. 
Entrou de cabeça e coração no seu próprio amor.”

(assim mesmo!)

ela
https://www.youtube.com/watch?v=O040xuq2FR0

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Manas

Elas não viram eu fotografar...

Deve haver quem goste de ser filho único, eu nem sei dizer, não parei para pensar no assunto. Talvez sim, tendo em conta o que vejo e o que sei hoje.

Da mesma forma que tive uma avó “emprestada” pelo Universo e com quem convivi alguns momentos ao longo de poucos anos, também Ele (o Universo) me presenteou com irmãs, destacando-se duas, uma aqui perto, que entrou na minha vida de repente, devido a uma situação bizarra, e outra que vive mais longe, mas que me visita ou procura a minha companhia sempre que vem ao meu país.
São elas as minhas manas de coração, sem ser de sangue, a quem dedico este texto.

Uma, apenas um ano mais velha, outra 12 anos mais nova, gosto muito de estar ou andar com elas. Uma angolana, outra brasileira. 

No passado fim de semana fui num passeio de barco onde, entre vários turistas, estava uma família que me parecia muito querida: pai, mãe, e duas filhas, jovens e belas, com pouca diferença de idade. Ousei tirar uma foto, sem que se apercebessem. Imaginei “tão bom ter assim uma mana”, cúmplice, amiga, companheira. Nem que às vezes andássemos “à batatada”, mas com certeza teríamos também os nossos momentos de carinho e isso faria o meu viver mais feliz.

A minha amiga mais de perto às vezes passa um ou dois meses em minha casa, ou vamos de férias juntas para algum lugar, e nosso convívio é saudável, animado, temos vários gostos em comum, apesar de existirem diferenças  em que quase desatinamos (próprio de irmãs), mas que em nada prejudicam uma amizade baseada na honestidade ou lealdade e num profundo carinho que às vezes é manifestado por palavras. Ela já tem irmãs que cheguem, mas mesmo assim ‘adotou-me’. Sinto-me bem com a família dela.

Ela presenteou-me com um vestidinho de verão que hoje estreei, e senti-me linda, mimada, e com alegria pude agradecer em silêncio ao meu Universo por colocar pessoas lindas e generosas (seres especiais) no meu caminho, é porque mereço, e saber disso também me deixa feliz.

Sendo de sangue ou não, irmão é todo aquele que habita em nosso coração. Mesmo de propósito, acabei de receber esta frase via whatsup no grupo de amigas que tenho no Brasil, de outra amiguinha que bem podia ser outra mana. A elas 3 vou enviar este texto.

Sei que, se vivesse com ela, eu ia aprender a ser “coquete”, e até ia gostar, pois o meu lado hippie sempre tem sobressaído. Digo que tenho os dois lados, o de dondoca e 'à minha maneira' (sem ser 'mal-ajambrada' acho eu), talvez este último sobressaia sempre. Nada como a simplicidade, e o que é natural, o pé-no-chão… mas há momentos em que a sociedade exige que nos adaptemos a uma realidade diferente... 

Tudo faz parte do Universo, e o que é a realidade? É a que cada um faz para si próprio, e só David Bohm para explicar e baralhar:

Realidade é o que nós tomamos para ser verdade. O que consideramos ser verdade é o que acreditamos. O que acreditamos é baseado em nossas perceções. O que percebemos depende do que estamos procurando. O que estamos procurando depende do que pensamos.
O que pensamos depende do que percebemos. O que percebemos determina o que acreditamos. O que acreditamos determina o que consideramos ser verdade. O que nós tomamos para ser verdade é a nossa realidade.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Divagar… se chega lá!


Esta vida da gente é curiosa, e até dá vontade de RIR. Chegamos a uma certa idade e somos exigentes demais, só queremos o melhor do mundo. Temos esse direito, ora! Então, os homens viram-se para as lolitas, ou idealizam só ‘gajas boas’ (nem que seja através de imagens para consolar as vistinhas), ou sonham com a Monica Bellucci… por aí fora… (Angelina Jolie já está fora de questão, ficou esquelética, uma pena).

Nós as mulheres também sonhamos, em qualquer idade, encontrar algum Bradley Cooper (o Brad Pitt também já era…) ou George Clooney da vida, de preferência ainda com “barriga tanquinho” (ou piano) igual à do CR! 

Dificilmente alguém nos agrada, depressa encontramos defeitos, queríamos ter tudo o que nos agrada numa só pessoa e isso é praticamente inalcançável, digo eu.  Se nos aparecer um homem com boa aparência, gentil, com sorriso encantador e ainda por cima educado e inteligente, já temos que nos dar por muito felizes e satisfeitas.

