segunda-feira, 15 de abril de 2019

Dia 13 de abril


Dia do beijo
Sábado passado foi o dia do beijo, e eu nem (o) senti… aproveitei para reparar (também) que ainda não tinha escrito aqui sobre o dia do beijo (falha minha, em dobro!)

Dia de beijos foi no sábado e será todos os dias. Porque o ato de beijar é gostoso, é o começo de tudo, e o meio, e também o fim. São tantas as formas de beijar! Basta exercitar os músculos bucais e a criatividade. O beijo tem poderes mágicos. Deve ser usado sem moderação. O simples ato de encostar os lábios desperta emoções, reações físicas e químicas no corpo humano. E quantos tipos de beijos haverá? Todos e mais algum…lembro-me destes:

O primeiro beijo - o mais apetecido e mais difícil de esquecer.
Beijo de amigo querido (ou selinho) - ambos os lábios se tocam rapidamente
Beijo animal - forte, escandaloso, com mordidas e chupões
Beijo roubado - de surpresa, sem escapatória
Beijo voraz - chega com fome e devora, intenso
Beijo demorado - dá vontade de nunca acabar
Beijo envolvente - quando damos conta, já nos deixámos levar, por inteiro!
Beijo arrebatador - surpreende e deixa-nos em estado de êxtase, tudo ao mesmo tempo
Beijo risonho - quando felicidade significa beijar aquela pessoa
Beijo descarado - não importa se alguém estiver a ver, “deixa que digam, que pensem, que falem”
Beijo escondido - no escurinho, disfarçado (mesmo com pessoas ao lado ou em volta), na última fila do cinema, dentro do carro…
Beijo saudoso - com lágrimas, à partida, ou fogoso, à chegada
Beijo carinhoso - começa com meiguice (mas pode evoluir para ousado ou escaldante)
Beijo doce - com sabor de chocolate, morango ou hortelã, ou algo adocicado
Beijo sonoro - desejo de algo intenso, tesão à flor da pele
Beijo apaixonado – cheio de carinho e afeição, e coração acelerado

A verdade é que existem diversos tipos de beijo e distintos modos de beijar. Todos nós já devemos ter experimentado várias versões, incluindo essas. Cada beijo é único, uma nova descoberta, um novo sentimento, uma nova sensação. Assim como cada pessoa carrega identidade própria. 
Não há quem beije mal, mas sim quem não combina... O melhor é experimentar até acharmos um que seja compatível connosco e nos leve às nuvens…

“Se combina o beijo, já é meio caminho andado” – Cazuza

terça-feira, 9 de abril de 2019

Mundo paradoxal


Algo a ponderar          

Vivemos num mundo de paradoxos, e salve-se quem puder, ou quem tiver saúde mental para poder entender o que se passa, ou para “saltar fora”. Fala-se em eliminar o plástico (agora?) das nossas vidas, porém, continuo a comprar saco de plástico cada vez que vou ao mercado e quase sempre me esqueço de trazer os meus, que são aos montes em casa! Às vezes até desisto de fazer uma grande compra só para não ter que comprar a porcaria do saco. Mas isso sou eu, e conheço alguém ainda pior.

E o que fazer com milhões de toneladas de lixo eletrónico no mundo, a libertar metais tóxicos que se entranham no meio ambiente, e entretanto fala-se em salvar o Planeta…? Sem falar de cada vez mais veículos a circularem nas cidades e nas estradas por aí fora…
WTF...?

