terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Carnaval, dar aval à carne!


E para que serve o Carnaval afinal?


Vou aproveitar o carnaval para…”. Com inúmeros finais possíveis, esta frase é só um exemplo do quanto o carnaval pode servir de motivo para simplesmente quebrar a rotina, mesmo para quem não quiser sair da sua casa (ninho), pois ainda há gente a curtir um bom livro ou vinho, ou um ótimo filme, no calor da lareira… Alternativas poderão ser: em boas condições meteorológicas, ir para o campo, ou para a praia, aproveitar o tempo para namorar, visitar a família que vive longe, passear noutras cidades…tanto faz!
Com fantasia ou sem ela, na folia ou não, o carnaval marca um intervalo. Também, para pensar em nada. Carnaval é pausa, é liberdade. Tempo para extravasar aquilo que no dia-a-dia não nos é permitido, pode ficar mal.
Andar pela rua, fantasiado, bem-humorado, descontraído, a cantar refrões carnavalescos juntamente com a multidão é uma provocação ao nosso ritmo diário e enfadonho. Há quem acredite que isso engrandece a alma e afugenta os maus espíritos. Sair por aí a pular e a cantar expurga males e angústias que vão se acumulando ao longo dos outros 360 dias e que ficam guardados em caixinhas, e então chega a hora de abri-las no Carnaval. Apesar que já se vê cada figurinha por aí que, penso eu, algumas pessoas devem fazer questão de sentir-se no carnaval todos os dias!
Gosto de ver a alegria da gente, o colorido da festa, mas nunca fui muito chegada à loucura carnavalesca, porque geralmente há quem extrapole as medidas, e perde toda a graça. Em especial nas cidades grandes, como por exemplo a capital do samba – Rio de Janeiro. Nestes cinco dias de folia é quando chegam (ainda) mais as notícias fatídicas: adultério, prostituição, lascívia, idolatrias, feitiçarias, invejas, homicídios, bebedeiras, inimizades (brigas feias às vezes), iras, heresias...
O significado de carnaval é “Festa da carne”. Pois, por isso… eu inclino mais para o vegetarianismo (lol)  e a PAZ… e… além disso, para mim, carnaval é bom em clima de verão, sem roupa, pé no chão ou na areia, onde já se viu o carnaval com frio e tanta roupa no corpo? (OK deve ser lindo em Veneza, quem sabe algum dia terei a oportunidade de ir apreciar?)
Aproveite a folia, quem quiser e quem puder, pois esta Vida acabará algum Dia. Só, na tranquilidade, ou rodeada de gente querida em algum lugar animado já pode ser muito bom para mim. 
Então, posso dizer que já vivo esse carnaval todos os fins-de-semana, se me apetecer. 
Carnaval é quando eu quiser dar o meu aval.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

SimpleS aSSim!...


Está cansada, nem sabe de quê. Da mediocridade em volta? Talvez. Parece que já nada traz alegria genuína, a não ser a música, ah sem essa ela não vive. Muitas vezes apetece-lhe estar sozinha, em silêncio: o melhor remédio ou única resposta para dar aos tolos…

Para quê argumentar ou discutir com quem demonstra total ignorância e falta de sensibilidade em relação ao que a gente sente? Quando se percebe que somos incompreendidos, que não estão a querer ouvir, ou pouco se importam com algo que para nós é muito importante, devemos retirar-nos em silêncio. Nenhum esforço já vale a pena; é assim que ela se sente, com estes pensamentos.

Gosta de testar a vida, e as pessoas, cada vez mais. E repara que pouco se aproveita. Com tempo sobrando, algumas amigas usam sites de encontros para fazerem novas amizades, ou conhecer alguém que lhes proporcione companhia ou algo que valha a pena; contam histórias interessantes que vão vivendo, outras nem tanto. Dizem que é só bloquear quando alguém é chato ou incomoda, e está resolvido!