Às vezes penso como seria, se eu fosse homem por um dia. Ou por uma semana, daria mais jeito. No calor poderia andar em tronco nu pela rua, nada de usar sutiãs (maravilha!), deixaria a barba crescer sem me preocupar com depilações, o que eu pouparia em cabeleireiros e afins! Sem ter que usar maquiagem, nem ter que por botox nem silicones para agradar… daria valor aos mais simples gestos, um olhar, um carinho… até porque nem tudo se baseia ‘naquilo’…
Acho que me viciaria e ia querer ser homem para sempre. 

“Curiosity killed the cat”… então fiz um teste, daqueles que nos provocam na internet, para saber quanto tenho de masculino e feminino, e deu “meio a meio”, o que já podia imaginar. Há testes assim, que apenas confirmam o que já sabemos. E reza assim 
O masculino e o feminino estão dentro de você, independentemente do seu sexo. E isso é muito saudável! Você consegue agir de maneira equilibrada e é capaz de mesclar razão e emoção para tomar decisões e fazer julgamentos. Uma mulher meio a meio é capaz de pedir ajuda quando necessário, sem parecer dependente. Já o homem deste grupo consegue deixar de lado o papel de machão e levar em conta as emoções”…

Metade macho, metade fêmea... É como eu sempre me senti. Se tenho que tomar uma decisão e não posso contar com ninguém para me dar suporte, sigo em frente, firme e forte. 
Mas tenho os meus momentos "Cinderela" também.

sábado, 1 de setembro de 2018

Mundo de ególatras


Eu me acuso: também já passei por essa fase, a de postar imagens minhas quase todos os dias na rede social, de todo o jeito e feitio, achava linda a foto e queria mostrá-la para todo o mundo ver. Narcisista eu? Talvez, um pouco, ou será muito? Agora ando mais relaxada.
Afinal, somos todos animais sociais e precisamos ser “liked” pelos nossos “amigos”.
Deve ser algo contagioso, é que vivemos rodeados de comportamentos narcisistas no dia-a-dia: famosos (e não só) que se exibem nas redes sociais, a obsessão pelas ‘selfies’, pela aparência, em busca da aprovação de amigos – e quiçá atrás de celebridade. Será que esta ‘epidemia’ é assim tão preocupante? Como sobreviver no mundo do eu, eu, eu…

Pode-se pensar que são os jovens e adolescentes os viciados em selfies, mas também há os/as cotas com a ‘desordem narcisista da personalidade’, aqueles/as que argumentam que só querem dividir as suas vidas com os “amigos”, ou quiçá atiçar a inveja em alguém (como quem não quer nada)… “olhem com quem estou” “que bem estou aqui” “olhem o que estou a comer” “olhem eu feliz”, mas… muitas vezes, ‘sabe Deus’ e alguns de nós o que lá vai…
Desde que não se exagere, como em tudo na vida, não acho que ser adepto/a das selfies seja assim um problema. São comportamentos egoístas, pouco empáticos, às vezes um tanto exibicionistas, de pessoas que querem ser o centro das atenções, ser reconhecidas socialmente, que costumam resistir a admitir os seus erros ou mentiras e que se consideram extraordinárias (embora a sua autoestima seja, na realidade, baixa).
Se remontarmos ao início da civilização, o homem sempre tentou autorretratar-se em muros de pedra e, mais tarde, em quadros. Com o advento da fotografia, na primeira metade do século XIX, várias pessoas fizeram autorretratos. Depois, as máquinas fotográficas passaram a oferecer o recurso self-timer, que permitia ao fotógrafo ser fotografado. Ele acionava a máquina e às vezes tinha que correr para inserir-se num grupo já preparado para a fotografia.
A chegada da máquina compacta digital mudou essa situação. E o smartphone ainda mais. Com as novas tecnologias aliadas às redes sociais ganhou vida a selfie. E com esta, será que entrámos na era de Narciso?
Há duas versões para o fim deste personagem mitológico greco-romano. A primeira é que se transformou em flor após enamorar-se da sua aparência numa fonte, e daí até nasceu uma flor com o seu nome. A segunda versão: enamorado com a sua beleza deixou de comer e beber, e morreu. Hoje, no inferno, continua a contemplar-se nas águas do Estige. 
Narciso gostava tanto de si mesmo, até no inferno, que nem era necessário ter uma conta no Facebook ou no Twitter, pois não precisava provar nada a ninguém. De certa forma, Narciso é menos vaidoso do que quem posta tanta selfie nas redes sociais (os ou as que exageram).
É verdade que este comportamento parece expandir-se como uma praga na sociedade contemporânea. Basta observar o consumismo galopante, a autopromoção nas redes sociais, a busca da fama a qualquer preço e o uso da cirurgia para deter o envelhecimento.
Porém, se pensarmos bem, há causas que nascem na infância. Há pais que exageram e estão a criar uma geração de narcisistas dizendo-lhes o quanto são especiais, sem se importarem com as suas conquistas. São filhos elogiados em excesso e, com o tempo, as crianças consideram-se únicas, donas de tudo e mais alguma coisa, sem muito esforço. Se não ficarem monstrinhos quando adultos, teremos sorte.
Há quem confunda autoestima com narcisismo. O que é preciso cultivar é a autoestima, que se consegue com carinho, apoio, atenção e limites. Benéfico é cultivar um ego saudável. Porque pensar em grande não faz mal nenhum!