No meio das minhas papeladas mal arrumadas encontrei o texto que transcrevo a seguir, de autor desconhecido, que estava em inglês e traduzi-o, pois vale a pena partilhar:
"O paradoxo do nosso tempo é que temos edifícios cada vez mais altos, e o ser humano com o pavio cada vez mais curto; rodovias mais amplas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas apreciamos menos; temos casas maiores e famílias menores; mais comodidades, mas menos tempo; temos mais formação académica, mas menos bom senso; mais conhecimento, mas menos juízo; mais especialistas, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde ou bem-estar. Bebe-se demais, fuma-se demais, vive-se mais descuidadamente, rimos muito pouco, conduzimos rápido demais, zangamo-nos muito rapidamente, ficamos acordados até muito tarde, assistimos (ou zapeamos) centenas de canais na TV, despertamos já muito cansados, raramente lemos ou rezamos. Multiplicámos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos muito, pouco amamos, e odiamos muitas vezes. Aprendemos a sobreviver, e não a viver; acrescentamos anos à vida, não vida aos anos. Vamos até à lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para conhecer e falar com o novo vizinho, ou mesmo com o da porta da frente. Conquistámos o espaço sideral, mas não o nosso próprio; temos feito coisas maiores, mas pouquíssimas melhores; tentamos limpar o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escreve-se mais, mas aprende-se menos; planeia-se mais, mas realiza-se menos.
Aprendemos a ter pressa para tudo, menos a esperar; temos rendimentos mais elevados, mas a ética baixou; temos mais comida, mas menos moderação; construímos computadores que podem processar mais informação e difundi-la, mas há cada vez menos comunicação; estamos a valorizar mais a quantidade do que a qualidade. Este é o tempo da “fast food” (comidas rápidas) e da digestão lenta; homens de grande estatura, mas de caráter pequeno, ou falta dele; lucros exorbitantes e relações humanas superficiais. Este é o tempo em que se fala de paz mundial, mas há guerra a nível doméstico; há mais lazer, mas menos divertimento; mais tipos de alimentos, mas menos nutrição. Hoje em dia há dois ordenados, mas mais divórcios; casas mais luxuosas, mas lares desfeitos. Tempo de viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, encontros de uma noite, corpos obesos, e comprimidos que fazem de tudo, desde alegrar a acalmar, e até matar. Tempo de muita aparência exterior, mas nada no interior. Cérebros  ocos. Estamos na época em que a tecnologia pode levar esta mensagem até ti, e poderás escolher fazer a diferença partilhando estas reflexões, ou simplesmente excluí-las..."

Eu diria que estamos num mundo VICA: Volatilidade-Incerteza-Complexidade-Ambiguidade...
Soooo...Carpe diem!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Escrever o quê?

Apetece-me escrever, mas não sei sobre o quê. 

Já está tudo muito “batido"… mundo incongruente, já sabemos todos…o vento grita lá fora e eu aqui “tirem-me deste filme”…
Vai uma rapidinha, uma escrita plagiada - e só plagio o que gosto e o que sinto - só para que notem a minha presença!

Escrever deve ser, tem de ser, uma qualquer forma de catarse, de expurgação, de esvaziamento. Um deitar fora, ainda que esbanjando emoções, um descarregar de conflitos, tensões, agonias, incómodos que, ao passarem a ter existência própria em textos, ainda que descontínuos e fragmentados, nos aliviam de algum peso, de estarmos cheios de razões e opiniões, de zangas avulsas e pequenas obsessões mais irritantes do que inquietantes.

Escrever é a única maneira de viver, não a minha vida, esta vida que me escapa por entre os dedos a cada gole da minha sede. É escreviver outras vidas, mesmo plagiando, em outras dimensões, tempos paralelos. Porque afinal, como seres humanos, todos temos o mesmo SENTIR.

Escrever nos torna mais humanos, mas nem por isso mais virtuosos. Escrever é roer os ossos do medo. Repudiar a felicidade como facilidade. É inspirar-se quando não há inspiração. É pintar, musicar, teatralizar, filmar, esculpir, dançar. Dançar conforme a música, conforme a dúvida. É para gente inconformada.

Escrever é a única louca esperança dentro de um manicómio... e fora dele também.

Escrever é deixar no papel a impressão digital do ser que somos.

Escrever é descrever o que pressentimos, o que dizem os nossos cinco sentidos, mesmo que não faça o menor sentido.

Escrever é sempre tarde, é sempre cedo, é sempre na hora certa.

Escrever é algo de que se tem necessidade, é algo de que não se tem necessidade alguma.

Escrever é incurável.