Resolveu entrar na onda e fazer também um teste. Será que, por acaso, ainda se encontrava algo ou alguém de jeito? Alguém que soubesse falar ou demonstrar sentimentos? Descobriu um monte de homens, desde bonitos e magros a gordos e menos belos e amarelos, de todas as idades e feitios, uns atrevidos, outros simpáticos e 'amorosos', todos ou quase todos procurando o mesmo, afinal: sedução, sexo (através de palavras ou fotos, se possível)… Todos oferecidos, pensava ela, do tipo “tomai e comei, este é o meu corpo”… Não há pachorra, nem estava virada para aí, cansou-se depressa. Eliminou a conta do site e continuou sendo ela mesma, em busca de algo que a preencha, com conteúdo e forma… alguém com quem dar risadas juntos, que olhe nos olhos, abrace, dê a mão...
Tanta gente carente nas redes sociais em busca de momentos! E essa vida de carência transformada em putaria não lhe interessava minimamente.

O segredo da vida é viver sem esperar nada de ninguém, nem de homens nem de mulheres...

Ela guarda a saliva para o necessário a ser dito. Tem aceitado, com doses homeopáticas, ficar sem ninguém. A não ser que chegue alguém que a surpreenda quase todos os dias, faça-a vibrar de emoções, saindo do marasmo em que se encontra… 

Poucas são as pessoas que podem dar-se ao luxo de sentirem a felicidade na simplicidade. Não é mesmo para qualquer simples mortal viver sem dar tanta importância à futilidade que impera no mundo em volta. Saber alienar-se, sem sofrer por isso. SER “normal” na anormalidade, ou “outsider”. 
Sem precisar TER para SER. Sem precisar SER o tempo todo, mais do que verdadeiramente se é…
Simplicidade: a maior ostentação da vida!

E, afinal, muita coisa boa na vida a começar por S:
Simplicidade
Sabedoria
Sensibilidade
mostrar Segurança, 
Sensualidade
bom Senso…
Sex-ta feira (para quem trabalha…)
S…
(aceitam-se mais sugestões…)
😏😅
https://www.youtube.com/watch?v=X0qgagQYk3Y

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

14 de fevereiro, dia amoroso


"O amor não é pesado nem leve,
não tem de ser sofrido,
mas apenas sentido,
não tem que tratar mal,
nem precisa de lágrimas de dor,
para ser verdadeiro amor.
Só de verdade consegue viver,
e sem ela pode morrer.
O amor faz-se em palavras trocadas,
em olhares que aconchegam,
em abraços sentidos,
em corpos partilhados.
O amor não maltrata,
aconchega sempre a diferença,
não precisa de provas,
nem julgamentos,
apenas de sinceridade,
de partilha sincera,
e de si mesmo,
Do Amor..."


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Na continuação...


Eu não digo?
Ainda falando sobre o nosso mundo fake, freak e solitário... será que é apenas impressão minha, ou antes a vida era mais saudável? As crianças brincavam livremente, sem pensar em perigos de todo o género, as pessoas encontravam-se e falavam olhos nos olhos, havia bailes e o homem buscava a mulher para dançar, coisas deste tipo que me lembre… havia interesse no outro… atualmente parece que andamos todos desligados da humanidade e voltados apenas para o écran do telemóvel, agora smartphone. Falamos com quem está distante, no mundo virtual, e ignoramos quem está ou passa ao nosso lado! (detesto se estou ao lado de alguém que prefere estar a falar no virtual e me ignora, desligo logo também, e faço o mesmo).