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Universo de Amor

Assim mesmo: Amigos a monte e aos montes

Um dia ela teve vontade de ir a um daqueles jantares que grupos de pessoas fazem para conviver e conhecer pessoas novas. Era inverno e estava farta de ficar em casa nos fins-de-semana, só e sem saber para onde ir. Não havia amigas disponíveis naquela noite, ou talvez nem se deu ao trabalho de ligar a alguma e saber. Uma tal de Valquíria era quem organizava esse tipo de eventos, fazendo a publicidade via internet. Não se lembra em que rede social viu anunciado na altura, mas era em 2011 e este seria em Matosinhos.
E lá foi ela em modo “deixa ver se me divirto”… Gostou, foi um bom ‘jantar dançante’ com dezenas de pessoas animadas, oriundas de vários pontos do país, a maioria já se conhecendo, e ela tentou ambientar-se. Pouco faladora, mais observadora, ainda conseguiu comunicar com quem estava ao seu lado, e dançar.
Para finalizar a noite, um grupinho decidiu esticar numa discoteca, não muito longe dali, e lá foram, ela incluída. A festa acabou quase ao amanhecer. Eles eram de outras cidades, não tinham onde ficar a dormir, antes de enfrentar a estrada… À saída, ela sugeriu “se quiserem ficar no meu apartamento, penso que há espaço para todos repousarem o esqueleto umas horitas”… Eram aí uns 6 (4 ladies e 2 gentlemen)… a maioria sempre mulheres, claro...porque entretanto alguém desistiu, ou desapareceu na noite. E lá foram eles. Organizaram-se, dormir onde e com quem? Na cama dela, até 3 cabiam, se alguém quisesse. Tudo na boa, cansadinhos mas felizes. Havia a sala e dois quartos, e nada de atrevimentos, nem sequer sobrava 'gás' para mais nada… Pois até que valia tudo naquele momento, menos homem com homem e mulher com mulher, como diria o saudoso Tim Maia. Mas se fosse preciso, por que não? Nem deu pra ver quem dormiu com quem, todos apagaram de repente...

De manhã acordaram mais frescos, descansados e prontos para a viagem de volta, tomaram o café da manhã num café em baixo. 
A seguir, lá partiram os novos amigos, deixando convites para quando ela quisesse visitar a cidade de cada um deles. Hoje fazem parte da sua lista de amigos no facebook, dificilmente os verá novamente, mas sabe que estão ali. 
Como as estrelas, assim são os amigos, os novos e os antigos.
Expandir o Amor…o que existe na amizade e de todas as formas, é tudo do que este Mundo precisa!
Expandir esse sentimento através de pequenas atitudes: falar bom dia, trocar um sorriso ou olhares com outras pessoas, dar abrigo, ou conselhos a quem os pedir…
Reconhecer que o outro faz parte de nós. Afinal, todos viemos do mesmo Criador, somos energias que comungam e crescem juntas.
Quando conseguirmos ver no outro tudo aquilo que temos dentro de nós, quando nos igualarmos ao outro de uma forma positiva, as chances de crescimento espiritual de todos aumentam.
Nós precisamos dar as mãos e distribuir sentimentos positivos. O mundo precisa do amor, esse sentimento universal que é capaz de mudar ou curar tudo!
É bom ser ‘diferente’ e encontrar pessoas da mesma tribo! Que difundem o amor para além da sua casa, no trabalho, por todos os lugares em que passem… e assim mudarem o cenário de violência e separação que o mundo vai vivendo.

Apenas está só - e EGOísta - quem quer, e "A vida é pequena demais para perdermos tempo em algo que não envolva amor." (Pedro Chagas Freitas)

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Calooorrrrrrr...