Escrever é sempre viver o sucesso no fracasso, a alegria de poder estar triste, o nunca do sempre, o infinito do finito, o absolutamente relativo.

Escrever é ato de amor, intimidade exposta, introspeção devassada, solidão solidária.

Escrever é falar com quem não vemos, ouvir quem nada nos diz, conversar com quem nos despreza, aprender com quem nada ensina, ensinar coisas a quem não quer aprender nada.

Escrever é catarse, é espionagem, é propaganda enganosa, mistério da fé, é terapia para toda a gente.

Escrever é recordar o que não aconteceu, prever a nostalgia, admirar-se com o banal.

Escrever é testemunhar, é enganar, é revelar, é purificar-se, é resistir, é matar, é assumir, é omitir, é calar, é sorrir.

Escrever é vício, é adiar a morte, é "um ócio trabalhoso", como disse Goethe.

Escrever é fugir, é voltar, é abrir uma janela, é fechar-se em casa, é queimar a casa, é reconstruir a casa, é pregar-se na cruz, é ressuscitar, é recriar o mundo.

 
ESCREVER é condenar-se. O cardeal Richelieu (descrito como um ser terrível por Alexandre Dumas) disse certa vez: "Mostrai-me seis linhas manuscritas pelo mais honrado dos homens, e acharei nelas todos os motivos para enforcá-lo".

sexta-feira, 29 de março de 2019

Versos

Um dia a mãe deu-lhe um íman de frigorífico com a imagem de uma gatinha e com a seguinte inscrição “todos os homens a querem mas nenhum a merece”, ela achou graça à mensagem sub-reptícia e guardou o presente, se calhar era verdade e ninguém precisava saber…
Anos mais tarde, nas (des)arrumações à casa, foi encontrar o íman e voltou a guardá-lo. Foi encontrando outras coisas aqui e ali, umas já sem interesse, de outras já nem se lembrava, outras com valor sentimental e que ficam para sempre. Mesmo de propósito, encontrou também os versos de alguém que sabia muito bem rimar e que lhe foram dedicados numa altura ternurenta, aqueles momentos efémeros, encantadores, e que são bons enquanto duram.
Porém, entretanto, o pano (da realidade) cai no palco da vida, o sonho continua comandando e “o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança”. É assim...com todos... ou sempre que uma mulher (ou um homem) sonha…

Finalmente encontrei…
A Mulher com quem sonhava
Porque toda a vida gostei
D’alguém que não me amava
Com os amigos vim jantar
E gostei da brincadeira
Acabei por vir encontrar
Uma amiga, agora companheira

Amigos, podem crer
Que não estou a brincar
E é bom vos poder dizer
Que também não estou a sonhar…

Nunca devemos desistir
Nem deixar de sonhar
Com verdade e sem mentir
Alguém nos vai agradar

Éramos duas almas perdidas
Em busca de algum carinho
Juntamos agora nossas vidas
Vamos construir nosso ninho

Nunca é tarde para iniciar
Nova vida ou nova relação
Só tem é que confiar
E fazer forte essa união…

E isto é tudo o que queremos
E ninguém me diga que não
Todos sabemos quanto sofremos
Como sem amor… dói o coração!

Por isso eu convidei
Minha amiga para dançar
E logo nessa noite eu pensei
Essa tu tens que a agarrar

Amar e ser amado
Penso que todos gostamos
Tanto no presente como no passado
É uma moda que todos dançamos

Anda cá… qu’és minha!...
Ai como eu gosto de dançar
E sem saber o que aí vinha
Acabei por a beijar…

Foi uma noite de glória
Para mais tarde recordar
O resto fica para a história
E mais não vou contar

É uma Mulher alta e fina
E com ar de estrangeira
O meu Amor se chama …
E isto é sério, não é brincadeira!