Só vou conhecendo gente esquisita, estranhíssima (nem sei classificar), sem palavra (é verdade, antes havia a palavra de honra)… de tal maneira que se acaba por ficar a duvidar de todos e de tudo o que nos dizem, naquela “entra por um ouvido e sai por outro”. Considero triste ter que viver deste jeito. 
Acontece com frequência alguém marcar algo e depois nada acontece, muitas vezes nem um telefonema a dar uma justificação, isso tanto a nível pessoal como profissional. Na minha opinião, é de bradar aos céus… 
E quem me faz isso uma vez, não fará a segunda, ou terá o troco do mesmo jeito. 
Porém… o que é isso comparado com tantas outras loucuras neste mundo, esta por exemplo: processa os pais por ter nascido sem autorização: https://www.jn.pt/mundo/mundo-insolito/interior/-processa-os-pais-por-ter-nascido-sem-dar-autorizacao-10541196.html
Se esta moda pega, os tribunais não vão ter mãos a medir LOL (até concordo, quem dera que todos nascêssemos com tudo e com a certeza de que nunca nada nos faltará, ou de que nunca sofreremos…)

E aquela notícia – será fake? – de que os bebés nascem “criaturas” e, mais tarde, quando puderem escolher, então decidem se querem ser macho ou fêmea… (por outro lado, na língua portuguesa, passámos a ter presidenta além do presidente, etc)… Enfim, nuns casos querem tirar os géneros, noutros acrescentam-se a torto e a direito, vamos lá entender LOL… 
O que faz falta é armar confusão, seja lá de que maneira for! O ser humano parece incaPAZ de viver nela, a PAZ! Não é hilariante? E por aí fora… é cada notícia, que já nem se percebe os limites entre a seriedade e a loucura. 

Pior ainda, ou mais deprimente, é o que ouvimos praticamente todos os dias sobre crimes cometidos no seio familiar, entre outros, com criaturas assistindo à violência diária e mesmo à morte dos seus progenitores… não há palavras para descrever onde chega a insanidade ou a maldade do que se diz Ser Humano…

Não quero dizer que sou 100% sã o tempo todo, mas tento manter-me equilibrada e em sintonia com o meu corpo, mente e espírito assumindo um compromisso de cuidar de mim mesma, ignorando os ruídos externos do mundo louco, e desta forma estarei a criar uma melhor saúde física e mental.
E manter o senso de humor realmente ajuda muito. Escolhi sorRIR para a vida, para que ela SORRIA para mim! 
Diariamente haverá algo que nos deixa tristes, para baixo, e não dá vontade nenhuma de rir. Porém, na vida em geral, ainda podemos encontrar muitos motivos para rir, em vez de chorar. Serão as nossas escolhas, até para estar alegre ou triste. E encontrar esses motivos ajuda-nos a manter a sanidade, até mesmo quando temos que lidar com o pior.
Be happy and don’t worry!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Mundo psicopata


Sábado 8:30 acordo com grandes obras (marteladas e berbequim) no apartamento ao lado, mesmo em cima da minha cabeça. Domingo foi às 10:00, menos mal. Pus a minha música aos berros, se é para ter barulho no prédio, então sejamos solidários! A parte boa disto é que posso descer para a praia mais cedo, aproveitar o dia e a vida lá fora, além do sol quentinho que me aquece a alma. Ao menos isso.
E comparo esta situação com a própria vida. Estamos rodeados de coisas e pessoas que nos incomodam ou fazem sentir mal, muitas vezes, e temos que alhear-nos de alguma forma, a fim de não entrar também na loucura…