Comentava hoje com um amigo que é muito difícil andar de cavalo para burro. Ninguém gosta, não sou só eu! 

Não sei… mas gostava de entender porque há-de a vida complicar-se tanto em certos momentos, por que nos põe à prova todos os dias, por que nos dá e nos tira constantemente... Só espero estar à altura de tanto desafio....

Adoro calor mas atrofia-me o espírito, que quer voar e não consegue. O ar está denso e quente, impede-me de respirar e não me  permite voos. Fico parada horas a fio, apenas deitada sem pensar em nada, nem vontade de fazer algo. O calor provoca alergias no meu corpo, impede-o de dormir as horas necessárias, e ando zombie. O calor derrete-me o pensamento. Paro no tempo e no espaço, como se isso fosse alguma vez possível....

Mas! E porque existe sempre um mas, chega a noite e fica fresquinho, já sabe bem andar por aí, respirar a aragem noturna, descansar do calor tórrido que se aguentou durante o dia… 

E finalmente chega o fim de semana, agora quero é água salgada, sol a aquecer-me o pelo nem que seja debaixo do guarda-sol, e a areia a enterrar-me os pés. Ah! E bolas de Berlim, de preferência as de alfarroba, viciei!
  
A seguir há-de chegar novamente a segunda-feira. Depois de noites quentes e mal dormidas, custa pegar de novo no batente… Mas… penso sempre “gosto de viver aqui”… 
Só não façam de mim burra, por favor!
Raios! Porque é que me fizeram linda e não rica...

Bom fim de semana! (fui)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Marcando o ponto

Muito dificil para mim conviver com a incompetência e/ou a irresponsabilidade de gente que às vezes me cerca, e que ainda se dão ares….
Não é mesmo nada fácil ter que contar até, 10, 100, 1000… para não responder à altura… haverá sempre mais marés do que marinheiros… não preciso dar-me a esse trabalho, pois tudo tem o seu retorno, ou esta vida seria uma grande treta…
E como ando em maré de curtir expressões…
Já desisti de remar contra a maré, vou desfilando pela vida ao som de boa música (muita, de preferência) e lá vou eu andando (ou remando) ao sabor da maré… quando estou de maré, aproveitem, que sou levada na boa… também há as marés de azar felizmente intercaladas com maré de rosas, ou de sorte. 
Assim é a vida, sempre haverá outra(s) maré(s), por que desesperar?

Aprende-se a ter paciência quando por acaso ficamos parados devido a algum acidente. E damos “gracias a la vida que nos ha dado tanto” ou “para que llorar si esta vida es un carnaval”…

E…o que é sucesso na vida?
Estar em paz com a nossa consciência. Rir muito e com frequência. Acordar, olharmo-nos ao espelho e sentir algo de belo no nosso SER, e vontade de seguir a caminhada. Ganhar ou merecer o respeito e consideração de pessoas inteligentes e responsáveis (mesmo que sejam ´un poquito’ loucas), e o afeto das crianças. Apreciar a beleza que há no mundo, e em certas pessoas. Encontrar o que há de bom nos outros. Deixar o mundo um pouco melhor, seja por jovens/filhos saudáveis (quem os tiver), um canteiro de jardim, um livro bom de se ler, pelo apoio que se dá a alguém que de nós precisa… 
Saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu…
Isto é ter sucesso!

E só porque gosto de escrever e por querer vir aqui “marcar o ponto” decidi deixar-vos este texto hoje. Para que ninguém reclame, nem lhe falte nada AhAhAh
Boa semana!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Quando a escrita "embanana"...

Como eu sou “meio abrasileirada” tudo o que vem do nosso país-irmão me atrai. E achei piada a este texto sobre a nossa língua, que é o Português, apesar de haver tantas expressões e frases que nem entendemos.
Como a língua portuguesa é rica em expressões! Neste texto engraçado (de autoria desconhecida) há várias metáforas do nosso dia-a-dia (ou seja, mais do dos brasileiros) relacionadas com vocabulário ‘alimentar’. 
Não é à toa que os estrangeiros a acham tão difícil.
O que significa?

“Quando me fizeram essa pergunta, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar.
Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como a rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias, e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas, ou simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança, e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe a mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. O importante é não cuspir no prato em que se come, pois nem sempre é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar na escrita é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa para a sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega à cozinha e fica tudo de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Entendeu agora o que significa ‘no frigir dos ovos’ ?”
Eu entendi, e vocês? Vivendo e aprendendo…