Set 2012
https://www.youtube.com/watch?v=9E353-SLhJ8

terça-feira, 26 de março de 2019

Ajustando o foco


Está tão bem assim sozinha. Às vezes até sente culpa por não precisar de ninguém. Será normal? A liberdade cai-lhe bem. Assim como o verão, que está à porta. Não importa se algum dia ou em breve alguém vai amá-la de verdade, atualmente vai se amando a ela própria, se admirando, se curtindo. As tormentas emocionais do passado não são mais do que golpes de aprendizagem. Quando percebeu que era pessoa de “tudo ou nada” não aceitou mais “meios- termos”, e a vida seguiu em frente. Por agora resolveu dedicar-se a si mesma. Fortalecer o seu lado interior, fazer coisas novas, decorar a sua alma, aumentar o volume do silêncio e encontrar a sua calma. 

Não dá para viver um amor meio-termo. Na verdade, nada “meio-termo” serve: gente que vive ‘em cima do muro’ irrita-a, água morna não serve nem para fazer chá e amores desses (fraquinhos) só servem para gente carente. AMOR (a sério) foi feito para pessoas inteiras!

Vai reparando que pessoas do Bem, como ela, estão sentindo o mesmo, pelo que vê partilharem na rede social. Acha que muita gente anda cansada das pessoas!!! Da complicação que fazem por coisas simples. Jogos de (des)interesses. Egoísmos. Futilidades. Falta de palavra, falam por falar. Montanhas a parir ratos. Vidas vazias. A cada dia que passa o que mais se vê é um mundo de pessoas superficiais, uma sociedade pautada por pressões de desinteresses, os tais jogos. Fora essas disputas de quem tem mais e mais, disputam até opiniões, sendo que as melhores coisas da vida não são disputáveis, elas são vividas, intocáveis e sentidas.
Vivemos na geração da superficialidade. É muita problematização, amores descartáveis, interesses unicamente em aparências e posições sociais. É a era das falsas promessas, das competições de desinteresses, da mesquinharia, do descartável… gente pseudo famosa que casa-descasa, faz filhos deste e daquele… que exemplos?...pobres crianças - “mas quem será o pai da criança?”… Inverteram-se as prioridades hoje em dia: o que é banal tem audiência, e o que tem boa essência é posto de lado.
Sim, também há no mundo muitas pessoas de bem, bem-intencionadas, algumas delas extraordinárias de generosidade. Mas há sobretudo manha, vileza, maldade, os sacanas, grandes e pequenos. Os que exploram e se aproveitam da pureza dos outros, ou de quem ainda a tem. Há os ‘senhores do mundo’ que fazem a mente dos mais fracos. E as pessoas ficam robotizadas, incapazes de reagir, de gritar, de explodir. Cheira a morte. A liberdade existe mas é muito condicionada pelo consumismo, pela troca mercantil, pelo comércio. As pessoas, algumas, até se divertem, mas no geral estão doentes ou cheias de medo. É a esquizofrenia global.
E desta forma ela fica com os seus pensamentos, à espera que alguém se lembre dela, uma vez ou outra, com uma mensagem, um telefonema, que a farão feliz e sentir-se acompanhada. Porque anda a olhar para dentro de si mesma há bastante tempo, não por egoísmo, mas por maturidade.
Aprendeu a afastar-se de quem não precisa dela. Espera tudo de si mesma e nada mais dos outros, assim viverá melhor, sem expectativas!
E quando alguém se interessar em fazê-la feliz, ela vai retribuir. Hoje em dia isso é tão raro, então não pode deixar de aproveitar essa chance.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Ser feliz é...

… uma escolha
… sentir gratidão ao acordar todas as manhãs, quando nos olhamos ao espelho
… ter talento para afastar pessoas e pensamentos negativos da nossa vida, e ignorar o que não interessa… ou seja: ser capaz de praticar o desapego…
...
Não sei se alguém ainda se interessa pelo que aqui escrevo, mas apeteceu-me continuar a falar sobre “ser feliz”… Parece que mantenho a minha essência (meio) hippie … ou estou no caminho certo para lá… cada vez menos agarrada a coisas e pessoas (a não ser que estas demonstrem que vale a pena dedicar-me a elas…) – quando a gente ama, se apega, é uma verdade – a comer cada vez menos porcarias, e a privilegiar o que é frugal e de qualidade…
Incluo-me na nova onda hippie do século 21, que não necessita de drogas.