O mundo está assim, assustador, psicopata. Gente que parece normal e, mais cedo ou mais tarde, revela-se com grande panca ou algum TOC (transtorno obsessivo compulsivo).
A propósito disto, nos dias 29, 30 e 31 de janeiro passou no canal SIC um filme documentário sobre um homem jovem, bonito, culto e bem-falante que caiu num engodo através das redes sociais. Durante aprox. 2 anos viveu uma história fictícia com personagens inventados por uma mulher que nunca chegou a conhecer e por quem chegou a apaixonar-se. Achei essa história incrível. A qualquer de nós poderá acontecer o mesmo, sermos assim ludibriados sem o mínimo pudor. Tanto no mundo real como virtual. 
Este mundo não é para pessoas sensíveis ou emocionalmente fragilizadas. Essa história maquiavélica aconteceu através da rede Facebook, porém, a maioria dos psicopatas nem deve usar as redes sociais, andam por aí e nunca sabemos quando nos calha algo a nós.
As pessoas sozinhas serão as mais visadas; preocupa e dá medo ver quem recorre a sites de encontros para conhecer alguém que ofereça companhia. Por exemplo o "Tinder" é famoso. Nestes sites dificilmente se encontrará alguém de jeito, é claro que pode haver exceções, e só cai quem quiser. 
Este mundo não está fácil.  Muita gente com mente doente, psicopata em maior ou menor grau, à espreita querendo abusar da ingenuidade ou boa vontade de quem apenas quer ter uma companhia agradável, para amizade sincera, ou poder viajar pelo mundo, por exemplo. Se é para trazer mais problemas, antes continuar sozinho/a.
Será que as pessoas nascem psicopatas, ou as más experiências vividas numa sociedade podre é que as deixam assim? Nada a ver, mas comparando com aquela teoria (provada cientificamente, pelo que parece) de que já se nasce homossexual, ninguém se torna… Então, será a psicopatia também genética? Panos que dão para mangas…
E assim caminha o mundo… cada vez mais gente sozinha, com medo de conhecer ou confiar em pessoas novas, correndo o risco de encontrar psicopatas pelo caminho… 
Faz lembrar aquele cartoon engraçado do gatinho sempre à janela, pensando e lamentando a sua triste solidão, será que algum dia vai acabar… até que vem alguém por trás, ou o próprio dono, toca nele e fica irritadíssimo, não quer que o chateiem de modo algum…
Boa semana, com saúde física e mental!

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Vida = Viagem

Ando sem ler há algum tempo. 
Tantos livros à minha espera e ando com este frenesi de querer blogar, será bom ou mau? É que também gosto de sair e conviver, passear, dançar… e o dia só tem 24h, e o fim-de-semana é tão curto! 
Resumindo: o tempo não chega para fazer tudo o que se gosta! 
Gosto (ainda) de perder tempo a visualizar (ou seja: cuscar um pouco) as minhas amizades no ‘Focinhobuk’ para sentir-me acompanhada (quando vejo alguém online)...

Reparo que aparece o aniversário de pessoas falecidas e ainda há quem vá à sua cronologia desejar saúde e felicidades - sermos imortais na era das redes sociais, não é este um mundo loucamente estranho? - ainda é possível ir lá e fazer uma declaração de carinho, deixar um “like” ou um 'coração de saudade' para alguém que apreciamos ou amamos e que já passou para o 'outro lado’… Estarão os dois mundos cada vez mais perto?! A verdade é que (quase) tudo não é mais como antigamente, já pouca gente se veste de luto, e pode-se até brincar com a Morte… e por que não? Para quem acredita que não somos apenas carne que se transforma em pó, mas somos espírito que vive eternamente, fica muito mais fácil aceitar a perda dos entes queridos, ou que a morte faz parte da(s) vida(s)! Apenas vamos uns antes dos outros...

Dedico este texto a Waldir Boccardo, ex jogador e treinador de basquetebol, além de ex marido de amiga minha; ele às vezes comentava as minhas fotos e me elogiava muito, era um querido, faleceu em novembro passado, e este mês (dia 28) faria a linda idade de 83:  

UM DIA SEREI PASSADO...

Virá um dia, não sei quando, se perto ou distante, que o que sou ou o que resta de mim, vai passar a residir no beco da memória, ou da falta dela.
Quando isso acontecer, talvez surjam os elogios de circunstância, aqueles que transformam as más pessoas em boas pessoas quando morrem, mas também aqueles genuínos e sentidos, de quem me acompanhou no caminho, ou mesmo afastado, esteve sempre comigo.
A vida de cada um de nós acaba por ser um repositório de presenças e de abandonos, de chegadas e de partidas, de momentos que parecem eternos, de instantes que passam, de virtudes e defeitos, de alegrias e tristezas, de promessas que ficam por cumprir, de sonhos que adormecem a sonhar. De “senhor do meu próprio tempo” vou ter que aceitar que, sem hora marcada, o tempo há-de tomar conta de mim. Um dia serei passado, mesmo habitando o futuro...