Os hippies da década de 60 gostavam de alterar a consciência através de drogas psicodélicas, agora tentam entrar num estado de felicidade verdadeira através da meditação e da dança, fazem yoga, atividades holísticas, procuram comidas naturais e orgânicas e estar em sintonia com a própria natureza. 
Gosto disso tudo, é a minha cara!

Nota-se uma nova consciência: mais interesse na utilização de energias alternativas, o envolvimento em causas sociais, a procura de mais conhecimento aproximando-se de culturas milenares focadas na disciplina e na eliminação do ego, como por exemplo a cultura indígena, o hinduísmo, budismo, taoísmo, e outras. Reina o espírito do desapego, que é fundamental, e isso não é para qualquer simples mortal. Começa a haver comunidades e eventos que são como uma espécie de grande reunião familiar onde se juntam idosos, adultos, jovens e crianças. E são proibidos álcool, drogas e qualquer tipo de substância que tire a perceção do momento. Afinal, a consequência do uso de qualquer substância que altere estados de consciência levará à dependência física e psicológica a médio/longo prazo, entrando em contradição direta com uma cultura que preza pela LIBERDADE. Como ser LIVRE, se sou dependente?
Já vou conhecendo pessoas que vivem em caravanas, começo a ter conhecimento de retiros (ecovilas ou ecoaldeias) para hippies, quem sabe um dia… Aí vivem de maneira sustentável, em comunidade, e quase sempre há uma vertente espiritual que os mantém ligados e dita a ética dentro dessas comunidades. Praticam técnicas avançadas de permacultura, cultivos orgânicos, atividades em grupo, construção das próprias casas com materiais recicláveis, manutenção das áreas comuns, escolas com metodologia focada na criatividade das crianças e dos jovens, reutilizam as águas da chuva, etc.
Pessoas comuns, espertas, muitas com altos estudos, mas que se sentem infelizes apesar de todo o esforço para se manterem nos altos estágios da sociedade. Então perguntam a si mesmas se vale a pena ficarem presas a um emprego que não lhes diz nada, trabalhar para consumir e consumir para trabalhar, simplesmente pelo dinheiro ao fim do mês, e porque perceberam a farsa de um sistema criado para gerar cada vez mais necessidades e fazer-nos acreditar que estaremos mais felizes e plenos se atingirmos o Estágio XPTO! Não estaremos… então, pensam que será melhor diminuir as próprias “necessidades” e tornar-se LIVRE… Com uma falta de sentido profundo na vida resolvem parar, largar a sua zona de conforto, tentam livrar-se do stress e dos antidepressivos ou ansiolíticos que tomam à noite para dormir.
Diz-se que atualmente no planeta Terra apenas 62 pessoas detêm 50% de toda a riqueza a nível global, e que essas 62 pessoas não são as mais felizes do planeta, pelo contrário, provavelmente viverão diariamente preocupadas em ter que gerir a sua enorme fortuna. Que felicidade?
A vida tem me ensinado que ser feliz não é uma meta, mas uma opção de vida. Todos os dias escolho ser feliz! 


E… SER FELIZ sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade! 
Estou nessa vibração, namastê! (apeteceu-me)

quarta-feira, 20 de março de 2019

Dia Internacional da Felicidade


Foi ontem, mais um dia do Pai.
Uns querem sê-lo e não lhes permitem. Outros fogem à responsabilidade e deixam filhos por aí destrambelhados, que nunca entenderão por que foram renegados… Assim é o mundo:
Mortes por violência doméstica, praticamente todos os dias. Pedofilia até na igreja! Catástrofes naturais aqui e ali. Guerras pelo poder e pelo vil metal em vários sítios do mundo. Fome. Miséria, mais ainda a mental do que a outra… como é possível viver feliz num mundo como este? Boa pergunta!
É que hoje é o dia internacional da FELICIDADE, comemorado pela primeira vez em 2013, após aprovação pela ONU. Este dia visa promover a felicidade das pessoas e mostrar como esse sentimento é fundamental para o bem-estar das nações… soa hilariante, não? 
Segundo li, a criação deste dia surge por sugestão do Butão, um pequeno reino budista localizado nos Himalaias que desde 1972 adota como estatística oficial a "Felicidade Nacional Bruta" em vez do Produto Interno Bruto (PIB). 
Quero ir para os Himalaias!... 
Estudos revelam que Portugal é um dos países mais infelizes da Europa, o terceiro país europeu com maior uso de antidepressivos! (not me!)
Porém…será que as estatísticas incluem quem sabe disfarçar bem uma felicidade? Pois esta relaciona-se não só com a personalidade, mas também com a disposição e a forma de estar das pessoas… (o que me faz feliz a mim pode não fazer a outro, e vice-versa)…
O ser humano é deveras complicado (e bota complicação nisso) mas… bora lá…temos que viver, de alguma forma nos abstraindo do que se passa ao nosso redor, desligar a TV, ler um bom livro, passear à beira mar, ouvir música, dançar, conhecer pessoas do BEM, namorar de mão dada, se por acaso acontecer, e beijar na boca… 
Que o nosso principal lema seja ‘ser SÃO num mundo insano’, em regime de tempo integral, e assim os anos vão passando, simplesmente sentindo-nos bem com nós próprios, e a vida ficará mais leve, apesar de alguns percalços aqui e ali…
Vamos lá ser felizes, custe o que custar?


FELICIDADE
O que é a felicidade?
Será perceber a tristeza de perdermos as coisas boas que já temos?
A felicidade é manutenção.
É “não me deem nada do que eu peço mas também não me tirem nada do que eu preciso”.
É a mais ingrata de todas as resignações: "Sim, facilmente me imagino numa situação ainda mais aflitiva do que a minha.”
A felicidade são comparações.
Schopenhauer definiu o prazer, gratuitamente, como a ausência do sofrimento. Mas isso não é prazer. Prazer é prazer. Nem tão-pouco a felicidade é a ausência de infelicidade. Felicidade é felicidade.
Mas a imaginação das tristezas que não se têm — sabe-se lá por que sortuda combinação de circunstâncias — ajuda muito. Para se ser feliz ajuda muito ter-se uma boa imaginação: quer nas coisas em que se pensa ter sorte, quer nas coisas em que se pensa podermos ter tido mais azar.
Ser feliz é o conforto de uma hesitação: “Sei lá o que posso fazer para ser mais feliz...”
Mais feliz? A sério? Mais feliz não existe. Só existe feliz e infeliz.
A pergunta realmente triste é “será que sou feliz sem o saber?”.
A felicidade é indiferença. É bocejar quando se fala no assunto. É achar que é tudo uma questão de sorte. E é, sobretudo, a asquerosa insensibilidade perante a tristeza que vem do azar e da realidade da vida e de viver.
É da tristeza — e só da tristeza — que deveríamos falar.
É a infelicidade que é difícil de definir, por estar tão espalhada.
O resto — incluindo a felicidade — é só chatice.
Miguel Esteves Cardoso.
in Público de 15 Jan'16