A vida é como uma viagem de comboio, com as suas estações e mudanças de carris, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns casos e profundas tristezas em outros…
Quando nascemos, apanhamos o comboio e conhecemos os nossos pais, acreditamos que eles vão viajar sempre ao nosso lado, porém eles vão sair em alguma estação e nós continuaremos a viagem. De repente ficamos sem a companhia e o amor insubstituível deles. Por um infeliz acaso, poderá acontecer o oposto, e a dor será insuportável. É inimaginável a dor resultante da perda de um filho, deve dar vontade de morrer logo a seguir...

Pelo caminho muitas outras pessoas especiais e significativas aparecerão: os nossos irmãos, primos, amigos, e supostamente a nossa (ou nossas) cara-metade…
Alguns apanham o comboio para descer na próxima estação e nem vamos notar que eles desocuparam os assentos. Outros vão amargurar a viagem, e vamos desejar que saiam o mais rápido possível. Outros ainda, ao descerem, deixarão um vazio definitivo…

Alguns “passageiros”, apesar de serem pessoas que amamos, seguirão em carruagens diferentes… Durante toda a jornada permanecerão separados, a menos que decidamos aproximar-nos e sentar-nos ao lado deles. Se realmente forem importantes para nós, é melhor apressarmo-nos antes que outra pessoa o faça antes de nós. Convém manter um relacionamento saudável com todos eles, procurando em cada passageiro o melhor que tem para oferecer-nos, e vice-versa. 
    
E a jornada continuará cheia de desafios, sonhos, fantasias, alegrias, tristezas, esperas e despedidas… Vamos mentalizar-nos que há sempre outra estação de comboios mais além, e, como não sabemos quando será a nossa última, vamos aproveitar cada momento desta viagem. 
Carpe diem!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Em modo Espera...


Dias de chuva.
Fins de semana. 
Noites de Inverno.

A chuva bate na janela e sabe-lhe bem ficar em casa, mesmo sozinha. Ela pensa que estaria melhor (bem) acompanhada, mas o que fazer? Ainda não apareceu o Mr. One, aquela pessoa com quem valerá a pena partilhar intimidades, segredos, e tantas outras coisas que um casal feliz pode fazer junto.
Candidatos? Sim, é capaz de haver “muitos” mas nenhum ainda lhe disse ou escreveu algo do género “deixa-me fazer-te feliz”… foi o que lhe contou uma amiga, que o ex namorado lhe escreveu, e ela deu nova chance para ele. Ou como um pai diria a uma filha querida “enamora-te de um homem que te ame tanto como te amo a ti”… 
É esse amor, é assim alguém que ela espera encontrar algum dia, e por isso continua solteira. Porque acredita no amor! Pode parecer algo contraditório, mas é que, após tantas situações, escolheu com toda a sua alma e coração não estar num relacionamento apenas por estar. Acredita que o amor está longe de ser aquilo por que já passou… era mais dor, carência e apego. Aprendeu a conhecer o seu valor e já não aceita qualquer coisa.
Não é fácil conhecer e confiar logo em alguém, em tempo de “fast food” - em que tudo é muito rápido tipo “vamos lá que se faz tarde”… faz falta a sedução, a conquista… atitudes bonitas que encantam, porque palavras leva-as o vento…o que parece é que os homens agora não se esforçam nadinha, desde que as mulheres começaram a “caçar”, ficam à espera da iniciativa delas… então, se assim é, por ela esperem sentados… Ela ainda gosta de ser à moda antiga, adora ser surpreendida, galanteada, mimada, sentir-se desejada pelo seu “cavaleiro andante”… às vezes lá cai do cavalo, mas não desiste de querer namorar, muito, andar de mão dada, fazer mais amor do que sexo, essa mistura explosiva…
Não são apenas as mulheres (como ela) a reclamar de falta de amor a sério, tanto eles como elas procuram um amor ou reclamam que estão sozinhos. Acredita que também não será fácil para os homens, especialmente após relações frustradas com mulheres que não os mereceram, quantos! Por isso, a moda passou a ser a falta de envolvimento. Nada de compromisso, ou, por causa do cliché “viver o momento”, a paixão é frágil porque não é construída em cima de alicerces sólidos e sim em cima de desejo, atração, situação. E tudo isso é efémero.…Não está fácil relacionar-se, para quem é exigente qb e quer algo sério e bonito, mas ficar com alguém por carência ou medo de ficar só também é deprimente e pode ser perigoso.
Antes sozinha do que encantada por quem acaba demonstrando não valer grande coisa. É perda de tempo insistir com alguém que mostra falta de interesse real na vida do outro, falta de consideração e, pior ainda, falta de respeito. Enquanto não encontrar a pessoa que divida com ela o centro do mundo e a sua paz, alguém com contexto, amor e abraços, e que acrescente algo à sua vida, vai aprendendo a conviver consigo mesma, a gostar do seu jeito de ser, dos seus costumes, hábitos e até mesmo dos seus defeitos.
(…)
Parou de chover. Parou de pensar na vida. É hora de dormir. Em paz, com o coração tranquilo.