sexta-feira, 15 de março de 2019

VIVER


Hey a vida não precisa ser só trabalhar, pagar contas e morrer!
(digo eu para mim mesma)
Há quem sonhe chegar “rico” aos 50 e curtir a vida a partir dessa idade. Feliz de quem tiver essa possibilidade, ou que tudo tenha dado certo para que se alcance esse objetivo. É que às vezes surgem desvios, e a pessoa (por exemplo, um homem) decide trocar de mulher, por outra bem mais nova… e aí lá vem toda a confusão de divórcio, partilhas e outras arrelias, etc. - lá se foi a tranquilidade - e depois há que reiniciar a vida do zero com a nova mulher, nova família… já não deu para parar e descansar, e curtir. Acontece a muito boa gente!
Hoje em dia esperam das crianças TUDO e o tempo TODO: têm que estudar muito e passar sempre de ano, com bom aproveitamento, têm que entrar para uma faculdade boa, ou fazer um curso renomado, arranjar um bom emprego, ter um bom currículo, ganhar mais do que os seus pais ou amigos…
É-lhes ensinado que SUCESSO na vida é ter um cargo elevado numa empresa reconhecida, com vários subordinados. E elas crescem acreditando fielmente nisso. E para quê essa pressão toda em arranjar um bom emprego aos 20 e poucos anos de idade? Para tornar-se uma pessoa depressiva, mega competitiva e materialista? Só importa ganhar dinheiro? Por isso o mundo tá como tá…
Não! A vida não deveria ser só estudar, trabalhar, ganhar dinheiro e morrer. Deviam ensinar as crianças a serem FELIZES, em vez de serem perfeitas!
Não nascemos neste mundo maravilhoso, cheio de lugares lindos e diferentes, pessoas e comidas exóticas, para vivermos enfiados num escritório todos os dias das 9h às 18h. E depende do escritório, há uns que ainda valem a pena, com boas condições para se estar a maior parte do dia. Que vida, essa de esperar sempre e apenas os fins de semana e os feriados, ou os 22 dias de férias ao ano, para se VIVER.
Conheço gente que nunca vi ganhar um salário, nem sei exatamente como vai (sobre)vivendo, talvez os pais ajudem, se ainda estiverem vivos, ou os amigos/as…mas ganhou outro tipo de experiências enriquecedoras, e é gente tranquila, feliz! (aparentemente). Se lhes apetecer, trabalham um período de tempo para arrecadar algum dinheiro, depois guardam ou aproveitam para viajar e aventuram-se pelo mundo… essa gente é aquilo que vive, as pessoas que encontra, os livros que lê, os lugares onde vai, as experiências que tem. Sem currículos. Isso não deveria ser perguntado em entrevistas de emprego?
Cheguei a esta idade e me pergunto às vezes se serei uma pessoa bem-sucedida. Andei de trabalho em trabalho, até em multinacional trabalhei (no tempo das vacas gordas), nunca ganhei nenhum salário de dar inveja… E daí? Uns zeros a mais na conta do banco acrescentarão algo de bom à minha vida? Chega um dia, de repente, olhamos para o lado e vemos os nossos envelhecidos, que um dia seguraram a nossa mão, e agora seremos nós a ter que os conduzir… A vida passou, o que se fez de bom? Que loucura!
Louco deve ser quem, aos 20 e tantos anos começa a preocupar-se em chegar aos 50 ou 60 com riqueza, a morar no bairro mais luxuoso da cidade num apartamento de 300m², com empregada todos os dias para lavar a louça e estender a roupa das camas, com o carro do ano, com filhos nas aulas de inglês, alemão e espanhol, no ballet etc. Achando que todo o seu propósito de vida foi alcançado. Mas sentindo-se infeliz, depressivo... Anos a fio vendo as mesmas pessoas, de frente para o mesmo computador, horas perdidas no trânsito para ir trabalhar…
Precisamos de todos esses excessos que “achamos” que precisamos? Claro que não, um dia vamos entender. Que realização para uma pessoa não é dinheiro. Realização são histórias realmente vividas, é sentar numa esplanada com amigos para contá-las, RIR muito com algumas delas, apreciando um magnífico pôr-do-Sol, sem a preocupação de trabalho que deixámos de fazer naquele dia porque estávamos sobrecarregados e não houve tempo.
O que se leva desta vida é a vida que se leva. Vamos correr atrás do que faz o nosso coração vibrar. Para quê preocupar-se tão novo com reforma na velhice e com hipoteca de casa. Para algumas pessoas, parece que caixão tem gaveta, tanto guardam, e que vida estúpida levam, nem param para pensar que o que amealham em vida não será levado depois que morrerem.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Esquizofrenia social