Atrevo-me a ser feliz e, se for preciso, quebro as regras, desvio-me da estrada, sonho acordada…não é uma questão de escolha, é que a minha alma já nasceu assim, atrevida. Escolho continuar sendo exatamente eu mesma, atrevendo-me… a pior afronta é a que fazemos a nós próprios, à nossa alma, ao negar o que somos…”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Gringa (na)turista


Recentemente, e por obra do acaso, ou as tais coincidências, conheci mais uma moça que poderá ser uma futura amiga. Mal me conheceu e “tirou logo as medidas”, pensando que há afinidades entre nós. Há pessoas assim, observadoras à primeira vista, apesar de que 'quem vê caras não vê corações'... Ligou dias mais tarde a dizer que se identificou comigo, que gosta de pessoas simples, naturistas….Fiquei a pensar, eu naturista? Acho que devo ser, mas deixa-me esclarecer com o Dr. Google (já agora) o que é isso exatamente.
Será que era por ser domingo e fui ao restaurante mesmo em fato de treino, não estava caiada (como diz um bom amigo meu) – apesar que normalmente passo apenas um pouco de creme de cor no rosto, algum blush e batom, e raramente me apetece usar o rímel (preguicite aguda)...

Ao início pensamos logo em praias de nudismo e coisas desse tipo, mas o naturismo é uma prática que vai muito além da nudez. Nascido na Alemanha, trata-se mesmo de um estilo de vida, em harmonia com a natureza; é um movimento que se caracteriza pela prática do nudismo em grupo, com a intenção de encorajar o autorrespeito, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente. Há quem lhe chame mesmo uma filosofia de vida.
Tirar o máximo proveito dos agentes naturais - sol, terra, ar e água - exerce uma firme e equilibrada influência nos seres humanos, libertando-os do stress causado pelos tabus da sociedade dos nossos dias, mostrando o caminho para um modo mais simples, saudável e humano de vida. A alteração de hábitos alimentares ou a preocupação com o meio ambiente são algumas das práticas que contribuem para o bem-estar geral do corpo humano.
Os naturistas são felizes, são pessoas amigáveis que têm o prazer de ter descoberto este estilo de vida e de tratar  todos com respeito e igualdade. Estar entre  pessoas contentes e confortáveis traz uma sensação de bem-estar mental e, apesar do que se possa pensar, rapidamente nos habituamos ao facto de estarmos nus em conjunto com outras pessoas, mesmo que despidas fazendo tarefas do dia-a-dia, normalmente, sem que isso tenha que ser sexualmente estimulante.

É importante afirmar também que o naturismo receciona todos os conceitos morais, éticos e religiosos”…”quando inseridas na comunidade, pessoas de todas as classes sociais, credos e nível cultural estão despidas de qualquer adereço que possa demonstrar ostentação. Estando todos nus, tabus sobre sexualidade e preconceitos com o corpo são abandonados por crianças, jovens e adultosÉ um movimento unificador e pacífico que entende que a universalidade do corpo não pode ser segregada em partes indecentes e decentes” (afirma o presidente de uma associação naturista)

Ou... citando uma frase de Miguel Ângelo: “Que espírito será tão cego e vazio que não entenda que o pé humano é mais nobre que o sapato que a calça, e que a pele humana é mais bela que as vestes com que a cobrimos”…

 A vergonha habitualmente associada à nudez, nas sociedades civilizadas modernas, resulta de séculos de condicionamento cultural contra a exposição completa do corpo em público; o naturismo, ao corrigir este falso sentimento de vergonha, possibilita um novo modo de ver o corpo humano na sua beleza e dignidade.

Qualquer pessoa pode aderir a esta filosofia e em algumas partes do mundo existem milhares de famílias naturistas, algumas até já o são há várias gerações por acreditarem nesse modo de viver mais saudável e natural. 

Então, resumindo: ela afinal tinha razão, muito me identifico com esse movimento porque sou pacífica, gosto de uma simples forma de existência humana e de experimentar a liberdade (de espírito) vivendo em harmonia com o meu próprio corpo e com a natureza. Só não pratico a nudez porque não há onde nem com quem (riso). Não é costume ir a praias de nudistas porque também não as conheço por perto...por que não?

E é assim que nos autoconhecemos, através dos outros. Mesmo aquilo que muitas vezes nos irrita nos outros leva-nos à compreensão de nós mesmos. O que eu aprendo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

História da rã cozida


Um destes dias apareceu-me uma história que achei muito interessante e que, por esse motivo, quero partilhar. É a história da rã que não sabia que estava a ser cozida. E era mais ou menos assim: colocaram uma rã numa panela cheia de água fria e por baixo da panela colocaram o fogo muito baixinho para que a água fosse aquecendo muito lentamente. A rã não se preocupou com a água fria, nem tão pouco com a água morna, que até achou agradável. A temperatura ia subindo e a rã começou a deixar de apreciar a água e a sentir-se cansada. A temperatura subiu ainda mais e a rã começou a sentir-se desconfortável, mas como estava debilitada, não tinha forças para sair da panela. A temperatura continuou a subir e a rã acabou por morrer cozida.
Será que ao menos morreu feliz? pergunto eu. Se ela tivesse sido colocada diretamente na água quente, certamente teria pulado imediatamente para fora da panela. Mas como a mudança ocorreu lentamente, ela foi apreciando até que, quando começou a desagradar-lhe, já não conseguiu ter forças suficientes para saltar dali para fora.
Esta história retrata o que está a acontecer na vida dos portugueses, e não só, talvez mesmo em todo o mundo: as mudanças vão acontecendo de forma tão lenta que não nos apercebemos delas e, quando dermos conta, a nossa maneira de viver mudou totalmente.
Às vezes percebo que estou sendo uma rã fervida, entre tantas outras… Nem percebemos as mudanças. O que fazer para acordar no meio das águas já a borbulhar e tentar saltar fora???
Se olharmos para trás 10, 20 ou mais anos, talvez não seja difícil encontrarmos coisas que nos surpreenderiam (talvez até nem acreditássemos) e que hoje nos são completamente indiferentes ou que pouco incomodam. É cada uma...
Ou seja: a água vai aquecendo, as mudanças vão acontecendo, o nosso (des)Governo vai cortando aqui e ali, desmobilizando, reduzindo, sempre tudo a ficar diferente, se ao menos fosse para melhor… e atualmente muitas pessoas já não conseguem, sem o apoio de amigos, vizinhos ou instituições de solidariedade social, sair do “caldeirão” em que estão mergulhadas.
De algum modo todos nós estamos na inércia, comodismo e apatia, achando que está tudo bem, ou que o que está mal vai passar – é só questão de tempo. Vamos ‘sobrevivendo’ sem perceber que a água quente está nos matando aos poucos… Em nome do progresso, da ciência e do lucro são feitos ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver, lentamente mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e na maioria das vezes incapazes de defender-se.
Rãs fervidas não entendem que além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam de ser eficazes (fazer as coisas certas). E para que isso aconteça, há a necessidade de um crescimento contínuo, com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para dividir e planear, para uma relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade em atuar respeitando o pensamento do próximo.
Previsões para o nosso futuro, em vez de despertarem reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa senão preparar psicologicamente as pessoas para que aceitem algumas condições de vida decadentes, aliás dramáticas. O martelar contínuo de informações dos média satura os cérebros que já não têm capacidade para distinguir as coisas...
Fala-se sempre num “amanhã” que, de repente, se torna em HOJE!!! 
Ter consciência ou ser-se cozido: é necessário fazer a escolha, e conseguir saltar fora, antes que seja muito tarde…