Um retrato da sociedade atual

Vivemos numa época em que é normalíssimo o divórcio e fala-se que os padres deveriam casar-se…que os heterossexuais tenham relações sem compromisso, mas que os gays se casem pela igreja… que as mulheres se vistam como homens e assumam papéis masculinos, e que os homens se tornem "frágeis" como as mulheres… uma criança com apenas cinco ou seis anos de idade tem o direito de escolher se pretende ser do sexo masculino ou feminino para o resto da sua vida, mas um menor (com menos de dezoito anos) não pode responder pelos crimes cometidos... não há dinheiro para ter pacientes em hospitais, mas há incentivos e patrocínios para quem quiser mudar de sexo… há acompanhamento psicológico gratuito para quem quiser passar de heterossexual a homossexual, mas não há apoios para a situação inversa, e se alguém tentar fazê-lo é um crime… ser a favor da família ou da religião é ditadura, mas urinar em crucifixos, por exemplo, é liberdade de expressão!...

Temos hoje uma geração bastante generosa: deixa os filhos na creche, os pais no asilo, mas beijam os cães e gatos, “tratam-nos a pão-de-ló” dormindo com eles e levando-os a passear…
Este é um mundo de pessoas de alma vazia que se esquecem de cuidar do espírito, mas resolvem cuidar e cultuar os seus corpos; em que uma foto no ginásio tem muito mais Likes do que uma foto a estudar ou a praticar boas ações; onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso e conversando sobre o dia-a-dia, e ficam entretidos a ver TV ou ao telemóvel, ou a trabalhar; onde homens e mulheres, muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e o seu único "compromisso" será posar para fotos e postar nas redes sociais, jurando amor eterno…

Espetacular, admirável mundo novo! “E o louco sou eu?!” (já dizia o outro)

Se isto ainda não é o fim dos tempos, estamos muito perto de lá chegar, nitidamente...
Lembro ainda aquela citação do Dalai Lama: “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.“
Século XXI - onde só se sobrevive “jogando com a Razão", e é-se destruído se agirmos com o Coração!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Oito de março


Foi dia 8/3, sexta-feira.
O dia d'ELA, a MULHER. Houve até greve de feministas em Portugal pela primeira vez. Acho bem que se lute por uma igualdade, a nível salarial por exemplo, contra o machismo ou contra o feminicídio. Tanta coisa errada, abominável, e que é preciso melhorar. O mundo está em alvoroço. E elas vão conseguindo, aos poucos. Meteu fim-de-semana, e é vê-las em grupos por todo o lado, especialmente nas pistas de dança, animadas, aparentemente felizes da vida, soltas, libidinosas, enquanto os homens ficam sentados a emborcar e a mirá-las, desejando-as ou invejando-as?… Os que miram… outros há que evitam o sexo oposto, são mais felizes com os da sua espécie… assim caminha o mundo, supostamente em direção ao “género homoafetivo” ou terceiro sexo, sei lá, vale tudo… 
Afinal, parece que todos têm do que se queixar… basta ter nascido!
Ainda não tinha escrito nada sobre Ela...  
O que há pra falar da Mulher, ano após ano? além das inúmeras tarefas que lhe calham no dia-a-dia...
Muitas estão a ganhar terreno, com ou sem ajuda vão conquistando liberdade, êxitos, ao ponto de acharem que até nem precisam de homem para nada...
Algumas delas estão se tornando os homens com quem gostariam de casar-se! 
Mulheres a quererem ser homens, estes a quererem ser mulheres, caganda salgalhada por aí anda…

O dia delas foi na sexta, é hoje, será amanhã, enfim, assim será enquanto houver dias e mulheres…
As Mulheres são o pilar da raça humana. Não há nada igual. Não é por acaso que temos a Mãe Natureza e não o Pai Natureza. A Mulher é o ser que age com coração, completamente altruísta, que defende, que cuida, que luta, que ama mais do que qualquer Homem conseguirá amar. A característica física do Homem faz com que seja forte, tem que providenciar, a Mulher trata do que é mais importante: os assuntos da alma e do coração. Para um homem feminista será fácil entender, ou entendê-la e amá-la, como merece...

Queriam que Ela fosse sempre do LAR, mas Ela tem aprendido e agora prefere ser mais do LER, e com essa LIBERDADE Ela será de onde quiser SER.

"Um mundo em que sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres" (Rosa Luxemburgo)