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Talvez S

Apetece-me

EScrever como o Saramago dizem que ele eScrevia aSSim Sem pontuação nenhuma a verdade é que nunca me apeteceu ler nenhum livro dele deve Ser chato

MaS hoje apetece-me tentar eSSa forma de eScrever deve Ser engraçada
ÀS vezeS Sinto que é preciSo Ser-Se muito petulante para querer Ser feliz num mundo como eSte é ou eStá tudo a ficar tão eStranho
AS peSSoaS noS Surpreendem pelo menoS a mim cada vez maiS pela negativa do que pela poSitiva é um mundo fake eSte e não é para qualquer um pelo menoS que tenha alguma SenSibilidade e bom SenSo
Há gente que fica canSada de viver a partir de certa altura e dá triSteza Sentir iSSo
Fake também poderá Ser a minha amargura por iSSo não Se preocupe comigo quem me ler em diaS menoS bonS haverá Sempre um day after
A vida continua e é bela cada um colhe o que Semeia é muito triSte e deprimente eStar a Sofrer peloS outroS quando já temoS que tratar e bem de nóS meSmoS
Cada um interpreta a vida à Sua maneira entende-Se que devemoS eStar bem primeiro para depoiS eStarmoS bem com oS outroS ou conSeguir deixá-loS também um pouco melhor
MaS confunde-Se tudo e cada um acaba viciado em olhar apenaS para o Seu próprio umbigo e fica a lixar-Se para o outro e aSSim caminha a mediocridade
MuitaS palavraS vãS não Se cumprem promeSSaS não Se reSpeita o Ser e eStar do outro onde iremoS parar coitadaS daS criançaS cada vez maiS deStrambelhadaS
Felizmente há coincidênciaS felizeS que chegam Sem contarmoS e que compenSam tudo o reSto aSSim é a vida que é bela
E eu vou é parar por aqui anteS que azede maiS ou fique demaSiado repetitiva ou me eSqueça de ampliar algum dos SSS
ContinuemoS a SORRIR apeSar de tudo
Haja S de Saramago e outraS coiSas boaS a começar por eSSa letra como Sexta-feira por exemplo eventualmente fazem falta
Alguém me diga Se eSta eScrita tem piada Se eStou certa ou errada e Se era aSSim que ele eScrevinhava
Entenderão alguma coiSa do que aqui rabiSquei nem Sei hahaha
Nem quero Saber
Love you anyway ah aqui não há SS
Que 2019 traga muita coiSa boa e que noS faça felizeS ora aí eStá outra vez a palavra mágica
Felicidade Sem S
Saravá e tudo de bom para vocêS